sexta-feira, 26 de junho de 2026

Defesa de Eduardo DÁ AULA em Alexandre de Moraes em pleno STF .


 

CASO MASTER: Mendonça determina transferência de Daniel Vorcaro para 'Papudinha'


 

Juristas veem violação da Lei da Magistratura em críticas de Gilmar a colegas | InfoMoney News .


 

Jornalistas DETONAM AO VIVO entrevista de Gilmar Mendes ao Roda Viva .


 

Até a Globo detonou Gilmar Mendes após entrevista!


 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Reviravolta: Moraes Ameaça Jogar Bolsonaro no Isolamento!


 

Advogado de Trump desmente versão sobre Moraes e revela o que realmente aconteceu nos EUA .


 

BATE-BOCA NO STF: André Mendonça coloca advogado do pai de Vorcaro contra a parede .


 

Ele não é mais intocável e seu poder está com os dias contados. Boletim 052/2026 .


 

A casa caiu: Lula já é tratado como ex-presidente em exercício – Boletim Coppolla 045 .


 

BOMBA! Descobrimos o que Moraes ficou de BLOQUEAR para Vorcaro .


 

🚨 Advogado de Trump Desmente Mídia Sobre Vitória de Moraes nos EUA!


 

JUSTIÇA DOS EUA ENQUADRA MORAES: Advogado de Trump diz que ministro fez algo “abusivo e ilegal” .


 

ADVERTÊNCIA a LULA! PRISÃO E ENTRA EM DESESPERO -MENDONÇA MANDOU PRA CADEIA - FLÁVIO REVELOU TUDO...


 

Parques urbanos refrescam as áreas de entorno .

 arborização urbana

Nova pesquisa mostra que a sombra das árvores e o verde das praças reduzem temperatura, poluição e ruído a centenas de metros de distância

Um estudo feito em Surrey, na Inglaterra, mediu em tempo real como um parque de 52 hectares protege não só quem entra nele, mas toda a vizinhança

Porque aquele parque do seu bairro vale muito mais do que você imagina

Semana retrasada, num daqueles dias sufocantes de uma onda de calor, em que o asfalto parece derreter, eu passei pela praça perto de casa e senti algo que, na hora, atribuí apenas ao cansaço e à saudade do frescor de infância: o ar ficou diferente. Mais leve. A temperatura parecia ter caído de repente, como se alguém tivesse aberto uma geladeira gigante no meio da cidade.

Não era impressão.

Uma pesquisa recente conduzida pelo Centro Global de Pesquisa sobre Ar Limpo (GCARE), da Universidade de Surrey, na Inglaterra, confirmou o que muita gente já sentia na pele e foi além, com dados precisos.

O parque que respirou por uma cidade inteira

Os pesquisadores escolheram o Stoke Park, o maior parque de Guildford, com 52 hectares de gramados, árvores e jardins. Usando equipamentos de monitoramento de alta frequência, eles mediram temperatura, poluição por partículas e ruído dentro e ao redor do parque, em condições reais de verão e não em laboratório, não em simulação computacional.

Os números são impressionantes.

Pela manhã, os níveis de partículas em suspensão no ar (o chamado PM10, aquela poeira fina que entra nos pulmões e causa todo tipo de problema respiratório) eram mais de 11% menores dentro do parque do que nas ruas urbanizadas ao redor. A temperatura matinal estava 6,5% mais baixa.

Mas o que me chamou mais atenção foi o que acontecia fora do parque.

O verde que atravessa as grades

A cada 100 metros percorridos a partir da borda do parque em direção às ruas e calçadas da cidade, a temperatura subia mais de meio grau. Esse efeito se estendia por até 300 metros além dos limites do parque.

Pensa comigo: você não precisa estar dentro do parque para sentir o benefício. Quem mora numa rua a dois ou três quarteirões de distância também está, de alguma forma, sendo amparado por aquele verde.

Isso muda completamente a forma como precisamos pensar sobre parques urbanos. Eles não são apenas espaços de lazer isolados, eventualmente cercados por grades e restritos a quem entra neles. São infraestrutura climática. São sistemas de proteção coletiva.

O silêncio que a natureza oferece

O estudo também mediu o ruído. E aqui tem outro dado revelador: dentro dos parques, os níveis de poluição sonora eram 5,41 decibéis mais baixos do que nas áreas urbanas próximas.

