sábado, 7 de julho de 2012

IMIGRANTES NO BRASIL/CENSO 2010

metodista.br

Entre os anos de 2000 e 2010, o números de imigrantes quase que dobrou.
Em 2000, eles eram 143,6 mil contra 268,4 mil uma década depois. A maioria deles chega para morar nos estados de São Paulo e Paraná. Minas Gerais ultrapassou o Rio e aparece em terceiro lugar como estado que mais atrai pessoas.olhonainformacao.com.br
Dos 174,5 mil brasileiros que em 2005 moravam no exterior, mas da metade, regressaram ao país. Ou seja, 65% dos imigrantes são, na verdade, brasileiros que retornaram ao país. São os chamados “imigrantes internacionais de retorno”. Em 2000, os brasileiros que voltavam para casa representavam 61% do total de imigrantes.
O maior número de brasileiros retorna principalmente dos Estados Unidos, Japão, Portugal, Espanha, Paraguai e Bolívia. Alguns dados sobre a imigração de retorno chamam atenção, como o fato de 84,2% dos imigrantes dos Estados Unidos serem de brasileiros voltando ao país. No caso do Japão, esse percentual chega a 89,1% e no de Portugal, a 77%.
A maior projeção do Brasil no exterior, aliada às crescentes restrições à entrada de imigrantes na Europa e nos Estados Unidos, está provocando uma diversificação no grupo de estrangeiros que têm optado por viver em terras brasileiras.



Além de atrair cada vez mais imigrantes de países vizinhos e executivos europeus e americanos que fogem da crise econômica, o Brasil tem assistido a um aumento expressivo na chegada de migrantes e refugiados de nacionalidades que tradicionalmente não migram ao país.

Refugiados denunciam maus tratos em fábrica da Sadia
Conselho de Imigração aprova restrição à entrada de haitianos


Brasil

No último dia 12, o governo agiu para controlar o maior desses novos fluxos, o de imigrantes do Haiti que têm entrado no Brasil pela Amazônia, ao estabelecer um limite de cem vistos de trabalho a haitianos por mês.
Dados do Ministério da Justiça também revelam aumento considerável, ainda que sobre uma base pequena, na chegada de imigrantes de países da Ásia Meridional e da África.
Em 2009, havia 2.172 indianos vivendo regularmente no Brasil. Em junho de 2011, o número saltou para 2.639. No mesmo período, a quantidade de paquistaneses no país passou de 134 a 216, e a de bengalis (oriundos de Bangladesh), de 64 a 109. O MJ também detectou aumento na chegada de africanos de várias nacionalidades.
Os números, porém, não revelam a quantidade exata de novas chegadas ao país, já que nem todos os imigrantes se regularizam. Além disso, boa parte dos estrangeiros provenientes de países em conflito (como paquistaneses, afegãos e somalis) obtêm status de refúgio no país e não entram na conta, uma vez que o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) não divulga a quantidade de pedidos de refúgio atendidos por nacionalidade.
Tráfico humano

Segundo Paulo Sérgio de Almeida, presidente do Conselho Nacional de Imigração (Cnig), o aumento nas chegadas de migrantes ou refugiados africanos e da Ásia Meridional ao Brasil é recente e reflete a maior projeção do Brasil no exterior.
"Além da projeção pelo bom desempenho econômico num momento de crise mundial, o país conseguiu destaque por ter obtido o direito de sediar grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Isso faz com que o Brasil acabe entrando na rota mundial dos migrantes, pessoas que buscam um trabalho e viver melhor."
Para Almeida, o processo é natural. Ele diz que o Brasil já passou por vários ciclos de migração ao longo de sua história, tendo sempre conseguido absorver os estrangeiros.

"Entendemos que o país vem crescendo e gerando empregos, oportunidades. Estamos monitorando permanentemente a situação, mas por ora não há motivo para alarde."

A principal preocupação do governo, diz Almeida, é evitar que quadrilhas de tráfico humano atuem em território nacional. A ação desses grupos, que cobram para facilitar a travessia de imigrantes de um país ao outro, muitas vezes submetendo-os a riscos e práticas violentas, foi denunciada por vários haitianos que chegaram ao Brasil.

