segunda-feira, 16 de setembro de 2013

DESMATAMENTO ILEGAL NA AMAZÔNIA

Ibama intensifica fiscalização para combater desmatamento ilegal na Amazônia


Mais de 1,5 mil agentes ambientais e militares do Exército estão atuando na Amazônia Legal para combater o desmatamento ilegal. As equipes contam com seis helicópteros e mais de 100 veículos adaptados para apoiar as operações Onda Verde e Hileia Pátria, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os primeiros resultados foram o embargo de 252 mil hectares e a apreensão de 117 mil metros cúbicos de madeira serrada e 68 mil de metros cúbicos de madeira em tora. Também foram emitidos 4 mil autos de infração, com multas que chegam a R$ 1,9 bilhão, e apreendidos 158 tratores, 86 caminhões, 291 motosserras e 44 armas de fogo.
De caráter preventivo, a Operação Onda Verde começou em fevereiro e tem seis frentes atuando centradas em áreas críticas, que respondiam por mais de 70% do desmatamento da Floresta Amazônica. Os fiscais ambientais estão concentrados no norte de Rondônia, nas imediações da capital, Porto Velho, e no sul do Amazonas, no eixo da Transamazônica, em que os alertas de desmatamento e de degradação são provocados por pressão da agropecuária, da grilagem e de assentamentos.
Com duração prevista até o fim do ano, a Onda Verde tem ainda duas bases em Mato Grosso, nos municípios de Sinop e Juína, com grande influência da agropecuária, e três bases no Pará, em Novo Progresso, onde se concentram os casos de grilagem e pecuária, e em Anapu e Uruará, com grande pressão da pecuária e dos assentamentos.
Em maio, foi incorporada uma nova frente de trabalho, a Hileia Pátria, que tem apoio logístico e de inteligência do Exército e atuação mais repressiva, para coibir a extração ilegal de madeira em terras indígenas e unidades de conservação. No Maranhão, agentes ambientais estão percorrendo as áreas indígenas de Alto Turiaçu, Awá, Caru e Arariboia, além da Reserva Biológica do Gurupi. Eles fecharam 27 serrarias, o que resultou na apreensão de 4 mil metros cúbicos de madeira beneficiada e em toras. As multas aplicadas até o momento chegam a quase R$ 4,5 milhões.
A Hileia Pátria tem ações também em Rondônia, no Pará, no Amazonas e em Mato Grosso. “Observamos em várias situações a tentativa de burlar a fiscalização com camuflagem de equipamentos com tratores pintados de verde e escondidos no meio da floresta”, disse o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt.
Na terça-feira (10), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Ibama informaram que o número de alertas sobre desmatamento e degradação da Floresta Amazônica aumentou 35% entre agosto de 2012 e julho de 2013, na comparação com igual período anterior. As imagens de satélite do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) orientam as equipes ambientais onde há concentração de alertas para que a fiscalização se intensifique nesses locais.
Segundo Schmitt, o aumento de alertas está relacionado à degradação por uso do fogo e por exploração seletiva da madeira. “O papel da fiscalização ambiental é fazer com que as áreas degradadas não sejam convertidas em corte raso [remoção total da floresta nativa em uma área] e que não exista uma atividade produtiva ilegal nessas áreas”.
Schmitt ressaltou que há uma mudança na dinâmica do crime ambiental, já que “o infrator não se arrisca mais a fazer o corte raso imediatamente”, por causa do trabalho dos fiscais e do monitoramento diário dos satélites. “O infrator primeiro começa fazendo uma degradação pelo fogo, mas o Ibama consegue interferir nesse processo antes que se converta em desmatamento ilegal.”
Edição: Nádia Franco

Reportagem de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 16/09/2013

domingo, 15 de setembro de 2013

MAIS MÉDICOS.

Universidade federal se nega a ajudar programa Mais Médicos e CRM-PE investiga médicos que dão treinamento a estrangeiros

