A estagnação da expectativa de vida ao nascer nos Estados Unidos, artigo de José Eustáquio Diniz Alves
O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos da América (EUA), divulgou em dezembro passado, a expectativa de vida do país em 2022. Os novos dados mostram que a idade média de vida nos EUA ficou em 77,5 anos, recuperando parte da perda ocorrida durante a pandemia da covid-19.
A expectativa de vida ao nascer dos homens ficou em 74,8 anos e das mulheres em 80,2 anos, conforme mostra o gráfico abaixo, que indica que o nível pré-pandemia ainda não foi alcançado.
O gráfico também mostra uma estagnação da expectativa de vida nos EUA, pois os valores de 2022 são muito próximos dos valores no início dos anos 2000. Além disto, o patamar americano está abaixo dos valores alcançados pela média dos países desenvolvidos que, segundo a Divisão de População da ONU, indica uma expectativa de vida ao nascer de 78,6 anos para ambos os sexos, 75,4 anos para os homens e 81,7 anos para as mulheres. No Japão, com a maior expectativa de vida do mundo entre os grandes países, os números são: 84,8 anos para ambos os sexos, 81,8 anos para os homens e 87,8 anos para as mulheres.
O gráfico abaixo mostra a expectativa de vida para ambos os sexos, em 2021 e 2022, para os grupos étnicos/culturais nos EUA. Nota-se que, para 2022, a população branca apresentou os mesmos 75,5 anos de expectativa de vida da média da população do país. A expectativa de vida ao nascer da população indígena e nativa ficou em 67,9 anos em 2022, ficou em 72,8 anos na população negra, em surpreendente 80 anos na população de origem hispânica e de impressionantes 84,5 anos entra a população de origem asiática.
Ou seja, a expectativa de vida ao nascer das populações indígena e negra é menor do que a da população branca, mas os hispânicos que possuem menor renda do que a população branca conseguem ter um tempo de vida médio maior. De acordo com o CDC, a baixa taxa de tabagismo entre os hispânicos é uma das causas para o “paradoxo latino-americano”, uma vez que os latinos desfrutam de uma maior expectativa de vida (dois anos e meio a mais), apesar de serem duas vezes mais propensos a viver abaixo da linha de pobreza e três vezes mais propensos a não terem plano de saúde do que os brancos.
Já a diferença entre a expectativa de vida da população de origem asiática e a população branca dos EUA é atribuível ao fato de os asiáticos tenderem a sobreviver aos brancos, independentemente da causa da morte. As causas que mais contribuem para a disparidade são as doenças cardíacas (24%) e os cânceres (18%). Os homens contribuem um pouco mais para a disparidade do que as mulheres. Isto é, os homens de origem asiática vivem muito mais do que os homens brancos americanos.
Evidentemente, existe um problema de saúde pública no país mais rico do mundo (em dólares correntes). Os EUA eram o país com maior esperança de vida ao nascer em 1900, com 49 anos. Em 1950, mantinham a dianteira com 68 anos, chegaram a 76,8 anos no ano 2000, atingiram 78,6 anos em 2010 e 78,8 anos em 2019. Portanto, na última década houve estagnação dos anos médios de vida da população americana. Caiu com a covid-19. Espera-se que haja melhora na atual década.
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Desigualdade no Brasil aumenta risco de morte nas ondas de calor
42.075 mortes em 2000-2018 podem ser atribuídas às ondas de calor cada vez mais frequentes no Brasil
Um novo estudo sugere que as ondas de calor estão exacerbando as desigualdades socioeconômicas no Brasil, com pessoas que são do sexo feminino, idosas, negras, pardas ou que têm níveis educacionais mais baixos, potencialmente enfrentando maior risco de morte durante as ondas de calor.
Djacinto Monteiro dos Santos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, e seus colegas apresentam esses achados na revista de acesso aberto PLOS ONE.