Cinco decibéis pode não parecer muito quando você lê assim, frio no papel. Mas na prática, essa diferença é suficiente para que a maioria das pessoas perceba uma mudança real no ambiente sonoro. É a diferença entre uma rua barulhenta e uma rua que você consegue ouvir a si mesmo pensar.

Nas grandes cidades brasileiras, onde o ruído do trânsito, das obras e dos comércios é praticamente constante, esse dado tem um peso enorme para a saúde mental e o bem-estar das pessoas.

A sombra das árvores como proteção do corpo

Os pesquisadores foram além da temperatura do ar e mediram algo chamado de Temperatura Fisiologicamente Equivalente, ou PET, basicamente, como o corpo humano sente o calor, levando em conta umidade, vento, radiação solar e outros fatores.

E aí o número demonstra que áreas sombreadas por árvores e gramados dentro do parque reduziram essa sensação térmica em até 8,5°C em comparação com as ruas próximas.

Oito graus e meio. No meio de uma onda de calor, essa diferença pode ser, literalmente, a diferença entre se sentir bem e precisar de atendimento médico.

O que isso tem a ver com você, comigo, com nossas cidades

Quando leio pesquisas como essa, fico pensando no Brasil, num país que tem uma biodiversidade incrível, mas que ao mesmo tempo assiste a suas cidades crescerem engolindo áreas verdes, substituindo árvores por concreto, cortando praças para ampliar avenidas.

Cada árvore derrubada numa calçada, cada praça cimentada, cada parque ameaçado por algum projeto imobiliário é, à luz dessa pesquisa, uma decisão que vai custar caro para muita gente, não apenas em dinheiro, mas em saúde, em conforto, em qualidade de vida.

E o contrário também é verdade. Cada parque preservado, cada novo bosque urbano criado, cada arborização de calçada planejada com cuidado é um investimento que protege um raio muito maior do que o espaço físico que ele ocupa.

A cidade que eu quero viver

Não sou urbanista, nem pesquisador de clima. Sou apenas um jornalista, alguém que gosta de caminhar pela cidade e que presta atenção no que sente quando passa por uma praça arborizada versus uma avenida de seis pistas.

Mas estudos como esse me dão argumentos concretos para defender o que eu já defendia, que parques não são luxo. Não são área sobrando no mapa urbano. São parte essencial da infraestrutura de uma cidade que quer ser habitável agora, e especialmente num futuro em que as ondas de calor vão ser cada vez mais frequentes e intensas.

Da próxima vez que você ouvir alguém dizer que “aquele terreno verde ali poderia virar um prédio”, lembre desse estudo. E lembre que o parque protege não só quem está dentro dele, mas todo o quarteirão ao redor.

Talvez até o seu.

Henrique Cortez, jornalista e ambientalista.

Referência:

Khalili, S., Jones, L., Sebastian Pfautsch, S., Kumar, P., 2026. Quantifying the benefits of parks for mitigating heat, air and noise pollution to inform climate-resilient planning. City and Environment Interactions, 31, 100407. Link: https://doi.org/10.1016/j.cacint.2026.100407

 

Citação
EcoDebate, . (2026). Parques urbanos refrescam as áreas de entorno. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/06/18/parques-urbanos-refrescam-as-areas-de-entorno/ (Acessado em junho 25, 2026 at 11:25)

in EcoDebate, ISSN 2446-9394

terça-feira, 16 de junho de 2026

Decisão da Itália pode virar efeito dominó contra Moraes - SEM RODEIOS .


 

ANDRÉ MENDONÇA ENFRENTA FLAVIO DINO E DEFENDE LIBERDADE DE EXPRESSÃO .


 

CASO MASTER: Vorcaro citou Moraes em delação rejeitada pela PF, revela jornalista .


 

Não existe plano B e a Terra é única casa que temos .

 

Enquanto multibilionários deliram com rotas de fuga para o espaço, os ecossistemas que sustentam toda a vida na Terra estão sendo destruídos em tempo real. E não há resgate chegando.

Não há um planeta B

Foto: Mídia Ninja/PSOL

A ideia de colonizar Marte como plano B para o colapso ambiental é uma fantasia perigosa. O nosso único futuro ainda é e sempre será aqui na Terra.