Ao menos 13 universidades federais em nove Estados do país disseram não ao Mais Médicos, programa do governoDilma Rousseff para suprir a carência desses profissionais no interior e nas periferias de grandes centros.
A participação das federais era prevista pela gestão petista para ser um braço acadêmico do programa, mediante indicação de tutores e supervisores para acompanhar a atividade dos médicos brasileiros e estrangeiros.
Ao lado do gestor do SUS em cada local, os supervisores também têm a atribuição de fiscalizar a jornada semanal de 40 horas dos médicos.
A reportagem é de Lucas Reis e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 14-09-2013.
Já os tutores, além do acompanhamento acadêmico dos bolsistas, ganham R$ 5.000 para serem ainda chefes dos supervisores - devendo acompanhar a atuação deles, que farão visitas aos médicos e manterão contato por telefone e pela internet.
Sem as federais, a gestão Dilma terá de recorrer a instituições estaduais, municipais ou até particulares, como no Amazonas, onde as duas únicas faculdades públicas de medicina se recusaram a aderir ao programa.
A Folha procurou as 45 instituições federais com curso de medicina, requisito do Ministério da Educação para adesão ao projeto. Dessas, 23 confirmaram a participação, 13 informaram que não aderiram, quatro ainda analisam e cinco não responderam.
Um dos principais motivos de resistência é a atuação dos médicos estrangeiros (principalmente cubanos) sem a necessidade de revalidação do diploma deles no país.
Além disso, algumas alegam faltar dados sobre a responsabilidade que os tutores terão sobre os participantes.
"A unidade acadêmica considerou inadequado se envolver no treinamento dos profissionais estrangeiros, uma vez que o decreto que criou o programa proíbe os conselhos regionais de medicina de verificar a legalidade da documentação apresentada", diz Lúcia Kliemann, vice-diretora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Universidade Federal de Ouro Preto afirmou, em nota, que "o grupo de docentes da medicina decidiu por não aderir a esta primeira etapa pelo fato de os médicos estrangeiros não realizarem o Revalida [prova para revalidar os diplomas de profissionais formados no exterior]".
Procurados pela reportagem, os dois ministérios que participam do Mais Médicos não comentaram a resistência das federais em aderir ao programa. A pasta da Saúde diz que o assunto é competência da Educação, para quem o tema cabe à Saúde.
Conselho investiga médicos que dão treinamento a estrangeiros em PE
Uma sindicância no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco investiga dois professores da Faculdade de Medicina da universidade federal local.
A acusação contra eles: ensinar medicina a um grupo de "não médicos". No caso, são os estrangeiros do programa federal Mais Médicos, que não têm o Revalida (exame de revalidação do diploma) e, por isso, não são considerados médicos pelo conselho.
Rodrigo Cariri, 36, e Paulo Roberto de Santana, 57, foram nomeados tutores da Universidade Federal de Pernambuco para o programa e participaram, no Recife, do período de treinamento aplicado aos profissionais estrangeiros.
"Estão nos processando como se tivéssemos cometido um erro médico", diz Cariri.
"No meu entender é perseguição política. Temos passado por constrangimento, estamos sendo acusados de faltar com a ética, minha família está sendo incomodada, preciso dar satisfações sobre isso o tempo todo."
Código de ética
Sindicato dos Médicos de Pernambuco, após assembleia, enviou a acusação ao CRM com base no artigo 49 do Código de Ética Médica: "Assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens".
O presidente do sindicato, Mário Jorge Lobo, traduz a acusação. "Os médicos estrangeiros não fizeram o Revalida e não tinham ainda este registro provisório. Portanto, não eram considerados médicos", afirma.
"E quem ensina medicina a não médicos está cometendo uma infração", completa.
Segundo Cariri, a AGU (Advocacia Geral da União) os representará no processo.
Os dois profissionais afirmam que continuarão participando do programa.
"Não estou cometendo um crime, apenas participando de um projeto nacional para levar mais médicos ao povo brasileiro", disse Santana.
CRM-PE diz que a investigação corre em sigilo e que os dois médicos poderão até, em decisão extrema, ter os registros cassados.
"Nem tudo que é legal é ético. A legislação em questão não é a da Justiça comum", afirma a presidente do conselho regional, Helena Maria Carneiro Leão.
O sindicato nega promover perseguição política.
"Não foi uma denúncia do sindicato, mas da assembleia, que é soberana", disse Lobo à reportagem.
Fonte : Instituto Humanitas Unisinos.

sábado, 14 de setembro de 2013

Desperdício de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos tem consequências no clima, na água, na terra e na biodiversidade, ao custo de US$ 750 bilhões.

Novo estudo da FAO aponta que os custos econômicos diretos podem chegar a 750 bilhões de dólares por ano. São necessárias novas políticas e experiências bem sucedidas precisam ser ampliadas e replicadas
desperdício de comida