O Ministério da Justiça e a Polícia Federal estão investigando essas quadrilhas. A atuação delas, porém, não se restringe às fronteiras amazônicas, segundo relatos obtidos pela BBC Brasil.
Refugiados oriundos da fronteira do Paquistão com o Afeganistão afirmaram à reportagem terem pago cerca de US$ 5 mil a uma quadrilha local com a promessa de serem enviados ao Brasil. Após o pagamento, dizem ter obtido vistos temporários de trabalho (que permitem permanência de 90 dias no país) e viajado de avião a Dubai, onde pegaram conexão para o aeroporto de Guarulhos (SP).
Mais do que a crescente projeção do Brasil no exterior, o principal fator a motivar a vinda deles foram os elevados preços cobrados pela quadrilha para levá-los aos seus destinos prioritários – a Europa e aos Estados Unidos.
Para obterem vistos e desembarcarem nesses locais, teriam de pagar cerca de US$ 30 mil. Segundo eles, a crise econômica e as preocupações com o terrorismo têm dificultado (e encarecido) a entrada de paquistaneses e afegãos na Europa e nos EUA nos últimos anos.
Segunda opção
Há um ano no Brasil, o paquistanês Haleem (nome fictício), de 40 anos, não recorreu às gangues de tráfico humano para chegar ao país, mas também não o tinha como destino prioritário.

"Acabei aqui por acaso", ele lembra.

Formado em matemática e em jornalismo, Haleem (nome fictício; ele prefere não se identificar) trabalhava com a exportação de frutas no Paquistão. Como os negócios não iam bem e julgou que enfrentaria muitas dificuldades para se instalar legalmente nos países em que gostaria de viver (Canadá ou Suíça), tentou a sorte na Venezuela, onde tinha alguns amigos.

No entanto, ele diz que a burocracia e a desorganização do país vizinho o fizeram arrumar as malas outra vez. Após uma longa viagem de ônibus, em que passou pela Colômbia e pelo Peru, finalmente chegou ao Brasil.

"De imediato, senti que estava num país bom, com pessoas boas. No Peru, tive que subornar policiais".

Haleem se instalou em Brasília, onde logo arranjou uma namorada brasileira, com quem se casaria alguns meses depois.
Hoje tem todos os documentos regularizados e planeja abrir uma importadora de tecidos e instrumentos cirúrgicos paquistaneses.
Atento às oportunidades de negócio que a Copa do Mundo de 2014 trará, também pretende comercializar uniformes esportivos e bonés.

"Estou muito feliz no Brasil. Estaria ainda mais se não fossem os altos impostos."



Fonte: Globo.com/ BBC/Geoconceição.

terça-feira, 3 de julho de 2012

CÂMARA DOS VEREADORES DE ITAJAÍ


Padre Arcângelo Deretti (Diretor do Colégio Salesiano Itajaí),Professora Conceição Aparecida Fontolan e a Vereadora Susi Bellini

Professora de Itajaí recebe Moção da Câmara de Vereadores
Data: 14/06/2012

Rodeada de alunos e educadores a professora de geografia Conceição Aparecida Fontolan recebeu na manhã desta quarta-feira (13) o quadro com a Moção de Reconhecimento e Aplausos, da Câmara de Vereadores de Itajaí.
Professora Conceição Aparecida Fontolan e a Vereadora Susi Bellini
A professora foi homenageada pelo blog que mantém com conteúdo de geografia, que já atingiu mais de um milhão de acessos e é destaque nacional no portal InfoEnem, que evidencia os melhores conteúdos da internet para os estudantes que enfrentam o Exame Nacional do Ensino Médio.

A homenagem foi entregue pela Vereadora Susi Bellini, proponente da moção, no Colégio Salesiano. “Estamos sempre atentos aos acontecimentos da cidade, e homenagear a professora Conceição é uma forma de reconhecer o esforço dos educadores e incentiva-los”, disse Susi.
Professora Conceição, Vereadora Susi Bellini e a Gisele Mendes do Departamento de Comunicação do Colégio Salesiano Itajaí.


A Moção foi aprovada por todos os parlamentares durante sessão ordinária no mês de maio e a entrega marcada em acordo com o calendário do colégio. O blog pode ser acessado através do endereço www.geoconceicao.blogspot.com.br.

