quinta-feira, 30 de março de 2017

PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

MIGRAÇÕES

quarta-feira, 29 de março de 2017

ATIVIDADE PARA SONDAGEM DE CONTEÚDOS DOS PRIMEIROS ANOS EM

AVALIAÇÃO    


1- Quais foram os elementos comprovatórios para Alfred Wegener desenvolver a Teoria da Deriva Continental ou Teoria da Translação dos Continentes ou Teoria de Wegener ?
2- Escreva o nome do único continente e do único oceano, da Era Paleozoica :
3- Escreva o nome dos supercontinentes, do oceano e do mar, da Era Mesozoica :
4- Temos os movimentos orogenéticos e epirogenéticos. Explique as formas e as consequências dos movimentos horizontais das placas tectônicas:
5- Como você explicaria a formação das :
a) dorsais oceânicas -
b) fossas oceânicas -
6- Quais são as principais consequências dos movimentos verticais das  placas tectônicas?
7- Escreva o nome das camadas internas da Terra e uma característica de cada camada:
8- Explique  e desenhe a formação das cordilheiras : Andes e  Himalaia:


CRITÉRIOS:
A avaliação deverá ser em dupla ou individual;
Só será permitido o uso do caderno, com registros escritos;
Será feita em folha do colégio, com identificação completa;
Deverá seguir a ordem das questões, só caneta, letra legível.
Tempo de uma aula;
Valores das questões: ( 5 e 8) dois pontos/ as demais um ponto cada uma.
Bom trabalho.

CONFLITOS E DISPUTAS PELA ÁGUA .

COORDENADAS GEOGRÁFICAS E ESCALAS GEOGRÁFICAS.

CONFLITOS ATUAIS.

terça-feira, 28 de março de 2017

A GRANDE DEPRESSÃO DE 1929.

AQUECIMENTO GLOBAL.

TEORIAS DEMOGRÁFICAS


REVOLUÇÃO VERDE

PRODUÇÃO DE ENERGIA : MILHO X CANA DE AÇÚCAR.

TRABALHO APRESENTADO POR ALUNOS

PIRÂMIDE ETÁRIA.

TRABALHO REALIZADO POR ALUNOS

SANTA CATARINA EM DESTAQUE.

INFORMAÇÕES SOBRE SANTA CATARINA, INDICADO PARA PREPARAÇÃO DE VESTIBULAR.

BIOMAS E OS DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS.

APRESENTAÇÃO COMPLETA SOBRE:
1- BIOMAS BRASILEIROS.
2- DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS.
3- GUERRA DO CONTESTADO.


BIOMAS BRASILEIROS E A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017.


domingo, 26 de março de 2017

PAÍSES BAIXOS

A Holanda é a principal província dos Países Baixos. Sua capital, Amsterdã, é um dos destinos mais procurados da Europa.

suburbanodigital.blogspot.com

O Reino dos Países Baixos, mais conhecido como Holanda (sua principal província), está localizado no noroeste do continente europeu. Limita-se com a Bélgica (ao sul), Alemanha (a leste) e é banhado pelo Mar Negro (ao norte e oeste).
Essa nação possui quase metade do território com altitudes inferiores ao nível do oceano, fato que gerou a necessidade do desenvolvimento de um complexo sistema de diques e barragens, o qual vem sendo construído há séculos no intuito de elevar o nível do terreno para impedir sua inundação.

A economia local é uma das mais desenvolvidas do planeta. A inserção do país na União Europeia promoveu o fortalecimento e a expansão do parque industrial com destaque para os referidos segmentos: eletroeletrônico, alimentício, fabricação de bebidas, químico e petroquímico.
A agricultura é desenvolvida sob vários aparatos tecnológicos, fato que interfere diretamente na geração de empregos – apenas 4% da força de trabalho nacional. O principal porto, Roterdã, é a maior zona portuária do continente, apresentando maior volume comercial de mercadorias e considerando-se como um dos mais movimentados do mundo.
Anualmente, o país atrai milhões de turistas. Amsterdã, capital nacional, é um dos locais mais visitados da Europa, tendo o museu de Van Gogh como uma das principais atrações
A população desfruta de um excelente padrão de vida. A começar pelo sistema de saneamento ambiental, uma vez que o mesmo é proporcionado a 100% dos domicílios. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,890, caracterizando-se como a sétima melhor média entre todos os países do planeta. 
 

Brasão de Armas dos Países Baixos
Dados dos Países Baixos:
Extensão territorial: 40.844 km²
Localização: Europa
Capital: Amsterdã
Clima: Temperado oceânico
Governo: Monarquia parlamentarista
Divisão administrativa: 12 províncias
Idioma: Holandês (oficial)
Religião: Cristianismo - 70,5% (católicos - 31,9%, protestantes - 21,3%, sem filiação - 13,5%, outros - 3,8%), sem religião - 20,5%, Islamismo - 4,9%, outras - 2,3%, ateísmo - 1,8%.
População: 16.592.232 habitantes (Homens: 8.224.114; Mulheres: 8.368.118)
Composição Étnica: Holandeses - 96%, indonésios e guianeses - 4%
Densidade demográfica: 406,2 hab./km²
Taxa média anual de crescimento populacional: 0,5%
População residente em área urbana: 82,38%
População residente em área rural: 17,62%
População subnutrida: menor que 5%
Esperança de vida ao nascer: 79,4 anos
Domicílios com acesso a água potável: 100%.
Domicílios com acesso a rede sanitária: 100%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,890 (muito alto)
Moeda: Euro
Produto Interno Bruto (PIB): 860,3 bilhões de dólares
PIB per capita: 46.669 dólares
Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, OTAN, UE
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
FRANCISCO, Wagner de Cerqueria e. "Países Baixos "; Brasil Escola. Disponível em . Acesso em 26 de marco de 2017.

TELHADOS BRANCOS E TELHADOS VERDES.

