quarta-feira, 31 de julho de 2013

IDH - 2013

Brasil melhora IDH, mas mantém 85ª posição no ranking mundial

Isso ocorre porque maioria das nações também registrou progresso.
Índice de Desenvolvimento Humano considera renda, educação e saúde.


O Brasil registrou melhora no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2012, mostra relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quinta-feira (14), mas manteve a posição no ranking mundial registrada no ano anterior, 85º lugar.
QUEM ESTÁ PRÓXIMO DO BRASIL NO RANKING DO IDH
Posição
País
2011
2012
81
Bosnia-Herzegovina
0,734
0,735
82
Azerbaijão
0,734
0,734
83
São Vicente e Granadinas
0,732
0,733
84
Omã
0,729
0,731
85
Brasil
0,728
0,730
86
Jamaica
0,729
0,730
87
Armênia
0,726
0,729
88
Santa Lúcia
0,724
0,725
89
Equador
0,722
0,724
90
Turquia
0,720
0,722
Fonte: Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU
 Isso aconteceu, segundo a ONU, porque a melhora no progresso humano ocorreu em diversos países. Das 187 nações das quais a ONU coleta dados, 108 países mantiveram suas posições. Outros 44 países perderam colocações e 35 subiram no ranking, como África do Sul e Panamá.
O IDH é um índice medido anualmente pela ONU com base em indicadores de renda, saúde e educação. O índice varia em uma escala de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais elevado é o IDH. O ranking divide os países em quatro categorias: nações com índice de desenvolvimento "muito elevado", "elevado", "médio" e "baixo".
O Brasil registrou IDH de 0,730, ante 0,728 em 2011, o que inclui o país entre os de desenvolvimento elevado. Nas últimas duas décadas, o país registrou crescimento de 24% no IDH, conforme a ONU - passou de 0,59 em 1990 para 0,73 em 2012.
A primeira colocação no ranking mundial permanece com a Noruega (0,955), seguida por Austrália (0,938) e Estados Unidos (0,937). Os três piores colocados são Moçambique (0,327), Congo (0,304) e Niger (0,304).
O Brasil está atrás de quatro países da América do Sul, como Chile (40º lugar), Argentina (45º), Uruguai (51º) e Peru (77º). Entre outros vizinhos, fica na frente de Equador (89º) e Colômbia (91º).
Segundo a analista de desenvolvimento Daniela Gomes Pinto, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolimento (Pnud) da ONU, o Brasil teve maior incremento no IDH, porém, do que os países da América do Sul melhor colocados. Segundo ela, o Brasil tem "obstáculos".
Em relação a outros países do grupo de países emergentes conhecidos como Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil só perde no IDH
para a Rússia
"Temos um passivo histórico na educação, antes da década de 90 tínhamos um sistema educacional incipiente, que não atendia. O IDH tende a melhorar mais quando a população jovem virar a população adulta", disse.
Em relação a outros países do grupo de países emergentes conhecidos como Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil só perde no IDH para a Rússia, que registra 0,788 e é a 55ª colocada.
Segundo Daniela Pinto, a evolução no IDH de Índia, China e África do Sul foi melhor do que a do Brasil porque esses países estavam em patamar inferior e, portanto, registram evolução melhor. "Países de baixo IDH tiveram maior crescimento no progresso humano porque veêm de patamares baixos. Quanto mais sobe, maior é preciso o esforço para o índice crescer."
OS DEZ PRIMEIROS E OS DEZ ÚLTIMOS NO IDH
Posição
País
2011
2012
OS DEZ PRIMEIROS
1
Noruega
0,953
0,955
2
Austrália
0,936
0,938
3
Estados Unidos
0,936
0,937
4
Holanda
0,921
0,921
5
Alemanha
0,919
0,920
6
Nova Zelândia
0,918
0,919
7
Irlanda
0,915
0,916
7
Suécia
0,915
0,916
9
Suíça
0,912
0,913
10
Japão
0.910
0,912
OS DEZ ÚLTIMOS
178
Burundi
0,352
0,355
179
Guiné
0,352
0,355
180
República Centro-Africana
0,348
0,352
181
Eritreia
0,346
0,351
182
Mali
0,347
0,344
183
Burkina-Faso
0,340
0,343
184
Chade
0,336
0,340
185
Moçambique
0,322
0,327
186
República Democrática do Congo
0,299
0,304
186
Níger
0,297
0,304
Fonte: Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU
 O Brasil, aponta o relatório, apresentou progresso em renda, educação e saúde nos últimos 20 anos. Segundo Daniela do Pnud, está entre os 15 países que mais reduziram a diferença, desde 1990, entre o patamar do IDH e o máximo verificado pela ONU. "Isso é fruto de fortalecimento da economia acompanhado de desenvolvimento humano", disse.
O programa de transferência de renda do Brasil, o Bolsa Família, é citado pela ONU como exemplo para o mundo para melhoria do IDH.
Metodologia
O índice, de acordo com a ONU, leva em conta três fatores: dados de saúde com base na expectativa de vida ao nascer; de educação, com informações sobre média de anos de estudo da população adulta e anos esperados de escolaridade para crianças; e renda nacional bruta, que identifica os recursos que ficaram no país.
Atualmente, mostra o relatório, o Brasil está no grupo de países com "alto desempenho" de IDH. A expectativa de vida ao nascer é de 73,8 anos, a média de escolaridade é de 7,2 anos, são esperados  14,2 anos de estudo e a renda per capita anual de US$ 10.152. A base de dados de educação é de 2005 e a de saúde e renda, de 2010.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da ONU, destaca que, se os quatro dados utilizados fossem atualizados com informações atuais do governo brasileiro, o IDH do Brasil subiria para 0,754 - a expectativa de vida subiria para 74,1 anos, a média de estudos para 7,4, os anos esperados na escola passariam para 15,7 e a renda para US$ 11.547.
A analista de desenvolvimento do Pnud, Daniela Gomes Pinto, lembrou, porém, que se trata de um "exercício" e que o dado não pode ser comparado com o de outros países porque não foi dada oportunidade para que outras nações atualizassem seus dados.  O Cazaquistão, 69º no ranking mundial de 2012, registrou IDH de 0,754.
Daniela negou que a atualização seja um contraponto às críticas do governo federal. "O objetivo do relatório é a comparação entre países. Os países têm base de dados diferentes, alguns mais atualizados que outros. Fazemos escolhas metodológicas difíceis para comparar países e dar um panorama do que acontece no mundo", explicou.