Texto: Elizângela Cardoso Assessoria de Comunicação
Alisson, Agata,Ernesto,Conceição, Renata com a Júlia ,Fernanda e Susi Bellini


RIO DE JANEIRO-PATRIMÔNIO MUNDIAL

PARABÉNS RIO DE JANEIRO!!!!!!
Fonte:elyavigdor.blogspot.com- Cristo Redentor no morro do Corcovado

Fonte:rentanapartmentinrio.com
Cidade maravilhosa cantada em versos e prosas, cidade que encanta pela diversidade das paisagem, pelo povo que sabe receber os turistas e que não tem medo de ser feliz. Sou paulistana e tenho que reconhecer que o título recebido é mais do que merecido.

Rio foi a primeira cidade a se tornar Patrimônio Mundial como paisagem cultural urbana. O Comitê do Patrimônio Cultural da Unesco, órgão responsável por definir monumentos e sítios históricos como patrimônio da humanidade, acaba de reconhecer, neste domingo (1º), a paisagem cultural do Rio de Janeiro como patrimônio da humanidade.

Na candidatura apresentada à Unesco, o Iphan delimitou uma área que vai de Copacabana, na zona sul, ao extremo oeste de Niterói, englobando o maciço da Tijuca. Nesta área estão incluídos o Corcovado, o Pão de Açúcar, a Floresta da Tijuca, o Jardim Botânico, o Aterro do Flamengo e a totalidade da paisagem construída e natural desta região.
Fonte:brasil.gov.br O calçadão da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana.
Apesar de não mencionadas especificamente, favelas cariocas históricas como a Santa Marta e a Babilônia estão incluídas neste perímetro, como parte do que o dossiê define como uma "complexa paisagem cultural produzida pela troca entre diferentes culturas associadas a um sítio natural original".
Floresta da Tijuca baixaki.com.br
É a primeira vez que se reconhece a forma como se construiu um espaço, ocupando uma geografia peculiar, como um patrimônio, rompendo com critérios colonialistas e abrindo a ideia de patrimônio a um leque amplo de intervenções no território, como os fantásticos projetos urbanísticos do passeio público, calçadão de Copacabana e Aterro do Flamengo, de Glaziou, Burle Marx e Affonso Reidy, e a construção cotidiana de uma cidade que dialoga com o mar e a montanha.

Nada mais forte nesta paisagem que a presença das favelas, espaço de autoprodução da vida cotidiana de milhares de cariocas e migrantes, que, na contingência de uma cidade que os excluiu e diante da absoluta precariedade dos meios, construíram um espaço de resistência e inserção, contraditório e complexo como é sua relação com a cidade. Agora este lugar está protegido — internacionalmente — e sua geografia de puxadinhos e pequenos lotes deve ser inscrita e consolidada em uma legislação que reconheça direitos, protegendo o lugar da arbitrariedade de remoções e projetos factoides.

O desafio agora é de todos: moradores, órgãos de patrimônio, prefeitura, governos, urbanistas: como consolidar estas favelas diante do furacão de valorização imobiliária que assola o Rio de Janeiro e que, inclusive, esta nomeação de patrimônio da humanidade ajuda a turbinar.
Fonte: Geoconceição e Yahoo.com

DESEMPREGO NA EUROPA/2012

Fonte: jornaldenegocios.pt
A Espanha teve o pior resultado, com um índice de desemprego de 24,6% em maioA taxa de desemprego na zona do euro atingiu em maio um novo recorde, de 11,1% da população da ativa contra 11,0% em abril, anunciou a agência de estatísticas Eurostat nesta segunda-feira.

Segundo as estimativas da Eurostat, 17,56 milhões de pessoas estavam desempregadas na Eurozona em maio, 88.000 a mais que no mês anterior.

O índice de desemprego ficou pela primeira vez desde a criação da zona do euro acima de 11%, nível que já havia sido registrado em março.

Este foi o 13º mês consecutivo no qual o desemprego iguala ou supera 10%.

No conjunto da União Europeia, a taxa de desemprego em maio foi de 10,3%, também um novo recorde, contra 10,2% em abril.

