segunda-feira, 24 de março de 2014
AS PAISAGENS DA INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA. CAP.2
Como já estudamos, o desenvolvimento industrial é resultado de uma série de condições sociais e econômicas que, associadas a fatores naturais, interferem na localização das indústrias . Se tomarmos como referência outras escalas geográficas, como a do território brasileiro, podemos perguntar:
Que condições promoveram o processo de industrialização no Brasil ?
Como a industrialização utiliza e organiza o território brasileiro ?
ENTENDIMENTO
1- Atividade 1 e 2 no livro, página 40;
2- Quais foram os fatores essenciais para o desenvolvimento industrial apontados no capítulo 1 ?
3- No caso brasileiro, nesse período, ( séculos XIX e XX ), as condições socioeconômicas não possibilitavam o desenvolvimento industrial. Justifique a frase com argumentação.
4- A situação em que o Brasil se encontrava no final do século XIX mantinha a mesma participação na divisão internacional do trabalho do século XVI. Argumente a frase com exemplo.
5- Construir uma tabela com as informações do primeiro parágrafo da página 41.
6- Explique os principais motivos internos e externos , responsáveis pelo desenvolvimento industrial brasileiro.
Para socialização. Bom trabalho .
domingo, 23 de março de 2014
BUROCRACIA NO BRASIL
O 'peso' da legislação tributária do Brasil
Advogado levou 23 anos para concluir obra que será lançada na 3ª-feira em Brasília

TRABALHO INFANTIL - 3
Conhecedora da situação do Rio de Janeiro, a procuradora Sueli Bessa, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e titular da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes na 1ª Região, fala, em entrevista àRepórter Brasil, sobre a realidade do trabalho infantil no estado. Primeira gerente nacional do projeto federal Políticas Públicas de Combate ao Trabalho Infantil, a procuradora analisa também a situação nacional e faz um balanço do cumprimento das metas de erradicação desse mal assumidas internacionalmente pelo governo brasileiro.

TRABALHO INFANTIL - 2


Em alguns dos casos em que a exploração infantil ocorre concomitante às formas de escravidão contemporânea, os serviços desempenhados por jovens, não raro, coincidem, por um lado, com aquelas descritas naLista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP). Com as bases lançadas em 1999 pela Convenção 182 da OIT, a Lista TIP passou a valer no país em 2008, a partir dodecreto número 6.481, assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na relação, constam 89 atividades, com suas descrições e consequências para a saúde de crianças e adolescentes que as desempenham.
Adelson Souza de Oliveira está na “lista suja” do trabalho escravo devido aoflagrante de quatro trabalhadores em situação análoga à de escravo, ocorrido em 2007, na Fazenda Verena II, no município de Novo Repartimento, no Pará. À época, o empregador era o então prefeito da cidade de Iaçu, na Bahia, pelo PMDB. Um pai e seus três filhos, um deles com menos de 17 anos, eram responsáveis pela limpeza do pasto do rebanho bovino criado na propriedade. Segundo a Lista TIP, a atividade desempenhada pelo adolescente, na ocasião, poderia lhe provocar cortes, perfurações e lhe expunha ao risco de doenças ou outros acidentes, pelo contato próximo a animais.