domingo, 28 de julho de 2013

POLÔNIA- CRACÓVIA : JORNADA DA JUVENTUDE 2016.

Cracóvia recebe próxima Jornada Mundial da Juventude




RIO DE JANEIRO - A próxima edição do encontro internacional de jovens da Igreja Católica em 2016 será na Cracóvia, na Polônia, país natal do papa João Paulo 2o, anunciou neste domingo o papa Francisco durante a Missa de Envio na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
É a segunda vez que a Jornada Mundial da Juventude acontecerá na Polônia. Em 1991, a cidade de Czestochowa já havia sediado o evento religioso, na primeira reunião de João Paulo 2o com milhares de jovens em um país do Leste Europeu.
"Queridos jovens, temos encontro marcado na próxima Jornada Mundial da Juventude no ano de 2016 em Cracóvia, na Polônia", anunciou o papa.
O Brasil, país com a maior comunidade católica do mundo, recebeu pela primeira vez milhares de peregrinos no Rio de Janeiro neste ano para a JMJ, que tem o lema "Ide e fazei discípulos entre todas as nações".
A JMJ anterior, em 2011, foi em Madri, na Espanha, com o papa Bento 16. O evento já passou por vários outros países, como Argentina, Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Filipinas e Polônia.
O encontro internacional de jovens tem edições anuais nas dioceses (região administrativa da Igreja), no Domingo de Ramos, mas um grande evento religioso mundial, que sempre traz um lema, é realizado em intervalos que variam de dois a três anos.
O papa João Paulo 2o anunciou a instituição da JMJ em 1985, ano em que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou como Ano Internacional da Juventude. Em março, houve um encontro internacional de jovens no Vaticano.
Fonte : Exame .com

PAPA ESTIMULA JOVENS PARA PROTESTAR NAS RUAS.

