quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CHUVAS : TENDÊNCIAS PARA PRÓXIMOS ANOS.

Intensidade dos temporais no Brasil aumentou nos últimos 50 anos
Tendência é que nas próximas décadas chova até 20% mais nas regiões Sul e Sudeste do país, as mais afetadas por enchentes. Sistema de previsão melhorou, mas ocupação urbana desordenada é a maior causa de tragédias.

A frequência de chuvas intensas aumentou nos últimos 50 anos em todo o sudeste da América do Sul, que inclui as regiões Sudeste e Sul do Brasil. “E as previsões e modelos para o futuro mostram que a tendência é seguir aumentando”, aponta José Antônio Marengo Orsini, chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Mozar de Araújo Salvador, meteorologista da Coordenadoria Geral de Desenvolvimento e Pesquisa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), observou o mesmo fenômeno a partir de medições feitas na região metropolitana de São Paulo. Segundo ele, o número de dias chuvosos continua o mesmo, mas as chuvas caem com mais força.

Cientistas que pesquisam as mudanças climáticas preveêm ainda um leve aumento nas temperaturas das regiões Sul e Sudeste, e calculam que, entre 2041 e 2070, deva chover de 15% a 20% mais nessa área. Até o fim do século, o clima deve estar cerca de três graus mais quente e de 25% a 30% mais chuvoso, apontou em 2013 o primeiro Relatório de Avaliação Nacional do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Dimensões do desastre

Com o início da temporada de chuvas na região Sudeste, o risco de enchentes é iminente. No estado do Espírito Santo, 24 pessoas morreram, duas seguem desaparecidas, e os moradores ainda tentam voltar às suas casas depois que as chuvas bateram recordes históricos. No pico da enchente, 50 mil pessoas tiveram que deixar suas residências.

Na capital Vitória choveu 746 milímetros em dezembro – 720 milímetros a mais do que no último mês de 2012. Dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) apontam que foi o mês mais chuvoso desde que começaram a ser feitas medições pluviométricas, em 1924.

No interior, as anomalias registradas pelo sistema de Defesa Civil do Estado foram ainda maiores: em Baixo Guandu, por exemplo, uma das cidades mais afetadas, a média histórica de chuvas para dezembro é 194 milímetros, conforme dados registrados ente 1931 e 2008. A enchente foi provocada pelo acumulo de 760 milímetros de chuva em dezembro de 2013.

Chuva forte não é o problema

Mas o volume de água não é o maior problema, segundo Marengo Orsini. “A chuva não mata ninguém. O clima é apenas um deflagrador dos desastres naturais”, enfatiza. Ele explica que é o fator humano que transforma condições meteorológicas extremas em desastres naturais. Se a mesma condição – como chuvas fortes e alagamentos – ocorresse em uma área não habitada, isso não representaria necessariamente uma catástrofe, lembra.

Essa constatação aponta diretamente para planejamentos urbanos equivocados – ou a total falta dele. “Algumas cidades nem têm plano diretor”, pondera Marengo Orsini. No entanto, ele explica que a ocupação desordenada não está restrita a áreas pobres ou invadidas. A ocupação de encostas onde no passado havia florestas também pode representar um risco. Zonas ribeirinhas também são um problema: “Há casas que foram feitas onde há 20 anos era um leito de rio, e agora o rio volta para reclamar seus direitos”.
Obras mal-feitas, ocupações desordenadas e pessoas morando em áreas de risco transformam as cidades em cenários propensos a catástrofes naturais. Para o especialista do Inmet, a forte urbanização ocorrida especialmente a partir da década de 1970 teve influência direta no clima da própria região. “Áreas com cobertura vegetal emitem menos radiação, que é o que aquece o ar”, lembra Mozar de Araújo Salvador. Nas cidades, concreto, asfalto ou mesmo o vidro usado em prédios inteiros podem contribuir para o aquecimento do ar.
O especialista prefere não relacionar as enchentes do Espírito Santo com o aquecimento global, mas assegura que, embora tenha sido uma ocorrência extrema e não sequencial, existe uma conexão lógica. Segundo ele, em um planeta mais quente deve ocorrer mais evaporação e, consequentemente, mais chuvas intensas. No entanto, apesar de o Inmet já ter completado um século de atividades, são poucas as cidades do país que mantêm registros meteorológicos tão antigos. Dessa forma, os cientistas têm dificuldades em fazer comparações ou identificar a ocorrência das mudanças.

Espírito Santo deixaram milhares de desabrigados
Mortes por deslizamentos
O deslizamento de terra é a principal causa de morte em desastres naturais. Chuvas constantes saturam o solo e fazem com que a terra deslize de morros e encostas. E, por conta da formação geológica e da ocupação territorial, o litoral brasileiro é especialmente suscetível aos deslizamentos.
De acordo com o diretor Respostas aos Desastres da Defesa Civil de Santa Catarina, tenente coronel Aldo Baptista Neto, aparelhos de medição telemétrica – que verificam automaticamente o nível dos rios e enviam a informação digital direto a uma central de processamento – ajudam os centros de Defesa Civil a emitir os alertas de enchente.
Os dados da telemetria são cruzados com as medições pluviométricas (do volume de chuvas) e aplicados a um modelo matemático da região. Essa modelagem digital, baseada em mapeamentos de solo, relevo, ocupação e históricos de enchente, assegura a precisão do sistema. As previsões meteorológicas, que podem ter uma precisão de até 90% em 48 horas, completam a base de dados para a geração de alertas.