Com relação a maio de 2011, o número de desempregados aumentou em 1,82 milhão de pessoas na União Europeia.

Na zona do euro, "o fato de o aumento do desemprego ser o menor em onze meses configura apenas um triste consolo", diz Howard Archer, analista da IHS Global Insight, que ressalta "a forte disparidade entre as taxas de desemprego das economias do coração da zona do euro, no Norte, e das dificuldades dos países da periferia, no Sul".

A Espanha, no entanto, conta a pior situação entre os 17 países membros da Eurozona, com um desemprego de 24,6% em maio, que chega a 52,1% no caso dos menores de 25 anos.

A Grécia registrou uma taxa de 21,9% (15,7% em maio de 2011).
Fonte: Fernandonogueira
Em troca, os países com menores índices são Áustria (4,1%), Holanda (5,1%), Luxemburgo (5,4%) e Alemanha (5,6%).

"Uma vez que a zona do euro tem registrado uma contração do PIB no segundo trimestre que ameaça contrair-se ainda mais no terceiro trimestre e que a confiança dos empresários tem sido baixa e frágil, é provável que as taxas de desemprego da zona do euro continuem subindo nos próximos meses", disse Howard Archer, que a projeta em 11,5% no final do ano.

Para Martin Van Vliet, do banco ING, a taxa de desemprego pode chegar a até 12% em 2012 na região.

"Acreditamos que o pacto de crescimento acordado pelos dirigentes da UE na semana passada não bastará para instaurar uma recuperação duradoura e que será preciso ir mais além, começando por uma nova redução das taxas de juros do Banco Central Europeu na quinta-feira," em sua próxima reunião, explica.

Os líderes europeus acordaram na reunião europeia de 28 e 29 de junho em Bruxelas um pacto de crescimento que injetará 120 bilhões de euros na economia, em particular em projetos de infraestrutura.
Fonte: Yahoo

segunda-feira, 2 de julho de 2012

SESMARIAS

Fonte:brazadv.com.br
As disputas em relação ao acesso à terra no Brasil datam do início da colonização, período em que a forma jurídica que regulamentava o acesso ou a posse da terra fundamentava-se na doação de sesmarias( do latim sesmar=dividir terras;sexta parte de algo). A ocupação de nosso solo pelos capitães descobridores, em nome da Coroa portuguesa, transportou, inteira, como num grande vôo de águias, a propriedade de todo nosso imensurável território para além mar- para o alto senhorio do rei e para a jurisdição da Ordem de Cristo...Em Portugal, na história de suas instituições territoriais, das quais a das sesmarias foi o tronco de que se ramificou a nossa propriedade imóvel, estão, portanto, as origens e os primeiros aspectos do regime de terras no Brasil.
Lima,Ruy Cirne.Pequena história territorial do Brasil:Sesmarias e terras devolutas.Rio Grande do Sul,1954.p.11.
Durante os primeiros anos da colonização brasileira, notamos que o governo de Portugal não teve condições necessárias para empreender ações que viabilizassem a exploração econômica do espaço colonial. Por conta deste impasse, o sistema de capitanias hereditárias foi adotado como um sistema de administração indireta em que a Coroa abria mão de várias obrigações e gastos com a colonização, repassando-as para a responsabilidade de particulares.

O donatário, recebedor da capitania hereditária, tinha entre outros direitos, realizar a doação de sesmarias para os demais colonizadores. O termo “sesmaria” era empregado para todo aquele terreno pertencente à Coroa Portuguesa onde não era observado o desenvolvimento de atividades econômicas ou a ocupação do espaço colonial. Tendo em vista as grandes dimensões do espaço colonial brasileiro, a possibilidade de realizar a doação de sesmarias era bem relevante.
Sesmarias/fonte:brasilcc.blogspot.com
A doação de sesmarias é um hábito político antigo de Portugal, tendo sido inicialmente empregado no século XIV. Nessa época, os constantes problemas gerados pela falta de alimentos motivaram o governo português a realizar a distribuição de sesmarias como um meio de incrementar a produção agrícola do país. No entanto, repassado para o contexto da colônia brasileira, o sistema sesmarial teria outras características e objetivos.

