terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Vegetação tropical emite menos CO2 do que se pensava .

SAVANAS
MATA ARBUSTIVA
Sumidouros de carbono armazenariam 21% a mais de gases estufa.
Mapeamento de cientistas ajuda na vigilância de países contra o desmate.
Estudo publicado na revista científica “Nature” mostra um novo mapeamento feito por cientistas sobre a vegetação tropical do planeta e aponta que as regiões que abrangem florestas, savanas e matas com arbustos guardariam 21% a mais de carbono do que se pensava.
FLORESTA
Isto significaria uma desaceleração no desmatamento dessas áreas, consideradas sumidouros de carbono (que absorvem naturalmente este gás de efeito estufa da atmosfera e o armazenam no solo -- mais florestas em pé, menos CO2 emitido). Para se ter ideia, a Amazônia concentraria 30% de todo carbono do mundo (cerca de 100 bilhões de toneladas).
Com uma combinação que utilizou dados de satélite com informações colhidas em campo, pesquisadores das universidades Boston e de Maryland, ambas dos Estados Unidos, criaram um mapa que reúne informações da África, Ásia e América.

Essas estimativas são necessárias e fundamentais para a compreensão da quantidade de carbono liberado na atmosfera devido às mudanças na cobertura vegetal e uso da terra.

Aquecimento global
O desmatamento de florestas tropicais é considerado uma importante fonte de emissões de gases de efeito estufa, liberando a 1,1 bilhão de toneladas de CO2 ao ano.
O projeto auxilia nações e projetos ambientais a determinar melhores estimativas de emissões de carbono, necessárias para relatórios emitidos à Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), que apoiam a iniciativa Redd+ (Redução de emissões por desmatamento e degradação).
Greg Asner, ecologista da Carnegie Institution for Science, disse em comunicado divulgado nesta segunda-feira (30) que “a resolução do mapa pode ajudar os países a implementar atividades de melhorar a gestão da floresta e auxiliará no combate às alterações climáticas”.
FONTE:G1

EROSÃO DO SOLO ELEVA A AMEAÇA DO AQUECIMENTO GLOBAL.


O aquecimento global ficará pior à medida que a agricultura acelerar a taxa de erosão do solo, reduzindo a quantidade de carbono que o solo é capaz de armazenar, informou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta segunda-feira (13).

O solo contém quantidades enormes de carbono na forma de matéria orgânica, que fornece os nutrientes para o crescimento das plantas e melhora a fertilidade da terra e o movimento da água.

A faixa mais superficial do solo armazena sozinha cerca de 2,2 trilhões de toneladas de carbono -- três vezes mais que o nível atualmente contido na atmosfera, informou o Livro do Ano 2012 do Pnuma. "O carbono do solo é facilmente perdido, mas difícil de ser reposto", diz o relatório.

Uso da terra

Ainda segundo o documento, os estoques de carbono no solo são altamente vulneráveis às atividades humanas. Eles diminuem de forma significativa (e em geral rapidamente) em resposta às mudanças na cobertura do solo e no uso da terra, tais como desmatamento, desenvolvimento urbano e o aumento das culturas, e como resultado de práticas agrícolas e florestais insustentáveis.

Tais atividades podem decompor a matéria orgânica. Quando isso ocorre, parte do carbono é convertido em dióxido de carbono -- gás do efeito estufa que é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global - e ele é perdido do solo.

Cerca de 24% das terras do planeta já sofreram declínio na saúde e na produtividade ao longo dos últimos 25 anos em razão do uso insustentável do solo, disse o Pnuma.

Desde o século 19, aproximadamente 60% do carbono armazenado nos solos e na vegetação foi perdido como resultado das mudanças no uso da terra, tais como limpar a terra para a agricultura e para as cidades.

À medida que a demanda global por alimentos, água e energia aumente drasticamente, como se prevê, o solo ficará sob uma pressão cada vez maior.

