domingo, 20 de outubro de 2013

FESTA COM O NOSSO DINHEIRO..

Congresso banca 'hábito gourmet' dos parlamentares

Senadores e deputados custeam refeições em restaurantes caros de Brasília com dinheiro público. Uma única conta pode chegar a 7.000 reais

O restaurante Coco Bambu, no Lago Sul, em Brasília
O restaurante Coco Bambu, no Lago Sul, em Brasília, tem como especialidade os frutos do mar é um dos preferidos dos deputados (Divulgação)
O aquecido mercado da gastronomia em Brasília tem atraído para a capital federal grifes paulistanas de restaurantes, como o Rubayat e o Gero, do grupo Fasano. Entre a clientela habitual, estão parlamentares, que têm direito a custear as refeições com dinheiro público. Um levantamento feito pelo jornal Estado de São Paulo mostra que o Senado tem reembolsado contas que chegam a ultrapassar 7.000 reais.
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) é um dos que recorreu a essa prática. Em homenagem a seu pai, o parlamentar levou amigos e parentes para jantar no Porcão, uma das mais caras churrascarias de Brasília, que oferece rodízio a 105 reais por pessoa — e apresentou a conta ao Senado. A nota apresentada pelo senador para ressarcimento indica que o jantar custou aos cofres públicos 7.567,60 reais.
No mesmo dia do jantar, o plenário do Senado foi palco de uma homenagem ao pai do parlamentar, o ex-senador e ex-governador da Paraíba Ronaldo Cunha Lima, falecido em julho de 2012. Parentes, amigos e colegas do senador vieram a Brasília para participar do evento.
O ex-governador Cunha Lima ficou conhecido por ter disparado três tiros contra o seu antecessor Tarcísio Burity em um restaurante da capital João Pessoa. Em 2007 renunciou ao cargo de deputado federal para não ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo. Morreu sem ser condenado.
Já o senador Fernando Collor (PTB-AL) é um apreciador de comida japonesa. Neste ano, o Senado reembolsou três contas no restaurante Kishimoto, cada uma delas custando pelo menos 1.000 reais. A assessoria do parlamentar já veio a público informar que os valores são usados para a alimentação dos funcionários do gabinete, gasto que é permitido pelas normas do Senado.
Na Câmara, a liderança do PSDB é campeã na apresentação desse tipo de nota. A preferência é pelo restaurante Coco Bambu, rede especializada em frutos do mar. Nos primeiros sete meses deste ano, foram 14 notas com valores entre 1.280 e 2.950 reais. O valor total desembolsado pela Câmara nesse caso foi de quase 27.000.
Procedimentos — Um ato publicado pelo Senado em 2011 regulamenta os procedimentos para o ressarcimento das despesas dos senadores, e estabelece a apresentação de "nota fiscal ou nota fiscal eletrônica ou cupom fiscal original, em primeira via, datada e com a completa discriminação da despesa, isenta de rasuras, acréscimos, emendas ou entrelinhas, emitida em seu nome". Na nota à qual o jornal teve acesso está escrito apenas "refeições".
A churrascaria em que Cunha Lima ofereceu o jantar está entre as mais caras da capital federal. No cardápio, estão disponíveis carnes nobres e exóticas, como carne de avestruz. O cliente ainda pode optar por um buffet com pratos quentes, saladas, massas, pizzas, risotos e comida japonesa. Considerando um consumo aproximado de 200 reais por pessoa, incluindo sucos ou refrigerantes e taxa de serviço, o valor apresentado na nota seria suficiente para oferecer um jantar para 38 convidados.
O gabinete do senador informou que o uso da cota parlamentar é feito da forma mais transparente possível. Por iniciativa própria, todas as notas emitidas pelo parlamentar estão disponíveis em seu site. Segundo a assessoria de imprensa de Cunha Lima, o jantar ocorreu depois da sessão especial do Senado e contou com a presença de "autoridades e parlamentares". Apesar de não informar o número de convidados, o gabinete informou que "o senador é extremamente criterioso com os gastos".
Questionada sobre a ausência do consumo discriminado na nota, o que é exigido pela Casa, a assessoria do parlamentar afirmou que "se o Senado referendou o documento dessa forma, não cabe ao senador responder por isso". A nota foi apresentada na época em que a secretaria responsável por esse controle no Senado era comandada por outro diretor, que foi afastado do cargo.
Mensalmente, cada senador tem direito a gastar 15.000 reais mais o equivalente a cinco passagens aéreas de ida e volta a seu Estado de origem, o que faz com que o valor seja diferente para cada parlamentar. Cássio Cunha Lima pode solicitar reembolso de 35.555,20 reais todos os meses.
O Senado informou que não há regra que delimite o gasto específico com restaurantes. Se quiser, o senador pode gastar até o valor total da cota com alimentação.
Divergência — Os dados apresentados pelo Portal da Transparência do Senado indicam que a Casa pagou 690,20 reais a mais pelo jantar, na comparação com a nota arquivada na churrascaria. Um documento do restaurante, ao qual o jornal também teve acesso, apresenta o valor de 6.877,40, reais, apesar de ter o mesmo número de série daquele apresentado ao Senado, onde consta o gasto de 7.567,60 reais.
No documento do restaurante, contudo, é possível observar que o valor menor foi escrito em cima do maior. Procurado, o Porcão informou que não adulterou a nota e que a diferença pode estar nos 10% cobrados pelo serviço.
(Com Estadão Conteúdo)