Mudança de comportamento

Neto avalia de forma positiva as ações brasileiras em Defesa Civil. Ele vê uma mudança de comportamento da população depois da tragédia de 2008 em Santa Catarina e de 2011 na Região Serrana do Rio de Janeiro, com deslizamentos e centenas de vitimas. “Em regiões onde as enchentes são comuns, as pessoas já saem de casa antes de começar a chover”, exemplifica.
Planos de Defesa Civil também são importantes para isso. Se os fenômenos naturais são incontroláveis, a resposta imediata antes que a situação se agrave e o resgate se torne difícil pode salvar vidas. O bombeiro sugere que cada família tenha seu próprio esquema: com documentos importantes, remédios de uso contínuo e mantimentos para 24 horas organizados de forma que possam ser rapidamente localizados caso precisem deixar suas casas.
“As pessoas não podem esperar para sair de casa quando a água estiver na cintura. Elas precisam acreditar e atender ao pedido das autoridades para que deixem suas casas imediatamente e sigam para os abrigos indicados em caso de risco”, alerta Aldo Baptista Neto.

Matéria de Ivana Ebel, na Agência Deutsche Welle, DW, reproduzida pelo EcoDebate, 14/01/2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

CLIMA : TEMPERATURAS EXTREMAS

OMM: aquecimento global pode causar mais situações de clima extremo

Segundo Organização Meteorológica Mundial, existe cada vez mais consenso científico sobre o tema; agência da ONU comenta vórtice polar que passou pela América do Norte esta semana.

Foto: OMM

Por Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, fez um balanço esta sexta-feira das temperaturas extremas que atingiram os Estados Unidos, a Europa e a Austrália esta semana.

Em Genebra, a porta-voz da agência, Clare Nullis, afirmou que aumenta o consenso científico de que as correntes de ar serão cada vez mais instáveis devido ao aquecimento global e com isso, levando a mais situações de clima extremo.

Expressão

A representante da OMM destacou que a expressão “vórtice polar”, que ficou muito popular esta semana com as temperaturas negativas nos Estados Unidos, já é usada por especialistas há décadas.

Segundo Nullis, uma massa intensa de ar frio do Ártico fez uma curva para o sul e com isso, grande parte do Hemisfério Norte teve temperaturas extremamente frias.

Europa

Já na Europa, o clima foi mais quente do que a média para o inverno na região, que chegou a 19° Celsius em Biarritz, na França. Em áreas costeiras, como na Espanha, houve ventos muito fortes e chuva pesada.

Segundo a OMM, o que aconteceu esta semana faz parte “da variação natural do clima”, com temperaturas muito frias nos Estados Unidos, mas mais quentes na Europa.

Na Austrália, a população pode enfrentar uma segunda onda de calor neste fim de semana. No ano passado, o país teve as temperaturas mais quentes já registradas.

Informe da ONU Brasil, publicado pelo EcoDebate, 14/01/2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

LIVRO DE ROMEU TUMA Jr.