Intimamente ligadas à lógica mercantilista, as sesmarias brasileiras deveriam ser utilizadas para a formação de atividades agrícolas que atendiam às demandas do mercado europeu. Notamos que a exploração da cana-de-açúcar foi uma das primeiras ações econômicas ligadas às sesmarias. Desse modo, os donos das sesmarias (também chamados de “sesmeiros”) transformavam-se em peça-chave no desenho da colonização do Brasil, realizando a junção entre os interesses públicos e privados.
Fonte:z9.invisionfree.com
Ao longo da colonização, os proprietários das sesmarias tornaram-se os grandes proprietários de terra que compunham a elite colonial. Ocupando o topo da hierarquia social, não só concentravam terras, mas também abriam caminho para a conquista de vários outros direitos restritos aos seus semelhantes. Não raro, os sesmeiros ocupavam importantes cargos públicos, integravam os altos postos das instituições militares e garantiam seus interesses em desfavor da maioria da população.

Nas últimas décadas, as intensas discussões e conflitos envolvendo a questão do acesso à terra no Brasil, evocam com grande destaque a utilização do sistema de sesmarias. Por meio das funções políticas e sociais que tiveram, vemos que as sesmarias explicam a origem do problema de concentração de terras no Brasil. Ao mesmo tempo, revelam a primeira das várias e imprecisas leis que garantiram o uso da terra para uma pequena parcela da população brasileira.
Fonte : geoconceição/ MundoEducação

CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

Fonte:www.hjobrasil.com
No Brasil, concentração de terras e os latidúndios, estão ligados ao sistema de implantação das capitanias hereditárias, criadas para tentar proteger o território das invasões francesas e holandesas.

Primeira estrutura de governo colonial - extremamente descentralizada - implantada pela metrópole para funcionar em todo o território brasileiro. Em 1532, dom João III anuncia a intenção de dividir a colônia em 15 amplas faixas de terra e entregá-las a nobres do reino, os capitães donatários, para povoá-las, explorá-las com recursos próprios e governá-las em nome da Coroa.
Fonte:www2.crb.ucp.pt

Essas faixas eram de largura bastante variadas, podendo medir de 150 a 600 quilômetros, e estendem-se do litoral para o interior até a linha imaginária de Tordesilhas( um meridiano que se estendia desde Belém,no Pará até Laguna em Santa Catarina). Entre 1534 e 1536, dom João III implanta 14 capitanias, concedidas a 12 donatários, que se vieram somar àquela doada em 1504 a Fernão de Noronha pelo rei dom Manuel.

DIREITOS E DEVERES.

Nas Cartas de Doação é fixado o caráter perpétuo e hereditário das concessões. Em troca do compromisso com o povoamento, a defesa, o bom aproveitamento das riquezas naturais e a propagação da fé católica em suas terras, o rei atribui aos donatários inúmeros direitos e isenções.

Cabe aos donatários distribuir sesmarias ( do latim sesmar =dividir terras; sexta parte de algo) , terras incultas ou abandonadas
- aos colonos, fundar vilas com as respectivas câmaras municipais e órgãos de justiça, além do direito de aprisionar índios. São também isentos do pagamento de tributos sobre a venda de pau-brasil e de escravos.

Pau-brasil
O sistema de capitanias implantado no Brasil não é original. Baseia-se em experiências anteriores de concessão de direitos reais à nobreza para engajá-la nos empreendimentos do Estado português nas Índias, na África, nas ilhas do Atlântico e no próprio reino.

Criar vilas e distribuir terras a quem deseja-se cultiva-las.
Exercer plena autoridade no campo judicial e administrativo, podendo inclusive autorizar pena de morte.
Escravizar os índios, obrigando-os a trabalhar na lavoura. Também podiam enviar índios como escravos para Portugal, até o limite de 30 por ano.
Receber a vigésima parte dos lucros sobre o comércio do Pau-Brasil.
O donatário era obrigado a entregar 10% de todo o lucro sobre os produtos da terra ao rei de Portugal.
1/5 dos metais preciosos encontrados nas terras do donatário deveria ser entregue a coroa portuguesa.
O monopólio do Pau-brasil.