FONTE: G1

domingo, 19 de fevereiro de 2012

CONTEÚDOS COBRADOS : ENEM E UFSC


4. Ciências Humanas e suas Tecnologias / ENEM
• Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade
o Cultura Material e imaterial; patrimônio e diversidade cultural no Brasil.

o A Conquista da América. Conflitos entre europeus e indígenas na América colonial. A escravidão e formas de resistência indígena e africana na América.

o História cultural dos povos africanos. A luta dos negros no Brasil e o negro na formação da sociedade brasileira.

o História dos povos indígenas e a formação sócio-cultural brasileira.

o Movimentos culturais no mundo ocidental e seus impactos na vida política e social.


• Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado
o Cidadania e democracia na Antiguidade; Estado e direitos do cidadão a partir da Idade Moderna; democracia direta, indireta e representativa.

o Revoluções sociais e políticas na Europa Moderna.

o Formação territorial brasileira; as regiões brasileiras; políticas de reordenamento territorial.

o As lutas pela conquista da independência política das colônias da América.

o Grupos sociais em conflito no Brasil imperial e a construção da nação.

o O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX.

o Políticas de colonização, migração, imigração e emigração no Brasil nos séculos XIX e XX.

o A atuação dos grupos sociais e os grandes processos revolucionários do século XX: Revolução Bolchevique, Revolução Chinesa, Revolução Cubana.

o Geopolítica e conflitos entre os séculos XIX e XX: Imperialismo, a ocupação da Ásia e da África, as Guerras Mundiais e a Guerra Fria.

o Os sistemas totalitários na Europa do século XX: nazi-fascista, franquismo, salazarismo e stalinismo. Ditaduras políticas na América Latina: Estado Novo no Brasil e ditaduras na América.


o Conflitos político-culturais pós-Guerra Fria, reorganização política internacional e os
organismos multilaterais nos séculos XX e XXI.

o A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas.

o Vida urbana: redes e hierarquia nas cidades, pobreza e segregação espacial.

• Características e transformações das estruturas produtivas
o Diferentes formas de organização da produção: escravismo antigo, feudalismo,
capitalismo, socialismo e suas diferentes experiências.

o Economia agro-exportadora brasileira: complexo açucareiro; a mineração no período colonial; a economia cafeeira; a borracha na Amazônia.

o Revolução Industrial: criação do sistema de fábrica na Europa e transformações no processo de produção. Formação do espaço urbano-industrial. Transformações na estrutura produtiva no século XX: o fordismo, o toyotismo, as novas técnicas de produção e seus impactos.

o A industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas.

o A globalização e as novas tecnologias de telecomunicação e suas consequências
econômicas, políticas e sociais.

o Produção e transformação dos espaços agrários. Modernização da agricultura e
estruturas agrárias tradicionais. O agronegócio, a agricultura familiar, os assalariados do campo e as lutas sociais no campo. A relação campo-cidade.

• Os domínios naturais e a relação do ser humano com o ambiente
o Relação homem-natureza, a apropriação dos recursos naturais pelas sociedades ao longo do tempo. Impacto ambiental das atividades econômicas no Brasil. Recursos minerais e energéticos: exploração e impactos. Recursos hídricos; bacias hidrográficas e seus aproveitamentos.

o As questões ambientais contemporâneas: mudança climática, ilhas de calor, efeito estufa, chuva ácida, a destruição da camada de ozônio. A nova ordem ambiental internacional; políticas territoriais ambientais; uso e conservação dos recursos naturais, unidades de conservação, corredores ecológicos, zoneamento ecológico e econômico.

o Origem e evolução do conceito de sustentabilidade.

o Estrutura interna da terra. Estruturas do solo e do relevo; agentes internos e externos modeladores do relevo.

o Situação geral da atmosfera e classificação climática. As características climáticas do território brasileiro.

o Os grandes domínios da vegetação no Brasil e no mundo.

• Representação espacial
o Projeções cartográficas; leitura de mapas temáticos, físicos e políticos; tecnologias modernas aplicadas à cartografia.


