ESTUÁRIOS
A) INTRODUÇÃO
Os estuários são zonas alagáveis onde se encontram água doce e água salgada, tais como desembocaduras de rios.
B) TIPOS E ORIGENS DOS ESTUÁRIOS
ORIGENS
1) Processos tectônicos e glaciações
2) Rios que criam seus próprios estuários, depositando sedimentos em suspensão nas desembocaduras.
TIPOS
1) Vales fluviais submersos
2) Estuários tipo fiorde
3) Estuários formados por barragens naturais
4) Estuários tipo delta fluvial
C) VARIAÇÕES NA SALINIDADE NO ESTUÁRIO
A salinidade flutua com a maré diária e sazonalmente
O comprimento do estuário é definido como a zona de água salobra, e varia dependendo da vazão do rio em relação ao tamanho do estuário.
Na maioria dos estuários ocorre a formação de uma cunha salina, devido ao fato de a água doce fluir por cima da água do mar mais densa.
TROCAS QUÍMICAS
A interface entre a água doce e a água salgada favorece a precipitação ou floculação de partículas orgânicas e inorgânicas. As partículas de silte do rio (4 a 60 micrômetros) floculam quando a água doce se encontra com a salgada.
Os flocos podem adsorver compostos orgânicos e inorgânicos, tais como os fosfatos e os nutrientes carbonatados. Se o floculado permanece por mais do que algumas horas próximo à cunha, as bactérias podem então crescer às custas dele.
D) PRODUTIVIDADE NOS ESTUÁRIOS
Os estuários estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo, e também entre os mais vulneráveis.
RAZÕES
1) A ação das marés carrega nutrientes e alimento para os organismos, economizando a energia que seria gasta na procura e captura de alimento.
2) Os flocos formados pela mistura de água doce com a água salgada podem servir como fonte de alimento para pequenos seres.
3) Na água rasa, a lama escura exposta na maré baixa é facilmente aquecida pelo sol, aumentando a reciclagem de nutrientes através da decomposição bacteriana e acelerando o crescimento de organismos bentônicos.
4) Os estuários são geralmente rasos e recebem muito alimento de fonte alóctones, da vegetação do mangue e das gramíneas (salt marshes). Estes nutrientes tendem a ser reciclados pela ação das marés ao invés de ser perdidos para os sedimentos como normalmente ocorre em água estratificada.
5) A presença do mar adjacente tende a reduzir os extrremos de temperatura.
ALGUNS ESTUÁRIOS IMPRODUTIVOS:
Fiorde (estratificados).
Estuários em regiões polares sujeitos à ação do gelo.
E) PESCA NO ESTUÁRIO
A abundância de peixes e crustáceos nos estuários é o resultado do fornecimento de alimentos e de proteção para os jovens.
Muitos pássaros procuram estas áreas para alimentar-se de moluscos, poliquetas e gramíneas. Ex.: garças, socós, massaricos.
F) ESTUÁRIOS TROPICAIS: MANGUES
Em climas quentes, as vegetações típicas de climas temperados, as gramíneas, são substituídas pela vegetação do mangues, que é constituída de árvores de porte relativamente pequeno.
Vários gêneros são encontrados, mas os mais representativos são:
Rizophora (mangue sapateiro ou vermelho)
Avicennia (mangue preto)
Conocarpus (mangue botão)
Laguncularia (mangue branco)
O mangue pode suportar grandes variações na salinidade, desde a água doce (0,5ppt) até a água do mar (35ppt), além de agüentar níveis de anóxia na água.
A vegetação do mangue tem crescimento rápido e suporta em seu sistema de raízes vários animais, como a ostra.
O mangue tem desaparecido por diversos motivos, entre eles a exploração da madeira, que é usada para fazer carvão ou na construção civil e a drenagem e aterro dos estuários para a construção de parques industriais e residenciais.
Em muitos países tropicais as regiões de mangue são muito mais produtivas do que o oceano ou as terras adjacentes, freqüentemente áridas ou semi-áridas.
www.maraberto.ufc.br/estuario.htm
domingo, 25 de maio de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
CONFLITO NA REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA
Conflito na República Centro-Africana pode virar guerra religiosa e extrapolar fronteiras, diz ONU
O aumento da violência entre muçulmanos e cristãos na República Centro-Africana pode transformar o conflito numa guerra religiosa e se espalhar para além das fronteiras do país, alertou o subsecretário-geral da ONU para assuntos políticos, Jeffrey Feltman, na segunda-feira (6).