Romeu Tuma Júnior conta como funciona o estado policial petista
Romeu Tuma Junior conta como funciona o estado policial petista
O “estado policial petista” não é uma invenção de paranoicos, de antipetistas militantes, de reacionários que babam na gravata dos privilégios e que atuam contra os interesses do povo. Não! O “estado policial petista” reúne as características de todas as máquinas de perseguição e difamação do gênero: o grupo que está no poder se apropria dos aparelhos institucionais de investigação de crimes e de repressão ao malfeito — que, nas democracias, estão submetidos aos limites da lei — e os coloca a seu próprio serviço. A estrutura estatal passa a servir, então, à perseguição dos adversários. Querem um exemplo? Vejam o que se passa com a apuração da eventual formação de cartel na compra de trens para a CPTM e o metrô em São Paulo. A questão não só pode como deve ser investigada, mas não do modo como estão agindo o Cade e a PF, sob o comando de José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. As sentenças condenatórias estão sendo expedidas por intermédio de vazamentos para a imprensa. Pior: as mesmas empresas investigadas em São Paulo se ocuparam das mesmas práticas na relação com o governo federal. Nesse caso, não há investigação nenhuma. Escrevi a respeito nesta sexta.
Quando se anuncia que o PT criou um estado policial, convenham, não se está a dizer nenhuma novidade. Nunca, no entanto, alguém que conhece por dentro a máquina do governo havia tido a coragem de vir a público para relatar em detalhes como funciona o esquema. Romeu Tuma Junior, filho de Romeu Tuma e secretário nacional de Justiça do governo Lula entre 2007 e 2010, rompe o silêncio e conta tudo no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, publicado pela Editora Topbooks (557 págs., R$ 69.90). O trabalho resulta de um depoimento prestado ao longo de dois anos ao jornalista Cláudio Tognolli. O que vai ali é de assustar. Segundo Tuma Junior, a máquina petista:
1: produz e manda investigar dossiês apócrifos contra adversários políticos;
2: procura proteger os aliados.
O livro tem um teor explosivo sobre o presente e o passado recente do Brasil, mas também sobre uma história um pouco mais antiga. O delegado assegura que o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva — que nunca negou ter uma relação de amizade com Romeu Tuma — foi informante da ditadura. A VEJA desta semana traz uma reportagem sobre o livro e uma entrevista com o ex-secretário nacional da Justiça. Ele estava lá. Ele viu. Ele tem documentos e diz que está disposto a falar a respeito no Congresso. O delegado é explícito: Tarso Genro, então ministro da Justiça, o pressionou a divulgar dados de dossiês apócrifos contra tucanos. Mais: diz que a pressão vinha de todo lado, também da Casa Civil. A titular da pasta era a agora presidente da República, Dilma Rousseff.
Segue um trecho da reportagem de Robson Bonin na VEJA desta semana. Volto depois.
(…)
Durante três anos, o delegado de polícia Romeu Tuma Junior conviveu diariamente com as pressões de comandar essa estrutura, cuja mais delicada tarefa era coordenar as equipes para rastrear e recuperar no exterior dinheiro desviado por políticos e empresários corruptos. Pela natureza de suas atividades, Tuma ouviu confidências e teve contato com alguns dos segredos mais bem guardados do país, mas também experimentou um outro lado do poder — um lado sem escrúpulos, sem lei, no qual o governo é usado para proteger os amigos e triturar aqueles que sio considerados inimigos.
(…)
Segundo o ex-secretário, a máquina de moer reputações seguia um padrão. O Ministério da Justiça recebia um documento apócrifo, um dossiê ou um informe qualquer sobre a existência de conta secreta no exterior em nome do inimigo a ser destruído. A ordem era abrir imediatamente uma investigação oficial. Depois, alguém dava urna dica sobre o caso a um jornalista. A divulgação se encarregava de cumprir o resto da missão. Instado a se explicar, o ministério confirmava que, de fato, a investigação existia, mas dizia que ela era sigilosa e ele não poderia fornecer os detalhes. O investigado”, é claro, negava tudo. Em situações assim, culpados e inocentes sempre agem da mesma forma. 0 estrago, porém, já estará feito.
No livro, o autor apresenta documentos inéditos de alguns casos emblemáticos desse modus operandi que ele reuniu para comprovar a existência de uma “fábrica de dossiês” no coração do Ministério da Justiça. Uma das primeiras vítimas dessa engrenagem foi o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Senador época dos fatos, Perillo entrou na mira do petismo quando revelou a imprensa que tinha avisado Lula da existência do mensalão. 0 autor conta que em 2010 o então ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, entregou em suas mãos um dossiê apócrifo sobre contas no exterior do tucano. As ordens eram expressas: Tuma deveria abrir urna investigação formal. 0 trabalho contra Perillo, revela o autor, havia sido encomendado por Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete do presidente Lula. Contrariado, Tuma Junior refutou a “missão” e ainda denunciou o caso ao Senado. Esse ato, diz o livro, foi o primeiro passo do autor para o cadafalso no governo, mas não impediu novas investidas.
(…)
Celso Daniel, trens, mensalão…
Vejam o que vai acima em destaque. Qualquer semelhança com os casos Alstom e Siemens, em São Paulo, não é mera coincidência. O livro traz revelações perturbadoras sobre:
a: o caso do cartel de trens em São Paulo:
b: o dossiê para incriminar Perillo;
c: o dossiê para incriminar Tasso Jereissati (com pressão de Aloizio Mercadante);
d: a armação para manchar a reputação de Ruth Cardozo;
e: o assassinato do petista Celso Daniel, prefeito de Santo André;
f: o grampo no STF (todos os ministros foram grampeados, diz Tuma Junior);
g: a conta do mensalão nas Ilhas Cayman…
Tuma - grampo Gilmar
E muito mais. Tuma Júnior está com documentos. Tuma Junior quer falar no Congresso. Tuma Junior tem de ser ouvido. Abaixo, seguem trechos de sua entrevista à VEJA.
(…)
Por que Assassinato de Reputações?
Durante todo o tempo em que estive na Secretaria Nacional de Justiça, recebi ordens para produzir e esquentar dossiês contra uma lista inteira de adversários do governo. 0 PT do Lula age assim. Persegue seus inimigos da maneira mais sórdida. Mas sempre me recusei. (…) Havia uma fábrica de dossiês no governo. Sempre refutei essa prática e mandei apurar a origem de todos os dossiês fajutos que chegaram até mim. Por causa disso, virei vítima dessa mesma máquina de difamação. Assassinaram minha reputação. Mas eu sempre digo: não se vira uma página em branco na vida. Meu bem mais valioso é a minha honra.
De onde vinham as ordens para atacar os adversários do PT?
Do Palácio do Planalto, da Casa Civil, do próprio Ministério da Justiça… No livro, conto tudo isso em detalhes, com nomes, datas e documentos. Recebi dossiês de parlamentares, de ministros e assessores petistas que hoje são figuras importantes no atual governo. Conto isso para revelar o motivo de terem me tirado da função, por meio de ataque cerrado a minha reputação, o que foi feito de forma sórdida. Tudo apenas porque não concordei com o modus operandi petista e mandei apurar o que de irregular e ilegal encontrei.
(…)
O Cade era um dos instrumentos da fábrica de dossiês?
Conto isso no livro em detalhes. Desde 2008, o PT queria que eu vazasse os documentos enviados pela Suíça para atingir os tucanos na eleição municipal. O ministro da Justiça, Tarso Genro, me pressionava pessoalmente para deixar isso vazar para a imprensa. Deputados petistas também queriam ver os dados na mídia. Não dei os nomes no livro porque quero ver se eles vão ter coragem de negar.
O senhor é afirmativo quando fala do caso Celso Daniel. Diz que militantes do partido estão envolvidos no crime.
Aquilo foi um crime de encomenda. Não tenho nenhuma dúvida. Os empresários que pagavam propina ao PT em Santo André e não queriam matar, mas assumiram claramente esse risco. Era para ser um sequestro, mas virou homicídio.
(…)
O senhor também diz no livro que descobriu a conta do mensalão no exterior.
Eu descobri a conta do mensalão nas Ilhas Cayman, mas o governo e a Polícia Federal não quiseram investigar. Quando entrei no DRCI, encontrei engavetado um pedido de cooperação internacional do governo brasileiro às Ilhas Cayman para apurar a existência de uma conta do José Dirceu no Caribe. Nesse pedido, o governo solicitava informações sobre a conta não para investigar o mensalão, mas para provar que o Dirceu tinha sido vítima de calúnia, porque a VEJA tinha publicado uma lista do Daniel Dantas com contas dos petistas no exterior. O que o governo não esperava é que Cayman respondesse confirmando a possibilidade de existência da conta. Quer dizer: a autoridade de Cayman fala que está disposta a cooperar e aí o governo brasileiro recua? É um absurdo.
(…)
O senhor afirma no livro que o ex-presidente Lula foi informante da ditadura. É uma acusação muito grave.
Não considero uma acusação. Quero deixar isso bem claro. O que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo. Conto esses fatos agora até para demonstrar que a confiança que o presidente tinha em mim no governo, quando me nomeou secretário nacional de Justiça, não vinha do nada. Era de muito tempo. 0 Lula era informante do meu pai no Dops (veja o quadro ao lado).
O senhor tem provas disso?
Não excluo a possibilidade de algum relatório do Dops da época registrar informações atribuídas a um certo informante de codinome Barba.
(…)
Tuma imagem mensalão
Encerro
Encerro por ora. É claro que ainda voltarei ao tema. Tuma Junior estava lá dentro. Tuma Junior viu e ouviu. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) quer que o delegado preste depoimento à Câmara sobre o que sabe.
O estado policial petista tem de parar. E parte da imprensa precisa deixar de ser o seu braço operativo.
Por Reinaldo Azevedo
Fonte: Veja.com

