quinta-feira, 30 de julho de 2015

ELEVAÇÃO DA SELIC

Força Sindical: Elevação da Selic é perversa com os trabalhadores

bc copom força sindical


 / 

A Força Sindical criticou nesta quarta-feira, 29, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,5 ponto porcentual, para 14,25% ao ano. Para a entidade, a alta "é extremamente perversa com os trabalhadores".
De acordo com a Força Sindical, ao elevar a Selic, o Copom continua colocando uma trava no desenvolvimento e no crescimento econômico do País. "A alta é um verdadeiro balde de água fria na economia, que já está praticamente estagnada", aponta a Força Sindical, em nota.
"Avaliamos que o 'custo social e econômico' do uso da Selic no controle da inflação tem se revelado ineficiente e com um custo social muito alto para o País. Infelizmente, os dados da economia são pouco animadores. E a postura conservadora, por parte do governo, vem minando qualquer esperança de sua recuperação ainda para este ano", cita o texto, assinado pelo presidente da Força Sindical, Miguel Torres.
Para a entidade, há uma política "de se curvar aos especuladores", resultando em queda da atividade econômica, deteriorando o mercado de trabalho e a renda, aumentando o desemprego, diminuindo a capacidade de consumo das famílias e comprometendo o crescimento econômico.
"Ao contrário da pregação dos rentistas, os trabalhadores consideram fundamental que o Comitê de Política Monetária continue perseguindo a meta de fazer a taxa de juros brasileira convergir com a praticada internacionalmente. O que exige cortes na taxa Selic, e não seu aumento", cita a nota da Força Sindical.
Fonte : A CIDADE

QUEDA NA ECONOMIA BRASILEIRA.

Brasil terá queda na economia de 1,5% em 2015, segundo estudo da CEPAL

Brasil terá uma redução de 1,5% do seu crescimento em 2015. Foto: USP Imagens/Marcos Santos
Brasil terá uma redução de 1,5% do seu crescimento em 2015. Foto: USP Imagens/Marcos Santos
A América Latina e o Caribe crescerão em média 0,5% em 2015, segundo novas projeções publicadas nesta quarta-feira (29) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em uma entrevista coletiva em Santiago, Chile. Embora a desaceleração seja generalizada na região, a agência projeta um crescimento heterogêneo entre sub-regiões e países.
América do Sul apresentará uma contração de -0,4%, influenciada pelas quedas no crescimento no Brasil (-1,5%) e na Venezuela (-5,5%). Na América Central e no México a previsão de crescimento é de 2,8%, com o Panamá (6%) liderando as taxas de crescimento em toda a região. Já no Caribe – de língua inglesa e holandesa – o aumento será de 1,7%.
De acordo com o Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2015, a desaceleração econômica se deve tanto a fatores externos quanto internos. Na esfera internacional, o crescimento lento da economia mundial em 2015 atribui-se, em particular, à desaceleração na China e outras economias emergentes, com exceção da Índia. O relatório observa que o comércio mundial permanecerá estagnado – o que já se tornou um problema estrutural da economia mundial – e que a demanda externa mais fraca se junta, por um lado, à tendência de queda dos preços dos produtos básico, e por outro, ao aumento da volatilidade e da incerteza nos mercados financeiros internacionais.
Internamente, a publicação destaca que a contração do investimento, juntamente com a desaceleração do crescimento do consumo, entre outros fatores explicam a redução da procura interna, o principal fator por trás do crescimento nos últimos anos.
“Revitalizar o crescimento a curto e longo prazo requer aumentar o investimento público e privado em tempos complexos. Isso pode ser feito com regras fiscais que protejam o investimento, e recorrendo a fontes de financiamento de parcerias público-privadas, como bancos de investimento e infraestrutura dos BRICS, e mecanismos alternativos, como os títulos verdes e empréstimos triangulares”, disse a secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.
Em relação ao trabalho, o Estudo Econômico indica que um crescimento mais lento terá um impacto negativo sobre o emprego. Em média para 2015 é estimado um aumento da taxa de desemprego para 6,5%, frente aos 6,0% registrados no ano passado. A taxa foi influenciada pelo mau desempenho do Brasil, onde a taxa de desemprego urbano subiu 0,8 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano passado.
Fonte : ONUBrasil

