segunda-feira, 24 de julho de 2017

RELEVO CONTINENTAL

ESPAÇO RESERVADO PARA OS TRABALHOS APRESENTADOS PELOS ALUNOS DOS PRIMEIROS ANOS DO ENSINO MÉDIO.

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SÃO FRANCISCO

ESPAÇO RESERVADO PARA OS TRABALHOS APRESENTADOS PELOS ALUNOS DOS SEGUNDOS ANOS DO ENSINO MÉDIO.

AQUÍFEROS : GUARANI E SAGA

ESPAÇO  RESERVADO PARA OS TRABALHOS APRESENTADOS PELOS ALUNOS DOS SEGUNDOS ANOS DO ENSINO MÉDIO.

sábado, 1 de julho de 2017

BACIA HIDROGRÁFICA DO TOCANTINS-ARAGUAIA

ESPAÇO RESERVADO PARA PUBLICAÇÃO DOS TRABALHOS REALIZADOS PELOS ALUNOS DO SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO.


quinta-feira, 29 de junho de 2017

"O AGRONEGÓCIO DESTRÓI O MEIO AMBIENTE, A FAUNA, AS ÁGUAS E O SER HUMANO "

"O agronegócio destrói o meio ambiente, a fauna, as águas e o ser humano"
"Quero colocar que as preocupações que vocês apresentam aqui são as mesmas que vivemos na aldeia, é a mesma que o meu povo vive. Não sabemos como vai ser o futuro. A maneira que o agronegócio age é para destruir o meio ambiente, a fauna, as águas e o ser humano”, afirmou o indígena Juarez Rikbatská em sua participação na mesa “Impactos e conflitos socioambientais pela água” na noite de sábado, dia 24 de junho durante as atividades da II Tenda Multiétnica – Povos do Cerrado, realizada durante o 19º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), na cidade de Goiás. Na atividade foi lida, ainda, a Carta Final da Tenda
Foto: Thomas Bauer – CPT Bahia.
A reportagem é de Cristiane Passos e publicada por semcerrado.org, 26-06-2017.
“Não somos contra o povo ser evoluído, mas tem que ser uma evolução que respeite os povos e as florestas”, analisou Juarez Rikbatská. “Quando saí da aldeia eu me impressionava com as lavouras gigantescas. Para nós indígenas a gente ainda não entendeu o porquê dessa prática de monocultivo do agronegócio. Até porque aquilo que eles produzem não é consumido aqui, é exportado, é usado para ração animal. Quem alimenta o povo é a agricultura familiar. 70% do que é consumido vem dos pequenos produtores. Quis fazer o possível para vir nesse encontro para poder contribuir com outros povos e outras nações, para tentar criar uma união entre nós e ir contra esses grandes projetos”, disse o indígena.
Juarez denunciou os impactos do uso de agrotóxicos sobre os povos indígenas. “Ouvi aqui que de tudo aquilo que é utilizado de agrotóxico no país, mais de 5 litros por pessoa por ano. Os meus antepassados não eram expostos a essa quantidade de veneno. Vemos hoje que é difícil um indígena chegar a 100 ou 90 anos, pois ficam doentes antes. Quero colocar que as preocupações que vocês apresentam aqui são as mesmas que vivemos na aldeia, é a mesma que o meu povo vive. Não sabemos como vai ser o futuro. A maneira que o agronegócio age é para destruir o meio ambiente, a fauna, as águas e o ser humano”, finalizou.
Paulo César Moreira, da coordenação nacional da CPT e da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, lembrou o sociólogo François Houtart, falecido recentemente e que participaria da Tenda, “lembrando o François Houtart, ele dizia que os grandes empresários ou os considerados grandes donos do processo de concentração de renda, eles avaliaram que no mundo todo existe muita gente, e o capital não precisa de toda essa concentração. Por isso existem tantas armadilhas e uma parte da população será excluída de fato”.
O coordenador apresentou os dados de conflitos nos biomas. “A soja que se consolidava no sul do país, passa a migrar para o cerrado. Junto a esses conflitos vemos que a conjuntura política é de grandes conglomerados econômicos, aliados às bancadas políticas, voltados para o agronegócio e também para a grande mídia. É uma ação orquestrada. Todas as categorias de conflitos que a CPT registra aumentaram de 2015 para 2016. Das 61 vítimas de 2016, duas foram assassinadas em conflitos pela água e três mortes em consequência também em conflitos pela água. Todas as regiões do país estão sofrendo com conflitos pela água. A mineração tem sido a maior causa dos conflitos pela água. Vemos que é a anulação total dos grupos que tem um modo de viver diferente do capital”.