Conforme as mudanças climáticas progridem, as ondas de calor estão se tornando mais quentes, mais longas e mais frequentes em muitas regiões do mundo, inclusive no Brasil. As ondas de calor podem aumentar o risco de morrer de uma condição crônica, como doença cardíaca ou pneumonia. Pesquisas anteriores ligaram as ondas de calor no Brasil a maior risco de morte. No entanto, poucos estudos têm explorado o papel desempenhado por fatores socioeconômicos e demográficos em mortes relacionadas ao calor no Brasil.
Para ajudar a esclarecer, Monteiro dos Santos e colegas analisaram as taxas de mortalidade durante as ondas de calor entre 2000 e 2018 em 14 grandes áreas urbanas do Brasil, representando mais de um terço da população nacional.
Em linha com pesquisas anteriores, eles descobriram que o Brasil experimentou de três a 11 ondas de calor por ano na década de 2010, de zero a três por ano na década de 1970. Entre 2000 e 2018, 48.075 mortes poderiam ser atribuídas às ondas de calor, sendo as causas mais frequentes de morte doenças circulatórias, doenças respiratórias e câncer.
As taxas de mortalidade por ondas de calor variaram entre as regiões geográficas do Brasil, que os pesquisadores associaram a desigualdades Norte-Sul conhecidas relativas a indicadores socioeconômicos e de saúde, incluindo a expectativa de vida. As taxas de mortalidade relacionadas às ondas de calor foram maiores entre as pessoas que eram do sexo feminino, idosas, negras, marrons ou que tinham níveis educacionais mais baixos.
Os pesquisadores também descobriram que uma técnica conhecida como análise de vigilância baseada em eventos – que procura sinais emergentes em rumores de mídia social ou outras fontes – teria sido mal sucedida em fornecer alerta precoce sobre altas taxas de mortes relacionadas a ondas de calor, sugerindo que as ondas de calor extremas são desastres negligenciados no Brasil.
Essas descobertas podem ajudar a informar os esforços para reduzir as mortes durante futuras ondas de calor. Mais pesquisas poderiam abordar algumas das limitações deste estudo, cobrindo um período de tempo mais longo, incorporando mais indicadores socioeconômicos e usando dados de mais de uma estação meteorológica para cada área urbana.
Os autores acrescentam: “As ondas de calor foram responsáveis por mais de 48 mil mortes em áreas urbanas do Brasil. Mulheres, pessoas negras e pardas, idosos e pessoas com um nível mais baixo de educação são as mais afetadas, reforçando como as mudanças climáticas induzidas pelo homem exacerbaram as desigualdades socioeconômicas no país.”
Mapa do Brasil dividido em cinco macrorregiões (norte, nordeste, centro-ocidental, sudeste e sul). A área e a população dos 14 RMs estudados são apresentados, bem como a localização e a elevação das respectivas estações meteorológicas. O mapa de classificação climática de Koppen-Geiger também é mostrado no painel superior direito. In https://doi.org/10.1371/journal.pone.0295766.g001
Referência:
Monteiro dos Santos D, Libonati R, Garcia BN, Geirinhas JL, Salvi BB, Lima e Silva E, et al. (2024) Twenty-first-century demographic and social inequalities of heat-related deaths in Brazilian urban areas. PLoS ONE 19(1): e0295766. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0295766
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Alguns estudos já mostraram que diferentes tipos de cobertura do solo nas cidades têm desfechos diferentes na saúde mental. Mas qual é esse impacto na população da região metropolitana de São Paulo? Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) buscaram avaliar como o ambiente urbano e a infraestrutura verde da cidade se relacionam com a presença de ansiedade e depressão na população.
Segundo dados da pesquisa, a falta de espaços verdes diversificados em algumas áreas de São Paulo está associada com um maior número de pessoas ansiosas, em comparação a áreas de maior porcentagem de verde. Só que esse verde não pode ser somente um gramado ou algumas árvores em uma região cheia de prédios, é o conjunto que faz a diferença na saúde das pessoas.