TOTAL DE HABITANTES EM 2100 : 11 BILHÕES

Novo estudo da ONU indica que mundo terá 11 bilhões de habitantes em 2100

Brasil segue na contramão da tendência mundial em consequência do baixo índice de fecundidade no país. Segundo o estudo, comparado ao patamar atual, número de população do país será inferior em 2100.
A população mundial alcançou 7 bilhões de pessoas em 2011. Foto: ONU/Eskinder Debebe
A população mundial alcançou 7 bilhões de pessoas em 2011. Foto: ONU/Eskinder Debebe
Estima-se que a população mundial alcançará 8,5 bilhões em 2030, 9,7 bilhões em 2050 e passará os 11 bilhões em 2100. Segundo as novas projeções, a Índia ultrapassará a China como ao país mais populoso do mundo em apenas sete anos e a Nigéria tomará o lugar dos Estados Unidos como o terceiro maior país do mundo em 35 anos, revelou o relatório da ONU divulgado nesta quinta-feira (29).
Atualmente listado como quinto país mais populoso do mundo, as projeções para o Brasil são de crescimento populacional cada vez menor como consequência da baixa taxa de fecundidade do país, uma das menores, junto à China, Estados Unidos, Rússia, Japão e Vietnã.
O Brasil contabiliza hoje 207.848 habitantes e estima-se que alcançará 228.663 habitantes em 2030, 238.270 em 2050, mas reduzirá para 200.305 em 2100. Essa queda em nascimentos levará o país a ocupar a sétima posição em 2050 e a 13° em 2100.
O documento Revisão da Projeção Mundial 2015, produzido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, indica que no período entre 2015 e 2050, metade do crescimento da população mundial deve concentrar-se em nove países: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Indonésia e Uganda.
Mais da metade do crescimento populacional nos próximos 35 anos deve ocorrer na África, com a projeção de que a população de 28 países dobre e, que até 2100, 10 nações africanas – Angola, Burundi, República Democrática do Congo, Malauí, Mali, Níger, Somália, Uganda, Tanzânia e Zâmbia – multipliquem cinco vezes o seu número de habitantes.
“A concentração do crescimento da população nos países mais pobres apresenta um conjunto de desafios, deixando ainda mais difícil erradicar a pobreza e a desigualdade, combater a fome e a desnutrição e expandir a matrícula nas escolas e sistemas de saúde, tudo isso crucial para o sucesso da nova agenda de desenvolvimento sustentável”, disse o diretor da Divisão de População da ONU, John Wilmoth.
Fonte : ONUBrasil

quinta-feira, 23 de julho de 2015

BRASIL E A REDUÇÃO DA META DO SUPERÁVIT PRIMÁRIO.

Para ficar bem informado.