Foi compartilhado na Tenda que o povo da comunidade do Charco, no Maranhão, já falou que se a água deixar de existir, os seus orixás vão deixar de existir também. Ou seja, a degradação ambiental afeta também outras dimensões, envolvendo as crenças, a cultura a cosmovisão de mundo desses povos.
José Divino Souza, representante da Secretaria de Meio Ambiente do estado de Goiás, limitou-se a explicar que “nós temos que seguir o que o legislador define, então nós não podemos ir contra isso. Se não houver mudança na legislação a gente fica impossibilitado de fazer algo”.
Beto Novaes, cineasta, destacou que o grande problema que vivemos hoje no mundo é a questão da comunicação. “Todos os empresários hoje têm rádio e outros veículos de comunicação. O maior problema nosso é levar essas informações para a sociedade, que está totalmente dominada pela mídia e longe desse pensamento. Mesmo nas escolas os professores estão presos a um livro texto, e que reflexão tem nesses materiais? Nós trazemos as imagens, portanto, para mostrar isso à sociedade, a realidade. A ideia de transformar essas histórias em imagens é para ter um instrumento pedagógico a ser trabalhado nas escolas. Esse é um problema da sociedade brasileira, não somente dos povos do campo. O capitalismo também se reproduz a partir da fragmentação da comunicação”.
Beto exemplificou a questão do poder da comunicação com o caso do documentário que ele fez denunciando os impactos dos agrotóxicos. “Em Lucas do Rio Verde (MT) entrevistei uma médica de posto de saúde que me falou que o perfil das doenças mudou ao longo dos últimos 20 anos. Se antes atendiam problemas como disenteria, vermes e coisas assim, passaram a atender casos mais sérios. E pesquisas mostram que os empresários encomendam pesquisas nas universidades e muito dinheiro investido para tentar mostrar o contrário de tudo isso, tentar mostrar que os agrotóxicos não têm interferência nas doenças. A pesquisadora do Mato Grosso que trabalhou a questão da contaminação do leite materno por agrotóxicos, está sofrendo vários processos. A ação contrária para tentar barrar a informação para a sociedade é muito forte”.
Moema Miranda, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), retomou como os venenos foram introduzidos no mundo na produção camponesa. Segundo ela, Rachel Carson, uma bióloga norte-americana, em 1966 começou a receber notícias de uma amiga que morava em uma área que tinha muitos pássaros e que parou de escutar o canto deles. Ela passou, então, a tentar descobrir o que estava acontecendo, e ela descobriu que a quantidade de veneno que estava sendo usada naquela região estava matando toda a vida ali presente. “Era uma guerra conta os insetos, para na verdade usar e gastar o veneno que sobrou da II Guerra Mundial e que eles achavam que iriam gastar na guerra do Vietnã, mas diante da derrota que sofreram nela, passaram a usar no controle de insetos. A partir disso, os norte-americanos começaram a exportar a ideia da Revolução Verde, de que a tecnologia aliada à produção no campo poderia produzir mais alimento”, completou Moema.
Ela explicou, também, o real significado de desenvolvimento. “Desenvolvido é não ser envolvido, não ser conectado em algo. Ao comprar um produto, portanto, não estamos envolvidos na história que aquele produto tem, da matéria prima utilizada, do trabalho empreendido e de todas as mazelas que aquele produto traz consigo para a sociedade. Por isso nos confundimos com as coisas que compramos. Nosso planeta é limitado e o crescimento ilimitado não funciona. É o suicídio da própria sociedade humana. O desenvolvimento além de ecocida, é suicida. As sociedades que mais estão resistentes ao capitalismo são as que existiam antes do capitalismo. Temos que aprender com elas”.
Moema compartilhou também que o capitalismo começou pela dizimação dos saberes populares e tradicionais, pois a resistência do povo viria desse modo ancestral de viver. “O capitalismo começa com o cercamento dos campos na Inglaterra, transformando a terra em mercadoria. Tiveram que matar a sabedoria do povo que estava envolvido com a terra, para expandir esse modelo. 100 mil mulheres foram queimadas na Inglaterra acusadas de serem bruxas, porque tinham o conhecimento tradicional, o envolvimento. O assassinato dessas mulheres foi primordial no enfraquecimento das famílias camponesas”.
Fonte : Instituto Humanitas Unisinos