Apesar da impressão de que pessoas que moram nos locais de maior renda e regiões aparentemente mais arborizadas manifestariam menos casos de ansiedade, a pesquisa apontou o contrário. “Existe o verde nas áreas mais ricas, mas é uma arborização urbana que, se você for comparar com outras regiões, mesmo sendo a área urbana mais arborizada da cidade de São Paulo, ainda não é tão arborizada assim”, explica Tiana Moreira, engenheira agrônoma e pesquisadora no Departamento de Patologia da FMUSP e uma das autoras do artigo Avaliando o impacto do ambiente urbano e da infraestrutura verde na saúde mental: resultados da Pesquisa de Saúde Mental da Megacity São Paulo, publicado na revista científica Journal of Exposure Science & Environmental Epidemiology, do grupo Nature.
As áreas de reserva florestal na região metropolitana de São Paulo têm muito crédito nisso. Um exemplo é a Serra da Cantareira, ao norte da cidade de São Paulo, que possui cobertura vegetal de mata atlântica. Segundo o estudo, pessoas que estão nessas áreas, geralmente mais afastadas dos centros da cidade, manifestam menos ansiedade. “Nós vimos que pessoas que moram em áreas mais periféricas [bordas da cidade] convivem com 80% de verde ao redor da residência, enquanto pessoas que moram no Alto de Pinheiros, por exemplo, podem ter 50% ou 60% de verde nas proximidades”, explica a pesquisadora.
Os pesquisadores utilizaram dados do São Paulo Megacity Mental Health Survey (SPMHS), segmento brasileiro do estudo World Mental Health Survey (WMH Survey), uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que integra e analisa pesquisas epidemiológicas sobre abuso de substâncias e distúrbios mentais e comportamentais em várias partes do mundo. A pesquisa avaliou uma amostra de 5.037 pessoas maiores de 18 anos da Região Metropolitana de São Paulo, a partir de questionários. O relatório foi publicado em 2012.
A reforma do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, suprimiu a cobertura verde do local por blocos de concreto. Fotos: Wikimedia Commons
Para relacionar os casos de ansiedade e depressão com a presença de área verde, Tiana explica que “por meio de regressões lineares, foi possível fazer a associação entre a ansiedade ou a depressão com as áreas verdes e outras ocupações de solo, como áreas construídas”. Com os mapas do Instituto Geológico de São Paulo foram feitas as classificações das regiões, entre buffer, que é um círculo ao redor da casa da pessoa, e distrito, que abrange áreas maiores. A partir disso, foram adicionados fatores de correção, ou seja, dados sociodemográficos, como idade e escolaridade.
A pesquisa não conseguiu relacionar o quadro clínico de depressão com a presença ou não de áreas verdes. Mas chegou a resultados conclusivos em relação a casos de ansiedade. Em regiões com uma diversidade de espaços verdes, principalmente áreas gramadas, a presença de pessoas ansiosas foi menor do que em regiões com a prevalência de telhados, asfalto e sombra.
A presença de parques, florestas, praças, hortas comunitárias e outras formas de paisagens naturais nas cidades tem um impacto direto na saúde mental, mas também tem desdobramentos indiretos. “Sem o verde, a temperatura do seu entorno aumenta, a ocorrência de enchentes aumenta, aparecem outros problemas, então a pessoa fica mais estressada porque está mais quente, porque a sua rua está alagando”, exemplifica Tiana. É um conjunto de fatores, além da visão do verde, que melhora a qualidade de vida da população.
No entanto, São Paulo caminha na direção contrária às recomendações dos cientistas. Um exemplo recente é a reforma do Vale do Anhangabaú, que suprimiu a cobertura verde do local por blocos de concreto, e que faz parte de uma série de políticas de desenvolvimento das grandes metrópoles que não consideram a infraestrutura verde.
Várias linhas de evidências científicas apontam para o aumento das obtidas de gases de efeito estufa no último século e meio como um fator de mudança climática de longo prazo em todo o mundo
Por Betsy Weatherhead* Senior Scientist, University of Colorado Boulder
Com a conferência do clima das Nações Unidas na Escócia voltando os holofotes para as políticas de mudança climática e o impacto do aquecimento global, é útil entender que a ciência mostra.