REUNIÕES


As 13 piores atitudes em uma reunião e como lidar com elas

 1 Retardatário habitual
O que é: chegar sempre atrasado às reuniões.
Como lidar: A primeira sugestão do autor é começar na hora a reunião, sem esperar os “atrasadinhos”. “Depois da reunião, perguntar reservadamente por que a pessoa sempre se atrasa”, sugere Hawkins. Para quem costuma ser pontual, mas atrasou desta vez, indicar a leitura das anotações do grupo é uma forma de ajudar a pessoa a se atualizar sobre o que já foi debatido. Convocar quem tem o costume de não respeitar o horário de início para ser o facilitador da próxima reunião é uma alternativa para forçar a sua pontualidade, de acordo com o autor.
2 O disco quebrado
O que é: o costume de repetir pontos que já foram tratados
Como lidar: As anotações do grupo durante a reunião são a principal arma contra esse comportamento já que “provam” que o tema já foi tratado. Perguntar se há alguma novidade a ser acrescentada é a indicação do autor que também sugere lembrar o foco da reunião para evitar este tipo de atitude.
 3 Conversas paralelas
O que são: Cochichos ou conversas em voz alta entre dois ou mais membros.
Como lidar: No livro o autor afirma que as regras básicas de uma reunião devem ser estabelecidas previamente e com o consentimento de todos. E uma das principais deve ser a premissa de que apenas uma pessoa fala por vez. Portanto, conversas paralelas pedem que se reforce a importância desta regra básica. Outra forma de acabar com os ruídos é pedir que as pessoas compartilhem suas opiniões com todo o grupo. Se nada der certo, o organizador pode andar entre os presentes na sala. “Isso normalmente interrompe qualquer discussão”, indica.
4 As histórias dos tempos da guerra
O que são: episódios contados que podem ou não ter relação com o assunto. 
Como lidar: Reforce a necessidade de manter o foco atual ou o tópico em pauta. Conversar com a pessoa que insiste em contar suas histórias durante a pausa é também uma possibilidade para tentar mostrar que não é adequado usar o tempo da reunião para este fim. Hawkins também dá uma dica que pode funcionar: “olhar para o relógio. Use a urgência do tempo como motivo para encurtar as histórias”, escreve.
5 O desperdício de tempo
O que é: levantar questões que foram tratadas nos materiais entregues antes da reunião. 
Como lidar: lembre – educadamente - que as informações estão nos materiais e siga em frente. Você pode perguntar também de que maneira as colocações daquela pessoa podem ajudar o grupo a chegar a uma solução.
6 O competidor
O que é: competir com os outros para produzir a melhor ideia.
Como lidar: “Lembrar ao grupo que o brainstorming é um esporte de equipe e que todas as ideias são válidas”, indica o autor. Anotar os comentários dos profissionais mais competitivos e colocar na memória do grupo também é uma boa pedida. 
7 A pessoa que gosta de chamar a atenção
O que é: falar alto e o tempo todo, dominando a reunião.
Como lidar: Levantar-se e andar pela sala dando a entender que está caminhando em à pessoa e em seguida mudar o rumo para outra é a sugestão do autor do livro. Pedir que esse profissional seja o secretário da reunião pode solucionar o problema já que a função pede que a pessoa tome notas durante todo o tempo. A última abordagem sugerida por Hawkins é questionar essa pessoa na pausa ou depois. 
8 O palhaço
O que é: Fazer palhaçada, imitações, desagregar o trabalho do grupo. 
Como lidar: a pausa é o momento certo de conversar com o engraçadinho de plantão. Ele deve ser alertado sobre a possibilidade de precisar se retirar caso não seja solidário com o grupo e continue atrapalhando a reunião.
9 O ausente
O que é: sair da participação ativa da reunião.
Como lidar: Peça a opinião da pessoa sobre o assunto que está sendo discutido. Mas evite coloca-lo em uma situação chata, já que ele pode estar elaborando uma ideia para em seguida apresentar ao grupo, lembra o autor do livro. Se o caso foi de timidez, a dica é dividir em pequenos em grupos e juntar os tímidos. Quando perceber uma contribuição desta pessoa, elogie, indica Hawkins.
10 O opositor
O que é: negar, contestar, as ideias dos outros.
Como lidar: lembre ao “opositor” que uma das premissas do brainstorming é a separação entre o processo de criação de ideias o do de avaliação delas. Evite e estimule os outros a evitar linguagens destrutivas como, por exemplo: “isto está fora de cogitação”, ou “ isso jamais vai dar certo”. Hawkins sugere trocar essas frases por outras mais positivas como: “Como vamos testar sua ideia”, “como vamos fazer isso dar certo”. Veja no vídeo quais as manias que acabam com o brainstorm, segundo Gisela Kassoy:
11 O faz-tudo ou multitarefas
O que é: verificar chamadas ou emails no celular ou no tablete.
Como lidar: Se a regra de desligar dispositivos eletrônicos já tiver sido estabelecida, lembre a todos os presentes da importância do seu cumprimento. Mensagens, chamadas e emails podem ser verificados durante a pausa.
12 O detalhista
O que é: levantar ou guardar pequenos detalhes não relevantes para a questão.
Como lidar: “sugerir que os detalhes e as dúvidas sejam colocados à parte por enquanto ( na pauta temporária) e agendar um horario para tratar disso”, indica Hawkins.
13 O colateral
O que é :levantar novas questões não relacionadas com o foco atual.