INCÊNDIO EM PORTUGAL GERA DEBATE SOBRE EUCALIPTO, UM DOS PILARES ECONÔMICOS DO BRASIL.


O incêndio que na última semana devastou mais de 30 mil hectares de floresta e matou 64 pessoas em Portugal levantou mais uma vez o debate sobre os riscos do plantio de eucalipto, uma atividade com crescente importância para a economia do país europeu - assim como para o Brasil.
A reportagem é de Mamede Filho e publicada por BBC Brasil, 25-06-2017.
Nos dias que se seguiram à tragédia em Pedrógão Grande, na região central do país, diversos setores da sociedade portuguesa começaram a cobrar maior controle do plantio de eucalipto, a árvore dominante na área afetada pelo incêndio e que representa cerca de 30% de toda a cobertura florestal portuguesa.
Uma petição online que já recolheu assinaturas suficientes para ser obrigatoriamente discutida no Parlamento exige a revogação de um decreto-lei, assinado em 2013, que facilitou o plantio do eucalipto. A árvore apresenta alta rentabilidade financeira em curto prazo, mas também é conhecida por ser muito inflamável
"O decreto-lei 96/2013 implementou o novo regime de arborização, que liberaliza a plantação em monocultura de eucalipto, deixando de ser necessário pedido de autorização prévia às autoridades florestais para plantar até dois hectares", explica o texto da petição.
Segundo o engenheiro zootécnico João Camargo, a política de incentivo à plantação de eucalipto não é recente e causou uma mudança profunda no território do país europeu. "Existe há algumas décadas um predomínio total da pasta de celulose sobre outros setores da indústria florestal, graças a uma sequência de governos responsáveis por uma legislação muito favorável à proliferação do eucalipto", afirma Camargo, doutorando em alterações climáticas e políticas de desenvolvimento sustentável pela Universidade de Lisboa.
indústria papeleira rende cerca de 2,8 bilhões de euros (mais de R$ 10 bilhões) por ano a Portugal. No Brasil, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que reúne produtores de celulose, papel, painéis e pisos de madeira e florestas no país, o setor gerou US$ 28,1 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) só no ano passado, com participação de 9,3% nas exportações da balança comercial brasileira.
Além disso, a produção nacional de celulose totalizou 18,7 milhões de toneladas em 2016, crescimento de 8,1% em relação a 2015. O resultado confirmou o Brasil como o quarto maior produtor do mundo e deixou o país a um passo do Canadá, o terceiro, e da China, que ocupa a vice-liderança mundial no setor.
A projeção agora é que a produção brasileira assuma a vice-liderança ainda esse ano, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), as áreas de plantios florestais com eucalipto estão distribuídas em todo o território nacional - 54,2% se concentram no Sudeste, 16,4%, no Nordeste, 12,2%, no Centro-Oeste, 11,8%, na região Sul e 5,5%, no Norte.