Telhados Brancos e Telhados Verdes, artigo de Roberto Naime

Telhado Verde
Telhado Verde

[EcoDebate] Um dos grandes desafios da perspectiva de inclusão integral dos parâmetros de sustentabilidade na construção civil envolve a discussão sobre o uso de coberturas. Recobrimentos vegetais, que até já são obrigatórios em alguns raros sítios, e telhados brancos, que por sua refletividade da luz solar podem contribuir para diminuição da absorção do calor do sol, maior conforto térmico e melhores condições de sustentabilidade pela redução de consumo de energia para movimentar aparelhos de ar-condicionado.
Investigações comprovam que pintar telhados de coloração branca, segundo site da organização “Green Building Council” reduzem de 40% a 70% a temperatura registrada nos ambientes, atenuando em índices superiores a 90%, a incidência de raios “ultra-violetas”, refletindo e mitigando em mais de 80% o total de incidência de raios solares. A economia de energia elétrica em utilização de ar-condicionado e outros equipamentos, é estimada em cerca de 30% do volume total da edificação beneficiada por esta ação.
Site denominado “SustentArqui” registra que a campanha para combater o aquecimento global e incentivar a adoção de coberturas e telhados brancos, foi lançada em 2009, a partir da campanha denominada “um grau a menos” (“one degree less”) da organização não governamental “Green Building Council”, entidade sem fins lucrativos, engajada na disseminação de técnicas que auxiliem a implantação de sustentabilidade na construção civil. Informações do site ainda registram que o estado americano da Califórnia, normatizou em diploma legal, a obrigatoriedade de que prédios comerciais tenham coberturas pintadas de branco.
Os argumentos sobre as virtudes da implantação da medida são a diminuição das “ilhas” de calor, denominação atribuída ao fenômeno climático urbano, em cidades com densidade construtiva muito elevada, onde as temperaturas aumentam de 1 a 6 graus em comparação com áreas urbanas mais rarefeitas, ou áreas rurais.
Outro fator enumerado é a redução da emissão de gás carbônico. CO2 é a representação química deste gás, também conhecido por dióxido de carbono ou gás carbônico e que é um dos principais causadores do chamado “efeito estufa”, que resulta nos processos de aquecimento global. Este gás é grandemente gerado através da queima de combustíveis fósseis, muito utilizados na geração de energia, atividades de transporte e de calefação doméstica ou corporativa.
Mas a principal evidenciação ainda é a redução do consumo de energia gerada pela manutenção de temperaturas ambientais mais baixas. Dados indicam que as reduções energéticas para resfriamento dos ambientes se situam entre 20% a 70%. São utilizados em menor escala aparelhos de ar condicionado ou ventiladores. A coloração branca reflete a radiação solar, reduzindo a absorção de calor, e ao contrário, quanto mais escura for a tinta, mais a superfície absorve os raios solares e mais quente o ambiente fica.
O uso de telhados e coberturas brancas é fácil, e logo após a aplicação pode sentir o efeito da diferença de temperatura. As tintas específicas impermeabilizam e fazem também a proteção dos telhados, evitando assim a proliferação de fungos. Normalmente a manutenção é aplicada a cada período de 5 anos.
A alternativa aos telhados brancos e que precede há bastante tempo estas ações, são os telhados verdes, ou seja, a implantação de coberturas com gramíneas ou jardins. A grande adversidade que causam é a necessidade de muito boa impermeabilização das coberturas onde deverão ser implantadas as coberturas verdes.
Mas também existem grandes vantagens registradas. Os jardins suspensos são muito antigos na história da humanidade, desde os jardins suspensos da Babilônia. Já foram também muito utilizados na arquitetura moderna. Segundo o arquiteto, paisagista e urbanista Burle Marx, o uso de coberturas verdes registra muitas vantagens.
Telhados verdes diminuem a poluição atmosférica e melhoram a qualidade do ar nos agrupamentos urbanos. A vegetação absorve as substâncias tóxicas e libera oxigênio na atmosfera. Os processos de fotossíntese respondem por boa parte disto. A absorção da energia da luz solar pelas plantas, também impede a formação de ilhas de calor. Desta forma, inclusive o isolamento térmico de todo o conjunto da edificação é favorecido, protegendo contra altas temperaturas no verão e ajudando a manter a temperatura interna nos períodos de inverno.
Todo o conjunto de isolamento acústico da edificação é incrementado. Vegetação absorve e isola ruídos em geral. Ocorre maior retenção de águas decorrentes de precipitações pluviométricas. Vegetação auxilia não drenagem das águas da chuva, reduzindo a demanda por escoamento em sistemas próprios ou associados a coleta de esgotos e ainda favorecendo a filtragem física das águas. Desta forma contribui para os controles de enchentes em áreas urbanas. Na medida em que, ocorre a retenção de parte da água da chuva, diminui as demandas de esgotamento urbano.
Telhados verdes auxiliam no controle global das temperaturas, tanto internas quanto externas. Assim, como os telhados brancos auxiliam na redução da demanda energética. Por último, não pode ser negligenciada a atração de pássaros, borboletas e outros entes representantes da biodiversidade. Por último, telhados verdes embelezam a paisagem das cidades.
Telhados verdes parecem ser uma solução mais completa, para o conjunto de demandas verificadas por construções sustentáveis. Mas não se pode negligenciar telhados brancos que atuam na principal demanda ambiental que se identifica, ao reduzirem as necessidades energéticas. E apresentam menores e mais simples necessidades de manutenção.

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
Sugestão de leitura: Civilização Instantânea ou Felicidade Efervescente numa Gôndola ou na Tela de um Tablet [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/03/2017

AUMENTO DE TEMPERATURA GLOBAL SE APROXIMA DE 1,5 GRAUS CELSIUS.

Aumento da temperatura global se aproxima de 1,5º Celsius, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

global temperature change 1850-2016

[EcoDebate] O ano de 2016 foi o mais quente já registrado. Pior, os três últimos anos foram os mais quentes desde o início da série de medição iniciada em 1880, com uma temperatura média 0,94º C acima da média do século XXI, em 2016, 0,90º C em 2015 e 0,74º C, em 2014. O clima fez um hat-trick.
Dos 17 anos mais quentes já registrados, 16 estão no século XXI. E o pior é que os dois primeiros meses de 2017 indicam que a temperatura do ano vai continuar alta, provavelmente menor do que 2016, mas mais elevada do que a de 2014 e talvez 2015. Tanto as temperaturas de janeiro (0,89º C) e fevereiro (0,98º C) de 2017 foram as segundas mais altas da série histórica para os respectivos meses, desde 1880. Parece que o calor veio para ficar.
Estas medições são importantes, especialmente porque os acordos internacionais falam em limitar o aquecimento global, no melhor cenário, a 1,5º C em relação ao período pré-industrial, ou seja, em relação ao período anterior ao início da utilização generalizada dos combustíveis fósseis.
Para se ter uma linha base mais próxima do período pré-industrial, a maioria dos cientistas que estudam o aquecimento global compara as temperaturas de hoje com as do final do século XIX. Mas um novo estudo mostra que o aquecimento já tinha se iniciado em meados do século XIX e registra o quanto o mundo já está perto de romper as metas de aquecimento do Acordo de Paris.
Em estudo, detalhado, em janeiro de 2017, no boletim do jornal da American Meteorological Society, os autores sugeriram o uso de 1720-1800 como um período pré-industrial, porque é antes de as atividades industriais de gases de efeito estufa começarem a aumentar a concentração de CO2 na atmosfera. Foi também o período que se seguiu à chamada “Pequena Idade do Gelo”, impulsionado por erupções vulcânicas e atividade solar.
Hawkins e co-autores calcularam as diversas linhas de base da quantidade de aquecimento global desde o século XVIII e mostraram que o uso da linha de base do final do século XIX captura a maior parte do aquecimento causado pelas atividades humanas.
Os resultados do aquecimento, com a linha de base de 1850-1900, estão representados no gráfico acima, que mostra que o limite de 1,5º C está próximo de ser ultrapassado. Uma primeira versão deste gráfico em espiral fez grande sucesso no ano passado e foi apresentado para o mundo todo na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Maiores detalhes podem ser obtidos no artigo Thompson (2017)
O aquecimento global é uma realidade cada vez mais incômoda e impactante. Assim, mesmo depois de três anos de aumento sem precedentes da temperatura (2014, 2015 e 2016) o mês de fevereiro bateu recorde de temperatura nos Estados Unidos, como mostra Hirji (2017).