Como lidar: Insira o problema na pauta temporária e sugira que seja abordado no fim da reunião, aconselha o autor. O tema pode ser adicionado à pauta da próxima reunião, de acordo com Hawkins.
Fonte : Revista Exame.com

sábado, 19 de outubro de 2013

QUESTÃO AMBIENTAL NO BRASIL.

O grande desafio desse século: migrarmos para uma economia mais "amigável" com o meio ambiente. Entrevista especial com André Lima

"O Brasil se orgulha de ser o celeiro, o canteiro de obras e de extração de minérios do mundo e não está se preparando para de fato ser a nova economia, apesar do seu enorme potencial comparativo (em biodiversidade, florestas, clima e água)", constata o assessor do IPAM
Para André Lima, assessor de políticas públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM, a promulgação da Constituição Federal de 1988 ampliou a compreensão de que a responsabilidade ambiental não é somente do Estado e dos direitos dos povos originários.
“A responsabilidade por sua proteção é de todos os cidadãos. Além disso é possível dizer que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu um novo contorno para a questão ambiental, indicando a importância de novos sujeitos de direito como os povos indígenas e quilombolas, detentores de territórios relevantes para a proteção e uso sustentável da biodiversidade e os conhecimentos tradicionais a ela associados”, explica em entrevista por e-mail à IHU On-Line.
Apesar dos avanços, André Lima ressalta que há retrocessos importantes na prática, sobretudo no que corresponde às legislações ambientais das federações. “Normas mais brandas e flexíveis podem atrair mais investidores pelo menor custo ambiental. E esse é um dos problemas que o país deve enfrentar. Por isso a federalização das normas ambientais é uma questão que deve ser melhor resolvida. Os estados em hipótese alguma poderiam legislar de forma mais flexível do que a norma federal, entretanto essa ainda é uma prática comum”, contrapõe.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM, entre 2008 e 2012 o Brasil abriu mão de arrecadar mais de R$ 550 bilhões por conta de incentivos fiscais. Além disso, no mesmo período, foram investidos menos de R$ 2 bilhões para atividades consideradas sustentáveis. “Ainda privatizamos os lucros e dividendos ambientais e socializamos os prejuízos ambientais. Basta ver o que acontece com nossos rios e com a emissão de CO2”, avalia.

André Lima (foto) é advogado e formado em Direito pela Universidade de São Paulo – USP. Realizou mestrando em Política e Gestão Ambiental na Universidade de Brasília – UNB. Atua como assessor especial de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM e é Consultor Jurídico da Fundação SOS Mata Atlântica.
"A questão ambiental no Brasil e a Constituição Federal hoje. Avanços e retrocessos", é o tema da conferência que André Lima proferirá no dia 22 de outubro, na Unisinos. O evento integra a programação do Ciclo Constituição 25 anos: República, Democracia e Cidadania. A conferência ocorre das 20h às 22h, na sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU

Confira a entrevista.
IHU On-Line – Que impactos a Constituição Federal de 1988 gerou na questão ambiental?
André Lima - O primeiro deles foi o próprio fato da Constituição Federal - CF - tratar desse assunto, o que já foi um grande avanço no sentido de orientar o legislador ordinário a tratar do tema. Depois de 1988 surgiram dezenas de leis federais (e centenas de leis estaduais) importantes como desdobramento da norma constitucional. Entendo que a conexão entre a defesa do meio ambiente e a função social da propriedade da terra foi um dos grandes avanços da CF de 1988, assim como o estabelecimento da obrigação indisponível ao poder público e à coletividade de defender e preservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado inclusive para as futuras gerações. Portanto, a ideia de um direito transgeracional foi também um grande avanço.
IHU On-Line - Qual conceito de meio ambiente surge deste documento?
André Lima - O conceito de um bem jurídico indisponível, por ser considerado "bem de uso comum" transgeracional. Um bem pertencente também aos que ainda não vieram à luz e que, portanto, ainda não podem dele usufruir, tampouco gerir ou proteger, sendo por isso indisponível pelas atuais gerações. O conceito de um direito-dever de todos. Quebra com a noção até então ainda predominante de um bem público de interesse estatal e cuja responsabilidade pela tutela caberia somente ao poder público. A responsabilidade por sua proteção é de todos os cidadãos. Além disso é possível dizer que a CF de 1988 estabeleceu um novo contorno para a questão ambiental indicando a importância de novos sujeitos de direito como os povos indígenas e quilombolas, detentores de territórios relevantes para a proteção e uso sustentável da biodiversidade e os conhecimentos tradicionais a ela associados. ACF de 1988 evoluiu para o conceito de direitos socioambientais.
IHU On-Line – Com vistas à Carta Magna, quais são as competências do Estado e da sociedade no que tange à preservação ambiental?
André Lima - Como foi dito cabe a todos o dever de defender e preservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado, considerado pelo artigo 225 da CF como bem de uso comum do povo. Inclusive em âmbito judicial todos podem fazer a defesa do meio ambiente seja por meio da ação civil pública (associações e Ministério Público - MP), seja por meio de ação popular. Entretanto, a CF de 1988 estabeleceu um regime de competências tanto para legislar como para gerir a questão ambiental. Nesse regime de competências (regido também pela lei Complementar 140 de 2011) à União compete estabelecer normas gerais a serem seguidas por todos os demais entes da federação, podendo os estados estabelecer normas complementares que respeitem as normas gerais. Aos municípios cabe estabelecer normas de interesse local (restritas por óbvio aos limites de cada município).
Entretanto, essa lógica federativa ainda é alvo de muito questionamento, pois as questões ambientais, por natureza, não obedecem fronteiras. As florestas ou águas que fazem divisa entre dois estados, por exemplo, devem ser geridas por uma mesma norma. Inclusive para se evitar a competição (assim como ocorre na questão tributária) entre estados, que acaba quase sempre a nivelar a norma por baixo para estimular a vinda de empreendimentos econômicos. Normas mais brandas e flexíveis podem atrair mais investidores pelo menor custo ambiental. E esse é um dos problemas que o país deve enfrentar. Por isso a federalização das normas ambientais é uma questão que deve ser melhor resolvida. Os estados em hipótese alguma poderiam legislar de forma mais flexível do que a norma federal, entretanto essa ainda é uma prática comum.
IHU On-Line – Quais foram os avanços e os retrocessos na política ambiental do Estado brasileiro nesses últimos 25 anos?
André Lima - O País avançou sobremaneira na edição de leis ambientais. Apenas a titulo exemplificativo, podemos apontar a Lei de Gestão dos Recursos Hídricos (1997), a Lei de Crimes Ambientais (de 1998), a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (de 2000), o Estatuto das Cidades (2000), Lei de Informações Ambientais(2003), a Lei de Gestão de florestas Públicas (2006), a Lei da Mata Atlântica (2006), a Lei de Clima (2009) a Lei de Resíduos Sólidos (2012). Portanto em relação ao marco regulatório, apesar de problemas aqui e acolá o Brasil está bem servido. Também no campo jurisdicional o Brasil avançou muito, principalmente em face do forte protagonismo do MP e das organizações não governamentais (associações civis) com o uso das ações civis públicas.
Entretanto no campo institucional ainda estamos no século passado. As instituições de gestão ambiental ainda carecem de recursos financeiros e humanos em volume mínimo para atender à demanda por monitoramento, planejamento, fiscalização e licenciamento ambiental. Além disso, o País avançou no campo do controle ambiental mas em nada avançou no investimento em incentivos econômicos para o desenvolvimento sustentável. Tanto no crédito quanto nos incentivos tributários, o país ainda investe 100 vezes mais em atividades altamente intensivas de extração de recursos naturais e emissões de CO2 do que em atividades que possam ser consideradas, de fato, sustentáveis.
O discurso da economia verde ou da nova economia emissões de carbono ainda é um discurso, apesar de avanços em relação à geração de energia por fontes alternativas como eólica e solar. Para se ter uma ideia, dados revelados pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM mostram que entre 2008 e 2012 o país abriu mão de arrecadar mais de R$ 550 bilhões (incentivos tributários) e menos de R$ 2 bilhões foram para atividades consideradas sustentáveis. Esse é o grande desafio desse século: migrarmos para uma economia mais "amigável" com o meio ambiente. Precisamos gerar qualidade de vida, emprego e renda com atividades que promovam o equilíbrio ambiental. Isso exige investimentos que o Brasil ainda não está fazendo na escala necessária.