Segundo ele, foram montados postos de controle “anticristãos” e “antimuçulmanos” nos bairros da capital, Bangui, monitorados por civis armados. A situação se repete nas cidades de Bossangoa, Bouar, Bozoum e Paoua, que testemunham confrontos diários entre membros das duas religiões.
A insegurança, a falta de financiamento e o difícil acesso a certas localidades estão dificultando as atividades da ONU e seus parceiros no país. Feltman apelou para autoridades que têm influência sob as partes envolvidas no conflito usem de seu poder para acabar com a violência e impedir graves violações de direitos humanos, incluindo contra crianças.
Inabilidade do governo ajudou a provocar crise
O conflito no país começou há um ano, quando rebeldes Séléka, principalmente muçulmanos, lançaram ataques que forçaram o presidente François Bozizé a fugir em março de 2013. Um governo de transição já foi encarregado de restaurar a paz e abrir caminho para eleições democráticas, mas os combates armados entre ex-membros do Séléka e as milícias do grupo cristão antiBalaka têm aumentado significativamente nas últimas duas semanas.
Feltman observou que a incapacidade das autoridades de transição para reduzir os abusos praticados pelo Séléka contra os cristãos durante o ano passado contribuiu para a transformação gradual de grupos locais de autodefesa, como o antiBalaka, em uma rebelião completa.
“Por outro lado, a frustração das comunidades muçulmanas é o resultado de anos de marginalização por parte dos sucessivos governos desde a independência do país há 50 anos. Por exemplo, apesar a comunidade muçulmana representa cerca de 20% da população total do país, não há feriados muçulmanos observados oficialmente”, disse.
Violência extrapola capacidade da resposta humanitária
Milhares de pessoas já morreram desde o início do conflito. Mais de 935 mil foram expulsas de suas casas e 2,2 milhões, cerca de metade da população, precisam de ajuda humanitária. Aproximadamente 100 mil centro-africanos estão em um acampamento improvisado no aeroporto da capital, onde a insegurança torna difícil o fornecimento de serviços essenciais pela ONU.
Segundo Feltman, os deslocados precisam de abrigo, proteção e acesso à água, cuidados médicos, suprimentos básicos, saneamento e higiene. A ajuda humanitária não está dando conta de tantas vítimas, já que a violência e a insegurança forçaram muitos a fugir para as florestas.
Apesar da situação caótica, Feltman observou alguns progressos para as eleições, já que um novo código eleitoral foi adotado e tomou posse a Autoridade Nacional Eleitoral, formada pela sociedade civil, partidos políticos e governo, a qual o Escritório Integrado da ONU de Construção da Paz na RCA (BINUCA) prestará apoio técnico e logístico.
Fonte: ONUBR
PARTES DE UM RIO.
PARTES DE UM RIO
AFLUENTE: É o nome dado aos rios pequenos que desaguam em rios principais.
SUBAFLUENTE: É o nome dado para pequenos rios que desaguam em um afluente.
CONFLUÊNCIA: Termo que define a junção de dois ou mais rios.
FOZ: É o local onde irá desaguar um rio, podendo dar em outro rio em um oceano ou no lago.
TIPOS DE FOZ: Delta, Estuário e Mista ou Complexa.
JUSANTE: É qualquer ponto do rio que se localize depois em direção a foz.
MONTANTE: É qualquer ponto do rio que se localize antes em direção a nascente.
LEITO: Onde o rio corre.
MARGEM: As laterais do curso do rio que delimitam sua largura.
NASCENTE: Onde o rio nasce.
TALVEGUE: É a linha que se encontra no meio da região mais profunda de um rio .
CURSO: Caminho percorrido por um rio, que pode ser Curso Superior, Médio e Inferior.
MEANDRO: Curva de rio.
MEANDRO ABANDONADO: Quando o rio muda seu curso.
REGIME : Pluvial (água da chuva) , Nival ( derretimento de neve), Misto ou Complexo ( água de chuva e do derretimento)
ESTUÁRIO: São zonas alagáveis onde se encontram águas dos rio e do mar, tais como a desembocadura de um rio.
DRENAGEM : Ato de escoar a água. O curso de um rio define sua drenagem.
TIPOS DE DRENAGEM:
ENDORRÉICA : O rio corre para dentro do continente.
EXORRÉICA : O rio corre para fora do continente.