mean temperature percentiles - february 2017 - ranking period 1895-2017

Fevereiro de 2017 foi o segundo mais quente no registro de 123 anos para os Estados Unidos. Isto está antecipando a primavera e trazendo diversos desafios para a adaptação da flora e da fauna. O aquecimento global deve continuar afetando a vida no Planeta, não só no futuro como também no presente, como o calor extremo na Austrália, nos Estados Unidos, como as fortes chuvas em Louisiana e outros eventos climáticos extremos nos últimos anos.

contiguos US maximun temperature, february

Relatório da Organização Meteorológica Mundial (WMO), publicado dia 21 de março, mostra que o ano de 2017 mantém a mesma tendência do aquecimento global de 2016 (com o nível um pouquinho mais baixo) e, segundo os cientistas da instituição: “Estamos vendo mudanças profundas ao redor do planeta que estão desafiando os limites de nosso entendimento sobre o sistema climático. Estamos de fato em um território desconhecido”.
Por exemplo, no primeiro trimestre de 2017, o Ártico registrou três ondas de calor, com poderosas tempestades vindas do Atlântico. A calota de gelo do Ártico normalmente cresce durante os meses de inverno e geralmente atinge seu máximo no início de março. Segundo o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), da Nasa, no dia 7 de março de 2017, o gelo do mar do Ártico alcançou sua extensão máxima para o ano, em 14,42 milhões de quilômetros quadrados, o menor registrado por satélite em 38 anos. A extensão máxima deste ano foi de 1,22 milhão de quilômetros quadrados abaixo do máximo médio de 1981 a 2010 de 15,64 milhões de quilômetros quadrados. Ou seja, a perda de gelo foi maior do que a área da região Sudeste do Brasil (de 924.511 km2).
Abaixo do Equador, as temperaturas do ar na Antártica durante o outono e inverno foram acima da média, embora menos do que no Ártico. As temperaturas da Antártica no primeiro trimestre de 2017 foram de 1 a 2,5 graus Celsius acima da média de 1981 a 2010. Como consequência, a área mínima de gelo do ano foi atingido em 3 de março de 2017, com 2,11 milhões de quilômetros quadrados, a menor já registrada por satélites. A extensão mínima de gelo da Antártida foi de 2,33 milhões de quilômetros quadrados, enquanto o mínimo médio de 1981 a 2010 foi de 2,85 milhões de quilômetros quadrados. A quantidade mínima de gelo da Antártica foi pouco maior do que a soma das áreas das regiões Sul (576.774 km2) e Nordeste (1.558.000 km2) do Brasil. O gráfico abaixo mostra como a concentração de gelo global (Ártico + Antártica) tem diminuído e batido todos os recordes desde outubro de 2016, prosseguindo até o mês de março de 2017

global sea ice area

Portanto, o mundo está ficando mais incerto e mais perigoso. Como disse a WMO os humanos estão entrando em um “território desconhecido”. Enquanto o aumento da temperatura acelera o degelo global e eleva o nível dos oceanos, cerca de 2 bilhões de pessoas que vivem em áreas de até 2 metros do nível do mar passam a ser altamente vulneráveis com o avanço das marés. Além disto, os eventos extremos ameaçam grandes contingentes populacionais. Toda a vida no Planeta será afetada.
O impacto social do aquecimento global não vai ser sentido apenas no futuro. As gerações atuais, especialmente, os jovens, vão viver grandes desafios climáticos na atualidade e nas próximas décadas.
Referência:
Andrea Thompson. How Close Is 1.5°C? Depends When You Measure From. Climate Central, January 25th, 2017
Zahra Hirji. February’s Unusual Heat Has Climate Change Link, Scientists Find, Inside Climate News, 08/03/2017
DemandClimateJustice Staff. The World at 1°C—February 2017, DemandClimateJustice, 08/03/2017
WMO. Climate breaks multiple records in 2016, with global impacts. 21 March 2017
NSIDC – National Snow & Ice Data Center: https://nsidc.org/data/seaice_index/

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 24/03/2017

AS 12 REGIÕES HIDROGRÁFICAS DO BRASIL.

Entenda a importância das regiões hidrográficas do Brasil
Com 12 bacias hidrográficas, território brasileiro contém cerca de 12% de toda a água doce do planeta
regiões hidrográficas brasileiras
Mapa in Gestão de bacias hidrográficas, Monica F. A. Porto; Rubem La Laina Porto, Estud. av. vol.22 no.63 São Paulo 2008
Com extensão que cobre cerca de 80% do território brasileiro, as bacias hidrográficas são um conjunto de terras em que o escoamento das águas das chuvas, que acontece por meio de riachos e córregos, chega a um único ponto, um rio.
Ao todo, são 200 mil microbacias espalhadas em 12 regiões hidrográficas, como as bacias do São Francisco, do Paraná e a Amazônica – a mais extensa do mundo e majoritariamente localizada no Brasil. Esta quantidade importante de bacias permite que o País contabilize cerca de 12% de toda a água doce do planeta.
É por conta das bacias também que o potencial hídrico do País provê um volume de água por pessoa 19 vezes superior ao mínimo estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) – de 1.700 m³/s por habitante por ano.
Para proteger esses grandes reservatórios de água doce, o governo federal possui o Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas. O objetivo principal é recuperar, conservar e preservar as bacias em situação de vulnerabilidade ambiental, por meio de ações permanentes e integradas que promovam o uso sustentável dos recursos naturais, a melhoria das condições socioambientais e a melhoria da disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os diversos usos.
Conheça mais sobre as 12 regiões hidrográficas brasileiras:
Região Hidrográfica Amazônica
É constituída pela maior rede hidrográfica do globo terrestre, ocupando uma área da ordem de 6,1 milhões de km², desde suas nascentes nos Andes Peruanos até sua foz no oceano Atlântico, na Região Norte do Brasil. É a maior do mundo em disponibilidade de água. A bacia continental se estende sobre sete países da América do Sul, e 63% dela ficam no Brasil.
Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia
Possui uma área de 918.822 km², 11% do território nacional, e abrange os estados de Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal. Ela apresenta grande potencialidade para a agricultura irrigada, especialmente para o cultivo de frutíferas, de arroz e outros grãos, como milho e soja.
Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
Está situada majoritariamente no Maranhão e em uma pequena porção do Pará, com área de 274.301 km², aproximadamente 3,2% da área do Brasil. A região apresenta uma vazão média de 2.608 m³/s, ou seja, 1% do total do País, e a principal necessidade da água na bacia é para consumo humano.
Região Hidrográfica do Parnaíba
Depois da bacia do rio São Francisco, essa região é, hidrologicamente, a segunda mais importante do Nordeste. Ela abrange, em maior parte, o Piauí, além de parte do Maranhão e do Ceará. Os aquíferos da região apresentam o maior potencial hídrico da Região Nordeste, no entanto, existem grandes diferenças interregionais de disponibilidade hídrica.
Região Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental
Tem área de 286.802 km², equivalente a 3,3% do território brasileiro. A bacia tem uma importância singular em relação à ocupação urbana ao contemplar cinco importantes capitais do Nordeste, regiões metropolitanas, dezenas de grandes núcleos urbanos e um parque industrial significativo.
Região Hidrográfica do São Francisco
A Região Hidrográfica do São Francisco abrange 521 municípios em sete unidades federativas: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Goiás, além do Distrito Federal. Com 2.700 km, o rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Fundamental para o Semiárido nordestino, a área de drenagem de 638.576 km² ocupa 8% do território nacional. O potencial hidrelétrico aproveitado da bacia é de 10.473 MW, distribuídos principalmente nas usinas Três Marias, Queimado, Sobradinho, Itaparica, Complexo Paulo Afonso e Xingó.
Região Hidrográfica Atlântico Leste
Fazem parte da Região Hidrográfica Atlântico Leste as capitais dos estados de Sergipe e da Bahia, alguns grandes núcleos urbanos e um parque industrial significativo. Ela tem uma área de 388.160 km², equivalente a 4,5% do território brasileiro, onde estão inseridos 526 municípios parcial ou integralmente.
Região Hidrográfica do Paraguai
O rio Paraguai nasce no Brasil, e a região hidrográfica abrange uma área de 1 milhão de km², sendo 33% no Brasil e o restante na Argentina, Bolívia e Paraguai. A Região Hidrográfica do Paraguai inclui uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, o Pantanal, considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Federal de 1988 e Reserva da Biosfera pela Unesco no ano de 2000.
Região Hidrográfica do Paraná
Com 32,1% da população nacional, apresenta o maior desenvolvimento econômico e a maior demanda por recursos hídricos do País. Com uma área de 879.873 km², a região abrange os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal. Em 2010, aproximadamente 61,3 milhões de pessoas viviam na região, 32% da população do Brasil.
Região Hidrográfica do Sudeste
Soma 214.629 km² de área, o equivalente a 2,5% do País. Ela é conhecida nacionalmente pelo elevado contingente populacional e pela importância econômica da indústria. O grande desenvolvimento da região, entretanto, é motivo de problemas em relação à disponibilidade de água, já que cerca de 28,2 milhões de pessoas habitavam a região em 2010 (14,8% da população do Brasil) e ela apresenta uma das menores disponibilidades relativas no País.
Região Hidrográfica do Uruguai
Tem grande importância devido às atividades agroindustriais e pelo potencial hidrelétrico. O rio Uruguai possui 2.200 km de extensão, e a bacia hidrográfica possui, em território brasileiro, 174.533 km² de área, 2% do território nacional. A região possui um total de 384 municípios, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Região Hidrográfica Atlântico Sul
Destaca-se pelo grande contingente populacional, pelo desenvolvimento econômico e pela importância para o turismo. A região se inicia ao norte, próximo à divisa dos estados de São Paulo e Paraná, e se estende até o arroio Chuí, ao sul. Possui uma área total de 187.522 km², que representa 2,2% do Brasil e abriga 451 municípios.
Fonte: Portal Brasil, com informações do MMA e da ANA.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 24/03/2017