'Árvore de gasolina'

O plantio em larga escala do eucalipto é criticado por ambientalistas, que apontam contribuição à destruição de recursos hídricos - o que alimenta a erosão - e ao desaparecimento da fauna, já que poucos animais conseguem se alimentar de suas folhas.
Além disso, o seu poder de gerar e propagar incêndios levou a espécie a receber o apelido de "árvore de gasolina". "Um dos principais problemas do eucalipto é que ele arde muito rápido e é muito resistente ao fogo. Ele continua a sobreviver durante o incêndio e graças ao calor a sua casca se solta do tronco, se transformando em condutor das chamas", explica Camargo.
"Estamos falando de uma árvore que vem de uma região em que as queimadas são muito comuns. Na verdade, o eucalipto aprendeu a usar os incêndios para se expandir, tomando o lugar da natureza que foi destruída pelo fogo", afirma o especialista português.
Apesar das campanhas de prevenção às queimadas, Portugal registra todos os anos um alto número de incêndios durante o verão, quando o clima seco e quente facilita a propagação do fogo.
Segundo o instituto estatístico luso Pordata, somente entre 2010 e 2015 foram identificados 110.634 focos de incêndio no país, uma média de aproximadamente 18,5 mil queimadas por ano.
"Os incêndios são uma característica do clima mediterrâneo e isso não vai mudar. A diferença desse ano para os anteriores é que no passado recente nós conseguimos evitar que pessoas morressem nessas grandes queimadas", diz João Camargo.

Riscos no Brasil

Segundo o engenheiro florestal Alexandre Franca Tetto, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o plantio de eucalipto no Brasil tem características distintas da realidade portuguesa, o que minimiza os riscos de uma tragédia como a que aconteceu em Pedrógão Grande.
"Temos um uso do solo diferente de PortugalChile e Estados Unidos (Califórnia), onde as casas estão próximas às florestas. Nesses casos, é preciso atuar bastante na silvicultura preventiva, o que não ocorre no Brasil", explica Tetto, que é doutor em conservação da natureza e especialista em prevenção e combate a incêndios florestais. Ainda assim, o especialista da UFPR destaca a importância de acompanhar com cuidado o plantio de árvores suscetíveis a queimadas no território brasileiro.
"Os cultivos florestais ocupam menos de 1% do território brasileiro. Apesar disso, o eucalipto e outras espécies, como pinus, teca e araucária, merecem atenção por serem mais inflamáveis que outras, apresentarem continuidade e quantidade de material combustível", afirma.
Tetto destaca o trabalho das empresas na prevenção das queimadas no país. "Os plantios de eucalipto existentes no Brasil são de empresas florestais ou proprietários fomentados por elas. Em função disso, e sabedores do perigo que os incêndios florestais representam, todas possuem ações de prevenção."
Ele cita os trabalhos de educação e sensibilização da população, fiscalização, construção e manutenção de aceiros, realização de queimadas controladas, construção de açudes e silvicultura preventiva. "Além disso, possuem brigadistas que são periodicamente treinados."
Mesmo assim, diz que o risco de uma tragédia como a ocorrida em Portugal não pode, diante de experiências do passado, ser totalmente afastado no Brasil. O especialista cita um incêndio ocorrido em 1963 no Paraná, no qual dois milhões de hectares foram queimados e 110 pessoas morreram, e outro em Roraima, em 1998, quando 1,5 milhão de hectares foram atingidos.

