O convite à reflexão vai na direção do Honesto Cidadão que é capaz de em meio aos problemas, deixar de reclamar e viver de fato a cidadania.
Nós, não sei se brasileiros ou humanos em geral, costumamos reclamar muito. Vemos diuturnamente a mídia divulgando corrupções, falta de humanidade, etc., e acabamos nos acostumando. Passamos também a reclamar e ficamos paralizados.
A quem interessa dizer que os políticos são corruptos? Que política não presta? A quem interessa dizer que os brasileiros não tem educação, que são malandros? Como podemos mudar este cenário?
Os slides, já conhecidos de muitos, ajudam nessa reflexão. Uma coisa é certa, para haver mudança é necessário primeiro mudar a mente. Depois é necessário ter ATITUDE.
Boa reflexão. Torcemos pela mudança de mentalidade e para que a honestidade seja um diferencial dos alunos que conosco estão.
A canção passa a ideia de que não podemos passar pela nossa cidade, pelo nosso país, pelo nosso planeta sem fazer algo pelas pessoas. Por isso I WAS HERE = EU ESTIVE AQUI. Não dá para passar pela família, pela minha sala de aula, pela minha igreja, pelo meu bairro, sem fazer nada pelos outros.
Poucos associam felicidade ao dever bem cumprido e as ações de amor ao próximo, porque poucas vezessão levados a tais atos.
I Was Here Beyoncé I wanna leave my footprints on the sands of time Know there was something there And something that I left behind When I leave this world, I'll leave no regrets Leave something to remember, so they won't forget Eu estive aqui Beyoncé Quero deixar minhas pegadas nas areias do tempo Saber que havia algo lá E algo que deixei para trás Quando eu deixar este mundo, não deixarei arrependimentos Deixarei algo para me lembrar, para que eles não se esqueçam I was here I lived, I loved I was here I did, I've done Everything that I wanted And it was more than I thought it would be I will leave my mark so everyone will know I was here Eu estive aqui Eu vivi, eu amei Eu estive aqui Eu o fiz, eu fiz Tudo o que eu sempre quis E foi mais do que eu esperava que fosse Deixarei minha marca para que todos saibam que Eu estive aqui I want to say I live each day, until I die And all that I had something in, somebody's life The hearts I had touched will be the proof that I leave That I made a difference and this world will see Quero dizer que vivo cada dia, até morrer Eu sei que representei algo na vida de alguém Os corações que toquei serão as provas que deixarei Que eu fiz a diferença, esse mundo verá que I was here I lived, I loved I was here I did, I've done Everything that I wanted And it was more than I thought it would be I will leave my mark so everyone will know Eu estive aqui Eu vivi, eu amei Eu estive aqui Eu o fiz, eu fiz Tudo o que eu sempre quis E foi mais do que eu esperava que fosse Deixarei minha marca para que todos saibam que I was here I lived, I loved I was here I did, I've done Everything that I wanted And it was more than I thought it would be I will leave my mark so everyone will know I was here Eu estive aqui Eu vivi, eu amei Eu estive aqui Eu o fiz, eu fiz Tudo o que eu sempre quis E foi mais do que eu esperava que fosse Deixarei minha marca para que todos saibam que Eu estive aqui I just want them to know That I gave my all Did my best Brought someone to happiness Left this world a little better Just because I was here Só quero que saibam Que dei tudo de mim Fiz meu melhor Trouxe alegria a alguém Deixei este mundo um pouco melhor Apenas porque Eu estive aqui I was here I lived, I loved I was here I did, I've done Everything that I wanted And it was more than I thought it would be I will leave my mark so everyone will know Eu estive aqui Eu vivi, eu amei Eu estive aqui Eu o fiz, eu fiz Tudo que sempre quis E foi mais do que eu esperava que fosse Deixarei minha marca para que todos saibam que