O impressionante volume de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente não só causam grandes perdas econômicas, como também tem impacto significativo nos recursos naturais dos quais a humanidade depende para se alimentar. Essa é a conclusão de um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançado hoje.
Os Rastros do Desperdício de Alimentos: Impactos sobre os Recursos Naturais é o primeiro estudo que analisa os efeitos do desperdício de alimentos global a partir de uma perspectiva ambiental, focando particularmente em suas consequências para o clima, uso da água e do solo e biodiversidade.
Entre as suas principais conclusões podemos destacar:
·         A cada ano, os alimentos produzidos mas não consumidos utilizam um volume de água equivalente ao fluxo anual do rio Volga na Rússia e são responsáveis ​​pela emissão de 3.3 mil milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera do planeta.
·         Além destes impactos ambientais, as consequências econômicas diretas do desperdício de alimentos (sem incluir peixes e frutos do mar) atingem o montante de 750 bilhões de dólares por ano, de acordo com as estimativas do estudo da FAO.
Todos nós, agricultores e pescadores, processadores de alimentos e supermercados, governos locais e nacionais e consumidores individuais, temos de fazer mudanças ao longo de toda a cadeia alimentar humana para impedir que ocorra, desde já, o desperdício e, não sendo isto possível, promover a reutilização ou a reciclagem”, afirmou o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva.
Não podemos simplesmente permitir que um terço de todos os alimentos produzidos seja perdido ou desperdiçado devido a práticas inadequadas, quando 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias”, disse ele.
Acompanhando o novo estudo, a FAO também publicou um manual prático com as recomendações sobre como reduzir a perda e o desperdício de alimentos em cada etapa da cadeia alimentar.
Este manual inclui informações sobre uma série de projetos ao redor do mundo que mostram como os governos nacionais e locais, os agricultores, as empresas e os consumidores individuais podem tomar medidas para responderem ao problema.
O Subsecretário-Geral das Nações Unidas e Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, afirmou: “A UNEP e a FAO identificaram a perda e o desperdício de alimentos como uma grande oportunidade para que os países façam a transição para uma economia verde inclusiva, de baixo carbono e eficiente na utilização de recursos. O excelente relatório apresentado hoje pela FAO destaca os muitos benefícios que podem ser obtidos, em muitos casos através de medidas simples e sensatas, ao nível das famílias, lojas, restaurantes, escolas e empresas, e que podem contribuir para a sustentabilidade ambiental, melhorias econômicas, segurança alimentar e para a realização do Desafio Fome Zero do Secretário-Geral Nações Unidas. Convidamos todos a adotarem o slogan de nossa campanha: Pensar, Comer, Conservar”.
O PNUMA e a FAO são parceiros na campanha Pensar.Comer.Conservar, lançada esse ano e que tem como objetivo auxiliar na coordenação dos esforços globais para reduzir o desperdício.
Onde acontece o desperdício?
De acordo com o estudo da FAO, 54% do desperdício de alimentos no mundo ocorre na fase inicial da produção, manipulação pós-colheita e armazenagem. Os restantes 46% ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo.
Geralmente, os países em desenvolvimento sofrem mais com as perdas* durante a produção agrícola, enquanto o desperdício na distribuição e consumo tende a ser maior nas regiões de renda média e elevada, que responde por 31-39% do desperdício (em comparação a 4-16% nas regiões com baixa renda.
Quanto mais tarde um produto alimentar se perde na cadeia alimentar, maiores são as consequências ambientais, de acordo com a FAO, já que ao custo inicial da produção devem ser adicionados os custos ambientais incorridos durante o processamento, transporte, armazenamento e utilização.
As regiões críticas
O estudo destaca várias regiões críticas do desperdício alimentar:
O desperdício de cereais na Ásia é um grave problema, com um enorme impacto sobre as emissões de carbono e o uso da água e do solo. O caso do arroz é particularmente evidente, em especial ao levar em consideração suas elevadas emissões de metano e seu elevado nível de desperdício.
Em relação à carne, apesar do volume de desperdício ser relativamente baixo em nível global, a indústria da carne gera um impacto considerável sobre o meio ambiente em termos de uso da terra e da pegada de carbono, especialmente nos países de elevado rendimento e na América Latina, que juntos são responsáveis por 80% do total do desperdício. Excluindo a América Latina, as regiões de alta renda são responsáveis ​​por cerca de 67% de todo o desperdício de carne.
No que diz respeito às frutas, o elevado nível desperdício contribui significativamente para a utilização desnecessária de água na Ásia, Europa e América Latina.
Da mesma forma, o elevado volume de desperdício dos produtos hortícolas nos países industrializados da Ásia, Europa e Sul e Sudeste da Ásia, resultam numa grande pegada de carbono para o setor.
Causas do desperdício de alimentos e opções para o enfrentar o problema
Segundo a FAO, o nível mais elevado de desperdício de alimentos nas sociedades ricas resulta de uma combinação entre o comportamento do consumidor e a falta de comunicação ao longo da cadeia de abastecimento. Os consumidores não conseguem planejar suas compras de forma eficaz e, por isso, compram em excesso ou exageram no cumprimento das datas de validade dos produtos; enquanto os padrões estéticos e de qualidade levam os distribuidores a rejeitar grandes quantidades de alimentos perfeitamente comestíveis.
Nos países em desenvolvimento, as grandes perdas pós-colheita, ainda na fase inicial da cadeia alimentar, são o principal problema, ocorrendo como resultado de limitações financeiras e estruturais nas técnicas de colheita e infraestrutura de transporte e de armazenamento, combinadas com as condições climáticas que favorecem a deterioração dos alimentos.
Para resolver o problema, o manual prático da FAO detalha três níveis onde são necessárias ações:
·         Deve ser dada prioridade à redução do desperdício de alimentos. Além da redução de perdas resultantes de más práticas nas atividades rurais, é necessário um maior esforço para equilibrar a oferta e a demanda, para que não se desperdicem recursos naturais desnecessariamente.
·         No caso dos excedentes alimentares, a melhor opção é a  reutilização dos alimentos na cadeia alimentar humana, através de mercados secundários ou da doação aos membros mais vulneráveis ​​da sociedade.Se os alimentos não estão em condições para o consumo humano, a melhor opção é desviá-los para a cadeia alimentar animal, poupando recursos que, de outra forma, seriam necessários ​​para produzir ração comercial.
·         Quando a reutilização não é possível, deve proceder-se àreciclagem e recuperação: a reciclagem de subprodutos, a digestão anaeróbia, a compostagem e a incineração com recuperação de energia, permite que se recupere a energia e os nutrientes provenientes do desperdício, o que representa uma vantagem significativa em relação aos aterros. Os restos de alimentos que acabam por apodrecer nos aterros são responsáveis por uma elevada produção de metano, um gás com efeito estufa particularmente prejudicial.
O governo alemão financiou a produção deste estudosobre rastros do desperdício de alimentos e do manual prático.
Entenda a diferença entre perda e desperdício de alimentos
Diferença entre perda e desperdício
perda de alimentos é a redução não intencional de alimentos disponíveis para o consumo humano que resulta de ineficiências na cadeia de produção e abastecimento: infraestrutura e logística deficiente, falta de tecnologia, insuficiência nas competências, conhecimentos e capacidade de gerenciamento. Ocorre principalmente na produção, pós-colheita e processamento, por exemplo quando o alimento não é colhido ou é danificado durante o processamento, armazenamento ou transporte e por isso fica perdido.
desperdício de alimentos se refere ao descarte intencional de items próprios para alimentação, particularmente pelos varejistas e consumidores, e ocorre devido ao comportamento dos comerciantes e indivíduos.
Aqui nos referimos aos dois problemas e analisamos como uma combinação de ambos.
Nota: Para acessar o documento síntese do estudo ‘Food Wastage Footprint: Impacts on Natural Resources‘, no formato PDF, clique aqui.
Informe da Representação da FAO no Brasil, publicado pelo EcoDebate, 12/09/2013