Fonte: Repórter Brasil
TRABALHO INFANTIL -1

Depois de passar pelo centro de Piracaia, cidade de cerca de 25 mil habitantes, o comboio de uma das quatro equipes de fiscalização segue por mais alguns quilômetros pela Estrada André Franco Montoro. Tomando uma estrada de terra e cascalho, chega a uma das carvoarias investigadas. Logo de cara, chama a atenção o fato de ela estar localizada ao lado da passagem de um gasoduto da Petrobras – uma placa alerta para o perigo de se acender fogueiras. Numa grande área à esquerda de uma casa de construção simples, muitos quilos de carvão estão guardados dentro de grandes sacos de fertilizantes e de ração animal. Toras de madeiras cortadas estão empilhadas. Dos dois lados, há pátios, cobertos por telhas de zinco, que cobrem mais toras e fornos feitos de tijolo. São 26 no total. Um pouco mais adiante, à direita, há uma banheira velha cheia de água barrenta onde se apoia uma mangueira que vem do meio da mata. Em uma das bordas, repousa uma lata de Nescau vazia e adaptada para funcionar como um copo.
Nos fundos da casa que fica na entrada da carvoaria, à direita e num nível abaixo do terreno onde estão os fornos de carvão e a madeira pronta para ser carbonizada, um grande galpão é reservado para o serviço de empacotamento do produto resultante do trabalho dos carvoeiros. Lá, uma mulher de 37 anos, o marido, o filho de dezesseis anos e o sobrinho de onze colocam o carvão – que chega ao local por meio de uma espécie de escorregador de madeira, a partir da área dos fornos – dentro de embalagens do Carvão A.M.E. e as fecham com grandes grampeadores. Todos eles, assim como o senhor septuagenário, estão inteiramente cobertos de pó preto.


Procurada, a Central de Carnes Tennessee, rede de açougues da capital paulista dona da marca de carvão Tennessee, não havia enviado um posicionamento até o fechamento desta reportagem. Já os responsáveis pelo Carvão Atibainha não quiseram dar declarações. A reportagem não obteve sucesso em contatar as demais marcas.
Em Joanópolis, a operação constatou inúmeras irregularidades trabalhistas, mas que não configuraram trabalho análogo à escravidão, segundo os fiscais. No município, no entanto, foram encontrados quatro casos de trabalho infantil, em uma carvoaria cujo cliente exclusivo era o Carvão São José. Em Pedra Bela, tampouco houve flagrante de escravidão, mas uma criança foi encontrada trabalhando.
ÀRepórter Brasil, José Roberto Veríssimo, um dos proprietários do Carvão São José, que divulgou umanota à imprensa, afirmou que a empresa não tinha conhecimento das condições de trabalho de sua fornecedora. Além disso, disse que na verdade eram três adolescentes empregados, não quatro. “Temos seis produtores parceiros, e somente um deles apresentava condições que a gente desconhecia. Eles embalam nossos produtos, somos a última ponta da cadeia. Recebemos a visita dos representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho e eles disseram que tínhamos sim responsabilidade”. Na quinta-feira, 23, a empresa, na presença da Justiça do Trabalho, indenizou os adolescentes que trabalhavam na carvoaria e registrou os demais trabalhadores. Além disso, assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) se comprometendo a ajudar a sanar as violações encontradas. “Pretendemos, em vez de abandonar nosso fornecedor, ajudá-lo a montar um sistema de empacotamento modelo, para que amanhã a mídia volte e veja o que foi feito”, diz Veríssimo.

As mãos, negras de pele e de carvão, de um dos trabalhadores resgatados no interior paulista que não usava equipamento de proteção
Ciclo vicioso
No segundo dia da megaoperação, foram encontrados quinze trabalhadores em condições análogas à escravidão em duas carvoarias de Piracaia pertencentes à mesma empresa, o Carvão Cacique, de Bragança Paulista. Segundo o auditor fiscal José Weyne Nunes Marcelino, coordenador de um dos grupos móveis nacionais de combate ao trabalho escravo, a maioria dos trabalhadores resgatados trabalhavam no plantio e corte do eucalipto usado na produção de carvão. “Eles recebiam apenas a cada três ou quatro meses. Por isso, ficavam endividados nos mercados na cidade e eram obrigados a continuar a trabalhar para poderem receber e pagar as dívidas. Era um ciclo vicioso feito, consciente ou inconscientemente, para manter o pessoal no trabalho”, diz.
A empresa que comercializa o Carvão Cacique não foi localizada pela reportagem.
Na quinta-feira, 23 de janeiro, sete carvoarias fiscalizadas pela megaoperação assinaram TACs diante do MPT se comprometendo a eliminar as violações trabalhistas encontradas e a não contratar mão de obra infantil. Destas, três foram flagradas com trabalho escravo – elas se comprometeram a pagar verbas rescisórias e indenizações individuais aos resgatados até segunda-feira, dia 27.
Confira na galeria abaixo outras fotos da fiscalização. Clique em cada uma para ver em alta resolução e sua descrição