O mundo recebeu e recebe diferentes regionalizações, isso para facilitar o estudo do mesmo em diferentes abordagens, evitando generalizações nas informações, isto é, tornando a análise mais específica. Uma das formas de regionalizar o mundo é a partir do critério de nível de desenvolvimento. No período da Guerra Fria, por exemplo, o mundo foi dividido em: Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo. Primeiro Mundo: são considerados desse grupo os países que possuem características comuns, como economias fortalecidas, altos índices de industrialização, elevado nível tecnológico, além de suas populações apresentarem indicadores sociais elevados, tais como boa qualidade de vida, bons rendimentos, baixos níveis de analfabetismo, boa expectativa de vida, entre outros. Os países que compõem esse grupo são: Canadá, Estados Unidos, Europa Ocidental, Japão e Austrália. Atualmente esse grupo é conhecido como “desenvolvido”. Segundo Mundo: é constituído por um grupo de países ex-socialistas, como a União Soviética, que possuíam economia planificada. Essa designação não é mais usada atualmente. Muitos cientistas classificam como de Segundo Mundo os países detentores de economias emergentes, como China, Rússia, Brasil, Argentina, México e Índia. Esses países são chamados atualmente de “países em desenvolvimento”. Terceiro Mundo: fazem parte desse grupo os países que possuem economia subdesenvolvida ou em desenvolvimento, geralmente nações localizadas na América Latina, África e Ásia. O criador da expressão foi o economista francês Alfred Sauvy, a mesma foi emitida pela primeira vez no ano de 1952. A expressão foi criada a partir da observação que o economista realizou acerca dos países do mundo, ele constatou que existia uma enorme disparidade política, econômica e social entre as nações, deixando muitas delas marginalizadas no cenário mundial. Fazem parte desse grupo: a maioria dos países latinos, e muitos países da África e Ásia.
As denominações apresentadas, bem como as suas características, estão de acordo com a Teoria dos Mundos, esse método de análise foi usado entre os anos de 1945 e 1990. Apesar dessas expressões não serem mais usadas, a configuração do mundo praticamente não mudou, com exceção de alguns países que conseguiram evoluir um pouco. Terceiro Mundo de acordo com a Teoria dos Mundos é uma designação genérica usada para designar nações de economia subdesenvolvida ou em desenvolvimento. Aplica-se, geralmente às nações pobres da América Latina, da África e da Ásia.
A origem do nome está na ideia do demógrafo francês Alfred Sauvy, que propunha a ideia de um Terceiro Mundo, inspirado na ideia do Terceiro Estado, usada na revolução francesa. Os países membros do chamado Terceiro Mundo deveriam se unir e revolucionar a Terra, como fizeram os burgueses e revolucionários na França.argumentouniversal.blogspot.com Os chamados Primeiro e Segundo mundo surgiram de uma interpretação errônea por parte principalmente da mídia, que não entendeu a mensagem de Sauvy. Como consequência disso, hoje, muitos atribuem o nome a chamada "Velha Ordem Mundial", a divisão geopolítica de poderes e blocos de influência durante o período da Guerra Fria (1945-1989). O "Primeiro Mundo" seria o dos países capitalistas desenvolvidos, enquanto o "Segundo Mundo" seria o dos países socialistas industrializados. Restariam no "Terceiro Mundo" os países capitalistas economicamente subdesenvolvidos e geopoliticamente não-alinhados. Essa idéia surgiu de uma interpretação desatenta das afirmações de Sauvy. cursinhopreenem.com.br Desde sua origem, as expressões “Primeiro Mundo” e “Terceiro Mundo” vieram carregadas de forte conotação política. Foram criadas pelo economista e demógrafo francês Alfred Sauvy, em 1952, nem artigo publicado na revista L’Observateur. Sauvy comparava o mundo da época com as classes sociais que existiam antes da Revolução Francesa (1789-1799): Havia o “primeiro estado”, que correspondia aos nobres, o “segundo estado”, representado pelo clero católico”, e o “terceiro estado”, formado pelos plebeus, que podiam ser artesãos, camponeses ou burgueses (entre outros), que sustentavam a vida luxuosa dos dois outros estados.
O termo foi oficialmente adotado durante a reunião de países asiáticos e africanos que se emanciparam da colonização européia, em abril de 1955, na Conferência de Bandung, na Indonésia. É a partir dessa denominação que esses países, considerados pobres e com sérios problemas sociais como a violência, a miséria extrema e a corrupção, buscaram chamar a atenção do mundo inteiro. No entanto, muitos desses países acabaram depois cobiçados por forças políticas e sociais ligadas a cada uma das duas facções da Guerra Fria, a capitalista e a comunista.