Guerra: ação pobre, violenta e infantil.

[EcoDebate] O ser humano vive no mundo criando história, a partir de elementos inerentes a sua natureza e de outros que no mundo estão ao seu dispor. Cada elemento tem a função de ajudar a cada pessoa humana a atingir sua meta de destino, a plenitude de felicidade. Todo o projeto inicial na vida humana é cheio de encantos cheios de entusiasmo para o progresso genuíno.

Cada dia é um tempo de novidades e de criar situações novas para o seu ambiente e dos demais seres. Tudo começa no amanhecer, onde são apresentadas as metas de ação do dia a dia. O transcurso seguinte é o do planejamento em conjunto com a elaboração. O dia finaliza exigindo uma postura de descanso que envolve o reconhecimento de tudo aquilo que foi feito e os planejamentos para o dia seguinte. Tudo isso pode acontecer trazendo felicidade ou infelicidade, vai depender da motivação de cada pessoa.

Mas, na história humana o projeto de vida é simples, embora não seja percebido por muitos. Toda tecnologia deve ser produzida em função do ser humano e não da economia. Nossos sonhos e projetos devem ser oriundos do pensamento antropológico e não econômico.

Infelizmente, a história nos mostra claramente que as ações que mais se divulgam são aquelas que envolvem todo o conjunto lucrativo econômico. Isso nos faz perder o encanto pela beleza da vida e nos expõe ao ridículo da ganância e pelo poder. Já quando crianças as pessoas estão sendo educadas para viver em função da economia e começa a corrida desesperada pelas carreiras de posição social. Quem não consegue ser ágil, fica para trás e sofre as consequências de ficar a margem da monstruosidade da economia.

É por essa economia que se estabelecem competições de pessoas de um mesmo território, tanto nacional como internacional. As competições chegam ao absurdo monstruoso de brigas infantis e ridículas envolvendo um aparato de seres humanos com armas nas mãos.

É o que estamos vivendo no momento. As competições econômicas espalharam “minas” em todas as partes do mundo, artefatos que podem detonar a qualquer momento. A ideologia mentirosa de paz se espalha entre os países escraviza jovens para a guerra, ou seja, para irem para os campos de suicídios. Nesses campos desumanos os jovens perdem os sonhos e ideais genuínos pela vida.