Falência do sistema

Em sua maior parte, as capitanias brasileiras não conseguem desenvolver-se por falta de recursos ou por desinteresse de seus donatários. No final do século XVI, apenas as capitanias de Pernambuco (de Duarte Coelho) e de São Vicente (de Martim Afonso de Souza) alcançam certa prosperidade com o cultivo da cana-de-açúcar. É esse quadro pouco animador que leva a Coroa portuguesa a instituir, em 1548, um governo mais centralizado e capaz de uma ação mais direta - o governo-geral. No século XVII, outras capitanias são criadas para ocupar a Região Norte.
Fonte: rede.moderna.com.br primeiras mudas da cana-de-açúcar/capitania de São Vicente.
Cada vez mais enfraquecidas e progressivamente retomadas pela Coroa, as capitanias são extintas em 1759. Mas deixam sua marca na ocupação do território, sobretudo da faixa litorânea, e na formação política do país. Além de fixar o nome de muitos dos atuais estados brasileiros, as capitanias dão origem a uma estrutura de poder regional que ainda se mantém atuante.

Aspectos Principais

Expedição de Martin Afonso de Souza, foi a primeira atitude de Portugal para começar a colonização. Funda-se a primeira vila (São Vicente), monta-se o primeiro engenho, traz-se as primeiras reses (animais), características:

Foi a primeira expedição colonizadora;
Interiorizou a ação lusa;
Introduziu o gado;
Percorreu o litoral norte-sul;
Fundação de São Vicente;
Introduziu a cana- de- açúcar;
Instalou o primeiro engenho, era do rei, tinha plantação de cana- de- açúcar e moenda (engenho);

Contexto Externo

Portugal está em crise por causa do Tratado de Saragoça, no qual perde as rotas orientais, rota às Índias em 1529;
A experiência de sucesso do açúcar nas ilhas do Atlântico e a experiência de capitanias hereditárias nas ilhas de Açores e Madeira;
O fato do Reino da Espanha encontrar riquezas (ouro, prata , bronze e pedras preciosas) na região do México, Peru e Bolívia estimula Portugal à busca no Brasil;
Os francos ameaçavam a soberania lusitana no território brasileiro.

Capitanias

Criadas em 1534;
15 faixas desiguais para 12 pessoas (capitães);
O Estado Luso era pobre e pretendia transferir o ônus da colonização para a iniciativa privada;
A Capitania de Pernambuco dá certo pois estava veiculada com o mercado externo;

A Capitania de São Vicente ( São Paulo) não era ligada com o exterior, tinha ataques e influência dos índios, mas através do Tietê se consegue expandir o mercado, faz a preação dos índios, prende os índios, escravizando-os e encontra ouro de aluvião, adentra para o interior através do Tietê, por isso deu certo;

As Capitanias foram de extrema importância porque garantiram o direito luso sobre a terra, garantiram a soberania lusa, expulsaram os invasores;

Fracasso das Capitanias Hereditárias

O Fracasso da maioria das Capitanias Hereditárias, com exceção das de São Vicente e de Pernambuco, que eram governadas pelos capitães donatários Martin Afonso de Souza e Duarte Coelho, respectivamente, está relacionada com os fatos:

- a falta de capitais tanto privados como estatais;
- desentendimentos internos;
- inexperiência administrativa dos capitães donatários
- ataques dos silvícolas ( índios);

Fator Geográfico: eram grandes propriedades difíceis de serem controladas politicamente e militarmente ( extensão do território) e as capitanias não respeitavam os limites geográficos;

- falta de incentivo do reino luso ( Descentralização do poder real);
- distância do Reino Português ( Açores e Madeira eram perto de Portugal);
- extensão litorânea exposta ao ataque de estrangeiros;
- Descentralização do Poder Real;

Fator Climático: os lusos não se adequaram ao clima dos trópicos, era muito calor e desestimulava de certa forma o trabalho e não souberam aproveitar o sistema de chuvas;
- Falta de integridade nacional, eram extensas e sem comunicação interna;
- Não seguiram o molde das prósperas capitanias que era combinar a atividade açucareira e um contato menos hostil com as tribos indígenas.

Ao contrário do pensamento mercantilista dos lusos as capitanias se tornaram onerosas e inúteis. O Estado, então, compra e substitui muitas Capitanias.