sábado, 25 de março de 2017

AGENTES INTERNOS: ATIVIDADE PARA REVISÃO DE CONTEÚDO.

ATIVIDADE EM DUPLA PARA REVISÃO DE CONTEÚDO SOBRE AGENTES INTERNOS

1- QUESTÃO DESAFIO

O terremoto de 7.6 graus na escala Richter que atingiu neste domingo (25) o sul do Chile, nos arredores da ilha turística de Chiloé, não deixou vítimas, mas provocou danos em estradas e casas, informou o Escritório Nacional de Emergência (Onemi).

O terremoto ocorreu às 11h22 local (12h22 em Brasília) 67 quilômetros (km) a noroeste da cidade de Melinka, na Ilha de Chiloé, localizada em frente à costa da Região dos Lagos (1.021 km ao sul de Santiago), a uma profundidade de 20 km, segundo o Onemi, com base em dados do Centro Sismológico Nacional.

Inicialmente, as autoridades lançaram um alerta de tsunami que gerou a evacuação, para setores mais altos, de cerca de 4 mil pessoas nas áreas costeiras da Região dos Lagos, segundo a polícia. Três horas depois, o estado de precaução foi cancelado em todo o país. "O estado de precaução está cancelado em todo o Chile", disse, em entrevista, Ricardo Toro, diretor da Onemi.

Leia o texto e resolva as questões:

a) Justifique com argumentação e fundamentação sobre a ocorrência de terremotos no Chile:

b) Escreva sobre os tipos de escalas para medir um terremoto, explicando cada uma deles;

c) Quais são as causas que explicam as diferenças de consequências dos terremotos na superfície terrestre?

d) O que é tsunami? E como funcionam ?

2- QUESTÃO DESAFIO

Leia o texto a seguir e resolva as questões.

Correio24horas
Número de mortos no Nepal após terremoto de sábado chega a 1.805, dizem autoridades
Um novo terremoto atingiu a região do Nepal na madrugada deste domingo (26). Desta vez, o tremor chegou à capital da Índia, Nova Delhi, e provocou uma avalanche no Himalaia. 
De acordo com a agência Reuters, o abalo registou magnitude 6,7 - inferior ao 7,9 que castigou a região no sábado (25). Autoridades policiais e Ministério do Interior nepalês confirmam a morte de 1.805 pessoas.
Além de casas e prédios públicos, monumentos históricos também foram atingidos, entre eles a torre Dharahara. O epicentro do terremoto, com magnitude de 7,8 e profundidade de 15 km, se situou 77 km a noroeste de Katmandu.

a) Justifique com argumentação e fundamentação sobre os terremotos que ocorrem no Himalaia:

b) Explique a diferença entre hipocentro e epicentro:


3- QUESTÃO DESAFIO

Em 27 de agosto de 1883, uma violenta erupção vulcânica destruiu dois terços da pequena ilha de Krakatoa, cujo arquipélago de mesmo nome se situa entre as ilhas de Java e Sumatra, as duas maiores porções de terra que compõem a Indonésia. O fenômeno natural, provocado pelo vulcão na montanha de Perboewatan, provocou diversos tsunamis e matou 36.417 pessoas. É considerada por muitos especialistas como a explosão vulcânica mais violenta da História moderna.

a) Explique o que é vulcanismo:

b) Desenhe as partes de um vulcão;

c) Quais materiais podem ser lançados pelo vulcão?

4- QUESTÃO DESAFIO

a) Pesquise e elabore um texto sobre o vulcanismo no Brasil, exemplos, localização:

b) Faça um lista com pontos positivos e negativos da atividade vulcânica.

ORIENTAÇÕES:
Registro folha do colégio;
Em dupla ou individual com pesquisa;
Duração : uma aula;
Letra legível, usar caneta e o desenho pode ser a lápis;
Cada questão vale 2,5 pontos;
Atividade tem peso 4.