Por Henrique Cortez*

Deixa eu te fazer uma pergunta simples, dessas que a gente evita fazer em voz alta porque a resposta incomoda demais: para onde você acha que vai quando a Terra não puder mais nos sustentar?

Marte? A Lua? Uma estação espacial flutuando no vácuo?

Se essa ideia passou pela sua cabeça ou se você já viu alguém defender isso com seriedade preciso que a gente tenha uma conversa honesta. Porque tem uma narrativa perigosa, embalada em otimismo tecnológico e financiada por fortunas inimagináveis, que merece ser desmontada com calma, mas sem rodeios.

O espaço não é um plano B. É só espaço.

O espaço é vácuo. Radiação. Temperaturas que variam de -270 °C a +120 °C dependendo de onde você está e se tem sol ou não. Não tem ar. Não tem água. Não tem solo. Não tem absolutamente nada do que qualquer forma de vida conhecida precisa para existir.

A Lua, nossa vizinha mais próxima, a apenas 384 mil quilômetros de distância, não tem atmosfera, não tem campo magnético para proteger da radiação solar e tem uma temperatura superficial que pode chegar a +127 °C durante o dia e -173 °C à noite.

Marte, o grande sonho dos bilionários do momento, é um deserto gelado com uma atmosfera tão fina que equivale a menos de 1% da pressão que temos aqui em baixo. É composta principalmente de dióxido de carbono. O solo marciano está saturado de percloratos, compostos tóxicos que destruiriam células humanas. A radiação cósmica chega à superfície sem filtro. Tempestades de poeira duram meses e cobrem o planeta inteiro.

Não existe um único ecossistema funcionando em nenhum desses lugares. Não existe um único organismo vivo confirmado. Não existe água líquida acessível. Não existe nada que nos receba.

E alguém quer ir para lá fugindo de um planeta que ainda tem florestas, rios, oceanos e ar respirável. Não é apenas um delírio, mas a mais absoluta insanidade.

A lógica ilógica

Pense bem na lógica que está embutida na ideia de “colonizar Marte como alternativa ao colapso da Terra”.

Primeiro, ela pressupõe que haverá transporte. Que foguetes , que hoje ainda explodem com regularidade nos testes, vão escalar a ponto de transportar populações inteiras para outro planeta. Só em 2025, três voos da Starship terminaram em explosão. Três. E cada missão bem-sucedida a Marte leva cerca de sete meses de viagem em microgravidade, com exposição à radiação que compromete ossos, músculos e sistema imunológico.

Segundo, ela pressupõe que haverá infraestrutura lá. Que alguém terá construído, antes da chegada dos refugiados planetários, estruturas capazes de gerar ar, água, alimento e calor suficientes para sustentar vida humana em larga escala. Em Marte. Com os recursos disponíveis em Marte, que são basicamente areia tóxica e CO₂.

Terceiro e aqui está o ponto mais honesto de todos, ela pressupõe que você estará nessa lista. Você, eu, as oito bilhões de pessoas que vivem no planeta hoje. Os quilombolas do Pará. Os pescadores do Nordeste. Os agricultores familiares do Sul. Os povos indígenas da Amazônia.

Não vão.

Se alguma coisa dessa fantasia bilionária se materializasse, seria uma saída para um grupo minúsculo e ultraseleto. Uma colônia de elite num bunker vermelho a 225 milhões de quilômetros de distância, enquanto o resto da humanidade ficaria aqui tentando sobreviver num planeta degradado.

O filme “Não Olhe Para Cima” (Don’t Look Up, 2021), por enquanto de ficção, ilustra muito bem como funcionaria uma ‘evacuação’ dos ricos e poderosos.

Riqueza não existe num planeta morto

Tem uma contradição no coração de toda essa conversa que raramente é colocada de forma direta: de nada adianta ter bilhões de dólares se não há um planeta funcionando para sustentar a cadeia produtiva que gera esses bilhões.

Riqueza é uma abstração social. Ela existe enquanto existem pessoas, trabalho, recursos naturais, alimentos, infraestrutura. Um planeta com ecossistemas em colapso não produz safras. Não produz água potável. Não produz o oxigênio que você respira. Não produz nada que possa ser convertido em moeda ou ativo financeiro.

A riqueza dos mais ricos do mundo depende, em última instância, da mesma biosfera que os mais pobres dependem. A diferença é que os ricos têm mais tempo, mais acesso a soluções paliativas, como bunkers, filtros de ar, água engarrafada, propriedades em altitudes seguras. Mas é um adiamento, não uma solução.