GM FAZ DEMISSÃO POR TELEGRAMA.

Operários da GM são demitidos por telegrama na véspera do ano-novo

Trabalhadores pertencem à linha de montagem onde é fabricado o modelo Classic, em São José dos Campos 


28 de dezembro de 2013 | 20h 49

SÃO PAULO - A General Motors demitiu centenas de trabalhadores por telegrama no último fim de semana do ano na fábrica de São José dos Campos (SP). Os demitidos eram da linha de montagem de veículos de passageiros (conhecida como MVA), onde era fabricado o modelo Classic.
Fonte : Veja.com
Os trabalhadores receberam telegramas informando que a partir do dia 31 de dezembro eles estarão demitidos, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira de Barros.

Barros disse que o sindicato não foi comunicado das demissões e que vai entrar na Justiça do Trabalho pedindo o cancelamento dos cortes. Segundo ele, a fábrica está promovendo "demissão em massa".

O presidente do sindicato não sabe quantos trabalhadores estariam sendo cortados. Mas, de acordo com ele, a linha de produção do Classic empregava 750 pessoas, sendo que 304 já teriam aderido ao programa de demissão voluntária.

O restante, segundo o sindicato, estava em licença remunerada. No dia 23 de dezembro, eles foram informados pela empresa que iniciariam um período de férias coletivas entre os dias 2 e 20 de janeiro. "A decisão da companhia nos pegou de surpresa", disse Barros.

"Estamos cumprindo o acordo assinado com o sindicato em janeiro deste ano", afirmou o diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan. Segundo ele, as demissões fazem parte do fim da linha de produção do MVA em São José dos Campos. Moan não soube precisar o número de demitidos.

Em nota, a GM informou que, "conforme o acordo de 28 de Janeiro de 2013, com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a GM comunica o encerramento das atividades da linha de montagem de veículos de passageiros (conhecida como (MVA) ao final de dezembro de 2013".