Três perguntas para entender a redução da meta do superávit

O governo da presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira a redução da meta do superavit primário, que baixa de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) para 0,15% em 2015.
Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmaram que a desaceleração da economia brasileira foi superior ao esperado e a arrecadação de impostos foi menor do que o previsto, o que inviabilizaria o cumprimento da meta original.
O governo também anunciou corte de gastos de R$ 8,6 bilhões. O projeto foi enviada ao Congresso Nacional para aprovação.
A informação é publicada por BBC Brasil, 22-07-2015.
Abaixo, três perguntas e respostas para entender a medida adotada pelo governo e que consequências ela pode ter:
1 - O que é o superávit primário?
Quando o governo obtém um superavit, significa que ele arrecadou mais dinheiro do que gastou --ou seja, economizou dinheiro.
O superávit primário é a economia feita pelo governo para pagar sua dívida pública, indicador considerado importante para avaliar a capacidade do país de honrar seus compromissos.
Até agora, a meta do Ministério da Fazenda era economizar 1,1% do PIB para pagar os juros de sua dívida, o que foi reduzido para 0,15% após o anúncio desta quarta-feira.
2 - Por que o governo está reduzindo a meta? Que objetivos pretende alcançar?
A meta menor reflete a dificuldade do governo em equilibrar as contas públicas, num momento em que a arrecadação de impostos diminui mas os gastos públicos continuam altos.
Voltando um pouco no tempo, o Brasil viveu anos de alta de arrecadação por motivos como elevação internacional nos preços das commodities (principais produtos exportados pelo país), aquecimento no mercado consumidor interno e baixo desemprego. Os gastos do país também aumentaram, mas até então isso não era um problema, explica Fabio Klein, analista da Tendências Consultoria.
"Quando esse boom passou e houve retração da atividade econômica, essa conta começou a ficar cara. (...) Reduzir gastos é difícil, e algumas medidas fiscais têm encontrado dificuldade em passar pelo Congresso", diz Klein.
Os ministros explicaram nesta quarta-feira que houve, simultaneamente, uma redução da projeção de receita (por causa, principalmente, da queda na atividade econômica) e um aumento nas despesas (em função de gastos como o de seguro-desemprego e aumentos de custos aprovados pelo Legislativo).
Ao cortar mais gastos, a equipe econômica tenta aumentar a receita do governo em relação às despesas e, assim, sinalizar que o país tem a capacidade de pagar suas dívidas, que ainda estão em alta.
E a mudança da meta do superavit visa cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (tendo em vista a realidade orçamentária do país), disse Joaquim Levy. "(A meta se torna) alcançável, algo importante para orientar os agentes econômicos, os empresários e as famílias e reduzir a incerteza", declarou o ministro.
Para o economista André Perfeito, do Gradual Investimentos, a decisão do governo em reduzir o superávit "incorpora de maneira mais realista as receitas da União, que estão decepcionando, e indica que Levy quer fazer o resultado fiscal de maneira limpa, ou seja, sem contar com nenhuma manobra fiscal".
Por outro lado, alguns economistas debatem se as medidas de austeridade não podem aprofundar a crise econômica do país, eventualmente criando um ciclo vicioso de cortes de gastos profundos levando à baixa atividade econômica e, por consequência, à baixa arrecadação de impostos.
3 - Que consequências isso terá para as contas do governo e para o país?
Fabio Klein, da Tendências Consultoria, explica que o mercado já previa que a meta original do governo não seria cumprida, mas não se esperava uma redução tão grande.
"É um sinal bastante ruim quanto à estabilidade da dívida do país", disse à BBC Brasil.
Em coletiva, o ministro Nelson Barbosa afirmou que a meta do superavit tende a crescer nos próximos três anos (0,7%, 1,3% e 2% do PIB, respectivamente), "quando há a expectativa de que a dívida líquida comece a cair. É uma política que vai possibilitar a recuperação da economia, a estabilização e depois a redução do endividamento público".
Klein analisa que as medidas anunciadas nesta quarta significam que "vamos continuar em um cenário de ajustes e a correr atrás do prejuízo", com mais austeridade nos próximos anos.
Uma preocupação do governo é manter o chamado "grau de investimento", espécie de atestado, por parte das agências de avaliação de risco, de que o país é um bom pagador de suas dívidas.
Para Klein, as agências deverão analisar as perspectivas de longo prazo do país, e não apenas o cenário imediato, "mas o risco é de não conseguirmos sair dessa situação de crise e de não entregar do superávit primário nos próximos anos", o que pode provocar o rebaixamento do país
Fonte : Instituto Humanitas Unisinos.

FNM : CONSTRUINDO UMA PARTE DA HISTÓRIA DO BRASIL.



Muito lindo.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

TRÁFICO DE PESSOAS : SOMALIS PARA IÊMEN.

Tráfico de pessoas: Somalis são ludibriados e levados para o Iêmen em pleno conflito, segundo ACNUR

Sobreviventes da travessia do Golfo de Áden esperam por ajuda em praia do Iêmen. Foto: ACNUR/J. Björgvinsson
Sobreviventes da travessia do Golfo de Áden esperam por ajuda em praia do Iêmen. Foto: ACNUR/J. BjörgvinssonMilhares de pessoas têm caído numa armadilha ao embarcar para o Iêmen desde o começo do atual conflito, em março, de acordo os últimos dados divulgados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Segundo o representante do ACNUR no Iêmen, Johannes van der Klaauw, a agência registrou aproximadamente 10.500 recém-chegados desde o início do conflito, em 26 de março, número composto por refugiados retornados e pessoas deixando conflitos em outras regiões.“Desde o começo do ano, mais de 37 mil refugiados e migrantes chegaram pelo mar, a maioria da Etiópia, Somália e outros países”, afirmou. “Muitos são enganados por traficantes, que os convence a faz a viagem dizendo que o conflito acabou e que o Iêmen está seguro”.
Ele acrescentou que as pessoas que fazem a travessia marítima se deparam com os riscos habituais dessa jornada – sequestros, ataques, afogamentos, exploração e assédio sexual. Para desencorajar as travessias, o representante afirmou que estão sendo feitas campanhas de informação pública em Puntland e Somaliland, assim como outros pontos de partida.
Devido ao atual conflito no Iêmen e consequentes limitações de acesso, o ACNUR e seus parceiros estão incapacitados de levar os recém-chegados a centros urbanos para receberem assistência. O número de iemenitas deslocados internamente quadruplicou desde o começo do conflito, e hoje está em aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. As maiores concentrações de deslocados internos estão em Hajjah, quase 299 mil, Al Dhale, 227 mil, e Áden com 184 mil civis.
 Fonte : ONUBrasil