sexta-feira, 17 de julho de 2026

É urgente resfriar nossas cidades .

 

Foto: placas solares em telhado de edifício

Entre ilhas de calor, ar-condicionado e energia solar, o planejamento urbano virou questão de sobrevivência

Enquanto especialistas já falam em “desastre térmico” para 2026, repensar como resfriamos as cidades brasileiras deixou de ser luxo e virou prioridade.

Morando no Rio de Janeiro, há mais de 30 anos, percebo claramente que a cidade está cada vez mais quente. Não é o calor de praia, aquele que a gente escolhe enfrentar de sunga e protetor solar. É o calor que sobe do asfalto às seis da tarde, que não dá trégua nem depois que o sol se põe, que faz o ventilador girar a noite inteira sem realmente resfriar nada.

Se você mora em uma metrópole brasileira, provavelmente sabe exatamente do que estou falando e, nos últimos anos, esse calor tem chegado mais cedo, ficado mais tempo e batido mais recordes.

Não é impressão. O Brasil viveu dez ondas de calor em 2024, oito em 2023 e sete em 2025, mesmo sem a ajuda do El Niño. E agora, com a possível formação de um “Super El Niño” na segunda metade de 2026, meteorologistas já falam abertamente em recordes de temperatura pela frente. Virou comum ouvir especialistas descreverem o fenômeno como um “desastre térmico”: um tipo de tragédia que não aparece em imagens de enchente ou deslizamento, mas que se instala silenciosamente nos hospitais, nas casas superaquecidas e na rotina de quem trabalha na rua.

E é justamente nas cidades que esse problema fica mais evidente. Foi pensando nisso, revisitando um rascunho de ideias que eu vinha anotando sobre o tema e as matérias que já publicamos, que resolvi organizar essas reflexões neste texto.

É claro que não tenho a pretensão de esgotar o assunto e nem esse é o objetivo. Mas acho que podemos refletir juntos.

O que são as ilhas de calor e porque elas pioram tudo

Se você já sentiu que o seu bairro parece “mais quente” do que o parque ou a praia mais próxima? Chamamos isso de ilha de calor, o fenômeno pelo qual áreas com muito concreto, asfalto e pouca vegetação retêm e irradiam calor de forma muito mais intensa do que regiões mais verdes ao redor. Bairros com trânsito intenso, prédios colados uns nos outros e quase nenhuma árvore acabam registrando temperaturas visivelmente mais altas do que zonas rurais ou parques próximos.

O problema é que as grandes cidades brasileiras ainda carregam fragilidades enormes nesse campo. Falta arborização, faltam estratégias estruturadas de resfriamento urbano, e sobra concreto.

Um levantamento recente mostrou que a maioria dos municípios brasileiros ainda não tem sequer um plano de ação formal para lidar com o calor extremo e isso apesar de o risco recair, de forma desproporcional, sobre idosos, pessoas com doenças crônicas e moradores de regiões mais vulneráveis, como aponta a Fiocruz.

Resfriamento passivo

Antes de pensarmos em qualquer solução tecnológica, existe algo mais simples e mais barato, que costuma ficar em segundo plano no debate público: o resfriamento passivo. Isso significa investir em arborização urbana de verdade, em telhados e fachadas mais claras (que refletem calor em vez de absorvê-lo), em corredores de ventilação entre os prédios, em mais áreas permeáveis e menos asfalto.

É um tipo de solução que não aparece em nenhuma inauguração vistosa, mas que muda a temperatura de um bairro inteiro em poucos graus, o que pode ser suficiente para reduzir internações, mortes prematuras e o sofrimento silencioso de quem não tem para onde fugir do calor.

O planejamento urbano brasileiro precisa tratar isso como infraestrutura essencial, no mesmo patamar de saneamento ou transporte, e não como um projeto paisagístico opcional.