GEOGRAFIA / UFSC
ORIENTAÇÃO GERAL

Os conhecimentos apresentados têm como objetivo básico permitir a compreensão da gênese e das transformações das diferentes organizações territoriais e os múltiplos fatores que neles intervêm, como produto
das relações de poder. O domínio dos saberes fundamentais da Geografia deve contribuir para analisar e comparar, interdisciplinarmente, as relações entre a preservação e degradação da vida na Terra, tendo em vista o conhecimento da sua dinâmica e a mundialização dos fenômenos nas diferentes escalas.
As competências em Geografia são alinhadas a partir de três perspectivas: representação e comunicação, investigação e à compreensão e a contextualização sociocultural. Dessa forma, o vestibulando deverá demonstrar capacidade de observação, de análise e interpretação dos códigos específicos da Geografia e ao
mesmo tempo possuir uma visão interdisciplinar, global e diferenciada de realidades distintas da geopolítica mundial, dos espaços brasileiro e catarinense, identificando generalidades e singularidades.

1 – O Globo Terrestre e a Situação Geográfica do Brasil e de Santa Catarina
1.1. O planeta Terra: movimentos e projeções cartográficas
1.2. Orientação e coordenadas geográficas
1.3. Posição geográfica, fronteiras e limites do Brasil e de Santa Catarina


2 – A Dinâmica da Natureza e Sua Importância na Organização do Espaço
2.1. Litosfera
2.2. Atmosfera
2.3. Hidrosfera
2.4. Biosfera
2.4.1. As grandes paisagens naturais e a globalização dos problemas ambientais


3 – A Formação Econômico-Social e Espacial do Brasil e de Santa Catarina
3.1. Aspectos naturais:
3.1.1. Estrutura geológica
3.1.2. Relevo
3.1.3. Clima
3.1.4. Hidrografia
3.1.5. Vegetação
3.1.6. Domínios morfoclimáticos
3.1.7. Ecossistemas
3.1.8. Problemas Ambientais
3.2. Aspectos humanos:
3.2.1. Dinâmica demográfica
3.2.2. Crescimento vegetativo
3.2.3. Política demográfica
3.2.4. Indicadores socioeconômicos
3.3 Estrutura da população:
3.3.1. Estrutura etária e sexos
3.3.2. Setores de atividade
3.3.3. Distribuição de renda
3.3.4. Etnias
3.3.5. Uma questão contemporânea: as minorias
3.3.6. Migrações
3.3.7. Urbanização
3.3.8. A questão da pobreza e da violência urbana.
3.4. Atividades econômicas e (re)organização do espaço geográfico:
3.4.1. Atividade industrial
3.4.2. Energia
3.4.3. Transporte e comércio

domingo, 12 de fevereiro de 2012

GRÉCIA-CRISE ATUAL


O Parlamento grego aprovou neste domingo novas medidas de austeridade em meio a protestos violentos em Atenas. Durante todo o dia, protestos se espalharam no centro de Atenas em meio à indignação por causa dos cortes nos gastos públicos, que são uma exigência do FMI, da União Europeia e do Banco Central Europeu para liberar um pacote de resgate de 130 bilhões de euros (R$ 296 bilhões), que permitiria que o país pagasse suas dívidas.

A polícia usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que atiravam pedras e coquetéis Molotov. O correspondente da BBC em Atenas, Mark Lowen, diz que é o pior episódio de violência na cidade em muitos meses. Diversos edifícios históricos, incluindo cafés e cinemas, estão em chamas. A praça Syntagma, no centro de Atenas, está envolta em uma nuvem de gás lacrimogêneo, segundo o correspondente.Os manifestantes tentaram atravessar um cordão formado por policiais da tropa de choque em volta do Parlamento. Ioannis Simantiras, 34 anos, disse que os manifestantes foram encurralados pela polícia. "Ninguém podia escapar do gás. Quando ele envolveu a todos e todos estavam sufocando, a polícia abriu um corredor para nós para longe do Parlamento. Então todos correram", disse à BBC.Antes da votação, o primeiro-ministro Lucas Papademos disse que a Grécia não pode se dar ao luxo de ter protestos deste tipo em tempos tão difíceis. "Vandalismos, violência e destruição não tem lugar em um país democrático e não serão tolerados, afirmou. Neste domingo, os legisladores também aprovaram um acordo para tentar negociar com investidores privados uma redução de 100 bilhões de euros na dívida do país, que totaliza 360 bilhões.Economia forçada