ARRÉICA : O rio não possui uma direção certa, simplesmente desaparece por evaporação ou infiltração. ( existem rios que desaparecem no meio do deserto).
CRIPTORRÉICA: Caracterizada por rios subterrâneos, como áreas calcárias ( grutas).
SUBAFLUENTE: É o nome dado para pequenos rios que desaguam em um afluente.
CONFLUÊNCIA: Termo que define a junção de dois ou mais rios.
FOZ: É o local onde irá desaguar um rio, podendo dar em outro rio em um oceano ou no lago.
TIPOS DE FOZ: Delta, Estuário e Mista ou Complexa.
JUSANTE: É qualquer ponto do rio que se localize depois em direção a foz.
MONTANTE: É qualquer ponto do rio que se localize antes em direção a nascente.
LEITO: Onde o rio corre.
MARGEM: As laterais do curso do rio que delimitam sua largura.
NASCENTE: Onde o rio nasce.
TALVEGUE: É a linha que se encontra no meio da região mais profunda de um rio .
CURSO: Caminho percorrido por um rio, que pode ser Curso Superior, Médio e Inferior.
MEANDRO: Curva de rio.
MEANDRO ABANDONADO: Quando o rio muda seu curso.
REGIME : Pluvial (água da chuva) , Nival ( derretimento de neve), Misto ou Complexo ( água de chuva e do derretimento)
ESTUÁRIO: São zonas alagáveis onde se encontram águas dos rio e do mar, tais como a desembocadura de um rio.
DRENAGEM : Ato de escoar a água. O curso de um rio define sua drenagem.
TIPOS DE DRENAGEM:
ENDORRÉICA : O rio corre para dentro do continente.
EXORRÉICA : O rio corre para fora do continente.
ARRÉICA : O rio não possui uma direção certa, simplesmente desaparece por evaporação ou infiltração. ( existem rios que desaparecem no meio do deserto).
CRIPTORRÉICA: Caracterizada por rios subterrâneos, como áreas calcárias ( grutas).
TIPOS DE RIOS DEVIDO AO SEU VOLUME DE ÁGUA :
PERENES OU PERMANENTES : é aquele que está sempre fluindo água em seu leito.
TEMPORÁRIOS OU INTERMITENTE : são rios que secam na estiagem.
EFÊMEROS : são os que se formam por um curto período, são resultantes das chuvas intensas.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
EMPREGO NO BRASIL.


Não se procura emprego
Celso Ming - O Estado de S.Paulo
O desemprego no Brasil alcançou em abril apenas 49 em cada mil trabalhadores, nível mais baixo em meses de abril desde 2002, quando começou a medição com a metodologia hoje adotada.
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Já seria um dado intrigante, apenas se contraposto ao avanço econômico medíocre dos últimos quatro anos, à baixa disposição da indústria em contratar pessoal e à diluição do poder aquisitivo pela inflação.
Mas é ainda mais intrigante na medida em que esse recorde está sendo atingido não porque tenham aumentado os postos de trabalho no País, mas porque cada vez menos brasileiros se dispõem a procurar emprego.
Não falta quem diga, como o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse dia 16, que brasileiro não quer trabalhar. Como ninguém vive de vento e como essa queda do índice de ocupação é relativamente recente - porque quase sempre o desemprego foi mais alto do que é hoje - é preciso explicação.
Muito já foi dito sobre a necessidade de mais instrução e de mais treinamento prévio, exigências que vêm adiando a entrada dos jovens no mercado de trabalho. (Também segue sendo repisado que cada vez mais aposentados têm de continuar trabalhando porque os proventos da Previdência são insuficientes.)
Por outro lado, é notório o aumento de renda da população, graças em parte aos programas distributivos do governo. E, ainda, estão aí as conclusões das pesquisas de que, nos últimos 15 anos, pelo menos 30 milhões de brasileiros chegaram a segmentos mais altos de consumo.
Outra parte das explicações parece relacionada ao mais forte crescimento do segmento de serviços. Este não é apenas o setor que mais oferece empregos no Brasil, mas, também, o que mais proporciona remunerações extras por pequenas atividades, muitas vezes a quem já tem ocupação fixa. É a empregada doméstica que aceita serviços de faxina; é o eletricista que trabalha "por conta própria"; é o guardador de carros que ganha mais com o que faz do que se tivesse um emprego numa firma, onde o salário está sujeito a descontos de lei, além das despesas com transporte que, de resto, consome horas por dia, em trens ou ônibus cujos níveis de conforto conhecemos.