Num planeta morto, nenhuma conta bancária tem valor. Nenhuma ação na bolsa tem valor. Nenhuma propriedade tem valor. É o colapso do único sistema que importa, o ecológico.

Onde estamos de verdade?

Aqui é importante ser preciso para não cair no alarmismo vazio, que paralisa tanto quanto a negação.

Ainda não chegamos ao ponto de colapso. Ainda não ultrapassamos todos os pontos de não retorno. Ainda existem florestas. Ainda existem rios. Ainda existem ecossistemas funcionando. E isso importa porque significa que ainda há margem para agir.

Mas estamos nos aproximando de limiares críticos com uma velocidade que os dados mais recentes tornam cada vez mais difícil de ignorar. A perda de biodiversidade deixou de ser um fenômeno localizado para se tornar um processo sistêmico. Anfíbios, os animais mais sensíveis às alterações ambientais, uma espécie de termômetro da saúde dos ecossistemas, estão apresentando quedas populacionais rápidas e contínuas em todo o mundo. Aquíferos estão sendo esgotados. O solo agrícola está sendo degradado. A temperatura média do planeta segue subindo.

O cientista Carlos Nobre, um dos maiores especialistas mundiais no clima da Amazônia, tem repetido que o planeta está “quase em colapso”. Não é catastrofismo. É leitura de dados.

E enquanto isso, a conversa pública em muitos espaços ainda gira em torno de se as mudanças climáticas são reais. Estamos, coletivamente, perdendo um tempo que não temos.

O delírio que custa muito caro

Não é inocente a narrativa de que existe um plano B espacial. Ela tem consequências reais.

Ela desloca atenção e recursos. Cada bilhão investido em foguetes que explodem poderia financiar reflorestamento, transição energética, pesquisa em regeneração de solos, proteção de aquíferos, desenvolvimento de tecnologias de adaptação para populações vulneráveis.

Ela cria uma ilusão de saída que desobriga. Se existe uma solução tecnológica mágica no horizonte, seja colonizar Marte, seja alguma geoengenharia mirabolante, fica psicologicamente mais fácil não mudar o presente. É o mesmo mecanismo cognitivo que leva pessoas a não fazer checkups médicos porque “a medicina vai avançar”. Só que aqui as apostas são a biosfera inteira.

E ela concentra poder e narrativa. Quando o debate sobre o futuro da humanidade é travado nos termos propostos por um punhado de multibilionários, cujo interesse imediato não é necessariamente alinhar com o do restante dos oito bilhões de nós, alguma coisa no processo democrático de decidir coletivamente esse futuro está profundamente quebrada.

O que precisamos não é de foguetes

Precisamos de algo muito mais difícil e muito menos cinematográfico do que colonizar outro planeta.

Precisamos de decisões políticas que efetivamente limitem a destruição dos ecossistemas. De sistemas econômicos que não dependam do consumo infinito de recursos finitos. De distribuição mais justa dos recursos existentes, o que reduziria a pressão sobre os mais vulneráveis e sobre a própria natureza. De ciência aplicada à regeneração de florestas, de solos, de populações de espécies ameaçadas. De cidades que funcionem de forma mais integrada com os ciclos naturais ao redor delas.

Isso não é poesia. É engenharia. É política. É economia. É o tipo de trabalho que não rende manchete de capa com foguete em chamas ao fundo, mas que é o único que efetivamente muda alguma coisa.

O nosso futuro continua aqui. Não como resignação, mas como o reconhecimento mais lúcido que a gente pode ter: este é o único planeta com as condições para nos sustentar, e ele ainda tem condições de seguir fazendo isso se a gente parar, agora, de fazer o que estamos fazendo.

Não existe evacuação planejada. Não existe frota de resgate vindo. Não existe Planeta B.

Existe este aqui, ainda vivo, ainda possível. E existe o que a gente decide fazer com ele.

* Henrique Cortez, jornalista e ambientalista. Editor do EcoDebate.

 

Citação
EcoDebate, . (2026). Não existe plano B e a Terra é única casa que temos. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/06/08/nao-existe-plano-b-e-a-terra-e-unica-casa-que-temos/ (Acessado em junho 16, 2026 at 04:38)

in EcoDebate, ISSN 2446-9394