Conflitos entre manifestantes e policiais ainda acontecem em partes da capital. Horas antes, milhares de pessoas expressaram sua indignação com as propostas de cortes no segundo dia consecutivo de protestos. Relatos dizem que cerca de 800 mil pessoas se juntaram às manifestações em Atenas, com outros 20 mil protestando em Tessalônica.
As medidas em votação incluem:
- o corte de 15 mil empregos públicos
- uma diminuição de 22% no salário mínimo
- flexibilização de leis trabalhistas (para facilitar a demissão de trabalhadores) e um pacote de impostos e reformas previdenciárias.
As propostas têm provocado forte descontentamento entre o povo grego, já assolado por uma recessão econômica e por altas taxas de desemprego.Antes da votação, o premiê grego, Lucas Papademos, havia advertido, em um comunicado televisionado, que a não aprovação das medidas de austeridade forçaria a Grécia a declarar a moratória de suas dívidas, o que "levaria o país por uma aventura desastrosa".
"O custo social deste programa é limitado em comparação com a catástrofe econômica e social que aconteceria se não o adotássemos", disse.Ele afirmou que economias seriam perdidas, que o governo seria impossibilitado de pagar salários e que as importações de combustível, remédios e maquinaria seriam interrompidas. Os países europeus querem que a Grécia economize mais 325 milhões de euros este ano e insiste que os líderes gregos deem "fortes garantias políticas" da implementação dos pacotes.O país não consegue pagar sua dívida e há receio de que uma eventual moratória prejudique a estabilidade financeira da Europa e leve até mesmo a uma desintegração da zona do euro. No entanto, muitos gregos acreditam que já economizaram tudo o que podem e não conseguem lidar com mais cortes, segundo o correspondente da BBC.