A história da humanidade nos apresenta marcas de sangue de inocentes que continuam clamando por justiça e paz. Sinceramente, sem correr risco de erro, temos tudo para afirmar que grande parte dos governantes da atualidade não sabe olhar a história a partir do ponto de vista antropológico. Isso os faz planejarem o futuro distorcido, míope, sem antropologia.

As consequências do pós-guerra na vida das pessoas são cruéis e irremediáveis. Ainda hoje vemos as sequelas da Segunda Guerra Mundial enraizadas nas pessoas que forçosamente tiveram que passar por ela. Temos também, bem mais próximo ao nosso período, o exemplo sangrento e cruel da guerra no Iraque, onde inocentes morreram sem necessidade e as soluções no país não foram alcançadas.
Quando o cessar fogo acontece deixa as marcas da brutalidade e da estupidez dos pobres em humanidade.

Sinceramente, precisamos de pessoas ousadas em atitudes honestas com coragem de abandonar o império do mal. Precisamos de líderes que saibam mobilizar a paz sem armas, sem violência. Não temos como duvidar que o Papa Francisco lançou um programa de paz que vai além das religiões. É disso que precisamos.

A violência, a guerra é coisa de pessoas infantis que não aprenderam a dialogar. É o resultado de uma pobreza de valores humanos, algo como carinho a ternura, o cuidado, o zelo. Para os violentes não existem as palavras mágicas da gentileza, do agradecimento…

Violência e guerra são coisas do desespero daqueles que não sabem agir a partir da humanidade. Para que serve muita tecnologia se não se sabe usá-las? A imbecilidade está dominando o coração dos gananciosos pelo poder econômico.

Por trás de toda violência existe um ser humano pobre, doente, alguém que continua vivendo a infantilidade. Isso está exposto claramente. Qualquer pessoa sensata percebe que há algo de errado com o violento e sabe também que ele não sabe dominar seus impulsos e são dominados pela podridão na mente.

O problema na atualidade não são as armas da Síria. Os líderes da violência, como os Estados Unidos, precisam entender e aceitar que eles estão doentes e estão vendo o mundo a partir da doença que carregam. A mente deles precisa de tratamento de profunda humanidade. Enquanto houver ser humano doente, dominado pelo orgulho, prepotência, ganância não haverá paz no mundo.

O mundo não precisa de guerra, em momento algum precisou dela. O mundo sempre precisou e precisará de paz. Temos que nos conscientizar e nos educar pela paz e seus derivados. Precisamos ser líderes e promotores da criação da consciência e da educação da paz.

Os nossos hábitos precisam de renovação sadia pela verdade. O nosso dia a dia precisa ser incrementado por gestos gratuitos e generosos. Precisamos recuperar o encanto e fascínio pela vida e projetar o futuro a partir da antropologia. Valores humanos precisam ser reconhecidos.

Não podemos aceitar que os violentos que estão no poder sejam nossos representantes. Nem tampouco devemos aceitar que um país lidere a todo o momento violações de direitos humanos com a falsa propaganda de paz. Realmente, os Estados Unidos não representam nenhuma cultura de paz. Eles são líderes mundiais nas falsas propagandas de paz. São líderes mundiais em violações de direitos, ecológicos, sociais, humanos, políticos e etc.

Uma verdadeira antropologia nos faz crescermos, deixamos as atitudes pobres, violentas e infantis Precisamos adotar a antropologia como base do pensamento e incentivo de nossas ações. Com ela a ação pela paz é mais evidente. Os países, partindo dos Estados Unidos por serem de grande influência mundial, precisam adotar a antropologia como projeto de governo e nunca esquecerem que governam para pessoas humanas.

Gilmar Passos, teólogo e escritor.