Respaldo oficial

Embora seja criticado pelos ambientalistas, o plantio do eucalipto é defendido pelo setor agropecuário.
Em seu aniversário de 50 anos, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) publicou um estudo intitulado "Plantio de eucalipto no Brasil - mitos e verdades", em que refuta algumas das acusações contra essa espécie, como a de contribuir com a destruição de recursos hídricos.
"A falta de água é ocasionada principalmente pelas más práticas de cultivo adotadas pelo produtor e pelo uso inadequado dos recursos hídricos, não pelo tipo de cultura cultivada", afirma o texto, que também nega a ideia de que o eucalipto seja responsável pelo surgimento dos "desertos verdes", como são conhecidas as regiões florestais em que não há vida animal.
"Os ecossistemas das áreas de florestas plantadas também são muito singulares e bastante ricos em biodiversidade (…) As áreas plantadas e cultivadas com os eucaliptos, por felicidade técnica e econômica, são em sua maioria áreas de pastagens degradadas ou locais anteriormente utilizados pela agricultura de forma intensiva", diz a CNA.
Houve incentivo para o plantio do eucalipto em diferentes administrações em Portugal, mas a morte de 64 pessoas no primeiro incêndio do verão europeu em 2017 deve acelerar alterações na legislação em vigor.
"A revogação da lei que liberalizava o plantio do eucalipto já fazia parte do programa do atual governo, só não foi executada ainda porque não houve consenso no Parlamento. Mas uma tragédia em que mais de 60 pessoas morrem não pode passar em branco e deve impulsionar as reformas que estavam paradas", afirma o engenheiro florestal João Camargo.
Na sequência ao incêndio da última semana, o governo luso estabeleceu o dia 19 de julho como data limite para a votação em plenário de um pacote que inclui 12 medidas ligadas à reforma florestal que estavam paradas no Parlamento, entre elas uma que trava a expansão do plantio de eucalipto em Portugal.
No entanto, para Fernando Lopes, presidente da Câmara de Castanheira de Pera, um dos municípios atingidos pelo incêndio em Pedrógão Grande, não é preciso adotar uma postura "radical" contra o eucalipto, que deve ser encarado como "riqueza" para a região.
"Temos é de encontrar uma forma mais ordenada e sustentável de plantar eucaliptos. Aproveitar esse momento para fazer aquilo que se falou durante anos e anos", disse o político em declarações publicadas pela agência local Lusa.
Fonte : Instituto Humanitas Unisinos

terça-feira, 27 de junho de 2017

domingo, 25 de junho de 2017

CURIOSIDADES SOBRE O ALASCA

CURIOSIDADES SOBRE O ALASCA

O nome Alasca (Alaska, em inglês) veio da palavra alakshat, que em idioma esquimó significa “grande terra”.
 O Alasca é um dos 50 estados que formam os Estados Unidos da América.
 É o maior estado norte-americano em extensão territorial. Se fosse um país independente, seria certamente o 17º maior do mundo.
 Com uma densidade populacional de 0,42 pessoas por quilômetro quadrado, o Alasca é o estado menos populoso dos Estados Unidos.
 A capital do Alasca é Juneau.
 A maior cidade é Anchorage, com 291,8 mil habitantes em 2 015. A segunda maior é Fairbanks, com aproximadamente 30 mil habitantes.
 Juneau, Anchorage e Fairbanks estão localizadas no sul do estado, junto ao oceano Pacífico. Isso por que o território montanhoso e o frio do norte são obstáculos à colonização humana.
 Acredite se quiser, mas a temperatura média de Juneau é de 5º Celsius durante praticamente o ano inteiro. No verão, ela dificilmente ultrapassa os 20º.
 O Alasca é um dos estados norte-americanos com maior população indígena. Inuítes e outras tribos representam 14% da população local. Em número, eles ficam apenas atrás dos brancos europeus.
 A Rússia controlou o Alasca por quase 200 anos. Em 1 867, ela vendeu o território aos Estados Unidos por uma pechincha na época: US$ 7,2 milhões – o equivalente a 0,2 centavos por acre.
 O Alasca é um território extremamente montanhoso. Só para se ter uma ideia, 17 dos 20 maiores picos dos Estados Unidos estão lá.
 A montanha mais alta dos Estados Unidos é o monte McKinley, com 6 194 metros de altura. Em 2 015, o então presidente Barack Obama anunciou que ela voltará a se chamar Denali, seu antigo nome em idioma esquimó.
 Quase todo o alimento consumido no Alasca é importado de outros estados e países. A agricultura é quase inexistente. O estado é o maior exportador de peixes dos Estados Unidos.
 A principal atividade econômica é a extrativista, com destaque para a produção de petróleo, a principal fonte de renda do estado.
 Por estar próximo ao Círculo Polar Ártico, o Alasca recebe cerca de 20 horas de sol durante o verão. No inverno, predominam o frio e a escuridão (saiba mais em O CÍRCULO POLAR ÁRTICO EM 32 CURIOSIDADES).
 O Alasca é ao lado de Utah, Califórnia, Arizona e Novo México, um dos estados norte-americanos com maior número de parques nacionais. Um dos mais conhecidos é o Katmai Nacional Park.
 Um detalhe que não passa despercebido na geografia do Alasca: a quantidade de vulcões. O estado possui vulcões como o Novarupta, o Cleveland, o Sanford e o Tanaga, entre outros. A super-erupção do Novarupta do Novarupta em 1 912 é considerada por muitos especialistas a maior erupção vulcânica do século XX.
 Um dos locais mais sujeitos a terremotos em todo mundo é o Alasca. Milhares de pequenos tremores são registrados todos os anos em seu território. Um dos piores terremotos de que se tem notícia ocorreu em Anchorage em março de 1 964. Com magnitude de 9,2 na escala Richter, ele praticamente destruiu a cidade. Ele só não foi o mais mortífero da história por que ocorreu numa região pouco habitada.
 Acredite se quiser, mas muitas cidades não possuem acesso por terra. Para chegar em algumas, o único meio de transporte disponível é o avião. Aliás, a principal companhia aérea da região é a Alaska Airlines.
 Acredita-se que os primeiros seres humanos tenham chegado à América através do Estreito de Bering. Com apenas 85 quilômetros de largura, ele separa os continentes asiático e americano, as regiões da Sibéria e Alasca.
 A população adora portar arma. Quase todo mundo anda armado por lá, principalmente nas cidades de pequeno e médio porte. Algumas pessoas chegam a guardar mais de uma arma em casa.
 Uma última curiosidade: mais de 80% da população recebe royalties pela exploração do petróleo. Esse valor chegava a US$ 1 884 em 2 016, o que equivale a R$ 6 500 de acordo com a cotação do dólar na época.
 Imagem acima: cidade de Anchorage.
 Fontes: Wikipédia, Mundo Estranho, Barsa, Alessandrafranca.blogspot.
Fonte : www.maiscuriosidade.com.br/21-curiosidades-surpreendentes-sobre-o-alasca/