O ar-condicionado, alívio que também é armadilha

Só que o resfriamento passivo, sozinho, não dá conta de tudo, especialmente em dias de onda de calor extrema, quando a temperatura simplesmente não cede nem à noite. É aí que entra o resfriamento ativo, e o ar-condicionado se torna, para muita gente, a única forma de sobreviver ao verão com dignidade.

O problema é que essa solução carrega um efeito colateral perigoso. Quanto mais calor, mais gente liga o ar-condicionado, e mais pressão isso coloca sobre um sistema elétrico que já opera no limite em horários de pico.

O resultado é uma equação desconfortável com mais consumo de energia, mais sobrecarga na geração e na distribuição, e contas de luz mais caras justamente para quem menos pode pagar por elas.

A desigualdade é uma questão central e precisamos focar também na justiça energética. A “pobreza de resfriamento” nos lembra, de forma irrefutável, que a luta contra as mudanças climáticas é, no fundo, uma luta por justiça social. O clima não aquece de forma igualitária. Ele aquece os que já têm menos proteção, já vivem nas margens, já carregam o peso de um sistema que historicamente ignorou suas necessidades.

Energia solar urbana

É exatamente aqui que a energia solar urbana deixa de ser só uma boa ideia de sustentabilidade e passa a ser uma resposta estrutural ao problema. O Brasil já ultrapassou a marca de 46 gigawatts de capacidade solar instalada, e a maior parte dela, mais de 37 GW, vem justamente da geração distribuída dos telhados solares residenciais e comerciais espalhados por milhões de imóveis pelo país.

Cada telhado com painéis solares é, na prática, uma pequena usina que ajuda a aliviar a rede exatamente quando ela mais precisa: nos dias quentes, quando o sol que aquece a cidade também está gerando energia para resfriá-la. É um ciclo elegante, quase poético, o mesmo sol que castiga também pode aliviar, desde que a gente saiba aproveitá-lo.

Claro, o cenário não é isento de desafios. O aumento na cobrança do chamado “Fio B” (que remunera a distribuidora pelo uso da rede) e a alta de impostos de importação sobre painéis e equipamentos têm encarecido novos projetos em 2026.

Outro desafio é o “curtailment”. Segundo Heitor Scalambrini Costa, a expansão descontrolada de parques renováveis sem infraestrutura de transmissão adequada gera paradoxo: Brasil tem energia, mas não consegue aproveitá-la.

O curtailment é a redução intencional da geração de energia, especialmente em usinas de fontes renováveis como eólica e solar, quando a produção excede a capacidade de consumo ou transmissão do sistema.

Ainda assim, mesmo com vários ajustes necessários, especialistas do setor continuam considerando a energia solar residencial vantajosa a médio prazo, com retorno do investimento entre três e sete anos, dependendo da região e do porte do sistema.

Baterias e armazenamento: a peça que ainda falta

Se os telhados solares resolvem parte do problema, ainda falta uma peça importante: o que fazer com toda essa energia depois que o sol se põe, justamente no fim da tarde, quando o calor acumulado no dia ainda pede ar-condicionado e a rede elétrica entra no seu horário de pico.

É aí que entram as usinas de armazenamento em baterias, os chamados sistemas BESS. Elas guardam o excedente de energia solar gerado durante o dia para usá-lo (ou despachá-lo para a rede) justamente nos momentos de maior demanda, funcionando como um amortecedor para todo o sistema elétrico.

O mercado brasileiro de armazenamento cresceu 140% em instalações residenciais e comerciais só entre 2024 e 2025, e o país já se prepara para o primeiro grande leilão de reserva de capacidade dedicado a baterias, com potencial de reduzir o uso de termelétricas mais caras e poluentes justamente nos picos de consumo causados pelo calor.

Ainda é uma tecnologia em fase de amadurecimento no Brasil, com custos e questões regulatórias por resolver. Mas a direção é clara de que as cidades resilientes ao calor extremo vão precisar de painéis solares nos telhados e de baterias guardando essa energia para os momentos certos, sob pena de repetirmos, verão após verão, o mesmo ciclo de apagões, contas mais caras e sistemas no limite.