Jornada Mundial da Juventude27/07/2013 | 22h36

Papa Francisco estimula jovens a protestar nas ruas



Eram 3 milhões de pessoas, segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, ouvindo o Papa Francisco abordar pela primeira vez na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) as manifestações protagonizadas por jovens. Com imposição mais firme na voz, o Pontífice afirmou na noite deste sábado que é preciso "superar a apatia e oferecer uma resposta cristã para as inquietações sociais".
— Não sejam covardes, metam-se, saiam para a vida. Saiam às ruas como fez Jesus — convocou ele, pedindo protestos de forma "ordenada e pacífica".
A multidão, que se preparava para passar a noite acampada em Copacabana, veio abaixo. Dezenas de milhares de barracas tomavam a praia, o calçadão e o asfalto da Avenida Atlântica. Boa parte dos peregrinos permaneceria em vigília até o final da Missa de Envio, que será rezada por Francisco às 10h de domingo no mesmo palco.
Em seu pronunciamento, o Papa defendeu o Estado laico, "favorável à pacífica convivência entre religiões diversas", e afirmou que a mudança de local dos eventos que encerram a JMJ pode ter sido um recado de Deus.
— Tivemos de cancelar a vigília no campo de Guaratiba. Talvez o Senhor queira dizer que o Campus Fidei (nome em latim do local, que significa Campo da Fé em português)não é um lugar geográfico, mas sim nós mesmos — afirmou o Pontífice. — Cada um de nós, de vocês, somos discípulos missionários, e somos o campo da fé de Deus.

Grupo de 12 pessoas se revezaria na madrugada em barraca onde só cabem quatro / Foto: Mauro Vieira/Agência RBS
 

Ao ressaltar a importância da dedicação religiosa, o carismático Papa recorreu ao futebol para fazer uma analogia. Lembrou que no Brasil o esporte é uma paixão nacional e que, por isso, o jogador "sua a camisa" quando é convocado para a Seleção:
— Jesus pede que joguemos no time dele. Quando você sua a camisa como cristão, vivencia algo grandioso. Jesus nos oferece algo maior do que a Copa do Mundo: ele nos oferece a possibilidade de uma vida fértil e feliz. E também um futuro ao seu lado, a vida eterna.
Entre os peregrinos, em meio a barracas e sacos de dormir, os aplausos eram entusiasmados.
— Qualquer sacrifício para viver este momento vale a pena — disse o fiscal agropecuário Antônio Leitão, de Ananindeua (PA), que revezaria com 12 pessoas uma barraca onde só cabem quatro.
Ao lado de Antônio, 53 anos, estavam sua mulher, dois filhos e dois netos — um de 12 e outro de dois anos. Todos voltarão para a terra natal no domingo, após a vigília e a missa, enfrentando três dias dentro de um ônibus. A 20 metros dali, um grupo de 42 pessoas nem sequer tinha barracas — passariam a noite em sacos de dormir ao relento.
— Se chover, não arredaremos o pé da mesma forma, porque a vigília é um momento importante para refletir, para rever nossas vidas de cristãos, para analisar o que temos feito para propagar o reino de Deus — explicou o auxiliar de escrivão Adelvan Sousa, 24 anos, de Bom Jesus, Piauí.
Chamava a atenção no meio da massa a atenção com que 22 italianos, todos portadores da síndrome de down, acompanhavam o discurso do Pontífice sentados na areia. Coordenadora do grupo, Anna Toscani afirmou que o cansaço seria um empecilho para a estadia até às 10h de domingo — mas no mínimo até a 1h todos continuariam lá.
Fonte : Jornal Zero Hora