Após o fim da União Soviética, o termo vem caindo em gradual desuso, preferindo-se usar o termo "países em desenvolvimento",evidenciando o caráter econômico e social do povo. Ressalvas são feitas com relação a alguns países latino-americanos como Brasil e México, que são industrializados embora ainda tenham indicadores sociais aquém dos países de primeiro mundo. Os países do Cone Sul em geral são tratados como "terceiro mundo" mas atualmente não podem ser considerados países subdesenvolvidos, uma vez que seus indicadores sociais e econômicos os aproximam mais de alguns países da Europa que dos países realmente subdesenvolvidos De acordo com a Teoria dos Mundos o segundo mundo são as nações do antigo bloco socialista constituiriam o Segundo Mundo, por exemplo, a antiga União Soviética.
O termo está hoje em desuso. Vários autores ainda consideram uma nova definição para "Segundo Mundo", que seria composto pelos países de economia emergente, tais como do grupo BRICS (Brasil, Rússia, China,Índia e África do Sul), Argentina e México, por apresentarem ora características do primeiro mundo, ora do terceiro. O Primeiro Mundo, também chamado de grupo dos países desenvolvidos, é composto por países que possuam fortes economias e altos indicadores sociais, tais como qualidade de vida, por exemplo. Deve-se notar que o termo "Primeiro Mundo", segundo a Teoria dos Mundos, foi originalmente usada para descrever países com fortes economias.Parte da Europa e da América são fortes exemplos disso.Nem sempre os países mais ricos são os mais desenvolvidos capitalistas, sendo o termo Segundo Mundo usado para descrever países comunistas em geral, embora o uso deste último termo tenha quase desaparecido após a queda do comunismo na ex-União Soviética e na Europa Oriental.
Quase 300 mil crianças de 6 a 14 anos nunca frequentaram a escola.
Atualmente, meio milhão de brasileiros que deveriam estar no ensino fundamental não estão matriculados, conforme relatório da Unicef do Brasil. Pobreza e trabalho infantil são alguns dos fatores que barram o acesso
AMANDA POLATO
Quase 300 mil brasileiros em idade escolar, de 6 a 14 anos, nunca frequentaram a escola. E ninguém sabe quem eles são e porque não estão matriculados, diz Maria de Salete Silva, coordenadora do programa de educação do Unicef do Brasil – fundo da ONU para a infância. A organização divulgou, nesta sexta-feira (31), um relatório sobre a falta de acesso à educação no Brasil.
“Uma hipótese é que muitas dessas crianças tenham deficiência e nunca saiam de casa. Ainda há famílias que têm dificuldades para levar o filho à escola ou não veem sentido naquilo. Outra hipótese é que parte desse número [300 mil] corresponda a populações isoladas, sem acesso a serviços públicos, como ribeirinhas, quilombolas e indígenas”, diz Salete.
Além da exclusão em razão de deficiências ou de dificuldades de acesso, a pobreza extrema e o trabalho infantil são as principais barreiras à universalização da educação no país, diz o relatório.
O país está quase lá. 98% das crianças entre 7 e 14 anos estão na escola, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, em números absolutos, a porcentagem de excluídos (2%) corresponde a 534.872. As desigualdades sociais se refletem no sistema de ensino do país, já que os mais atingidos são pobres, negros, indígenas e populações sob risco de violência e exploração.
No país, a matrícula é obrigatória de 7 a 14 anos, correspondendo ao ensino fundamental, mas uma lei aprovada em 2009 determina a ampliação desta faixa para 4 a 17 anos. O país tem até 2016 para se adaptar a ela. É justamente na educação infantil e no ensino médio que estão os maiores problemas de falta de vagas ou evasão. Segundo o Censo 2010, 3,8 milhões de crianças e jovens até 17 anos estão fora da escola.