CONHECENDO O ALASCA

Você não imaginava nada disso sobre o Alasca

Saiba tudo sobre uma das regiões mais incríveis do planeta


Quando surgiu o convite para conhecer o Alasca, Georg Steller não pensou duas vezes. Ele fez as malas e, como qualquer viajante, encarou a estrada. Ou melhor: o mar. Isso aconteceu em 1740, época em que as navegações se concentravam numa nova conquista – a tentativa de ir da Ásia à América pelo mar, cruzando o famoso Estreito de Bering, que liga os oceanos Pacífico e Ártico.
Tudo bem, naquela época esse estreito de 85 quilômetros de largura ainda não tinha esse nome – uma homenagem ao explorador Vitus Bering, que anos antes tinha descoberto a passagem e só não viu o Alasca por causa de um nevoeiro. Foi justamente para a segunda expedição comandada por Bering que o nosso Georg Steller, importante cientista alemão, se inscreveu. O objetivo era cruzar estreito e dessa vez pisar na América a partir da Rússia.
Conseguiram em 20 de julho de 1741, numa ilha do Alasca que hoje se chama Kayak, por conta do seu formato. Ali Georg Steller catalogou várias espécies de animais e fez o que é considerado o primeiro contato entre europeus e os nativos daquela região. Um povo que vivia há milênios num dos cantos mais gelados da terra, se alimentando de focas, baleias e ursos polares. Capaz sobreviver num local onde o inverno não apenas chegou: não tem pressa para ir embora.
Há quem diga que esse é o relato da “descoberta do Alasca, mas o uso da palavra é impreciso e, claro, carrega marcas da colonização. O Alasca já era habitado há milênios. Uma das teorias mais aceitas sobre a chegada do homem ao continente americano diz que a migração se deu por ali, num momento em que o nível dos oceanos estava mais baixo e havia uma passagem por terra entre Ásia e América. Há também evidências de que outros exploradores já haviam pisado lá, como o navegador russo Semyon Dezhnev, que teria chegado ao Alasca quase um século antes de Bering.