O presidente do sindicato lembrou que a demissão dos trabalhadores ocorre quatro dias após o governo ter decidido voltar com a cobrança, de forma gradual, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Segundo Barros, a volta da cobrança do imposto em duas etapas – e não imediatamente – estaria vinculada ao compromisso de manutenção de empregos por parte das montadoras. Esse será o argumento do sindicato para contestar judicialmente as demissões. Na sua avaliação, com os cortes na GM, esse compromisso teria sido quebrado.

No caso do carro popular, a alíquota a partir de janeiro passa de 2% para 3% e, em julho sobe para 7%.
Fonte : ESTADÃO

RESULTADO DO ENEM 2013

Resultado Enem 2013

Para alívio dos mais de 5 milhões de candidatos que realizaram as provas do Enem 2013, o Ministério da Educação (MEC) liberou há poucos instantes o resultado do exame.
Antes de orientá-lo a como acessar seu desempenho, daremos breve explicação sobre o resultado do Enem. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) libera cinco notas, sendo quatro para as áreas da prova objetiva (Códigos e Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática) e uma nota da redação.
Esclarecemos que o resultado é meramente informativo, você não saberá se ¨passou¨ ou ¨não passou¨ no Enem 2013. Na verdade, isso dependerá de como pretende utilizar as notas do exame. Se for tentar a certificação do ensino médio, por exemplo, ¨passar¨ seria equivalente a atingir a pontuação necessária para a retirada do documento. Caso deseja disputar uma vaga no ensino superior público via SiSU (Sistema de Seleção Unificada), ¨passar¨ corresponderia a ser aprovado numa universidade.
Para consultar seus resultado no Enem 2013 você deve acessar o site do Inep e clicar na opção ¨Resultado do Enem 2013¨. Na página que abrir basta preencher os campos em branco com seu CPF, senha cadastrada no Enem 2013 e completar os caracteres indicados. Caso tenha perdido / esquecido sua senha, haverá um link para recuperá-la.
Ao abrir a página você verá as cinco notas em uma tabela (imagem). Destacamos que a página de resultado do Enem 2013 não apresenta o link abaixo da tabela como representado na imagem (referente ao Enem 2012), uma vez que o acesso a vista da redação só será liberado pelo Inep após as edições do SiSU e ProUni. Em 2013 o espelho da redação foi liberado apenas em fevereiro.
Reprodução: Site do Inep – Enem 2012
Você obteve uma boa nota? Não atingiu suas expectativas? Deixe seu comentário e conte-nos como foi seu desempenho no Enem 2013. E não se esqueça, SiSU e ProUni vêm aí nas próximas semanas.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

TRABALHO ESCRAVO URBANO.


Cresce número de casos de trabalho escravo urbano na ‘lista suja’
Presença do setor têxtil e da construção civil alavanca casos de trabalho escravo nas cidades incluídos na relação, composta majoritariamente por flagrantes no meio rural
Por Stefano Wrobleski 
Apesar de a pecuária continuar como atividade predominante dentre os nomes que compõem a última atualização da “lista suja” do trabalho escravo, as formas urbanas de escravidão têm cada vez mais presença. Das 110 inclusões do cadastro, cuja atualização foi divulgada na última segunda-feira, 30 de dezembro, dez são de empresas ou pessoas que exploraram em meio urbano – um total de 120 trabalhadores submetidos a pelo menos um dos quatro elementos definidos no artigo 149 do Código Penal como caracterizantes de condições análogas às de escravos.

Leia também:

- Família Bertin entra no cadastro
- Embraforte é inserida
- Carvoarias na ‘lista suja’
O aumento de casos urbanos já era esperado. De acordo com Renato Bignami, auditor fiscal do trabalho em São Paulo, “percebe-se cada vez mais que as situações descritas no artigo 149 do Código Penal ocorrem com maior frequência em atividades urbanas do que se imaginava e o trabalho dos auditores fiscais vem demonstrando essa tendência”. Ele acredita que os resgates devem acontecer “majoritariamente no meio urbano” no futuro.

A “lista suja” é uma das principais ferramentas no Brasil para o combate do trabalho escravo contemporâneo. Mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), os nomes incluídos permanecem pelo menos dois anos na relação e são acrescidos após análise minuciosa de cada caso pelo MTE. Uma vez no cadastro, as pessoas e empresas da “lista suja” são impossibilitadas de receber financiamentos públicos e de diversos bancos privados, além de não conseguirem fazer negócios com as empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.
Setor têxtil
Entre as empresas de confecção da mais recente atualização da “lista suja” está a marca 775, flagrada explorando duas trabalhadoras bolivianas que eram mantidas em condições degradantes e submetidas a jornadas exaustivas sob ameaças e assédio em Carapicuíba, município da região metropolitana de São Paulo. A libertação aconteceu em 2010 e foi a primeira libertação do país a envolver imigrantes. Entre as ameaças a que eram submetidas, o empregador dizia constantemente às vítimas que as denunciaria à Polícia Federal para que fossem deportadas à Bolívia. O caso motivou o Conselho Nacional de Imigração a editar, quatro meses depois, a Resolução Normativa nº 93, que prevê a concessão de vistos para “estrangeiros que estejam no país em situação de vulnerabilidade”.