EcoDebate, 12/09/2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

BRASIL : IMPACTOS DO AQUECIMENTO GLOBAL

Cientistas fazem projeções de clima mais quente no Brasil neste século

O Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, organismo científico criado pelo governo federal em 2009, publicou hoje (9) o primeiro de três estudos sobre os impactos do aquecimento global no Brasil. As projeções, de forma geral, mostram que haverá alta nas temperaturas do país no decorrer do século, diminuição das chuvas no Norte e Nordeste e aumento de chuva no Sul e Sudeste. As mudanças no volume de chuva podem oscilar entre 5% e 20% e na temperatura de 1 grau Celsius (°C) a 5°C na temperatura até o final do século dependendo do aquecimento global e da emissão de gases de efeito estufa.
As projeções indicam mais secas prolongadas, principalmente nos biomas da Amazônia, Cerrado e Caatinga. “Levando em conta só o Brasil, todas as projeções indicam que o Norte e Nordeste são as regiões que devem ter uma condição de menos chuva e mais temperatura. No entorno do Semiárido [clima que predomina no interior dos estados nordestinos], onde já chove pouco, isso torna a situação preocupante. Inclusive com a possibilidade de uma transformação da área para desértica”, destaca um dos coordenadores do painel, Tércio Ambrizzi, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).
Na Amazônia, segundo o estudo, haverá redução em 10% no volume de chuvas e aumento de temperatura de 1ºC a 1,5°C até 2040. Haverá diminuição de 25% a 30% nas chuvas e alta de temperatura entre 3°C e 3,5°C no período de 2041 a 2070; e redução nas chuvas de 40% a 45% e aumento de 5°C a 6°C na temperatura no final do século (de 2071 a 2100).
O estudo mostra que o desmatamento pode agravar a situação. A derrubada das matas elevará ainda mais a temperatura e diminuirá a umidade. “Constitui-se condições propícias à savanização da Amazônia, um problema mais crítico na região oriental [da floresta]”, destaca o texto do estudo.
Na Caatinga, deverá haver aumento de 0,5°C a 1°C de temperatura e decréscimo entre 10% a 20% de chuva durante as próximas três décadas (até 2040). A região terá crescimento gradual de temperatura de 1°C a 2,5°C e diminuição entre 25% e 35% nos padrões de chuva de 2041 a 2070. No final do século (2070 a 2100), o bioma estará significativamente mais quente (aumento de 3,5°C a 4,5°C) e com agravamento do déficit hídrico, com diminuição de quase metade, 40% a 50%, das chuvas. “Essas mudanças podem desencadear o processo de desertificação da Caatinga”, ressalta o documento.
No Cerrado, haverá aumento de 1°C na temperatura e diminuição entre 10% a 20% das chuvas nas próximas três décadas. Em meados do século (2041 a 2070), estima-se alta de temperatura de 3°C a 3,5° e queda de 20% a 35% de chuva. No fim do século, o aumento de temperatura atinge valores de 5°C e 5,5°C e a redução de chuva será mais crítica (entre 35% e 45%).
Em 30 anos, o Pantanal deverá ter acréscimo médio de 1°C na temperatura e diminuição entre 5% e 15% nos padrões de chuva. A tendência de queda das chuvas continua no meio do século, entre 10% e 25%, e aumento de 2,5°C a 3°C. Após 2070, predominarão condições de aquecimento intenso (elevação de 3,4°C a 4,5°C) com diminuição acentuada nos padrões de chuva (35% a 45%).
O nordeste da Mata Atlântica terá alta de aquecimento (entre 2°C e 3°C) e baixa pluviométrica (entre 20% e 25%) maior em meados do século. Para o final do século, as condições estimadas são semelhantes. Na porção sul e sudeste da Mata Atlântica, a temperatura deverá subir entre 2,5°C e 3°C no final do século.
Na região dos Pampas, as projeções são as seguintes: 5% a 10% mais chuvoso e 1°C mais quente até 2040; aquecimento entre 1°C e 1,5°C e intensificação das precipitações de 15% a 20% no meio do século; e no final, alta de 2,5°C a 3°C e aumento de 35% a 40%.
“Em função do tipo de economia brasileira, que é uma economia agrícola, é preocupante esse cenário. Nós vamos ter o impacto muito grande em termos de nossas plantações. Soja, café, milho, vão ter de se deslocar, de onde são plantados hoje, para outras regiões mais adaptadas, com temperatura mais amena e umidade de solo e de precipitação diferentes”, destaca Ambrizzi.
As projeções do painel demandaram três anos de estudos e envolveram mais de 300 cientistas brasileiros.

Edição: Carolina Pimentel

Reportagem de Bruno Bocchini, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 10/09/2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"OURO PARA O BEM DO BRASIL ".

Na campanha “Ouro para o Bem do Brasil” população foi enganada e nunca se soube onde foi parar o dinheiro