IHU On-Line – Que papel a Constituição ocupa dentro do campo de tensão em torno das discussões sobre o “Código Florestal”?
André Lima - A constituição dá a orientação. Primeiro estabelece que as propriedades rurais devem cumprir uma função social, leia-se socioambiental, pois se deve usar de forma racional os recursos ambientais (florestas, água, solo). A lei florestal deve, portanto, indicar o que significa na prática usar racionalmente esses recursos. Além disso, a constituição é clara ao determinar que cabe ao poder público prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. Para fazê-lo, deve estabelecer os parâmetros técnicos e legais do que seja esse manejo ecológico e ecossistêmico. A lei florestal (ou o código florestal) deve se pautar nessas diretrizes constitucionais. Entretanto o que tivemos aprovado em 2012 (Lei 12.651) foi uma ampla anistia que teve por diretriz simplesmente consolidar o que foi desmatado ilegalmente. Nosso temor é que essa anistia que não se limitou aos pequenos produtores rurais possa estimular mais ilegalidades e anistia futuras.
IHU On-Line – Como é possível garantir o que está previsto no artigo 225 da Constituição – que todos têm direito a um meio ambiente equilibrado –, considerando os projetos de matriz energética do Estado (extração gás de xisto, usinas hidrelétricas, etc) que colocam em risco o equilíbrio ambiental?
André Lima - Esse é um debate que não é feito democraticamente com a sociedade. O Estado define as prioridades, mas não discute as alternativas de geração de energia de forma democrática. Se é fato que a nossa matriz energética é mais limpa do que a maioria dos países considerados desenvolvidos, também é verdade que as hidrelétricas causam impactos consideráveis aos recursos hídricos e às florestas e seus povos. Também é fato que estamos sujando nossa matriz com propostas que retrocedem, como, por exemplo, recentemente a presidenta Dilma isentou por decreto de tributos (PIS e Cofins) a geração de energia com carvão mineral. O próprio país investe em matrizes sujas. O Brasil é o país em desenvolvimento que melhor está em relação ao potencial solar e um dos que menos investe nessa tecnologia. O desenvolvimento sustentável não é uma questão somente conceitual, precisamos nos preparar do ponto de vista tecnológico e o Brasil nessa corrida está nos últimos lugares. O país se orgulha de ser o celeiro, o canteiro de obras e de extração de minérios do mundo e não está se preparando para de fato ser a nova economia, apesar do seu enorme potencial comparativo (em biodiversidade, florestas, clima e água).
IHU On-Line – Que características sócio-culturais anteriores à promulgação da Constituição Federal permanecem em nossa república e que continuam sendo entraves à preservação ambiental?
André Lima - A mentalidade sub-desenvolvimentista. As lógicas imediatista e de apropriação privada dos bens ambientais, com a conivência senão estímulo do poder público. Ainda privatizamos os lucros e dividendos ambientais e socializamos os prejuízos ambientais. Basta ver o que acontece com nossos rios e com a emissão de CO2. O novocódigo florestal e o código de mineração em gestação no congresso nacional (sob a batuta do Executivo federal) induzem a essa lógica. Estamos exportando água, solo, biodiversidade e recursos minerais sem a preocupação com o futuro do nosso país. Vendendo o jantar para almoçar.
IHU On-Line – O que significa pensar a questão ambiental em termos democracia? Como tais aspectos se relacionam?
André Lima - O desenvolvimento sustentável tem um pilar fundamental que é o democrático. Não é sustentável se for somente do ponto de vista ambiental ou social. Tem que ser politicamente sustentável. E politicamente sustentável só é se for legítimo. Hoje essa legitimidade é formal. Temos um parlamento que vota leis e em tese fiscaliza o Executivo. Entretanto, o financiamento privado de campanha aparelha o parlamento que opera com sua maioria a serviço do setor privado (não raramente internacional) interessado em sobre-explorar nossos recursos naturais, nossa biodiversidade. Basta fazer uma pesquisa sobre o comportamento de parlamentares e seus financiadores de campanha. Esse é um dos principais problemas da política contemporânea. Entendo que a proibição de financiamento por empresas privadas e o estabelecimento de teto (baixo) para financiamento por pessoas físicas seria uma importante evolução no quadro político-democrático do país, com impactos sensíveis sobre a política ambiental nacional.
IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
André Lima - Acredito que a sociedade está evoluindo rapidamente para a compreensão de que não podemos mais continuar a quebrar o galho sobre o qual estamos sentados. A próxima geração certamente estará muito mais antenada. Cumpre a esta promover a transição. No entanto já avançamos no sinal vermelho. O ultimo relatório doPainel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas -IPCC já indica que neste século nossos netos já sentirão as consequências do que fizeram nossos pais e avós. E isso tem um preço. Não sabemos ainda qual será. Cumpre-nos fazer todo esforço possível para mitigar esse impacto e o sofrimento dele decorrente, simplesmente por amor aos nossos filhos. Não tenho dúvidas de que dois esforços serão determinantes para acelerarmos essa transição: educação e reforma política.
Veja também:
Nota da IHU On-Line: A fonte da foto do entrevistado é: Ipam.org.br