A coordenadora da Unicef afirma que é mais fácil para o Brasil cumprir as metas para a faixa etária dos 4 a 5 anos do que para adolescentes. “Quem tem de 15 a 17 anos, em geral, já entrou no mundo do trabalho e a questão fica mais complicada. As taxas de evasão e repetência são muito altas. Metade dos jovens ainda está no ensino fundamental”, diz Salete. Ela cita outros problemas: faltam professores em disciplinas da área de exatas, a escola é pouco atrativa e não prepara para a vida profissional. “Adolescentes nos relatam que aprendem mais no trabalho do que na escola.”
A situação de muitos jovens mostra que a própria instituição escolar pode ser uma das responsáveis pela exclusão, afirma a representante da Unicef. “Quando políticas sociais não consideram as desigualdades, começam a excluir. A escola tem que ser diferente, para garantir a inclusão de crianças diferentes.” Ela afirma que o sistema educacional deve levar em conta a situação socioeconômica e também necessidades específicas dos alunos.
Possíveis soluções
O relatório da Unicef faz uma série de recomendações para a inclusão de todos na escola. Uma delas trata da articulação de diversas políticas relacionadas à infância: assistência social, saúde, cultura, esporte e lazer. Crianças que vivem em abrigos ou são vítimas do trabalho infantil, por exemplo, participam de diversos programas e ações. A integração de cadastros e estratégias é o primeiro passo para garantir melhor atendimento a elas, diz o texto.
A Unicef defende ainda a ampliação dos investimentos da educação, de 7% para, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos – proposta que está no Plano Nacional de Educação. A Câmara já aprovou o projeto, mas ele ainda deve passar pelo Senado.
O documento do fundo da ONU recomenda a solução de problemas antigos, como falta de transporte e alimentação escolar adequados, em especial na zona rural, além de melhor formação e salários para os professores. Outras sugestões são a garantia da acessibilidade para crianças com deficiência e criação, nas escolas, de medidas antidiscriminatórias em relação a gênero, raça e etnia, religião, deficiências e orientação sexual.
China e Japão entram em disputa territorial que desperta rancores antigos, gera protestos nos dois países e abre crise diplomática
Fabíola Perez
CONFLITOS Chineses quebram carros japoneses (acima) e ativistas protestam no Japão contra tentativa da China de ocupar ilha rica em petróleo
As velhas feridas estão de volta. Desde os conflitos sangrentos da Segunda Guerra Mundial, Japão e China têm mantido relações frias o bastante para não provocar atritos, mas nos últimos dias o cenário de tranquilidade mudou. A tensão se instalou depois que ativistas chineses desembarcaram nas ilhas Senkaku, alvo de disputa territorial entre as duas nações, e foram deportados. Na semana passada, em resposta à ocupação chinesa, uma frota de 20 navios japoneses, com cerca de 150 militares, aportou no arquipélago para reafirmar a soberania do país sobre o local, garantida por um tratado assinado em 1951. “É um território indiscutivelmente japonês”, afirmou Eiji Kosaka, um político de Tóquio. Do outro lado, a reação também foi rápida. Em pelo menos oito cidades, milhares de chineses saíram às ruas para protestar. Em Shenzhen, na fronteira com Hong Kong, carros e multinacionais de origem japonesa foram depredados. Autoridades chinesas também se pronunciaram. “O Ministério das Relações Exteriores manifestou seu enérgico protesto à embaixada japonesa na China, pedindo ao Japão que se abstenha de qualquer ação que atente contra a nossa soberania territorial”, declarou o governo em um comunicado.
Para o diretor do Centro de Estudos Japoneses da Universidade de São Paulo (USP), Koichi Mori, o que está por trás da disputa é o momento de transição política pelo qual passa o Partido Comunista Chinês. “A China quer ampliar seu território e firmar uma posição de supremacia sobre os demais países asiáticos”, explica ele. “Para isso, a estratégia foi reacender o conflito e incentivar a população a protestar pela região.” As oito ilhas ocupam um total de sete quilômetros, entre China, Japão e Taiwan. Além de estarem próximas a importantes rotas de navio, são áreas pesqueiras férteis e possuem reservas de petróleo e de gás de expressivo valor financeiro. A disputa alimentou rancores antigos. Segundo pesquisa recente, 84% dos japoneses possuem uma percepção negativa dos chineses. Na outra ponta, 64% dos chineses têm uma imagem negativa dos japoneses.