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Quem se depara com escândalos como o do mensalão, ou do caso Cachoeira, nem imagina que um dia houve a campanha “Ouro para o bem do Brasil” que enganou famílias inteiras
Em 1964 uma crise política alicerçada por uma inflação devastadora, contribuiu para a eclosão de um golpe de estado que levou o Exército a comandar o país na figura do marechal Humberto de Castelo Branco. Os cofres públicos estavam vazios e o Brasil sem reservas cambiais que pudessem conter a alta exorbitante do dólar.
Diante do quadro desolador, os Diários e Emissoras Associados - grupo empresarial de mídia comandado por Assis Chateaubriand, popularizado como “Chateau” na obra monumental do escritor Fernando Moraes - buscando quem sabe, aproximação com os novos governantes, lança uma campanha na qual os brasileiros doariam suas joias em ouro recebendo em troca alianças de latão e um diploma com os dizeres: “Dei ouro para o bem do Brasil”.
Com chamadas e campanhas pelo rádio e televisão, mais os jornais do então poderoso grupo empresarial, a população mais humilde de São Paulo, especialmente, se comoveu com a situação difícil da nação brasileira, se mobilizando mais uma vez em um ato de cidadania. Sugeria-se que as pessoas, sendo casadas, dessem suas alianças de ouro em troca de outras em metal com a gravação da campanha símbolo da Tupi.
Muitos fizeram isso e houve ainda quem doasse colares, brincos e outros objetos de ouro, até dinheiro do próprio bolso, para ajudar nossa terra a se levantar dos infortúnios vividos no período que antecedeu à “Redentora”, denominação dada ao golpe de estado pelos favoráveis ao novo regime, que também foi chamado em outros setores de “Revolução de 1964”.
Assis Chateaubriand, cujo nome completo era Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, comandava um verdadeiro império das comunicações entre emissoras de rádios, TVs, jornais e revistas pelo Brasil afora, entre as quais “O Cruzeiro”. A ideia era obter lastro para a moeda nacional com o ouro arrecadado.
O nome para a campanha foi inspirado em outro movimento realizado durante a Revolução Constitucionalista de 1932, onde a população doou “Ouro para o bem de São Paulo”, criando uma “moeda paulista” que circulou em todo o estado durante o boicote comercial imposto pela ditadura Vargas, impedindo São Paulo de efetuar qualquer atividade em nível nacional.
Após o desenlace daquela revolução, o ouro arrecadado em 1932 foi utilizado na construção de um prédio no centro da cidade, no formato da bandeira paulista, localizado na Rua Álvares Penteado, 23.
O lançamento da versão “Ouro para o Bem do Brasil” aconteceu no início de 1964 e contou com o apoio de uma parte da população e também de algumas empresas. Prefeituras chegaram a promover manifestações com desfiles em vias públicas onde escolares portando faixas, exibiam dizeres alusivos à campanha.
O jornalista Ademir Médici, que mantém coluna no jornal Diário do Grande ABC, escreveu certa vez que a Dulcora, indústria de São Bernardo do Campo que fabricava o dropes Dulcora, ajudou na campanha modificando a cor da embalagem de seu principal produto que ganhou a cor ouro.
A revista “O Cruzeiro”, em 13 de junho de 1964, apresenta um balanço parcial informando que mais de 400 quilos de ouro e cerca de meio bilhão de cruzeiros haviam sido doados pelo povo e por autoridades civis e militares: “... a campanha, primeiro grande movimento dos ‘Legionários da Democracia’, foi aberta com a presença do senador Auro Soares de Moura Andrade, presidente do Congresso Nacional, que recebeu do Sr. Edmundo Monteiro, diretor-presidente dos Associados Paulistas, a chave do cofre em que será colocado o ouro e as doações em dinheiro que serão entregues, posteriormente, ao presidente da República, marechal Castello Branco...”
A revista dá conta que inúmeras personalidades do governo federal compareceram ao saguão dos Associados, na Rua sete de abril, no centro da capital bandeirante, durante uma vigília cívica de 72 horas, para emprestar apoio e fazer suas doações para a campanha do ouro. “... o ministro do Trabalho, Sr. Arnaldo Sussekind, representando o general Amaury Kruel e diversas outras autoridades prestigiaram o movimento dos ‘Legionários da Democracia’.
O Governador Adhemar de Barros doou, de livre e espontânea vontade, os seus vencimentos do mês de abril, num montante de 400 mil cruzeiros...”, informa ainda a publicação, salientando que mais de 100 mil pessoas fizeram doações desde as mais modestas, até as mais abastadas, depositando cheques de até 10 milhões de cruzeiros, vindos também de várias firmas, além de carros oferecidos pela indústria automobilística nacional e inúmeras outras doações de grande monta.
As TVs Tupi Canal 4 e Cultura Canal 2, pertencentes aos associados, transmitiam ao vivo da sede da empresa, com o repórter, José Carlos de Moraes, o “Tico – Tico” narrando que os populares que doavam objetos de ouro de uso pessoal, tais como alianças, anéis e outros, recebiam em troca uma aliança de metal com os dizeres: ‘Doei Ouro para o Bem do Brasil’.
Não há registro na internet de nenhuma transmissão alusiva à essa campanha, mas há imagens do repórter Tico– Tico entrevistando o ex – presidente João Goulart, por ironia vítima do golpe que levou Castelo Branco ao poder.
Nos jornais, Diário de São Paulo e Diário da Noite se antecipava que a campanha “Ouro para o Bem do Brasil” seguiria na capital, até o dia 9 de julho, quando então peregrinação teria início no interior do estado.
Apesar da campanha, seguimentos mais esclarecidos da sociedade não se mobilizaram, evidentemente porque era previsível que não se alcançaria um valor suficiente para cobrir as reservas cambiais de um país do tamanho do nosso, suprindo aquilo que se arrecada nas atividades do comércio, da indústria e da agricultura que geram empregos e proporcionam os negócios de exportação e importação, estes sim capazes de tocar a economia.
Claro que a campanha não foi adiante, entretanto jamais foi informado sobre o que foi feito com todo ouro e o dinheiro arrecadado. Por parte do governo não houve sequer a uma nota de agradecimento.
Em lugar nenhum da internet, ou nos arquivos dos jornais, encontramos números definitivos dessa campanha e nem o que aconteceu com o montante obtido junto aos abnegados contribuintes. Nunca se soube do paradeiro da chave do cofre da campanha, entregue ao senador Moura Andrade, ou se ele ficou com ela de fato. Isso nos leva a crer que a campanha “Ouro para o Bem do Brasil” não passou de um golpe aplicado contra a população honesta, mais uma malandragem entre tantas, na história deste país e o pior, com o uso da mídia.
Se hoje achamos que a ladroeira alcançou níveis nunca vistos, a história dessa campanha dos Diários Associados deixa claro que a picaretagem sempre agiu solta e o que muda é a maneira como se aplica o golpe.
O lamentável é que pessoas honestas, pais de família e suas esposas que doaram as alianças que simboliza a união abençoada por Deus entre os casais, foram enganados não para o bem do Brasil, mas daqueles que enriqueceram sem que o assunto fosse sequer apurado.
Fonte: Geraldo Nunes