sexta-feira, 26 de julho de 2013

NOVO AEROPORTO EM SÃO PAULO

Governo autoriza construção de terceiro aeroporto em São Paulo

Local atenderá helicópteros, jatos executivos e táxis aéreos

Fonte: Obra24Horas

O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, assina nesta quinta-feira, 25, uma permissão para construção do Aeródromo Privado Rodoanel, em Parelheiros, na zona sul do município de São Paulo. O novo aeroporto será destinado integralmente à aviação geral, para atender helicópteros, jatos executivos e táxis aéreos, além de transporte de carga.
O empreendimento, que tem previsão de custo de R$ 1 bilhão, será erguido com recursos da iniciativa privada, de acordo com a Secretaria de Aviação Civil (SAC), e deverá ficar pronto até dezembro do ano que vem. O projeto será desenvolvido pela empresa Harpia Logística S/A e será capaz de operar, segundo os empreendedores, até 240 mil pousos e decolagens por ano. A Harpia pertence a Fernando Augusto Camargo de Arruda Botelho - filho de Fernando Botelho, acionista do Grupo Camargo Corrêa falecido no ano passado -, e a André Junqueira Pamplona Skaf, filho do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.


Apesar de o Brasil ter hoje a segunda maior frota de aviação geral do mundo, com mais de 14 mil aeronaves, a maior parte dela concentrada em São Paulo, de acordo com dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a cidade conta com apenas três opções de pousos e decolagens, todas com limitações: Congonhas, onde há permissão para pouso de apenas quatro aeronaves/hora, o aeroporto internacional de Guarulhos, que não tem vocação para esta modalidade de aviação, e o Campo de Marte, totalmente dedicado à aviação geral, mas que tem restrições técnicas e operacionais, já que opera voos visuais e parcialmente por instrumento e tem pistas curtas.
Em estudo
Além do aeroporto de Parelheiros, que será liberado nesta quinta-feira, dois outros espaços estão em estudo e deverão ter suas construções também autorizadas ainda este ano, segundo a Secretaria de Aviação Civil: um aeroporto no município de São Roque, da incorporadora JHSF, e um heliporto na região do bairro Jaguaré, na capital paulista.
De acordo com o diretor da Abag, Ricardo Nogueira, quando os três estiverem em funcionamento, em um prazo previsto de até dois anos, será possível dobrar a capacidade do setor, que tem crescido mais de 6% ao ano. "A malha aeroportuária brasileira está muito antiga e defasada. É preciso ampliar os investimentos nesta área", afirmou Nogueira, após lembrar que é preciso ampliar o atendimento do setor. Ele citou que somente a cidade de São Paulo possui mais de 700 helicópteros.
O aeroporto de Parelheiros será o primeiro aeródromo brasileiro de aviação geral a ser explorado em modalidade de autorização e que poderá cobrar tarifas aeroportuárias. Esta é uma nova regra que permite a empreendedores privados aproveitar a demanda crescente por transporte aéreo no País e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão de uso sobre os aeroportos públicos, segundo explicou a SAC.Apesar de a exploração comercial de aeródromos de uso privado ser proibida, um decreto em dezembro estabeleceu a chamada autorização como modalidade de outorga. De acordo com esta regra, os empreendedores privados poderão abrir aeroportos de uso público e cobrar tarifa, desde que toda a execução da obra, a manutenção e a segurança - até mesmo contra incêndios - sejam de responsabilidade exclusiva das empresas.
Os novos aeroportos precisam também seguir as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Comando da Aeronáutica. Os aeródromos também estão sujeitos à fiscalização destes órgãos. Ainda de acordo com a Secretaria de Aviação Civil, o regime tarifário é estabelecido pela Anac, com recolhimento de um adicional de tarifa aérea (chamado Ataero), que equivale a 35,9% da tarifa e é destinado ao FNAC (Fundo Nacional da Aviação Civil).
Fonte: Revista Grandes Construções.