PETRÓLEO : CAMPO DE LIBRA

Uma geografia em movimento. A disputa pelo petróleo do Campo de Libra

O mapa global do petróleo passa por um momento particular. Com os preços em níveis historicamente altos, projetos de exploração tornaram-se viáveis nos últimos anos. O resultado é o início de um novo ciclo de crescimento de oferta, e um novo desenho do setor. Países com grande possibilidade de explorar petróleo de diferentes maneiras, como o Brasil na camada pré-sal, ganham força na cena internacional.
A reportagem é de Olivia Alonso, publicada no jornal Valor, 18-10-2013.
Produtores tradicionais, como os países do Oriente Médio, tendem a perder pontos de relevância, principalmente para a América do Norte e a Europa. Os Estados Unidos, um dos principais clientes da região, começam a reduzir sua dependência externa com a elevação da produção própria, principalmente de gás. Desde a década de 1990, o país aumentou sua exploração de gás em 34%, segundo dados da Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). Agora, os americanos estão acelerando tanto a produção de gases não convencionais, como o "shale gas(gás de xisto) e o "tight gas", como a produção de petróleo no mar.
 De 17,8 trilhões de pés cúbicos de gás em 1990 - apenas 0,14 trilhão de pés cúbicos de "shale gas" -, os Estados Unidos produzem hoje 24 trilhões de pés cúbicos, com uma participação bem mais significativa do "shale gas", de mais de um terço do total. Para 2025, a previsão é de um salto para 28,5 trilhões de pés cúbicos de gás, sendo 12,8 trilhões de "shale gas".
Ainda assim, os EUA não ficariam totalmente independentes do exterior, diz Luiz Pinguelli Rosa, diretor daCoppe/UFRJ. "O gás é um candidato não somente a substituir o petróleo, mas também é um fortíssimo candidato a tomar lugar do carvão na geração de energia elétrica. Então, coloca os Estados Unidos em situação um pouco mais confortável, mas não deixa o país independente."
A produção americana de petróleo - que se reveza no topo dos rankings globais com a russa e a saudita - também vem crescendo, mas a um ritmo menos expressivo do que a de gás. Hoje, os Estados Unidos produzem em torno de 7,7 milhões de barris diários (5,9 milhões no fim de 2011).
Novos projetos de gás passaram a ser viáveis, em várias partes do mundo, por causa do novo patamar de preços, fortemente impulsionados na última década pelo aumento da demanda chinesa. Hoje, a China consome 10,3 milhões de barris de petróleo por dia, mais que o dobro de sua produção.
Além do aumento da demanda chinesa, houve uma redução da oferta em alguns países. Em relatório, analistas do Citibank definem como "decepcionante" o crescimento da oferta de países de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na última década, fato que se somou a um colapso na produção iraquiana e venezuelana.
Nesse contexto de aperto do mercado, o preço do petróleo passou de um patamar de US$ 15 a US$ 30 nas décadas de 1980 e 1990 para acima de US$ 100 nos últimos anos, com exceções, como a queda no pós-crise de 2008. Na quarta-feira, o barril do petróleo brent era negociado por pouco menos de US$ 110.
Assim, formas de explorar petróleo e gás passaram a justificar investimentos. É o caso de projetos no Alasca, nas areias pesadas do Canadá, no Mar Cáspio, no Golfo do México, em alto-mar na África, no Brasil e, mais recentemente, nas águas do Ártico.
Com a elevação prevista para a oferta global, a consequência provável é uma queda dos preços nos próximos anos. A tendência é de um valor médio entre US$ 80 e US$ 90 para o barril do petróleo, daqui até 2025, na previsão do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e dos analistas do Citibank.