Oficina da marca 775 em condições degradantes de trabalho (Foto: MTE)
A grife feminina Talita Kume é outra empresa do setor a ser incluída na relação. Também em São Paulo, nove bolivianos – incluindo um adolescente – foram resgatados em junho de 2012. Eles recebiam somente R$ 1 por peça produzida e, com o dinheiro, tiveram de pagar os custos da viagem ao Brasil. O emprego era mediado por um casal que mantinha contratos com a Talita Kume há cinco anos.

A empresa é mantida pela mesma família do ministério evangélico “Livres”, criado em 2006 com o objetivo de apoiar financeiramente um projeto de combate ao tráfico e escravidão sexual infantil no Nepal, conforme informações em seu site. A grife também apoiava financeiramente um abrigo do mesmo grupo para crianças e jovens carentes. Depois que o resgate foi noticiado pela Repórter Brasil, as referências ao grupo evangélico foram removidas da página da Talita Kume na internet, mas podem ser conferidas através de uma versão de arquivo do site mantida pelo projeto “Wayback Machine”.

De maneira inédita, essa atualização da “lista suja” inclui um caso de trabalho escravo no setor têxtil fora de São Paulo. A Mod Griff, nome fantasia da Dilma Figueiredo da Silva ME, foi autuada em março deste ano pelo resgate de sete trabalhadores em uma oficina de costura terceirizada no município de Toritama, no interior de Pernambuco.
Construção civil
Pelo resgate de 46 trabalhadores nas obras de um conjunto habitacional em Bofete, interior de São Paulo, a Construtora Croma é uma das três empresas do setor da construção civil a entrar na “lista suja” do trabalho escravo na nova atualização. O caso aconteceu no início de 2012 e a construtora havia sido contratada pela estatal Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), responsável por executar programas habitacionais no Estado para famílias que ganham até dez salários mínimos. De acordo com a fiscalização, as vítimas ficaram sem receber salários por dois meses, sofriam com jornadas exaustivas de trabalho e estavam alojadas em casa superlotadas.

Em outro caso que está sendo incluído na “lista suja”, uma fiscalização em obras do hotel de luxo Santa Rita, na capital fluminense, resgatou seis trabalhadores contratados pela empreiteira Alcap em março deste ano. Na época, o auditor fiscal Cláudio Secchin, que acompanhou a operação, disse à Repórter Brasil que “o alojamento era um cortiço sem possibilidade de habitação e oferecia riscos aos trabalhadores. Pelo chão, havia sujeira, ratos, e a comida guarnecida estava apodrecendo”.

Redes de descanso
Três dos empregadores que estão entrando na “lista suja” foram flagrados em dois municípios do Rio de Janeiro superexplorando trabalhadores aliciados no interior da Paraíba para a venda de redes de descanso. Kevio Armenio Monteiro Silva e Manuel Gomes Xavier foram flagrados em setembro de 2006 no bairro de Bangu, na capital. Juntamente com Norlandio Souza Azevedo, eles mantiveram 44 trabalhadores em alojamentos precários e presos a um esquema de servidão por dívida, obrigando-os a pagar pelas viagens à Paraíba. A atualização da “lista suja”, no entanto, inclui na relação somente Kevio e Manuel, apontados como responsáveis por 26 das vítimas.

Já em novembro de 2007, 49 trabalhadores foram resgatados em Pacarambi em condições semelhantes aos de Bangu. Eles viajaram os mais de 2 mil quilômetros que separam Pombal, na Paraíba, do município fluminense dentro de caminhões baú com fundo falso para driblar a fiscalização rodoviária. Manoel Trigueiro dos Santos Filho, que está entrando na “lista suja” por conta do caso, responde por 11 das vítimas. Outro empregador apontado como responsável é José Gomes dos Santos Neto, que consta do cadastro do MTE desde dezembro de 2011. Além deles, estavam envolvidos no crime Adriano Almeida de Souza e Agnaldo José da Nóbrega, mas os dois não foram incluídos na mais recente atualização da “lista suja”.

A reportagem tentou ouvir todos os citados no texto, entrando em contato por telefone e e-mail sempre que possível. Um representante da Talita Kume afirmou que a empresa não conseguiria emitir um posicionamento a tempo. Ninguém atendeu aos telefones na Alcap Empreiteira, Construtora Croma e 775. Kevio Armenio Monteiro Silva, Manuel Gomes Xavier, Manoel Trigueiro dos Santos Filho e a empresa Mod Griff não foram localizados.