Sucesso Relativo

Pernambuco

Capitão Donatário: Duarte Coelho;
Investimentos de capitais flamengos ( holandeses);
Produção de Cana-de-Açúcar;
Escravidão Vermelha ( indígena) inicialmente como mão de obra na indústria da cana-de-açúcar e posteriormente escravidão negra ( mão de obra mais eficiente, porém mais cara).

São Vicente

Capitão Donatário: Martin Afonso de Souza;
Foi responsável pela interiorização do território;
Busca do ouro ( achavam ouro de aluvião);
Preação do bugre ( índio);
Vicentinos: indigenização ( viviam como índios).

Donatários das capitanias hereditárias

Aires da Cunha, navegador – 1ª capitania do Maranhão

Fernando Álvares de Andrade, tesoureiro-mor do reino – 2ª capitania do Maranhão

Antônio Cardoso de Barros, cavaleiro-fidalgo – Ceará

João de Barros, feitor e tesoureiro da Casa da Índia – Rio Grande

Pero Lopes de Sousa, navegador – Itamaracá

Duarte Coelho, soldado da Ásia e navegador – Pernambuco ou Nova Lusitânia

Francisco Pereira Coutinho, soldado da Índia – Bahia de Todos os Santos

Jorge de Figueiredo Correia, escrivão da fazenda – Ilhéus

Pero do Campo Tourinho, rico proprietário e navegador – Porto Seguro

Vasco Fernandes Coutinho, soldado do Oriente – Espírito Santo

Pero de Góis, participante da espedição de Martin Afonso de Souza – São Tomé

Martim Afonso de Souza, chefe da primeira missão colonizadora portuguesa – São Vicente

Pero Lopes de Sousa, navegador – Santo Amaro

Pero Lopes de Sousa, navegador – Santana

Fonte : Geo-conceição/Mundo Vestibular


ATIVIDADES:

1- O Brasil apresenta uma grande concentração de terras. Explique as suas  principais origens:
2- Quais foram os principais motivos para a Coroa Portuguesa adotar os sistemas das Capitanias Hereditárias e das Sesmarias ?
3- Explique a diferença entre as : Carta de Doação e a Carta Foral, introduzidas no Brasil colonial.
4- Em 1759, as Capitanias Hereditárias foram extintas. Escreva as principais causas que levaram o sistema entrar em colapso:
5- Desde a Independência do Brasil ( 1822) até 1850, nosso território ficou sem regulamentação em relação à terra. Explique sobre a Lei de terras de 1850:
6- Quais relações podemos estabelecer entre as terras devolutas e a prática da grilagem ?
7- Quais os benefícios estabelecidos pelo Estatuto do Trabalhador Rural (1963), e quais suas principais consequências ?
8- Escreva as principais causas e consequências, sobre a expansão das fronteiras agrícolas, entre 1980 e 1990, durante os sucessivos governos militares:

domingo, 1 de julho de 2012

GUERRA DO CONTESTADO

Fonte:Nota de rodapé.com
A Lumber, o Contestado e a história do desmatamento da mata de Araucária(1911-1950)

GUERRA DO CONTESTADO

A Guerra do Contestado foi um conflito que alcançou enormes proporções na história do Brasil e, particularmente, dos Estados do Paraná e de Santa Catarina.
http://historiadobrasil13.blogspot.com
Semelhante a outros graves momentos de crise, interesses político-econômicos e messianismo se misturaram ao contexto explosivo. Ocorrido entre 1912 e 1916, o conflito envolveu, de um lado, a população cabocla daqueles Estados, e, de outro, os dois governos estaduais, apoiados pelo presidente da República, Hermes da Fonseca.
A região do conflito, localizada entre os dois Estados, era disputada pelos governos paranaense e catarinense. Afinal, era uma área rica em erva-mate e, sobretudo, madeira. Originalmente, os moradores da região eram posseiros caboclos e pequenos fazendeiros que viviam da comercialização daqueles produtos.