O calor não vai esperar o planejamento ficar pronto

Volto àquela caminhada no fim de tarde com a qual comecei este texto. Toda vez que sinto o calor subindo do chão, penso em quantas escolhas de décadas passadas; a árvore que não foi plantada, o rio que virou avenida, o prédio que tapou a ventilação de um quarteirão inteiro, se acumulam naquele instante de desconforto. E penso também que ainda dá tempo de escolher diferente.

Resfriar as cidades brasileiras diante de ondas de calor cada vez mais frequentes não vai depender de uma única solução mágica. Vai exigir arborização e resfriamento passivo, pensados como política pública séria, uso inteligente e acessível do ar-condicionado, e um investimento inteligente em energia solar urbana e armazenamento em baterias, capazes de sustentar essa demanda sem sobrecarregar o sistema, nem pesar ainda mais no bolso de quem já sente o calor com mais intensidade.

O verão que vem e os que virão depois dele não vão esperar.

Henrique Cortez, jornalista e ambientalista,

 

Citação
EcoDebate, . (2026). É urgente resfriar nossas cidades. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/07/02/e-urgente-resfriar-nossas-cidades/ (Acessado em julho 2, 2026 at 08:02)

in EcoDebate, ISSN 2446-9394

Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985 .

 

Estudo reforça perda significativa da água superficial no Pantanal brasileiro

Pesquisadores apontam que a maior planície alagada do mundo está sendo afetada negativamente pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas; níveis de precipitação não têm sido suficientes para recuperar o estoque hídrico do bioma

O Pantanal é considerado a maior planície alagada do mundo, com uma área de aproximadamente 150 mil km², que se estende por Paraguai, Bolívia e Brasil. A vasta presença de águas superficiais no bioma é fundamental para a manutenção de uma rica biodiversidade, que contempla mais de 650 espécies de aves, 150 espécies de mamíferos, 325 espécies de peixes e 2.270 espécies de plantas, além de realizar um papel de grande importância para o equilíbrio ecológico, sequestro de carbono, entre outros serviços ecossistêmicos essenciais.

Um estudo realizado por pesquisadores da Unesp em parceria com outros colegas brasileiros, entretanto, reforça o estado crítico dos corpos d’água localizados no bioma, que há décadas vem apresentando um declínio contínuo e acentuado. Segundo o artigo publicado na revista Advances in Space Research, o Pantanal perdeu entre 69,6% e 81,4% de sua água superficial desde 1985, e o regime atual de precipitações não está dando conta de repor o estoque hídrico da região.

Os pesquisadores apontam a mudança no uso da terra decorrente das atividades humanas e as mudanças climáticas como responsáveis pela variabilidade hídrica negativa das últimas décadas. Segundo o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, um dos autores do artigo, esse é o maior trabalho sobre o tema já realizado no Pantanal, pois abrange as mudanças ocorridas nas águas superficiais localizadas na parte brasileira do bioma ao longo das últimas quatro décadas.

“Nosso diferencial foi o tamanho da área em que trabalhamos, o período abrangido – de 1985 a 2023 –, e também os quatro índices espectrais utilizados para chegar aos resultados”, relata Justino, que é doutor pelo Programa de Pós-graduação em Ciência Florestal da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Unesp, no câmpus de Botucatu.

Os índices espectrais que o autor menciona como diferenciais da pesquisa são fórmulas matemáticas aplicadas a imagens de satélite que, neste trabalho, exploram diferentes valores de reflectância (relação entre o fluxo luminoso refletido pela superfície e o que incide sobre esta superfície) para diferenciar os corpos d’água de outros elementos na superfície da terra. Por meio das imagens registradas ao longo das últimas décadas e dos índices, os cientistas conseguiram obter informações sobre a variabilidade dos corpos d’água do Pantanal ao longo do período.