*Colaboraram Daniel Santini, Hélen Freitas e Igor Ojeda 

Confira quem entrou e quem saiu da “lista suja” nesta atualização semestral:
Inclusões:

Empregador CNPJ/CPF

Alcap Empreiteira Ltda 01.519.235/0001-57
Alex Faria Costa 071.740.096-46
Alonso Souza da Rocha 011.216.002-63
Aloysio Santos Erthal 092.802.607-82
Alrino Pereira da Rocha 515.680.711-91
Altino Cândido Pereira 040.979.316-79
Alvir Ferreira de Mello 310.889.109-04
Ângelo Augusto da Silva 734.781.806-00
Antônio Carlos Lima 618.190.851-04
Antônio Carlos Pereira 377.262.002-78
Antônio Erisvaldo Sousa Silva 848.437.303-78
Antônio Evaldo de Macedo 056.439.963-91
Antônio Pereira Vieira 619.369.957-00
Aparecido Albergoni 279.168.808-06
Belmiro Catelan  162.911.150-34
Berquó Brom Advogados Sociedade Civil e Outros  01.207.512/0001-96
Carlos Gilberto de Oliveira Barreto  061.129.601-25
Carlos Rodrigues Oliveira  590.075.832-04
Carvoeira Carvão Nativo Ltda 14.227.279/0001-55
Casamassima Indústria e Comércio Ltda 86.390.234/0001-08
Cícero Araújo Lins  145.963.184-68
Cláudio Roberto Martin 046.893.649-15
Cledemilton Araújo Silva 394.260.502-30
Confecções Talita Kume Ltda 06.103.904/0001-29
Construtora Croma Ltda 62.601.000/0001-02
Dario Pereira Ruis 145.922.902-91
Dilma Figueredo da Silva 06.005.121/0001-02
Dirceu do Carmo Baptistella 528.035.547-04
Divino Carlos Gomes 120.713.742-15
Ecotrat Tratamento de Madeiras Ltda 08.438.981/0001-65
Edésio Severiano Vieira 339.990.315-49
Eliza Maria Dantas Bortolusso Rodrigues & Cia Ltda 14.056.591/0001-23
Elizeu Martinez Júnior 590.087.763-91
Embraforte Segurança e Transporte de Valores Ltda. 05.444.648/0001-70
Eurípedes José Goulart  196.271.221-49
Fergubel – Ferro Gusa Bela Vista Ltda 06.368.447/0001-02
Fernando Ferreira Moraes 608.145.002-34
Flora Viveiro e Reflorestamento Ltda 86.989.712/0001-09
Francisco Alves do Nascimento 087.341.352-00
Francisco das Chagas Pedroza  015.328.202-91
Gilberto Andrade 032.316.072-72
Guido José Rehder Junior 310.179.948-11
Guy de Ferran Correa da Costa 919.349.587-00
Indústria e Comércio de Pedras Rola Ltda 32.343.816/0001-04
JAP I Empreendimentos e Participações Ltda 13.291.556/0001-26
João Bertin Filho 711.616.358-15
João de Oliveira Guimarães Neto  005.717.148-38
Jomar Antônio de Mesquita Teixeira 301.305.067-53
Jorcelino Tiago de Queiroz 974.443.328-00
Jorge Luiz da Silva Costa 206.952.413-20
José Ardson Firmiano da Silva 344.314.113-72
José Carlos Izidoro de Souza 735.116.508-44
José de Alencar Queiroz Menezes 044.989.088-05
José Firmino da Costa Neto 731.725.963-20
José Lopes 009.150.172-53
José Lopes Junior 683.958.842-49
José Soares Cordeiro 041.927.536-34
Jovino Luiz Ferri 316.638.772-20
Kelma da Silva Ribeiro 775.775.312-00
Kevio Romênio Monterio da Silva 056.675.827-08
Laginha Agro Industrial S/A 12.274.379/0001-07
Laurinho Caetano da Silva 066.012.192-15
Luiz Augusto Rebouças 238.102.549-91
Luiz Pedro Serafin 246.364.369-20
Madeireira Ipiranga Ltda  79.537.932/0001-28
Magnon Coelho de Carvalho 160.224.086-87
Manoel Ernesto Lima Alvim Soares Filho 024.194.134-23
Manoel Trigueiro dos Santos Filho 840.302.754-00
Manuel Gomes Xavier 545.186.794-15
Marco Antônio Lima e Arantes 554.787.356-04
Mário Biernaski 356.145.289-20
Milton Martins da Costa 129.420.657-53
Moacir Murilo Fernandes 480.665.679-87
Newton Oliveira  025.135.951-49
Nilson Erwino Lottermann 280.547.681-68
Onofre Marques de Melo 050.043.141-87
Organização Verdemar Ltda 65.124.307/0001-40
Orlando Barbosa de Souza 040.704.616-04
Oscar Antônio Rossato 208.997.420-68
Osmar Antônio Daghetti 928.751.061-04
Osmar Ramos Gomes 385.737.501-97
Osvaldo Marcelino de Mendonça 008.592.656-68
Parecis Energia S/A 07.655.520/0001-81
Paulo Roberto Elias Cardoso 288.882.516-34
Pedro Elias de Martins 682.058.057-68
Pedro Lourenço Montes 003.136.148-06
Quatro Irmãos Pedras Ltda ME 00.901.527/0001-97
Rita de Cássia de Oliveira Andrade ME 10.354.179/0001-39
Rogério Arioli Silva 337.702.800-59
Rogério Lopes da Rocha 042.089.907-32
Rubens Francisco Miranda da Silva 143.338.139-72
Samuel Kabacznik 000.572.822-34
Sávio Domingos de Oliveira 884.471.701-87
Sebastião Pinto de Almeida 197.655.681-34
Sebastião Rodrigues de Souza 031.030.566-72
Sete Sete Cinco Confecções Ltda 48.687.248/0001-07
Sidney Gonçalves de Jesus 403.986.502-25
Usina Salgado S.A. 10.383.750/0001-43
Usina Siderúrgica de Marabá S.A. 01.577.304/0001-89
Valber Falquetto 248.463.173-15
Valdecir Brás Luchi 574.861.317-49
Valdecir Brás Luchi 574.861.317-49
Valdemir Machado Cordeiro 474.871.867-68
Vicente Araújo Soares 718.131.526-96
Vicente Paulo Lourenço Lima 670.716.942-49
Vinícius Vancin Frozza 03.469.592/0001-83
Walder Machado 050.156.187-00
Walderez Fernando Resende Barbosa 039.609.516-04
Walter Machado Pereira 236.519.706-04
Zihuatanejo do Brasil Açúcar e Álcool S.A. 03.794.600/0004-00