Sou uma cientista atmosférica que estuda em ciências e avaliações do clima global durante a maior parte da minha carreira. Aqui estão seis coisas que você deve saber, em gráficos.
O que está causando a mudança climática
O foco principal das derivadas é o dióxido de carbono, um gás de efeito estufa que é liberado quando os fósseis fósseis – carvão, petróleo e gás natural – são queimados, bem como por incêndios florestais, mudanças no uso da terra e fontes naturais.
A Revolução Industrial do final dos anos 1800 deu início a um enorme aumento na queima de fósseis fósseis. Ele alimentou residências, indústrias e abriram o planeta para viajar. Nesse mesmo século, cientistas identificaram o potencial do dióxido de carbono para aumentar as categorias globais , que na época era considerado um possível benefício para o planeta. Medições sistemáticas dispostas em origem de 1900 e aumento constante no dióxido de carbono, com a maioria diretamente rastreável à combustão de fósseis fósseis.
Quanto a concentração de CO2 aumentou a cada ano
Quando as atividades humanas liberam mais dióxido de carbono do que a natureza pode remover, a concentração de CO2 na atmosfera aumenta. Em 2020, apesar das menores emissões durante a pandemia, a concentração ainda aumentou 2,4 partes por milhão. O gráfico mostra o quanto a concentração aumentou a cada ano nas últimas seis décadas.
Uma vez na atmosfera, o dióxido de carbono tende a permanecer lá por muito tempo. Uma parte do dióxido de carbono liberado pelas atividades humanas é absorvida pelas plantas e parte é absorvida diretamente no oceano, mas cerca de metade de todo o dióxido de carbono emitido pelas atividades humanas hoje surgidas na atmosfera – e provavelmente permanecerá lá por anos , influenciando o clima globalmente.
Durante o primeiro ano da pandemia em 2020 , quando menos pessoas baseiam e algumas indústrias pararam, como tomada de dióxido de carbono dos combustíveis caíram cerca de 6%. Mas isso não impediu o aumento da concentração de dióxido de carbono porque a quantidade liberada na atmosfera pelas atividades humanas excedeu em muito o que a natureza poderia absorver.
Se uma civilização parasse com suas atividades emissoras de dióxido de carbono hoje, ainda levaria muitas vezes de anos para que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera caísse o suficiente para trazer o ciclo de carbono do planeta de volta ao equilíbrio devido à longa vida do dióxido de carbono na atmosfera.
Quanto tempo o CO2 permanece na atmosfera?
Se as pessoas parassem completamente de queimar combustíveis fósseis em 2021, os modelos estimam que a concentração de CO2 atmosférico diminuiria lentamente, levando mais de um século para retornar aos níveis dos anos 1980. Esperar 20 anos para interromper todas as emissões levaria muito mais tempo, como mostra a linha tracejada.
Como sabemos que os gases de efeito estufa podem mudar o clima
Várias linhas de evidências científicas apontam para o aumento das obtidas de gases de efeito estufa no último século e meio como um fator de mudança climática de longo prazo em todo o mundo. Por exemplo:
Medições de laboratório desde 1800 têm verificado e quantificado repetidamente como propriedades de absorção do dióxido de carbono que permite que ele retenha o calor na atmosfera.
Modelos simples baseados no impacto de calor do dióxido de carbono na atmosfera correspondente às mudanças históricas na temperatura .
Modelos climáticos completos, condensados no Prêmio Nobel de Física , não só indicam um aquecimento da Terra devido ao aumento do dióxido de carbono, mas também são detalhes das áreas de maior aquecimento .
Quando os níveis de dióxido de carbono eram altos no passado, as evidências mostram que as temperaturas também estavam altas. Baseado em Salawitch et al., 2017, atualizado com dados até o final de 2020, CC BY
Registros de longo prazo de núcleos de gelo , anéis de árvores e corais mostram que, quando os níveis de dióxido de carbono estão altos, as temperaturas também são altas.