Por aí se vê, também, que, na percepção do brasileiro comum, ter um emprego firme nem sempre compensa. É também o que se pode chamar de "precarização do trabalho". Alguns analistas chamam a atenção para o tal fator de desalento, que leva o trabalhador a desistir de procurar emprego. Nenhum desses fatores isolados explica tudo. É na combinação entre eles que se pode procurar a explicação por esse fenômeno relativamente novo na economia.
Até agora, a queda ou a manutenção do desemprego em níveis tão baixos deixaram estressado o mercado de mão de obra e concorreram para elevar os custos do fator trabalho. Mas já é acentuada a desaceleração da atividade econômica, a ponto de atingir em cheio até mesmo o setor de serviços. É uma pulsação bem mais fraca que pode voltar a acelerar os índices de desemprego.
Fonte : Estadão
Fonte : Estadão
PODEMOS ACREDITAR NO IBOPE ???
/ Blogs e Colunistas
Por Reinaldo Azevedo
22/05/2014
às 15:42Todo mundo sobe na pesquisa Ibope das datas confusas. Então é preciso prestar atenção às sutilezas
Ai, que preguiça!, disse Macunaíma ao vir à luz. Eu sou uma pessoa dada a certos formalismos e acredito na informação que os institutos de pesquisa prestam ao TSE. O Ibope informou ao tribunal que começara a fazer uma pesquisa para a eleição presidencial no dia 15, registrada no dia 17, com o encerramento do campo no dia 22 — e o dia 22, salvo melhor juízo, é hoje. Ocorre que o resultado já foi divulgado, o que faz supor que o campo, então, terminou antes. Quando?
O resultado é este que vocês veem — reproduzo um gráfico publicado na Folha Online.
Os questionários foram aplicados enquanto estava no ar a propaganda política terrorista do PT — que foi tirada do ar pelo próprio TSE. Convenham: não é exatamente o melhor momento para fazer uma pesquisa. A anterior do instituto incorreu no mesmo vício.
Boataria
O Ibope está em campo desde o dia 15, segundo informação oficial, mas a boataria corre solta desde o dia 18 — na verdade, começou a circular no mercado financeiro no dia 17: Dilma teria subido; Aécio teria caído ou ficado igual. Vamos ver.
O Ibope está em campo desde o dia 15, segundo informação oficial, mas a boataria corre solta desde o dia 18 — na verdade, começou a circular no mercado financeiro no dia 17: Dilma teria subido; Aécio teria caído ou ficado igual. Vamos ver.
Comparado o Ibope consigo mesmo, todo mundo subiu — e, proporcionalmente, os dois candidatos de oposição cresceram mais. Ocorre que não é assim que são as coisas. A referência das pessoas que acompanham esse assunto é a pesquisa anterior do Datafolha, do começo deste mês. Aécio e Campos aparecem nos dois institutos com o mesmo índice: 20% e 11%. Dilma, no entanto, aparece no Ibope com três pontos percentuais a mais do que no Datafolha: 40% a 37%.
Imediatamente, plasma-se uma espécie de “verdade”: a oposição teria parado de crescer, e Dilma, começado a subir. Especialistas dizem o óbvio: não se comparam pesquisas de institutos diferentes. Ocorre que a média das pessoas, como se sabe, não é formada de especialistas.
Há certa suspeição a cercar institutos de pesquisa. O Ibope, por exemplo, trabalha para o governo federal — fez um contrato para pesquisas quantitativas, cujo conteúdo é considerado “sigiloso”. Isso, por si, matematicamente falando, não macula a sua isenção. Ocorre que é bom não misturar carne com leite nessas coisas, não é?
Quanto mais transparentes forem as práticas, melhor para quase todo mundo. Fazer pesquisa enquanto está no ar o horário político de um partido não concorre para essa transparência. Fazer o campo em período diferente do informado também não.
Não estou entre aqueles que querem proibir divulgação de pesquisas. Acho isso obscurantista. Mas acho também que a gente precisa debater que instituto faz o quê. Acho um excesso de licenciosidade prestar serviços de “inteligência” ao governo e depois fazer pesquisas eleitorais cujos resultados são de interesse desse mesmo governo.
“Você está insinuando que o Ibope manipulou os dados?” Eu nunca insinuo nada. Eu só afirmo. E eu afirmo que o que vai acima não caracteriza uma boa prática — nem técnica nem política.