domingo, 8 de setembro de 2013

CARBONÍFERA DE SANTA CATARINA

02/09/13 - MPT ajuíza ação civil pública contra Carbonífera Metropolitana com pedido de dano moral coletivo de R$ 5 milhões
tvimagemnet.com.br
A morte de um minerador, ocorrida em julho desse ano, bem como as condições de insegurança na mina Fontanella, com desabamentos sucessivos e reiterações de diversas irregularidades no meio ambiente de trabalho, levaram o Ministério Público a acionar a empresa, com sede em Criciúma.

No ano de 2010, através de notícias veiculadas na imprensa que deram conta de dois óbitos na mina, foi instaurado inquérito civil para apurar as causas e os motivos ensejadores dos acidentes de trabalho em questão.

A partir da instauração da investigação, o Ministério Público requisitou ao Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM e ao Ministério do Trabalho e Emprego – MTE diversas vistorias e fiscalizações, com vistas a compelir a empresa a adequar as condições de trabalho a que estão submetidos os trabalhadores. Muito embora a realização de tais diligências no decorrer desses três anos, verificou-se a ocorrência de acidentes graves na mina e, ainda, a persistência de diversos pontos em desacordo com a legislação que regula as atividades de mineração e do trabalho.

Além das provas documentais obtidas pelos Procuradores do Trabalho que atuaram no inquérito, foi colhido o depoimento do Engenheiro de Segurança do Trabalho, o qual revelou que a Carbonífera Metropolitana encara as ações de segurança como um custo e não como um investimento, não havendo na empresa uma postura de prevenção, pois, verificados os desvios/ilicitudes, não são tomadas de imediato as soluções retificadoras, aguardando-se situações limites a ocorrências de acidentes ou os próprios acidentes. Relatou ainda que a direção da empresa não dá o devido valor às opiniões técnicas do setor de segurança do trabalho, dando preferência a outros setores que não possuem habilitação e nem competência para atuar na área de engenharia de segurança e nos problemas pertinentes a ela.

Constatou-se, ainda, a prática de assédio moral, uma vez que há retaliações por parte do corpo técnico e abuso do poder diretivo.

Nesse momento,o MPT aguarda decisão do Poder Judiciário Trabalhista, no que se refere aos pleitos antecipatórios, pois a autora da ação, a Procuradora do Trabalho Thaís Fidelis Alves Bruch, pede na Justiça que a empresa seja condenada a se adequar as normas de saúde e segurança no trabalho dos mineradores, já que aquela vem sonegando direitos mínimos e indisponíveis dos seus empregados, sem que haja o saneamento das irregularidades, causando inclusive a morte de seus trabalhadores.

Foi pedido, também, a título de requerimento definitivo, indenização à sociedade no valor de 5 (cinco) milhões, que deverá custear as despesas de desenvolvimento e execução de projeto específico de promoção da saúde e segurança dos trabalhadores em minas de subsolo da Região Sul do Estado de Santa Catarina, a ser contemplado por concurso de projetos, após a devida licitação pelo Ministério Público do Trabalho.

Fonte: Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina
Contato: (48) 32519944 / (48) 99612861
e-mail: prt12.ascom@mpt.gov.br