segunda-feira, 20 de outubro de 2014

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: OA QUE MAIS SOFRERÃO SÃO OS POBBRES.

Pobres sofrerão mais com mudança climática, diz IPCC

Durante este século, o impacto da mudança climática pode desacelerar o crescimento econômico, tornar mais difícil reduzir a pobreza, corroer a segurança alimentar e criar novas armadilhas para os mais carentes, particularmente em áreas urbanas e nos locais onde há mais fome.
As previsões são do economista indiano Rajendra Kumar Pachauri, 74 anos, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, em inglês) e um dos cientistas mundiais mais importantes sobre o tema.
A reportagem é de Daniela Chiaretti, publicada pelo jornal Valor, 20-10-2014.
"É bem provável que a duração, a frequência e a intensidade das ondas de calor irão aumentar. Em alguns cenários, o dia mais quente em 20 anos será o dia mais quente em 2 anos, na maioria das regiões. É provável que a frequência de chuvas pesadas ou a proporção de chuvas fortes no total das precipitações irá aumentar em muitas áreas da Terra", seguiu Pachauri.
Segundo ele, todos os aspectos da segurança alimentar serão afetados pela mudança do clima: acesso à comida, consumo e estabilidade de preços. "Os impactos irão acontecer em um contexto de demanda crescente", continuou o economista e engenheiro industrial. Culturas de milho, trigo e arroz sofrerão muitos impactos se não houver adaptação, advertiu.
A redistribuição dos estoques de peixes, com oceanos mais quentes, coloca em risco pesca, lucros e empregos, continuou. "Mas se a adaptação for bem feita, as perdas no PIB podem ser muito menores. É preciso integrar governo, empresas e sociedade nesse esforço urgente. E aumentar muito o fornecimento de energias renováveis", recomendou.
"Aspectos da mudança do clima irão persistir por muitos anos, mesmo se as emissões de CO2 pararem", continuou Pachauri, em visita a Lima para um seminário preparatório à conferência do clima que vai acontecer em dezembro, no Peru. Depois do evento, ele se encontrou com o presidente peruano, Ollanta Humala.
Ele mostrou preocupação com os cenários nas Américas Central e do Sul. "Sete de nove bacias hidrográficas no Peru provavelmente já cruzaram um limiar crítico, exibindo uma descarga menor, durante a estação seca, na cordilheira Branca do Peru", disse. Experiências de adaptação no Peru procuram diversificar culturas (até para resistir às pragas) e preservar ecossistemas andinos para conservar as nascentes dos rios.
"Nas Américas Central e do Sul a variabilidade climática e os eventos extremos estão afetando grandes setores da população e os mais carentes e vulneráveis sofrem mais", prosseguiu. "Regiões que tinham um inverno de três meses, como Buenos Aires, hoje só têm alguns dias frios", disse.
Ele lembrou que a temperatura subiu no sudeste dos Andes peruanos entre 1964 e 2006. Na Amazônia ocidental peruana, as chuvas diminuíram entre 1964 e 2003. Há uma rápida retração das geleiras na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Globalmente, os crescimentos econômico e populacional continuam sendo os mais importantes vetores do aumento das emissões de CO2 pela queima de combustíveis fósseis, disse Pachauri, que preside o IPCC, o braço científico das Nações Unidas, há 12 anos.
A responsabilidade humana no aquecimento global é de 95%, lembrou. De 1900 para cá, os oceanos aqueceram e seu nível subiu, a quantidade de neve e gelo diminuiu e a concentração de gases-estufa cresceu. "Desde 1950, muitas das mudanças são sem precedentes em décadas e até em milênios."
IPCC lançou seu 5º Relatório sobre mudança climática em três partes. A primeira, sobre ciência do clima, divulgada há um ano, reuniu 259 autores de 39 países e recebeu 54.677 comentários. A segunda, lançada em março, em Yokohama, foi sobre adaptação, reuniu 309 autores de 70 países e teve 50.444 comentários. A última, sobre mitigação, em abril, em Berlim, reuniu o trabalho de 235 autores de 57 países e recebeu 38.315 comentários.
O esforço do IPCC em entender a mudança do clima terá seu último capítulo, desta edição, em 2 de novembro, em Copenhague, quando será divulgado o resumo da série, um relatório-síntese, integrando os principais pontos dos outros três. Terá cem páginas e foi coordenado pelo próprio Pachauri.
Fonte : Instituto Humanitas Unisinos

POR UMA POLÍTICA MAIS HUMANA.