BIOMAS BRASILEIROS

https://www.purposegames.com/game/vegetacao-by-carol-game

http://www.jogospuzzle.com/quebra-cabeca-de-o-mar-de-uma-ilha-tropical_12642.html







http://passatempo.ig.com.br/jogos/quebra-cabecas/

quinta-feira, 23 de março de 2017

REGIONALIZAÇÃO DO ESPAÇO ( CAPÍTULOS 1 E 2 )

 REGIONALIZAÇÃO DO ESPAÇO

1- O MUNDO DIVIDIDO: PAÍSES CAPITALISTAS E SOCIALISTAS

1.1 – FASES DO CAPITALISMO

O Capitalismo Comercial

Essa etapa do capitalismo estendeu-se desde fins do século XV até o século XVIII. Foi marcada pela
expansão marítima das potências da Europa Ocidental na época (Portugal e Espanha).
O grande acúmulo de capitais se dava na esfera da circulação, ou seja, por meio do comércio, daí o
termo capitalismo comercial para designar o período. A economia funcionava segundo a doutrina mercantilista, que, em sentido amplo, pregava a intervenção governamental na economia, a fim de promover a prosperidade nacional e aumentar o poder do Estado. Nesse sentido, defendia a necessidade de riquezas no interior dos Estados, e a riqueza e o poder de um país eram medidos pela quantidade de metais preciosos (ouro e prata)que possuíam. Esse princípio ficou conhecido como metalismo.
Outro meio de acumular riquezas era manter uma balança comercial sempre favorável, daí o esforço
para exportar mais do que importar, garantindo saldos comerciais positivos.
O mercantilismo foi fundamental para o desenvolvimento do capitalismo, pois permitiu, como resultado de um comércio altamente lucrativo, das explorações das colônias e da pirataria, grande acúmulo de capitais nas mãos da burguesia europeia. Karl Marx designou essa fase como a da acumulação primitiva do capital.

O Capitalismo Industrial

O capitalismo industrial foi marcado por grandes transformações econômicas, sociais, políticas e
culturais. As maiores mudanças resultam do que se convencionou chamar Revolução Industrial (estamos nos referindo aqui à Primeira Revolução Industrial, ocorrida no Reino Unido na segunda metade do século XVIII).
Um de seus aspectos mais importantes foi a enorme potencialização da capacidade de transformação da natureza, por meio da utilização cada vez mais disseminada de máquinas movidas a vapor, tornando acessível aos consumidores uma quantidade cada vez maior de produtos, o que multiplicava os lucros dos produtores.
O comércio não era mais a essência do sistema. O lucro – objetivo dessa nova fase do capitalismo –
advinha fundamentalmente da produção de mercadorias.
A toda jornada de trabalho corresponde uma remuneração, que permitirá a subsistência do trabalhador. No entanto, o trabalhador produz um valor maior do que aquele que recebe na forma de salário, e essa fatia de trabalho não-pago é apropriada pelos donos das fábricas, das fazendas, das minas, etc. Dessa forma, todo produto ou serviço vendido traz embutido esse valor não transferido ao trabalhador, permitindo o acúmulo de lucro pelos capitalistas.
Se no mercantilismo (fase comercial), o Estado absolutista era favorável aos interesses da burguesia
comercial, no tocante a atuação da nova burguesia industrial, ou capitalista, era um empecilho. Ele não deveria intervir na economia, que funcionaria segundo a lógica do mercado, guiada pela livre concorrência.
Consolidava-se, assim, uma nova doutrina econômica: o liberalismo. Dentro das fábricas, mudanças importantes estavam acontecendo: a produtividade e a capacidade de produção aumentavam velozmente; aprofundava-se a divisão de trabalho e crescia a produção em série. Nessa
época, segunda metade do século XIX, estava ocorrendo o que se convencionou chamar de Segunda
Revolução Industrial. Uma das características mais importantes desse período foi a introdução de novas tecnologias e novas fontes de energia no processo produtivo.
Com o brutal aumento da produção, pois a industrialização expandia-se para outros países, acirrou-se
cada vez mais a concorrência. Era cada vez maior a necessidade de garantirem novos mercados
consumidores, novas fontes de matérias-primas e novas áreas para investimentos lucrativos. Foi dentro desse quadro que ocorreu a expansão imperialista na Ásia e na África.
A partilha imperialista das potências industriais consolidou a divisão internacional do trabalho, pela
qual as colônias se especializavam em fornecer matérias-primas baratas para os países que então se
industrializavam. Tal divisão, delineada no capitalismo comercial, consolidou-se na fase do capitalismo industrial. Assim, estruturou-se nas colônias uma economia complementar e subordinada à das potências imperialistas.
A Alemanha, por ter se unificado tardiamente (1871), perdeu a fase mais importante da corrida
imperialista e sentiu-se lesada, especialmente frente ao Reino Unido e à França. Além disso, como a sua indústria crescia em ritmo mais rápido que a dos demais países, também se ressentia mais da falta de mercados consumidores. O choque de interesses internos e externos entre as potências imperialistas europeias acabou levando o mundo à Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

O Capitalismo Financeiro

Uma das consequências mais importantes do crescimento acelerado da economia capitalista foi o brutal processo de concentração e centralização de capitais. Várias empresas surgiram e cresceram rapidamente: indústrias, bancos, corretoras de valores, casas comerciais, etc. A acirrada concorrência favoreceu as grandes empresas, levando a fusões e incorporações que resultaram, a partir de fins do século XIX, na monopolização ou oligopolização de muitos setores da economia.
O liberalismo restringe-se cada vez mais ao plano da ideologia, pois o mercado passa a ser
oligopolizado, dominado por grandes corporações, substituindo a livre concorrência e o livre mercado. O Estado, por sua vez, passa a intervir na economia, seja como agente produtor ou empresário. Essa atuação do Estado na economia intensificou-se após a crise de 1929, que viria a sepultar definitivamente o liberalismo
clássico.

Patria Latina

A crise de 1929 deveu-se ao excesso de produção industrial e agrícola, pois os baixos salários pagos
na época impediam a expansão do mercado de consumo interno; à recuperação da indústria europeia, que passou a importar menos dos Estados Unidos; e à exagerada especulação com ações na bolsa de valores.
Colocando em prática em 1933, pelo então presidente Franklin Roosevelt, o New Deal (“novo acordo”) foi um clássico exemplo de intervenção do Estado na economia. Baseado em um audacioso plano de obras  públicas, com o objetivo principal de acabar com o desemprego, o New Deal foi fundamental para a recuperação da economia norte-americana.
Essa política de intervenção estatal numa economia oligopolizada, que acaba favorecendo o grande
capital, ficou conhecida como Keynesianismo, por ter sido o economista inglês John Maynard Keynes seu principal teórico e defensor.

1.2 - CARACTERÍSTICAS DO CAPITALISMO

Propriedade Privada dos meios de produção – Os meios de produção (bancos, supermercados,
lojas,...) pertencem predominantemente a uma pessoa ou a um grupo de pessoas.
Economia de Mercado – São as empresas que decidem como e quanto produzir e estabelecem o
preço e as condições de circulação das mercadorias.
Lei da Oferta e da Procura – Os preços das mercadorias variam de acordo com a procura por parte do consumidor e a quantidade do produto em oferta, isto é, colocada à venda.
Trabalho Assalariado – O trabalhador recebe um salário por seu trabalho, havendo concentração de
renda, principalmente nos países mais pobres.
Neoliberalismo – Doutrina econômica que, especialmente nas duas últimas décadas, retomou vários preceitos do liberalismo clássico. Um dos pontos principais do neoliberalismo é a ideia do Estado mínimo, isto é, o governo deveria ter sua atuação restrita ao campo social (destinando o mínimo de recursos à saúde, educação e previdência, por exemplo), além de não interferir no processo econômico, que seria regulado exclusivamente pelas leis de mercado.