Projeto que foi arquivado por mais de 160 anos começa a sair do papel, com o objetivo de acabar de vez com o problema da seca no Nordeste
advivo.com.br Um dos mais antigos e polêmicos projetos de engenharia e infraestrutura do Brasil começa a sair do papel e ganhar o mundo real, depois de mais de 160 anos de discussão. O governo federal inaugurou, no dia 20 de junho, um canal e uma barragem, que integram o Eixo Norte do Projeto de Transposição do Rio São Francisco. Considerado como uma das mais importantes obras dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional, as obras foram executadas pelo Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, próximo ao município de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Orçado atualmente em R$ 6,8 bilhões, o projeto da transposição tem o objetivo de irrigar a Região Nordeste e o semiárido do Brasil.
No conjunto de intervenções, está prevista a construção de mais de 600 km de canais de concreto em dois grandes eixos o Eixo Norte, com extensão de mais de 400 km, e o Eixo Leste, com extensão de 220 km ao longo do território dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, para o desvio das águas do rio. O projeto prevê, ainda, a construção de nove estações de bombeamento de água. Quando concluído, o empreendimento deverá beneficiar mais de 12 milhões de pessoas.
O Eixo Norte captará água em Cabrobó (PE) para levá-la ao sertão de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O Eixo Leste vai colher as águas em um ponto mais abaixo, em Petrolândia (PE), beneficiando o sertão e o agreste de Pernambuco e da Paraíba. O plano é concluir toda a obra, iniciada em 2007, até 2017.
Rebatizado pelo governo federal de Integração do Rio São Francisco, o projeto que se fundamenta na integração das bacias dos rios temporários da região do Semiárido, será possível com a retirada contínua de 26,4 m³/s de água, o equivalente a apenas 1,42% da vazão garantida pela barragem de Sobradinho (1850 m³/s), sendo que 16,4 m³/s (0,88%) seguirão para o Eixo Norte e 10 m³/s (0,54%) para o Eixo Leste. Nos anos em que o reservatório de Sobradinho estiver com excesso de água, o volume captado poderá ser ampliado para até 127 m³/s, aumentando a oferta de água para múltiplos usos.
Por enquanto, foram concluídas pelo 2º Batalhão de Engenharia de Construção, pertencente ao 1º Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Nordeste, um canal de aproximação com 2.080 metros de extensão e profundidade de 8 a 14 metros, entre o rio São Francisco e a primeira estação de bombeamento (EB1). Também foram concluídas as obras da barragem de Tucutú, com 1.790 metros de extensão, altura máxima de 22 metros e capacidade de armazenamento, em seu reservatório, de 25 bilhões de litros de água, assistida por uma tomada d’água e um vertedouro.
Pelo projeto, a água deriva do Rio São Francisco para o canal de aproximação até a estação de bombeamento, em seguida vence uma altura de 35 metros, desaguando CN-01, de onde prossegue, por gravidade, até o reservatório de Tucutú.
As obras, que exigiram investidos da ordem de R$ 143,2 milhões, começaram há cinco anos e foram executadas diretamente por cerca de 1,8 mil pessoas, entre militares e civis.
Um ilustre ausente
A inauguração do canal e da barragem não contou com uma presença ilustre: as águas do São Francisco, apelidado carinhosamente pelos nordestinos como Velho Chico. Para que a água passasse pelos quase 4 km construídos pelos militares, era necessário que tivesse sido finalizada uma estação de bombeamento e uma ponte, cujas obras estão sob a responsabilidade de empreiteiras que, no entanto, não concluíram os trabalhos.
Em vários lotes as obras se encontram atrasadas, em alguns casos, por divergências entre o projeto básico, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional, e o executivo, feito pelas empresas.
A ideia de transposição das águas existe desde 1847, quando Dom Pedro II era imperador do Brasil, já sendo vista, por alguns intelectuais de então, como a única solução para a seca do Nordeste. Naquela época, no entanto, não foi iniciado o projeto por falta de recursos da engenharia e de consenso na sociedade.