A CONSTRUÇÃO DA ESTRADA DE FERRO
No final do século 19, o governo brasileiro autorizou a construção de uma estrada de ferro ligando os Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Para isso, desapropriou uma faixa de terra, de aproximadamente 30 km de largura, que atravessava os Estados do Paraná e de Santa Catarina - uma espécie de "corredor" por onde passaria a linha férrea.


A responsável pela construção foi a empresa norte-americana Brazil Railway Company, de propriedade do empresário Percival Farquhar, que também era dono da Southern Brazil Lumber and Colonization Company, uma empresa de extração madeireira. A construção da estrada acabou atraindo muitos trabalhadores para a região onde ocorreria a Guerra do Contestado. Com o fim das obras, o grande número de migrantes que se deslocou para o local ficou sem emprego e, consequentemente, numa situação econômica bastante precária.
Além de construir a estrada de ferro, Farquhar, por meio da Southern Brazil Lumber, passou a exportar para os Estados Unidos a madeira extraída ao longo da faixa de terra concedida pelo governo brasileiro. Com isso, os pequenos fazendeiros que trabalhavam na extração da madeira foram arruinados pelo domínio da Lumber sobre as florestas da região.
http://www.contestado.com.br
A ESTRADA DE FERRO

A construção da estrada de ferro ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul trouxe consigo os principais elementos político-econômicos que levaram à eclosão da Guerra do Contestado. Afinal, a presença das empresas de Farquhar na região e os termos do acordo firmado com o governo brasileiro levaram, de uma só vez, à expulsão dos posseiros que trabalhavam no local, à falência de vários pequenos fazendeiros que viviam da extração da madeira e à formação de um contingente de mão-de-obra disponível e desempregada ao fim da construção.
Entretanto, havia também um outro elemento importante para o início do conflito: o messianismo. A região era frequentada por monges que faziam trabalhos sociais e espirituais e, vez ou outra, envolviam-se também com questões políticas - o que lhes dava certo destaque entre os moradores daquela localidade.
Em 1912, apareceu na região um monge chamado José Maria de Santo Agostinho, nome que mais tarde a polícia descobriria ser falso. José Maria foi saudado pelos habitantes do local como a ressurreição de outro monge que vivera ali até 1908, o monge João Maria: era como se o antigo líder espiritual tivesse voltado.
José Maria rapidamente ganhou fama na região por seu suposto dom de cura. Em meio aos problemas político-econômicos provocados pelas atividades das empresas de Percival Fraquhar, o monge passou a envolver-se também com questões que estavam muito além dos problemas espirituais dos seus seguidores.

A GUERRA

Sob a liderança de José Maria, os camponeses expulsos de suas terras e os antigos trabalhadores da Brazil Railway organizaram uma comunidade no intuito de solucionar os problemas ocasionados pela tomada das terras e pelo desemprego. Uniram-se ao grupo os fazendeiros prejudicados pela presença da Lumber na região. Tudo isso reforçado pelo discurso messiânico do monge José Maria, que logo declarou a comunidade sob sua liderança como um governo independente.
Fonte: imagohistoria.blospot.com
A mobilização na região passou a incomodar o governo federal não apenas por crescer rapidamente, com a formação de novas comunidades, mas também porque os rebeldes passaram a associar os problemas econômicos e sociais à República. Ao mesmo tempo, os coronéis locais ficaram incomodados com o surgimento de lideranças paralelas, como José Maria. Já a Igreja, diante do messianismo que envolvia o movimento, também defendeu a intervenção na região.

De forma autoritária e repressiva, os governos do Paraná e de Santa Catarina, articulados com o presidente Hermes da Fonseca, começaram a combater os rebeldes. Embora tenham tido pouco sucesso nos dois primeiros anos do conflito, as forças oficiais obtiveram, a partir de 1914, sucessivas vitórias sobre os revoltosos - graças à truculência das tropas e ao seu numeroso efetivo, que contava com homens do Exército brasileiro e das polícias dos dois estados.

Com quase 46 meses de conflito, a Guerra do Contestado superou até mesmo Canudos em duração e número de mortes. Famintos e com cada vez mais baixas, diante do conflito prolongado, da força e crueldade das tropas oficiais e da epidemia de tifo, os revoltos caminharam para a derrota final, consumada em agosto de 1916 com a prisão de Deodato Manuel Ramos, último líder do Contestado.