As imagens obtidas pelos cientistas remetem aos anos de 1985, 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015, 2020 e 2023. Para cada ano, foram gerados quatro mapas, com base nos quatro índices utilizados na pesquisa: Índice de Água por Diferença Normalizada (NDWI); Índice de Água por Diferença Normalizada Modificada (MNDWI); Índice de Proporção de Água (WRI); e Índice Automatizado de Extração de Água (AWEI). A equipe somou, ao final, 36 mapas que indicavam as variações espaço-temporais em corpos d’água superficiais no Pantanal brasileiro.

“Primeiro, fizemos o download das imagens de satélite. Depois, realizamos o processamento, que é o recorte das imagens e avaliação de imperfeições e erros”, explica Justino. Entre essas imperfeições, ele cita, por exemplo, a presença de nuvens, que às vezes são identificadas como corpos d’água e podem acabar interferindo nos resultados. Imagens com interferências desse tipo acabam sendo filtradas, explica o pesquisador.

Ao final, os quatro índices espectrais (NDWI, MNDWI, WRI e AWEI) mostraram uma redução na área superficial da água, nos últimos 40 anos, em intensidades que variam entre 69,6% e 81,4% a depender do índice. Em complemento aos índices que analisaram principalmente a variação da água superficial, os três índices focados na umidade e precipitação (NDMI, ICP e SAI) apontaram um declínio progressivo na vegetação e na umidade do solo, bem como um aumento na frequência e na intensidade dos eventos de seca no bioma, e maior irregularidade na distribuição de chuvas ao longo das últimas quatro décadas.

Segundo Justino, além das mudanças climáticas, que têm levado a uma diminuição dos níveis de precipitação e tornado as chuvas insuficientes para repor o ciclo hidrológico do Pantanal, existem outros fatores que intensificam a redução da área ocupada por corpos d’água, como as mudanças no uso do solo, com a construção de barragens ou a expansão da agricultura e da pecuária. “Uma área que antes seria alagável hoje é uma área de pastagem”, relata.

A diminuição da água superficial causa impactos negativos em toda a biodiversidade do bioma, alerta o pesquisador, que usa a cadeia alimentar como exemplo. “Se a redução das águas superficiais afetar o peixe, ela irá afetar os animais que se alimentam do peixe. A onça é um animal que necessita da água para caçar e se alimentar. A redução dessa área com água também diminui seu habitat”, explica.

Leia a reportagem completa no Jornal da Unesp.

infográfico da variabilidade hídrica no Pantanal

 

Citação
EcoDebate, . (2026). Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/07/10/pantanal-perdeu-entre-69-e-81-de-sua-agua-superficial-desde-1985/ (Acessado em julho 10, 2026 at 20:33)

in EcoDebate, ISSN 2446-9394

Desastre de Mariana favoreceu espécies invasoras no Rio Doce .

 Pesquisadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) faz a coleta de água do Rio Doce

Pesquisadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) faz a coleta de água do Rio Doce. Foto: Divulgação.

 

Dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), os efeitos do desastre ainda podem ser observados na fauna aquática do Rio Doce.

Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrou que a diversidade de espécies nativas de peixes diminuiu nas áreas mais impactadas pela lama de rejeitos, enquanto espécies invasoras passaram a ocupar espaço na calha principal do rio.

O estudo, coordenado pelo professor Paulo Pompeu, do Instituto de Ciências Naturais da UFLA (ICN/UFLA), analisou, através de isótopos estáveis, as fontes alimentares de cerca de 65 espécies de peixes do Rio Doce, em 10 pontos pela calha, e mostrou que, quanto mais próximo da área atingida pelo rompimento da barragem do Fundão, menor é a diversidade de recursos consumidos pelos peixes.

Segundo os pesquisadores, a redução dos recursos alimentares disponíveis indica que há uma diminuição da diversidade desses animais. Espécies mais especializadas tendem a desaparecer, enquanto peixes com hábitos mais generalistas e maior capacidade de adaptação encontram condições favoráveis para se estabelecer.