Se o consumo começar a crescer de forma mais expressiva, o equilíbrio do mercado poderia manter os preços mais altos. Mas há controvérsia sobre o crescimento da demanda. Em geral, as projeções são de forte crescimento, sobretudo na China, Índia, Coreia do Sul, Oriente Médio, Brasil e de demais países sul-americanos.
Especialistas mencionam os crescentes incentivos para a redução do consumo em alguns países, como na Europa. "As economias dos países desenvolvidos crescem dentro de um cenário de consumir menos petróleo", afirmaAdriano Pires, do CBIE.
Preços do petróleo passam a estimular realização de projetos alternativos; se caírem, os poços do pré-sal podem continuar viáveis.
É corrente entre analistas a previsão de que haverá uma desaceleração da expansão da demanda global por petróleo já no fim desta década, principalmente por causa do crescimento da produção de gás e de novas tecnologias.
Previsões também indicam forte aumento da oferta na próxima década, cenário que sugere uma das questões mais intrigantes do momento: quais operações permanecerão economicamente viáveis quando esse momento chegar?
"Se acontecer um recuo no preço do petróleo, o que não é improvável em cinco a dez anos, o novo custo vai inviabilizar a produção em alguns locais, como em projetos de pré-sal mais distantes da costa", afirma Pires.
No caso do pré-sal brasileiro, tudo indica que os projetos sobreviveriam, afirmam especialistas. Com um custo de produção estimado pelo mercado em US$ 45 por barril, sem considerar impostos, a exploração ainda renderia ganhos com um preço do barril do petróleo na casa dos US$ 80.
Projetos de gás com maior viabilidade econômica poderiam dar início a uma transição para um cenário de crescimento das energias mais limpas. "Hoje, a entrada das energias renováveis no cenário global está sendo adiada por causa dos projetos de petróleo e gás não convencional. Mas essas fontes antes inexistentes devem ganhar mais espaço daqui a algumas décadas", avalia Pires. Por enquanto, os movimentos mais esperados são menos radicais, relacionados com o crescimento da demanda chinesa, da oferta brasileira e das expectativas para as reservas mexicanas.
Grandes companhias de todo o mundo, principalmente americanas, estão de olho na energia mexicana. Hoje, só a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) é autorizada a operar no país, mas diversas companhias aguardam a abertura do mercado. "A indústria petroleira acredita que o México pode ser a 'bola da vez', e isso é interessante principalmente para americanas como Exxon Mobil e Chevron", diz Pires.
Enquanto isso, a China, que disputa com os Estados Unidos a posição de maior importador de petróleo do mundo, continua a buscá-lo em diferentes lugares. Com pouca viabilidade para explorar as reservas que possui em seu território, a China vem investindo em suas refinarias e tende a estar ainda mais presente nos países com os maiores potenciais de produção.
A principal estratégia chinesa é financiar projetos de empresas estatais e receber o pagamento em barris de petróleo. Da estatal Petroleos de Venezuela (PDVSA), tem 600 mil barris/dia. Com a mesma lógica, a Petrobras recebeu há quatro anos US$ 10 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China com a contrapartida de exportar 150 mil barris durante um ano e 200 mil por dia nos nove anos seguintes. No momento, companhias chinesas estão na disputa pelo petróleo do campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Compreende-se o interesse. Apenas esse campo quase dobra as reservas totais brasileiras, que eram de 14 bilhões de barris até há pouco tempo.
Fonte: Instituto Humanitas Unisinos