1.3 – ORGANIZAÇÃO DAS EMPRESAS NO SISTEMA CAPITALISTA

Monopólio – Situação em que há uma única empresa fornecedora de determinado produto, que
controla sua oferta e seu preço.
Oligopólio – Grupo constituído por um pequeno número de empresas que controlam os preços de um produto.
Cartel – Associação ou combinação entre empresas, geralmente de um mesmo segmento, para
garantir o controle da produção e dos preços.
Truste – fusões e incorporações entre empresas que realizam uma mesma atividade com o intuito de garantir o domínio do mercado.
Holding – Uma empresa que detém o controle de diversas outras empresas, que atuam em diferentes ramos de atividades. As holding são grandes corporações que podem produzir desde canetas a aparelhos eletrônicos, carros e aviões.

1.4 – SISTEMA SOCIALISTA

 Estatização – As terras e os meios de produção devem pertencer ao Estado, que também passa a
controlar e a definir o salário dos trabalhadores.
 Economia Planificada – As atividades econômicas devem seguir uma planificação idealizada e
executada pelo Estado, que decide o que e como produzir.
 Pleno emprego – Para executar suas várias funções e diminuir as desigualdades sociais, o Estado cria um imenso quadro de funcionários, garantindo emprego a todos.
 Relação Social – O objetivo é eliminar as diferenças sociais, gerando uma melhor distribuição da
renda.

1.5 – GUERRA FRIA

mundo na forca - blogger
 Ordem Bipolar – Por serem superpotências econômicas e militares, EUA e URSS influenciavam outras nações, que a eles se aliaram na formação dos dois grandes blocos que polarizaram a economia e a sociedade do pós - segunda guerra. Essa situação perdurou até a década de 1990.
 Muro de Berlim – Em 1949, como conseqüência da bipolarização, os países da Europa alinharam-se em dois blocos: a Europa Ocidental capitalista, sob a influencia dos EUA, e a Europa Oriental socialista, sob a influência da URSS e em 1961 foi construído o muro de Berlim.
A partir de 1990, praticamente todos os países do bloco socialista passaram a adotar o capitalismo.
Atualmente, praticamente somente China, Cuba e Coreia do Norte continuam socialistas, embora incluam em sua economia algumas características do capitalismo.
Com o fim da União Soviética em 1991 e a consequente dissolução do socialismo, os Estados Unidos
viram-se transformados em “vencedores” da Guerra Fria, assumindo o papel de grande potência mundial.
Porém, apesar do grande poderio norte-americano, Japão e Alemanha (reunificada) também apareciam como polos da economia mundial, formando uma nova era multipolar, em detrimento da bipolaridade outrora existente. Desta forma, temos o mundo sob a influência de três grandes polos, os EUA, o Japão e a Europa, representada pela União Europeia, tendo Alemanha, França e Reino Unido como sustentáculos econômicos.

O FIM DA GUERRA FRIA

Muito se discute sobre uma possível data que marque o fim da Guerra Fria, o fato é que uma série de
acontecimentos desencadearam a dissolução do conflito Leste x Oeste. A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas. Os Estados Unidos assumiram o papel de única superpotência, os conflitos étnicos e nacionais ressurgiram com força total, e o poder não é mais de quem tem armas mais poderosas, mas de quem tem a economia mais forte. Veremos a seguir alguns fatores responsáveis pelo fim da bipolaridade mundial.

A crise da URSS

A economia soviética teve um considerável sucesso no período em que o mundo guiava-se pelos
padrões tecnológicos estabelecidos pela II Revolução Industrial (industrias de siderurgia, química, petrolífera,  aeronáutica, naval, etc). Isto colocou a URSS em igualdade com as economias capitalistas e em alguns momentos à frente, como o lançamento do primeiro satélite Sputnik I, em 1957, e o primeiro homem em órbita ao redor da Terra, Iúri Gagárin, em 1961.
Guiados pelo padrão tecnológico da II Revolução Industrial, a URSS priorizou indústrias de bens de
produção e de capital, com grande prioridade para a indústria bélica. Isto porém virou um problema na medida em que as indústrias de bens de produção não possuíam os devidos investimentos, gerando um grande descompasso econômico, com produções excessivas de ferro e aço de um lado, e a carência de eletrodomésticos e automóveis de outro. O quadro crítico acentua-se a partir da década de 1970, com a chamada Terceira Revolução Industrial, que demanda altos investimentos em pesquisa e tecnologia favorecendo o crescimento de setores como a informática e a robótica (estes exigem uma economia mais dinâmica, baseada numa economia de mercado).
A URSS começa a se defasar econômica e tecnologicamente em meados de 1970, sendo reconhecida
apenas por seu poderio militar, seu arsenal nuclear e sua capacidade de destruição em massa. Graças a seu baixo dinamismo econômico, sua produtividade industrial não acompanhava nem de longe os avanços dos países capitalistas desenvolvidos mais competitivos. Seu parque industrial, sucateado, era incapaz de produzir bens de consumo em quantidade e qualidade suficientes para abastecer a própria população. As filas intermináveis eram parte do cotidiano dos soviéticos e o descontentamento se generalizava. A situação agravasse nos anos 80, com o governo norte-americano de Ronald Reagan, que aumentou os orçamentos com defesa. Como a União Soviética não tinha mais condições de continuar com a corrida armamentista, os acordos de paz entre as duas superpotências tornaram-se necessários. Foi com essa missão que Gorbachev chegou, em 1985, à liderança daURSS.
A era Gorbachev (1985-1991) e o fim da União Soviética
Sua plataforma política defendia a necessidade de reformar a União Soviética, para que ela se
adequasse à realidade mundial. Em seu governo, uma nova geração de políticos se firmou, e impulsionou a dinâmica de reformas na URSS e a aproximação diplomática com o mundo ocidental.
Dentre as reformas propostas por Gorbachev, temos a Perestroika e a Glasnost:
- Perestroika (reestruturação): série de medidas de reforma econômicas. Para Gorbatchov, não seria
necessário erradicar o sistema socialista, mas uma reformulação deste seria inevitável. Para tanto, ele passou a diminuir o orçamento militar da União Soviética, o que implicou em diminuição de armamentos. Além disso, era preciso acabar com a ditadura, desmontando o aparelho repressor erigido na era Stálin.
- Glasnost (transparência) : visava a "liberdade de expressão" à imprensa soviética e a transparência do governo para a população, permitindo o pluripartidarismo e retirando a forte censura que o governo comunista impunha. Esta abertura política desencadeou uma série de movimentos separatistas na URSS, levando à sua completa fragmentação política.
Gorbachev sofreu um golpe de Estado, liderado pelos comunistas conservadores, porém, o golpe
fracassou e Mikhail foi reconduzido ao poder com o apoio de Boris Yeltsin. No entanto, o poder central se enfraqueceu, visto que as repúblicas – uma a uma – proclamavam sua independência política. A cartada final ocorreu em dezembro de 1991, quando a própria Rússia, sustentáculo da União Soviética, proclamou a sua independência. Com o fim da União Soviética um novo acordo foi firmado (acordo de Minsk), originando a CEI (Comunidade dos Estados Independentes), composto pelas antigas repúblicas soviéticas, exceto Estônia, Letônia e Lituânia. Boris Yeltsin foi eleito o novo presidente, renunciando em dezembro de 1999. Em seu lugar, Vladimir Putin foi eleito em março de 2000.
Hoje a Rússia sofre graves problemas com desemprego e baixo crescimento econômico, resultados da
tumultuada transição do socialismo para o capitalismo. O PIB só veio a crescer significativamente a partir de 1999. Um dos grandes problemas enfrentados hoje é o grande número de movimentos separatistas dentro de seu território.