Há um abismo entre crescimento econômico e desenvolvimento social
Os veículos de comunicação de todo o País publicaram em março, com indisfarçável ufanismo, que o Brasil já ocupa a sexta posição entre as maiores economias do mundo, ultrapassando o Reino Unido.
envolverde.com.br Segundo análise do banco alemão WestLB, o Produto Interno Bruto brasileiro, em 2011, ficou em US$ 2,48 trilhões, superando o PIB do Reino Unido, de US$ 2,26 trilhões, no mesmo período.
É uma boa notícia, ninguém duvida, mas que deve ser interpretada sem euforia, temperada com uma boa dose de realidade. De fato, nos últimos anos, o Brasil alcançou um bom desempenho macroeconômico e a estabilidade nos padrões de produção e consumo. Mas poucos avanços foram materializados no que diz respeito às melhorias da qualidade de vida da população mais pobre. Isso prova que, no nosso País, há um profundo abismo separando o crescimento econômico do desenvolvimento social. É o que indicam, por exemplo, as pesquisas realizadas em 2011 pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Elas revelam que o Brasil se situa na 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, muito distante da 28ª posição ocupada pelo Reino Unido, que acabamos de superar em desempenho econômico. Somente tomando como referência a América Latina, isso significa que estamos atrás de países como a Argentina, Chile, Uruguai, Costa Rica, Cuba e México. A mesma conclusão está documentada no diagnóstico Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010), publicado em 2011 pelo IBGE. No que diz respeito às questões sociais, o estudo revela um País marcado por profundas contradições e grandes passivos a serem sanados, tanto em relação as suas desigualdades sociais, geradas por um modelo de distribuição de renda concentrador, quanto no que tange aos problemas de infraestrutura, como acesso ao saneamento básico, saúde e moradia. Os 19 indicadores da dimensão social, considerados pelo BNDES, correspondem aos objetivos ligados à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social. Eles abrangem os temas como trabalho e renda; saúde; educação; habitação e segurança. Os dados compilados pelo IDS, relativos às questões de saneamento básico – um indicador incontestável dos padrões de qualidade de vida de um povo – são especialmente reveladores da fragilidade das políticas públicas sociais do Brasil. Na última pesquisa realizada, a taxa média nacional de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado foi de 308,8 internações por 100 mil habitantes no País. Apesar da redução, em relação aos anos anteriores, a taxa ainda é muito elevada para os padrões dos países desenvolvidos, revelando a permanência das desigualdades regionais: enquanto na Região Norte 654 pessoas para cada 100 mil habitantes foram internadas, vítima de doenças causadas por falta de saneamento básico adequado, no Sudeste a relação foi de 126 por 100 mil habitantes. Outro número alarmante: 43% dos domicílios brasileiros são inadequados para moradia, segundo o IDS. Foram constatados, simultaneamente, deficiências no sistema de abastecimento de água por rede geral e no esgotamento sanitário por rede coletora ou fossa séptica, na coleta de lixo direta ou indireta. Isso significa que cerca de 25 milhões de domicílios ainda não atendiam às condições mínimas necessárias para uma vida digna dos seus moradores. As análises, sob esses aspectos, parecem sinalizar que o Brasil ainda não definiu que rumo seguir para alcançar um desenvolvimento social sustentável. O paradoxo brasileiro permanece: o País é rico, mas seu povo é pobre. Ainda existe enorme contingente de brasileiros que vivem à margem dos benefícios desse crescimento econômico, em condições precárias, carentes dos serviços públicos mais essenciais. Enquanto esse passivo não for liquidado, não temos motivos para comemorar a nossa entrada no seleto grupo das nações desenvolvidas. Temos que trabalhar muito para mudar esse cenário, cobrar e fiscalizar nossos governantes na aplicação dos recursos públicos em projetos de saneamento e moradia digna para a população. Acreditamos que a nossa perspectiva é, de fato, o crescimento. É estar entre os melhores do mundo. Mas, para isso, é preciso que haja políticas públicas de longo prazo, que façam o País avançar e mudar a posição desconfortável em que hoje se encontra no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Fonte: Revista Grandes Construções