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO :MULHERES ULTRAPASSARAM OS HOMENS.

A reversão do hiato de gênero na educação e os arranjos familiares: da hipergamia à hipogamia? artigo de José Eustáquio Diniz Alves


A reversão do hiato de gênero na educação e os arranjos familiares: da hipergamia à hipogamia?
 [EcoDebate] No Brasil e no resto do mundo as mulheres tinham um nível educacional menor do que os homens e muitas restrições para entrar nas universidades. Mas esta realidade começou a mudar depois da revolução sexual e cultural dos anos de 1960. As mulheres passaram a valorizar a presença nos cursos superiores, rompendo com o anterior modelo patriarcal onde o reconhecimento social do sexo feminino se dava via matrimônio.
Evidentemente, a reversão do hiato de gênero, onde aconteceu, foi entre as novas gerações e entre as coortes mais jovens. Considerando as pessoas com com idades entre 25 e 29 anos, em uma amostra de 120 países, as mulheres ultrapassaram os homens na educação superior na década de 1990 e devem aprofundar a desigualdade reversas nas próximas décadas. No Brasil, as mulheres possuem anos médios de estudo acima dos masculinos e as mulheres de 25-29 anos já representavam 60% das pessoas com curso superior, segundo o censo demográfico de 2010.
No passado, na maior parte do mundo, havia um superavit de homens entre as pessoas com maiores níveis educacionais. Desta forma, era comum homens casarem com mulheres com menores níveis de educação formal.
Nos primeiros 500 anos do Brasil, em geral, os casamentos eram hipergâmicos, já que as mulheres tendiam a se casar com homens com maior nível educacional, pois o hiato de gênero na educação favorecia ao sexo masculino. Mas no século XXI, os casamentos (heterossexuais) já estão se tornando hipogâmicos em sua maioria, uma vez que houve reversão do hiato de gênero na educação.
A hipergamia, neste caso, é o ato ou prática de buscar um cônjuge de maior nível educacional. A hipogamia se dá quando há um casamento com pessoa de posição educacional inferior.
Será que a reversão do hiato de gênero na educação vai provocar uma mudança no padrão de família brasileiro?
Na verdade os arranjos familiares no Brasil têm passado por grandes mudanças. Há um processo de transição da família patriarcal tradicional, para a família nuclear conjugal e para uma maior individuação. Por exemplo, cresce o número de mulheres solteiras e vivendo sozinhas em domicílios unipessoais, especialmente entre as camadas mais escolarizadas da população.
Artigo de Esteve at. al. (2012) mostra que no Brasil, nas coortes mais jovens, além da homogamia, os casais hipogâmicos já superam os casais hipergâmicos e que cerca de 90% destas mudanças se deram em função das diferenças de gênero na obtenção de níveis educacionais superiores.
Não resta dúvida de que o empoderamento das mulheres no sistema educacional contribui para o empoderamento feminino dentro das famílias e tudo isto é um passo importante para uma sociedade com maior equidade de gênero, mesmo que o pêndulo no momento esteja indo para o lado reverso e não para o equilíbrio.
Referência:
ESTEVE, Albert; GARCÍA-ROMÁN, Joan; PERMANYER, Iñaki. The Gender-Gap Reversal in Education and Its Effect on Union Formation: The End of Hypergamy? Population and Development Review 38(3) : 535–546 (September 2012).
ALVES, J.E.D, CORREA, S. Igualdade e desigualdade de gênero no Brasil: um panorama preliminar, 15 anos depois do Cairo. In: ABEP, Brasil, 15 anos após a Conferência do Cairo, ABEP/UNFPA, Campinas, 2009. Link:http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/cairo15/Cairo15_3alvescorrea.pdf
BELTRÃO, K.I. ALVES, JED. A Reversão do Hiato de Gênero na Educação Brasileira no Século XX. Encontro Nacional de Estudos Populacionais, XIV, ABEP, Caxambú-MG, de 20- 24 de Setembro de 2004.
ALVES, JED. CAVENAGHI, S. Uma família plural complexa e diversa. IHU, 29/10/2012
José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

EcoDebate, 18/10/2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

FUSO HORÁRIO

InfoEnem




Imagine a seguinte situação: Você estuda o ano todo para o Enem. No dia anterior, dorme bem e e se alimenta de forma leve e balanceada. Separa o que vai levar para a prova (documento, água, caneta etc) e quando chega no local, às 12h15, tem uma péssima surpresa! Os portões já estão fechados!
Como assim? Saiba que isso pode acontecer em diversos estados! Culpa do fuso horário!
Mas não se preocupe que nós, do infoEnem, vamos esclarecer direitinho para você.
Primeiramente vamos ver a notícia completa: As provas do Enem estão marcadas para os dias 26 e 27 de outubro, às 13h do horário de Brasília!
Dito isso, é importante lembrar que no próximo dia 20 começa o período do horário de verão. Por isso, alguns fusos também são diferentes. Veja os fusos dos estados brasileiros (referente ao período de verão) no mapa abaixo:
Legenda: Estados em verde têm -2 horas em relação ao horário de Brasília. Estados em laranja têm -1 hora em relação ao horário de Brasília. Estados em amarelo têm 0 horas em relação ao horário de Brasília.

Assim sendo, segue o resumo do horário que iniciará as provas do Enem, em cada estado brasileiro:
  • Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, e Distrito Federal – início às 13h locais.
  • Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – início às 12h locais.
  • Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia – início às 11h locais.
Portanto, agora não tem como errar a hora! Basta lembrar que os horários que destacamos para cada estado é do início das provas. A recomendação é que você esteja no local que realizará o exame uma hora antes.
Conheça as melhores apostilas para o Enem 2013!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

MANIFESTAÇÕES NO DIA DOS PROFESSORES.




























































































































Fonte das imagens : Terra.com

AS CIDADES, ATUALMENTE, SÃO PRODUTOS NÃO SÓ DOS INTERESSES CAPITALISTAS MAS, TAMBÉM, DOS MOVIMENTOS DE DIVERSOS GRUPOS E SUJEITOS DA SOCIEDADE.