Nossos planetas vizinhos também existem evidências. A atmosfera de Vênus é densa com dióxido de carbono e, como resultado, é o planeta mais quente do nosso sistema solar, embora Mercúrio esteja mais perto do sol.
As temperaturas estão subindo em todos os continentes
O aumento das preços é evidente em registros de todos os continentes e sobre os oceanos.
As temperaturas não estão subindo na mesma taxa em todos os lugares, no entanto. Uma variedade de fatores afetam as locais locais, incluindo o uso da terra que influencia a quantidade de energia solar absorvida ou refletida, fontes de calor locais como ilhas de calor urbanas e tipos.
O Ártico, por exemplo, está aquecendo cerca de três vezes mais rápido do que a média global, em parte porque, à medida que o planeta se aquece, a neve e o derretimento do gelo tornam a superfície mais propensa a absorvente, em vez de refletir , a radiação solar. Como resultado, uma cobertura de neve e o gelo marinho diminuem ainda mais rapidamente.
Como as temperaturas aumentaram ao longo do tempo em todo o mundo
Todos os continentes se aqueceram no século passado, embora não no mesmo ritmo. As linhas mostram a diferença entre a temperatura média anual de cada continente e a média de 1910-2000. Os oceanos também estão aquecendo, mas não tão rapidamente.
O que a mudança climática está fazendo ao planeta
O sistema climático da Terra é interconectado e complexo, e mesmo pequenas mudanças de temperatura podem ter grandes impactos – por exemplo, com cobertura de neve e níveis do mar.
Mudanças já estão acontecendo. Estudos mostram que o aumento das temperaturas já está afetando a proteção, geleiras, padrões climáticos, atividade de ciclones globais e tempestades severas. Vários estudos mostram que os aumentos na frequência , severidade e duração das ondas de calor, por exemplo, afetam os ecossistemas, a vida humana , o comércio e a agricultura.
Os registros históricos do nível da água do oceano aumentos consistentes nos últimos 150 anos, conforme o gelo da geleira derrete e o aumento das temperaturas expande a água do oceano, com alguns desvios locais devido ao afundamento ou aumento da terra.
O nível do mar subiu nas cidades costeiras de todo o mundo
O derretimento das geleiras e a expansão térmica da água do oceano estão fazendo com que o nível do mar suba. O aumento e o declínio das massas de terra locais também podem afetar o nível aparente do mar.
Embora os eventos extremos muitas vezes se devam todos os conjuntos de causas, alguns são agravados pelas mudanças climáticas. Assim como as inundações, as costeiras podem ser agravadas pelo aumento do nível dos oceanos, as ondas de calor são mais prejudiciais com as temperaturas basais mais altas.
Os cientistas do clima trabalham arduamente para estimar as mudanças futuras como resultado do aumento do dióxido de carbono e outras mudanças esperadas, como uma população mundial. É claro que as temperaturas vão aumentar e vai mudar. A magnitude exata da mudança depende de muitos fatores de interação.
Temperatura e precipitação em um mundo em mudanças
Algumas razões de esperança
De forma esperançosa, a pesquisa científica está melhorando nossa compreensão do clima e do complexo sistema terrestre, identificando como áreas mais vulneráveis e orientando os esforços para reduzir os impulsionadores das mudanças climáticas. Trabalhar com energia renovável e fontes alternativas de energia, bem como maneiras de capturar carbono das indústrias ou do ar, está produzindo mais opções para uma sociedade mais bem preparada.
Ao mesmo tempo, as pessoas estão aprendendo como podem reduzir seu próprio impacto, com a compreensão crescente de que um esforço coordenado globalmente é necessário para ter um impacto significativo. Os veículos elétricos, assim como a energia solar e eólica, estão crescendo a taxas antes impensáveis. Mais pessoas estão demonstrando vontade de adotar novas estratégias para usar a energia da forma mais eficiente, consumir de forma mais sustentável e escolher energias renováveis.
Os cientistas reconhecem cada vez mais que abandonar os fósseis fósseis tem benefícios adicionais , incluindo uma melhoria da qualidade do ar para a saúde humana e os ecossistemas.