De acordo com Paulo Pompeu, essa é uma bacia que foi pouco estudada ao longo dos anos, o que dificultou as comparações com o ecossistema do rio de antes do desastre. “A calha do Rio Doce já era bastante impactada, com histórico de lançamento de esgoto doméstico, atividades de mineração e de desmatamento em sua bacia. Como consequência, a fauna de peixes já estava modificada.”.

Para contornar essa limitação, a equipe comparou as comunidades de peixes encontradas na calha principal do Rio Doce com aquelas presentes em rios afluentes menos impactados. A análise revelou que os afluentes mantêm comunidades mais conservadas, reforçando a influência do desastre sobre a fauna aquática do rio principal.

Os resultados indicam que o rompimento criou condições para o aumento das espécies invasoras, que geralmente são mais resistentes às mudanças no ambiente. Atualmente, a bacia do rio Doce está dominada por peixes não nativos, que já representam cerca de 25% das espécies, chegando a 50% em algumas áreas.

De acordo com o professor, esse é o principal desafio atual para recuperação da fauna aquática da Bacia. “Não existe nenhuma experiência internacional com sucesso que tenha conseguido erradicar totalmente uma espécie invasora de peixe em rios, porque eles se reproduzem rápido e são difíceis de localizar para tirar. Será necessário muito esforço para controlar essas espécies”, afirma Paulo Pompeu. Segundo o pesquisador, as principais espécies invasoras incluem tucunarés, tilápias, piranhas e uma pequena espécie de lambari. Esses peixes podem causar diversos impactos, consumindo recursos já escassos no rio e predando espécies nativas.

Apesar do cenário, os pesquisadores observam sinais de recuperação em trechos mais distantes da área do rompimento. Esse processo é impulsionado principalmente pelos rios afluentes preservados da bacia, como o rio Santo Antônio, rio Manhuaçu e o rio Piranga. “Cada bacia tem suas espécies de peixes, isso faz parte da biodiversidade brasileira. Então, quando uma bacia sofre muito impacto, existe chance dessas espécies sumirem. Não é o caso do Rio Doce, porque ele tem rios bem preservados em sua bacia que não foram impactados pelo desastre”, destaca Paulo Pompeu.

O professor explica que à medida que a água do rio melhora, peixes nativos desses afluentes voltam a ocupar a calha principal do Rio Doce. Além disso, a melhora da qualidade da água do rio é imprescindível para a recuperação acelerada das espécies nele. Caso contrário, a fauna pode levar décadas para se reintegrar. “Se o que está planejado de tratamento dos esgotos das cidades, de retirada dos rejeitos, de reflorestamento, etc. for de fato executado, há grandes chances da água do rio Doce se recuperar mais rapidamente.” acrescenta. O professor explica que é necessário também conservar os rios afluentes que têm a fauna de peixe íntegra, como o Rio Santo Antônio, que mantém 80% da fauna de peixes da bacia.

A existência desses rios preservados ajuda a explicar por que, mesmo após um dos maiores desastres ambientais da história do país, a fauna aquática do Rio Doce ainda apresenta capacidade de recuperação. “Foi um impacto importante, que alterou o rio e afetou a fauna de peixes. Mas, como o desastre não atingiu toda a bacia hidrográfica, o Rio Doce tem mostrado sinais de recuperação”, ressalta o pesquisador.

Essas conclusões integram o livro “Recuperação Ambiental da Bacia do Rio Doce: Contribuições da Ciência Após Dez Anos do Rompimento da Barragem de Fundão”, que será lançado em setembro.

Fonte: Universidade Federal de Lavras (UFLA)

 

 

Citação
EcoDebate, . (2026). Desastre de Mariana favoreceu espécies invasoras no Rio Doce. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/07/16/desastre-de-mariana-favoreceu-especies-invasoras-no-rio-doce/ (Acessado em julho 18, 2026 at 01:06)

 
in EcoDebate, ISSN 2446-9394