Por uma política mais humana, artigo de Gilmar Passos

Publicado em outubro 20, 2014 


opinião

[EcoDebate] Cresce especulações sobre a corrida e a vitória presidencial em 2014 no cenário político brasileiro. É certo que tudo ocorre dentro dos parâmetros de segurança das leis que regulam as eleições. Há um aparato muito forte fruto de anos de lutas e retrocessos, mas mesmo assim os pulmões dos brasileiros respiram.
Dois grandes nomes estão aí após vencerem as disputas pelo posto de presidente do Brasil no primeiro turno das eleições. O foco é Brasília. A pergunta é: quem ganhará passaporte para Brasília? Tudo vai depender em parte das alianças políticas, e numa pequena parte dos demais eleitores.
É sabido que a mídia acompanha as “alianças políticas”, e em muitos casos participa delas ativamente, depois disso cada uma das empresas midiáticas define quem a beneficiará. Após essa sondagem e “alianças” é que é feito as escolhas partidárias. Ou seja, nada acontece por acaso, toda estrutura é montada antes dos brasileiros e brasileiras irem às urnas.
Os “financiadores” de campanha, ou melhor, os investidores de campanha programam seus investimentos apostando na vitória do candidato o qual eles investiram. Quando o candidato por eles é eleito leva junto todo o programa de governo. A atenção é entender o que significa o programa de governo.
O programa de governo é um conjunto de articulações, onde só participa, em grande maioria pessoas com interesses pessoais que se juntam para articularem como cada uma delas serão beneficiadas nos seus próprios objetivos. Tais objetivos podem ser da empresa tal pessoa participar da venda de prestação de serviços públicos ou, em outros casos, na colocação de determinadas pessoas a tal emprego. Noutras palavras, o programa de governo acaba sendo em primeiro lugar a sustentação dessas articulações ou “alianças políticas”.
Após atender a primeira demanda das articulações políticas, vem a atenção às demais pessoas da sociedade. Essas entram no programa de governo para ajudarem a sustentação da causa do sistema. Para isso, esporadicamente algumas pessoas particularmente vão entrando no sistema governamental.
Se olharmos com cuidado, veremos que o tipo de sistema governamental descrito a cima está muito enraizado no modelo brasileiro do sistema político. Se as coisas continuarem predominando com essa mentalidade na mente de muitos brasileiros não vai haver melhora para a população. Isso significa que mesmo mudando o quadro dos que estão no poder ficaremos reféns da mesma situação política, porque o que mudará serão os personagens, mas o cenário político será sempre o mesmo.
O que nos falta é pensarmos predominantemente na população como um todo e não nos particulares. Num cenário político onde a atenção dada for ao conjunto da população, respeitando a individualidade de cada pessoa, a cultura de cada região, de cada estado, cidade e lugarejo, realmente terá chances de uma política coerente a vida humana.
O que falta no sistema político é entender que o seu papel não está ligado à economia e ao mercado, mas ao bem comum de cada pessoa. Talvez até tenhamos um programa de governo mais humano, mas falta muita coisa para que todos os brasileiros se sintam protagonistas de uma cultura política comprometida com os mais fragilizados. Se as coisas não mudarem, muitos brasileiros continuarão como os cachorrinhos, esperando as migalhas caírem da mesa para poderem se alimentar. Talvez essa seja uma comparação forçosa, mas é assim que os dragões da política nacional estão tratando mais da metade da população brasileira.
O primeiro passo, para um bom programa de governo, será feito tendo como primeiro olhar uma análise da situação dos mais vulneráveis da população brasileira e não as articulações políticas. Um governo que priorize os mais vulneráveis talvez não consiga se reeleger, não por ter sido um péssimo governo, mas porque a grande maioria dos brasileiros ainda não cultiva alguns elementos humanos como simpatia, cuidado e preocupação com os mais fragilizados.
Um bom programa de governo precisa pensar na dor e sofrimento dos brasileiros e não numa duração de tempo de governo. Aqueles que aí estão fazendo propaganda de ser o melhor candidato precisam acreditar em sua humanidade e não em sua vaidade. Se acreditar ter feito alguma coisa pelos pobres e marginalizados, acredite que fará mais. É preciso uma nova política, mas para isso é preciso uma mentalidade mais humana.
Gilmar Passos. Graduado em Teologia, Pós-graduado em Docência do Ensino Superior. Membro da Academia Estanciana de Letras (AEL). Um eleitor buscando consciência de sua humanidade e das demais pessoas.

Publicado no Portal EcoDebate, 20/10/2014

REGIÕES METROPOLITANAS DO BRASIL



São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife são as maiores.
Salvador, 3ª maior capital, tem sua região metropolitana em 7º lugar.