“Só um monte de gelo”

Polêmicas de lado, o fato é que o Alasca foi conquistado pelos russos e mais tarde vendido para os Estados Unidos por cerca de 7 milhões de dólares. Muitos americanos criticaram a negociação, dizendo que a área era só um monte de gelo e local de moradia para ursos – um dinheiro desperdiçado, disseram vários políticos.
Hoje, além de ser uma importante reserva de petróleo e um destino turístico cada vez mais procurado, o Alasca é o maior estado norte-americano, com duas vezes o tamanho do Texas, o segundo da lista em área nos Estados Unidos. A população do Alasca, por outro lado, é pequena: são apenas 740 mil habitantes, mais ou menos o mesmo número de moradores de cidades como João Pessoa, na Paraíba, ou Santo André, em São Paulo.

Esquimós?

Eles ficaram conhecidos mundo afora como esquimós, certo? No entanto, para muitos nativos o termo é ‘meio geral’ e não envolve as várias culturas que se desenvolveram por lá.
São vários grupos na região, e só para dar dois exemplos, no Ártico vivem os inuítes, que habitam principalmente o Canadá e a Groenlândia, e os yupiks, que são maioria no Alasca e na Sibéria. Para contornar a questão nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama assinou uma lei que substituiu o termo por “nativo do Alasca” em toda legislação e comunicação federal.
Há duas explicações para o real significado da palavra. A primeira, aceita durante muito tempo, é que esquimó seria derivado da palavra skimatski, expressão que significa “comedor de carne crua”. Hoje, porém, a teoria mais aceita é de que o termo tem a ver com os sapatos usados pelos povos do Alasca para andar na neve, uma das características mais antigas dos nativos daquela região.
Conheça as principais caracteríticas dos povos da região quando os europeus lá chegaram:

Transporte e caça

Eles se locomoviam em trenós puxados por cachorros, capazes de alcançar 40km/h, e usavam caiaques de pele de foca para navegar e pescar.

Moradias

Elas também se adaptavam ao meio. Os nativos viviam em tendas feitas de pele e ossos de foca, que tinham o teto inclinado para evitar que o acúmulo de neve a derrubasse.

E os iglus?

No inverno e em expedições, a residência ficava ainda mais, digamos, “exótica” aos olhos dos europeus. Eram os iglus, produzidos com blocos de gelo posicionados em espiral que se mantinham grudados devido à neve derretida com o calor feito com óleo de baleia.
Os iglus, que em seu interior mantém os termômetros em torno dos 15°C, logo ganharam as páginas de livros e transformaram o povo do extremo norte da América num dos mais conhecidos do planeta.

Sociedade

O ritual de iniciação que marcava a passagem da infância para a vida adulta era a caça ao urso, mas os jovens também aprendiam cedo outras atividades. Um nativo do Alasca costuma ser capaz de erguer um iglu em minutos, perícia que pode significar a sobrevivência em caso de tempestade.

Quentinhos

A base da moda no Alasca também eram as peles de foca e urso. Mascar o couro, que era curtido em urina, era responsabilidade das mulheres. Além de algumas manchas, a técnica garante roupas quentes, prontas para aguentar as temperaturas médias, que podem ficar em -30°C ao longo do ano, mas que facilmente chegam aos -45°C!

Atualidade

Muita coisa mudou com o passar dos anos, claro. O costume de comer carne crua, comum há alguns séculos e visto como forma de garantir mais nutrientes, ficou para trás. Em muitos lugares o trenó puxado por cães foi substituído por motos de neve – e os cachorros viraram animais de estimação. A caça também é controlada. Os nativos do Alasca têm permissão para caçar um número limitado de baleias e ursos por ano. E o aquecimento global pode logo mudar ainda mais a vida por ali.
Por outro lado, a localização isolada fez com que esses povos conseguissem manter sua cultura viva, e não é raro achar inuítes e yupiks que nunca tiveram contato com o mundo fora do Ártico. Para essas pessoas, a vida continua parecida com a dos primeiros nativos do Alasca, que há quase 300 anos se encontraram com uma expedição de aventureiros europeus.
Fonte : SUPER interessante
FontesAdn (2016); UAF (2011); KTOO (2016); BBC (2008); Globo Repórter (2007); Mundo Estranho (2012); Aventuras na História (2010);