Fonte : Geja
quinta-feira, 22 de maio de 2014
BAÍA DE GUANABARA. NOSSAS BELEZAS POLUÍDAS
Quando a forma é melhor que o conteúdo, ou como maquiar um país
por Marcelo de Abreu e Lima em 20 de maio de 2014

Quanto tempo, meu caro leitor, você acha que é necessário para se implementar uma reforma política? Um ano? Dois? Três? Um século? Cinco séculos??? Quanto tempo, meu caro leitor, você acha que é necessário para se modernizar uma estrada? Quanto tempo, meu caro leitor, você acha que é necessário para limpar uma baía?
Numa reportagem publicada ontem, dia 19 de maio, no “The New York Times”, foi exibida uma foto da Baía de Guanabara poluída. O local será palco (?) de competições de vela nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Para o carioca isso não é nenhuma novidade. Eu moro em Belo Horizonte há 19 anos. Quando morava na Cidade Maravilhosa (?) não frequentava as praias de Botafogo e Flamengo. Já naquela época e em épocas mais remotas ainda a Baía não oferecia condições de salubridade propícias ao banho. O carioca se acostumou a passar pela praia de Botafogo e observar aquela paisagem lindíssima mas sem nenhuma alma viva. Praia morta! Que triste! Para os estrangeiros, isso é uma surpresa. Pergunta que não quer calar: você, meu caro leitor, acha que até as Olimpíadas alguma coisa vai mudar?
Vamos enumerar, sem nenhum esforço, as coisas que precisam ser mudadas no Brasil há séculos: educação pública, saúde pública, segurança pública, infra estrutura como portos, aeroportos e estradas, … Vou parar por aqui porque senão não termino o artigo. Mas tudo continua como dantes! Após a democratização do Brasil e o fim da ditadura militar, tivemos o Sarney, o Collor, o Itamar, o FHC, o Lula e, agora, a Dilma. De mandato de coalizão à aventura alagoana, de social democracia ao socialismo (?) petista bolivariano, nada mudou de tão significativo. Sim, tivemos algumas vitórias. A estabilização da moeda no período FHC/PSDB é uma. Outra, a inclusão social de boa parte da camada mais pobre pelo Lula/Dilma/PT. Ok! Mas, aquelas mazelas seculares, adicionadas à uma corrupção endêmica, continuam desenhando um quadro triste do nosso país.
Já no que diz respeito à maquiagem, ao disfarce, à mentira, estamos nos tornando especialistas no mundo. Na classe política, os marqueteiros constroem imagens, escrevem discursos, determinam prioridades, até definem políticas públicas. A cada ano e governos que passam vemos as verbas de propaganda baterem recordes. A forma é mais importante que o conteúdo, como disse no título. Não importa fazer, mas parecer que está fazendo. Não interessa construir de verdade, mas parecer que está construindo. Sujeira tem seu lugar garantido embaixo do tapete no Brasil. A capital do país é um reflexo disso: linda, majestosa, impecável arquitetonicamente, mas horrível social e politicamente quando olhamos o entorno (cidades satélites) e quando olhamos o interior e seus agentes. Brasília nada produz a não ser burocracia. Não produz carne, soja, não fabrica automóveis, não tem indústrias, etc. Isso não impede de ter um orçamento maior que muitos estados da federação. Outra contradição!
Nós sempre soubemos disso. Não que aprovemos, mas não conseguimos mudar mesmo saindo às ruas em número de milhões. A insensibilidade, miopia, para não dizer pilantragem da classe política beira o mal feito, o mal intencionado. Já se falou que Brasília não é caso de política mas de polícia. Eu costumo dizer que deve ser difícil ser comentarista político no Brasil porque tem que procurar nobres ideais, nobres intenções onde só existe fisiologismo, toma lá dá cá, o poder a qualquer custo e corrupção. É como procurar água no deserto.
Assim caminhamos para uma Copa do Mundo e uma Olimpíadas. Tentando disfarçar as deficiências, esconder as falhas, tentando posar de país emergente com uma população engajada e feliz. Violência? Não, mentira! Não temos! Jeitinho brasileiro? Mentira! Quem disse? Cracolândia? Prostituição infantil? Disparidades regionais radicais? Quem está inventando essas falácias?
Viva o Brasil! Vou cantar o Hino com toda a força de meus pulmões. Quem sabe, se a seleção brasileira ganhar a Copa, possamos conviver com essas deficiências por mais alguns século
Fonte : Instituto Millenium
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