O LESTE EUROPEU

Durante toda a Guerra Fria, a região do Leste europeu fez parte do chamado 2° mundo, sendo controlada pela URSS através do Pacto de Varsóvia. Com as políticas reformistas de Gorbachev e o fim da URSS, as frentes de independência se tornaram mais fortes nessa região, fazendo com que os países aderissem ao capitalismo e reorganizassem a sua economia e política. Os países integrantes* do Leste Europeu eram/são:
- Pôlonia
- Alemanha Oriental (hoje reunificada)
- Tchecoslováquia (hoje dividida em repúblicas Tcheca e Eslováquia)
- Hungria
- Romênia
- Bulgária
- Albânia**
- Iugoslávia** (hoje dividida em Sérvia, Montenegro, Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina e
Macedônia)
* Estes países formavam um bloco fechado na Europa, limitado pela “Cortina de Ferro”.
** Apesar da Albânia e Iugoslávia não estabelecerem relações diretas com Moscou, o regime socialista ditatorial era presente em ambos.
Polônia e Hungria
Na Polônia, a abertura política começou com a legalização do Solidariedade (sindicato político fundado em 1980 que defendia a liberdade de expressão dos trabalhadores) em 1989. No mesmo ano, a URSS começava a retirar do Leste europeu suas tropas do pacto de Varsóvia. Sem a pressão militar dos soviéticos, as medidas liberais ganharam força, não só na Polônia como em outros países da região. Além disso, restabeleceram a ligação religiosa com o Vaticano e a liberdade religiosa.
A Hungria também iniciou suas reformas em janeiro de 1989, quando o parlamento aprovou a lei que
permite o pluripartidarismo. O país tornou-se uma democracia e passou a se chamar República da Hungria.
Alemanha Oriental
Em 9 de novembro de 1989, a conselho de Gorbachev, o governo anunciou a livre passagem dos
alemães da parte oriental para a ocidental., levando a própria população à iniciativa de derrubar o muro de Berlim. Em 1990, Lothar de Maiziere, primeiro-ministro da Alemanha oriental, negociou a unificação das duas Alemanhas com Helmut Kohl, que governava a Alemanha ocidental. A República Democrática Alemã não existia mais. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha estava reunificada.
Tchecoslováquia e Bulgária
Em 1° de janeiro de 1993, a Tchecoslováquia se dividiu, de forma pacífica, dando origem a dois
países diferentes: na sua porção menos desenvolvida, formou-se a Eslováquia; e na sua parte mais
desenvolvida e industrializada, a República Tcheca, destaque na produção de automóveis e cerveja.
Na Bulgária a transição também aconteceu de forma pacífica. O pluripartidarismo foi admitido em 1988 e as reformas passaram a acontecer com o fim do Partido Comunista. Em 1990, passou a ser denominado República da Bulgária.
Romênia
Na Romênia, as reformas aconteceram lentamente. Com uma economia superada, a Romênia tem
aproveitado a entrada do capital estrangeiro, nos últimos anos, para melhorar sua situação econômica e tentar se reerguer.
ex-Iugoslávia
O desmembramento da Iugoslávia deu origem a novos países: União da Sérvia e Montenegro,
Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina e Macedônia. A separação do país foi marcada por sangrentos conflitos. Atualmente ocorreu a separação da Sérvia e Montenegro, em maio de 2006
Albânia
Foi o último Estado do Leste Europeu a implementar reformas. Encerrou sua fase socialista com altos
níveis de pobreza. Foi aliado da URSS até 1961, para posteriormente aliar-se à China até 1978. Depois das relações cortadas com a China, o país fechou-se num regime altamente autoritário e isolado, fiel à doutrina stalinista. Esta situação de instabilidade deixou o país extremamente despreparado para a transição econômica. Sem rumo, o governo albanês procura administrar os mecanismos do novo regime, ao mesmo tempo em que tenta encontrar soluções para os eternos problemas de miséria e desemprego.
O presidente George Bush (1989-1992) chamou de Nova Ordem Mundial. O que deixava de existir era a velha ordem bipolar e a rivalidade entre sistemas econômicos opostos que buscavam competir usando a capacidade militar. O mundo passava a funcionar sob a égide do capitalismo. A multipolaridade econômica não mudou significativamente a distribuição da riqueza no mundo. Os países ricos continuam ricos. E os pobres (exterceiro mundo) continuam pobres. A corrida armamentista perdeu força e a prioridade passou a ser a busca  por novos mercados e crescimento do capitalismo. Esta nova fase passou a ser chamada de Globalização, com
um crescente fluxo de informações, mercadorias, capital, serviços e pessoas em escala global. As redes que ordenam este fluxo podem ser materiais e virtuais, transformando o mundo em uma espécie de aldeia global.

2- OS TRÊS MUNDOS

Durante o período da Guerra Fria também era comum regionalizar o espaço mundial em “três mundos”.
 Primeiro Mundo – Constituído pelos países capitalistas desenvolvidos, como EUA, Reino Unido,
França, etc.
 Segundo Mundo – Formado pelos países socialistas, como China, URSS, Polônia, Hungria, etc.
 Terceiro Mundo – Constituído por um conjunto muito heterogêneo de países subdesenvolvidos
(pobres), como Brasil, Marrocos, Egito, etc.

3- REGIONALIZAÇÃO PELO NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS

 Elevado padrão de vida da maior parcela da população.
 Dominação econômica, tecnológica e política sobre países subdesenvolvidos.
 Desenvolvimento industrial e tecnológico.
 Os setores secundários e terciários abrigam a maior parte da PEA.
 Elevados investimentos em educação e em ciência.
 Baixo índice de mortalidade infantil e de analfabetismo.
 Ingestão de calorias diárias muito acima do mínimo recomendado.
 Predomínio de população urbana.
 Expectativa de vida além dos setenta anos.
 Acesso aos benefícios sociais à maioria da população.
 Emprego predominante de técnicas modernas, de máquinas e mão-de-obra qualificada no campo.
 Modernos e eficientes meios de comunicação e de transportes.
 A maior parte da população pertence à classe média e tem elevado padrão de vida e de consumo.

PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS

Quando, a partir da Segunda guerra Mundial, se começou a falar correntemente do
‘subdesenvolvimento’ (era, soube-se muito mais tarde, a tradução do termo under-development que os políticos americanos tinham fabricado), através disso foi possível saber que três quartos da humanidade sofriam de fome e atrair a atenção sobre o fato de que a população dos países pobres seria mais que o dobro nos trinta anos seguintes...
(LACOSTE, Yves. Geografia do Subdesenvolvimento: geopolítica de uma crise. 1985:31)
Apesar de só começar a ser discutido após a segunda guerra mundial e de ser um termo originado por
políticos norte-americanos, podemos dizer que as origens do subdesenvolvimento estão no longo período de dominação política e econômica e no tipo de relação estabelecida entre colônia e metrópole, durante a existência dos grandes impérios coloniais. Esses grandes impérios surgidos nos períodos denominados colonialismo (séc. XV a XVIII) e imperialismo (séc. XIX) refletiam o poder de antigas potências mercantilistas (Portugal e Espanha) e de potências da Revolução Industrial (França, Inglaterra e Holanda).
O fato de se tornarem independentes não garante às ex-colônias o desenvolvimento. Junto à sua
independência somam-se os problemas decorrentes de sua antiga relação com as metrópoles além da sua própria incapacidade de administrar o próprio destino. Governos ditatoriais, submissão aos interesses de empresas transnacionais, corrupção, conflitos étnicos e dívida externa são outros agravantes da situação de pobreza já existente nesses países.

Apesar das diferenças entre os próprios países subdesenvolvidos, algumas características se fazem comuns:
 Má distribuição de renda.
 Dependência econômica, política, tecnológica e até mesmo cultural em relação aos países
desenvolvidos.
 Economia primário-exportadora (países pouco industrializados).
 Os setores primário e terciário da economia e o mercado informal abrigam a maior parte da população empregada.
 Altos índices de analfabetismo, de mortalidade e de natalidade e elevado crescimento populacional.
 Ingestão de calorias diárias abaixo do mínimo recomendado.
 Alto índice de pessoas vivendo em sub-moradias.
 Dividas externas impagáveis.
 Proliferação de grandes centros urbanos sem infra-estrutura.
 Concentração de renda.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES EMERGENTES

Não existe homogeneidade na classificação dos países subdesenvolvidos. Enquanto alguns ainda
permanecem com as relações econômicas existentes na época colonial, outros se industrializaram e cresceram economicamente. Estes últimos pertencem ao grupo dos Novos Países Industrializados (NICs – New Idustrialized Countries), também chamados de economias emergentes e países capitalistas semi-periféricos. A este grupo pertencem países como Brasil, Argentina, México, Índia, África do Sul e Tigres Asiáticos (Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul).
São paises pobres, industrializados ou em fase de industrialização. Apesar de industrializados, são
dependentes de tecnologia.

4 – CONFRONTO: NORTE / SUL

Na lógica bipolar, era comum classificarmos os países em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo, além
do constante uso da expressão “conflito Leste x Oeste”. Com a Nova Ordem Mundial, essa classificação já não tem mais sentido. Como o Segundo Mundo, que era formado pelas nações socialistas, não existe mais, os países são classificados em ricos e pobres, ou desenvolvidos e subdesenvolvidos. E o mundo ficou dividido em países do Norte (desenvolvidos) e países do Sul (subdesenvolvidos). Na Nova Ordem, o conflito Leste-Oeste da guerra fria foi substituído pelo conflito Norte-Sul, que opõe entre si as grandes diferenças que separam a riqueza, a tecnologia e o alto nível de vida da pobreza, da exclusão dos novos meios técnico-científicos e dos baixos níveis de vida.

Algumas características desta nova divisão:

- O grande contingente de ex-colônias asiáticas, africanas e americanas (com exceção de Estados
Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia) forma o bloco dos países do Sul. Apesar de terem
características comuns, esses países apresentam profundas diferenças entre si.
- Alguns países se destacam na oferta de oportunidades para investimentos das empresas
transnacionais. São países subdesenvolvidos industrializados ou em fase de industrialização. São os
chamados países emergentes, e o Brasil está entre eles.
- Os antigos países socialistas são chamados hoje de países de economia “em transição”, porque
passam por uma fase de adaptação à economia de mercado. Apenas China*, Cuba, Coréia do Norte,
Vietnã, Líbia e Laos ainda resistem como socialistas.
- A África Subsaariana está à margem da economia global. Seus países sofrem com conflitos tribais,
fome, seca e aids. Além disso, encontram-se na total dependência do FMI e do Banco Mundial. Diante desse estado de miséria, a África não desperta interesse, nem como consumidora nem como opção de investimento de capital especulativo.
* O caso chinês é especial, visto que possui um “socialismo de mercado”, ou seja, uma economia capitalista regida por uma política socialista.
Nota: A oposição ‘Norte’ rico ou desenvolvido e ‘Sul’ pobre ou subdesenvolvido é bastante esquemática. Como classificar os países do Leste Europeu, por exemplo? Eles pertencem ao ‘Norte’ ou ao ‘Sul’? Já a China, pelos aspectos demográfico, econômico e geopolítico e por suas contradições, é inclassificável. Além disso, cada vez mais o ‘Sul’ aparece dentro do ‘Norte’, em consequência do aprofundamento das desigualdades sociais e do aumento da imigração.
MOREIRA e SENE. Geografia Geral e do Brasil, espaço geográfico e globalização. 2005

5- O SISTEMA-MUNDO: CENTRO E PERIFERIA

Uma outra forma de classificação dos países seria a de países centrais e países periféricos. Esta forma
de classificação também surgiu com o fim da Guerra Fria, sendo extremamente conveniente ao sistema capitalista. Ela designa os países como centrais (que se encontram no “centro” do sistema capitalista) e periféricos (o restante, na “periferia” do sistema capitalista). Observe o mapa abaixo:
“Países centrais” é uma expressão usada para designar uma tríade: Estados Unidos, Japão e união Europeia, que comandam o sistema capitalista. O restante do mundo é formado por países de periferia com maior ou menor grau de integração a um dos pólos que compõem o centro do sistema capitalista. Os Estados unidos é o único que influencia o mundo inteiro; os outros países do centro têm uma influência mais regional. Mesmo na periferia há nações com certa influência regional, como é o caso da China, da Índia e do Brasil. A China, aliás, ora é classificada como potência, quando se considera o aspecto geopolítico (Potência militar e membro do conselho de segurança da ONU), ora como país emergente, quando se considera que se trata de um país da periferia, como mostra o mapa, embora muito importante economicamente. Em resumo, nem sempre há consenso na classificação dos países.
MOREIRA e SENE. Geografia Geral e do Brasil, espaço geográfico e globalização. 2005

6- REGIONALIZAÇÃO SEGUNDO IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)

O IDH é um eficiente método para analisar a qualidade de vida de um país, pois não levam em
consideração apenas indicadores econômicos, mas também variáveis como expectativa de vida e educação. As variáveis utilizadas são:
- Expectativa de vida: a esperança de vida ao nascer
- Educação: o conhecimento, medido pela taxa de alfabetização de adultos e pela taxa bruta de
matrículas no ensino fundamental, médio e superior.
- PPC (PIB per capita): a renda distribuída para a população, permitindo um padrão de vida mais
decente.
Estas três variáveis combinadas oscilam entre valores de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor é o
padrão de vida da população, quanto mais próximo de 0, pior.

Fonte : GEOGRAFIA POLÍTICA/2012 PROFESSOR: TIAGO DALESSI