Fonte : G1
Dados populacionais do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta semana mostram crescimento das regiões metropolitanas em todo o país. São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife continuam sendo as cinco regiões metropolitanas mais populosas do país, somando mais de 44,4 milhões de habitantes. Em todo o país, o Censo 2010 registrou 190.732.694 habitantes.
Na lista dos dez municípios mais populosos, Belo Horizonte, Curitiba e Recife perderam posições na comparação com o censo realizado em 2000. No levantamento antigo, essas capitais ocupavam as posições de número 4, 7 e 8, respectivamente. Em 2010, passaram para as posições 6, 8 e 9.Houve algumas mudanças na posição das capitais quanto ao tamanho de sua população. Destaca-se por um lado Brasília e Manaus que ganharam duas posições e por outro Belo Horizonte e Vitória que perderam duas posições.
"A análise isolada do crescimento populacional das capitais não permite vislumbrar o crescimento de suas regiões metropolitanas, já que muitas destas apresentam ritmo de crescimento diferente de suas capitais ou principais municípios", afirma Ernesto Galindo, técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Salvador, apesar de ser a terceira maior capital, tem sua região metropolitana classificada apenas em sétimo lugar. O inverso ocorre com Recife (em nono lugar), que possui uma população bem menor que a de Salvador (em mais de um milhão de habitantes), por exemplo, mas sua região metropolitana se mantém em quinto lugar.
"O porte populacional e o número de municípios das regiões metropolitanas e seu crescimento e posição devem ser observados com os devidos cuidados", afirma Galindo. Segundo ele, se for considerada a mesma base territorial das regiões metropolitanas em 2010 para o ano de 2000, sua participação na população brasileira variou pouco, partindo de 43,54% em 2000 para 43,91% em 2010.
CONFIRA O RANKING DAS POPULAÇÕES DAS REGIÕES METROPOLITANAS DO PAÍS
Regiões Metropolitanas 2010EstadoPopulação 2000Posição 2000*População 2010Posição em 2010
São PauloSP17.878.703119.672.5821
Rio de JaneiroRJ10.792.518211.711.2332
Belo HorizonteMG 4.819.2883 5.413.6273
Porto AlegreRS 3.718.7784 3.960.0684
RecifePE 3.337.5655 3.688.4285
FortalezaCE 3.056.7697 3.610.3796
SalvadorBA 3.120.3036 3.574.8047
CuritibaPR 2.768.3948 3.168.9808
CampinasSP 2.338.1489 2.798.4779
ManausAM 1.725.53612 2.210.82510
GoiâniaGO 1.743.29711 2.173.00611
BelémPA 1.795.53610 2.040.84312
Grande VitóriaES 1.438.59614 1.685.38413
Baixada SantistaSP 1.476.82013 1.663.08214
NatalRN 1.116.14715 1.340.11515
Grande São LuísMA 1.091.97916 1.327.88116
João PessoaPB 1.019.64617 1.198.67517
MaceióAL   989.18218 1.156.27818
Norte/Nordeste CatarinenseSC   906.98219 1.094.57019
FlorianópolisSC   816.31520 1.012.83120
AracajuSE   675.66723   835.65421
Vale do Rio CuiabáMT   726.22021   834.06022
LondrinaPR   678.03222   764.25823
Vale do ItajaíSC   558.16526   689.90924
Campina GrandePB   636.31524   687.13525
Vale do AçoMG   563.07325   615.00426
MaringáPR   517.49028   612.61727
AgresteAL   556.60227   601.25128
CaririCE   497.78229   564.55729
CarboníferaSC   484.91630   550.24330
Foz do Rio ItajaíSC   375.58931   532.83031
MacapáAP   363.74732   499.11632
ChapecóSC   353.76533   403.45833
TubarãoSC   324.59136   356.79034
LagesSC   348.83534   350.60735
Sudoeste MaranhenseMA325.22935345.87836
* Calculado a partir da mesma base territorial das RMs em 2010, apesar de algumas RMs não existirem em 2000 e outras terem composição diferente da atual.
CONFIRA A LISTA DOS DEZ MUNICÍPIOS COM MAIOR POPULAÇÃO
MunicípioPopulação em 2000MunicípioPopulação em 2010
1 - São Paulo10.434.2521 - São Paulo11.244.369
2 - Rio de Janeiro 5.857.9042 - Rio de Janeiro 6.323.037
3 - Salvador 2.443.1033 - Salvador 2.676.606
4 - Belo Horizonte 2.238.5264 - Brasília 2.562.963
5 - Fortaleza 2.141.4025 - Fotaleza 2.447.409
6 - Brasília 2.051.1466 - Belo Horizonte 2.375.444
7 -  Curitiba 1.587.3157 - Manaus 1.802.525
8 - Recife 1.422.9058 - Curitiba 1.746.896
9 - Manaus 1.405.8359 - Recife 1.536.934
10 - Porto Alegre 1.360.59010 - Porto Alegre 1.409.939
Fonte: IBGE