Exclusões:

Empregador CNPJ/CPF

Antônio Fernando Bezerra 054.263.594-15
Antônio Sabino Rodrigues 542.529.626-68
Carlos Augusto de Freitas 173.008.601-25
Clézio Oliveira Naves 841.635.001-97
Estrela Agroflorestal Ltda. 79.441.168/0001-92
Fernando Jorge Peralta e Outros 017.518.598-00
Francisco Costa da Silva 154.167.984-91
Francisco Silva Cavalcante 040.486.522-49
José Palmiro da Silva Filho 111.577.121-34
Lauro de Freitas Lemes 460.714.076-72
Lidenor de Freitas Façanha Júnior 253.380.723-00
Luiz Carlos Brioschi 379.675.257-87
Manoel Marchetti Ind. e Com. Ltda 84.148.436/0005-46
Marizete Alves Silveira Araraquara ME 03.335.501/0001-17
Osmar Briochi 752.194.507-78
Osmar Richter 277.821.079-20
Reniuton Souza de Moraes 248.452.561-34
Fonte : REPÓRTER BRASIL

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ANTÁRTIDA E O DEGELO.

Cientistas registram aumento do degelo no oeste da Antártida

A cobertura de gelo no oeste da Antártida parece estar recuando muito mais do que alguns anos atrás, revelou um estudo climático da Agência Espacial Europeia (ESA). Matéria da AFP, no UOL Notícias, com informações adicionais do EcoDebate.

Estudos anteriores, realizados entre 2005 e 2010, estimaram que a cobertura de gelo contribuiu com 0,28 milímetro ao ano para a elevação do nível do mar.

Mas três anos de observações do satélite europeu de monitoramento do gelo CryoSat sugerem que a contribuição agora seria 15% maior.

A cobertura de gelo está perdendo cerca de 150 quilômetros cúbicos de gelo por ano, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA) em um comunicado de imprensa.

O fenômeno está vinculado a um afinamento nos fluxos de gelo em três grandes geleias – Pine Island, Thwaites e Smith -, afirmou o cientista polar Malcolm McMillan, na Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha.

“Nós achamos que o afinamento do gelo continua a ser mais pronunciado ao longo de cursos de gelo de escoamento rápido neste setor e seus tributários, com taxas de redução de quatro a oito metros ao ano perto da linha do solo, onde os cursos de gelo se desprendem da terra e começam a flutuar no oceano”, afirmou.

Climatologistas observam com preocupação as poderosas coberturas de gelo da Groenlândia e da Antártida.

Ali permanecem muitas dúvidas sobre como este gelo armazenado está respondendo ao aquecimento global, mas a perda de apenas uma parte significativa dele ameaçaria cidades costeiras vulneráveis.

A média do nível do mar global subiu 19 centímetros entre 1901-2010, uma média de 1,7 milímetro ao ano, e acelerou para 3,2 milímetro ao ano entre 1993 e 2010.

Em setembro, o painel de especialistas em clima informou em seu Quinto Relatório de Avaliação que a perda de cobertura de gelo na Groenlândia tinha, provavelmente, aumentado de 34 bilhões de toneladas ao ano na década até 2001 para 215 bilhões de toneladas ao ano na década seguinte.

Na Antártida, a taxa de perda provavelmente aumentou de 30 bilhões de toneladas ao ano para 147 bilhões de toneladas ao ano na mesma escala de tempo, destacou o painel.

A maior parte da perda ocorreu na península do norte da Antártida, considerada um “ponto quente” onde a taxa de aquecimento corresponde a várias vezes a média global, e na região do mar de Amundsen, no oeste da Antártida, emendou.

O CryoSat usa um radar que mede a variação da altura do gelo com precisão elevada, permitindo aos cientistas calcular o volume da cobertura de gelo.

As novas descobertas foram apresentadas em um encontro em San Francisco, Califórnia, da American Geophysical Union, informou a ESA.

EcoDebate, 02/01/2014