Entenda


A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram. Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos - deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito de 2008. O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país.
Se o país não fosse membro da zona do euro, talvez fosse tentador declarar a moratória, o que significaria deixar de pagar os juros das dívidas ou pressionar os credores a aceitar pagamentos menores e perdoar parte da dívida. Contudo, uma moratória grega, além de estimular países como Irlanda e Portugal a fazerem o mesmo, significaria um aumento de custos para empréstimos tomados pelos países menores da União Europeia, sendo que alguns deles já sofrem para manter seus pagamentos em dia.
Se Irlanda e Portugal seguissem o caminho do calote, os bancos que lhes emprestaram dinheiro seriam afetados, o que elevaria a demanda por fundos do Banco Central Europeu. Por isso, enquanto a Europa conseguir bancar a ajuda aos países com problemas e evitar seu calote, é provável que continue fazendo isso.
Neste cenário, Alemanha e França lideram os esforços para evitar a quebra dos gregos e, além de arrecadar fundos junto a governos e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), conseguiram inclusive que os bancos privados europeus também entrassem na ajuda.Os sinais mais agudos dos problemas financeiros começaram no final de 2009, quando em 7 de dezembro a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a qualificação da dívida grega e a Fitch Ratings fez o mesmo um dia depois.
A Comissão Europeia chamou a atenção da Grécia por sua possível repercussão na zona do euro e o Banco Central Europeu pediu que o país tomasse medidas.Em janeiro de 2010, o governo grego apresenta um plano para reduzir o déficit público de 12,7% do PIB, em 2009, para 2%, em 2013.
Em 3 de fevereiro, a Comissão Europeia aprova este plano de austeridade grego, mas anuncia que exercerá uma vigilância sem precedentes sobre seu cumprimento.
Em 23 de abril de 2010, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, pede a ativação de um pacote de ajuda da União Europeia e do FMI, que visava retirar o país da crise de dívida. O plano de ajuda à época, da zona euro e do FMI, previa a concessão de empréstimos de 45 bilhões de euros (US$ 60 bilhões) com juros de cerca de 5%.
Em maio, os países do euro e o FMI aprovam um novo plano de ajuda, ainda maior, de 110 bilhões de euros (a zona do euro oferece 80 bilhões de euros, enquanto 30 bilhões de euros viriam do FMI). Os financiamentos a Atenas foram condicionados a progressos na reforma fiscal e a medidas de austeridade prometidas pelo governo grego, que seriam revisadas trimestralmente. A quantia, que foi acordada a ser paga em prestações, seria paga após cada revisão trimestral, até 2012.
Pressionado, o governo grego aprovou em 29 de junho um novo pacote de austeridade para poder receber uma nova parcela de ajuda - de 12 bilhões de euros.
O pacote incluía corte de gastos, de empregos, de salários, aumentos de impostos e vendas de ativos estatais. As medidas de austeridade foram altamente impopulares entre os gregos. A polícia entrou em confronto com manifestantes em algumas ocasiões nas ruas próximas ao parlamento.Apenas dois meses depois, em agosto de 2010, uma missão da União Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI pedia que a Grécia acelerasse suas reformas e privatizasse parte de seu setor energético para poder continuar recebendo ajuda externa.
Entre as 13 recomendações da missão internacional, destacava-se a exigência de que a Grécia acelerasse a liberalização dos setores monopolizados em sua economia
- como o de transportadoras, por exemplo, - até o final do ano, com o objetivo de reduzir as pressões inflacionárias. Outra delas exigia a abertura do mercado energético, privatizando pelo menos 40% de suas unidades estatais de produção.O país segue com dificuldades durante os meses seguintes e, em 15 de novembro de 2010, admite ter quebrado as condições do resgate econômico posto em prática para evitar a quebra. Um dos indicadores - o déficit público em 2010 foi previsto para 9,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mais do que os 7,8% acordados com os credores.Depois de seis meses de revoltas populares e desencontros o que foi acordado com credores, em 23 de junho de 2011 o primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, solicita à Europa e ao FMI o segundo plano de ajuda financeira em um ano para tentar evitar a bancarrota de seu país.A fim de desbloquear mais uma parcela do pacote de ajuda original (de 110 bilhões de euros), o Parlamento aprova em 29 de junho um novo pacote de austeridade que inclui 28,4 bilhões de euros em medidas de economia e altas de impostos, além da arrecadação de 50 bilhões mediante privatizações. Com a aprovação de plano de ajuste até 2015, o governo desbloqueia os 12 bilhões de euros do quinto aporte do empréstimo do FMI e da União Europeia. As principais medidas foram corte das despesas do Estado em 14,3 bilhões de euros e arrecadar outros 14,1 bilhões de euros até 2015, a fim de situar o déficit abaixo de 3% do PIB nesse ano; adotar o "imposto solidário" entre 1% e 4% às rendas mais altas. Para ministros, parlamentares e outros cargos públicos com rendimentos superiores o imposto é de 5%; subir para 300 euros anuais os impostos para profissionais que trabalham por conta própria, como advogados, encanadores e taxistas; reduzir o mínimo isento de taxação de 12 mil euros para 8 mil euros, embora fiquem de fora os trabalhadores menores de 30 anos e os aposentados, e criar o imposto imobiliário especial para os proprietários de bens de mais de 200 mil euros; aumentar impostos sobre bens de luxo como iates, piscinas e carros potentes; abre-se a possibilidade de legalizar imóveis construídos fora da lei após o pagamento de penalizações e eliminação do grande número de isenções fiscais; suprimir 150 mil empregos públicos, 25% do total, para o qual não serão prolongados os contratos temporários e só será substituído um de cada dez funcionários aposentados. Os salários, cortados em média de 12% no ano anterior, voltarão a ser reduzidos; suprimir as diversas prestações sociais para economizar 4 bilhões de euros até 2015. Cortar também de 500 milhões de euros em 2011 em conceito de subvenções e outros 855 milhões de euros até 2015, com a fusão de escolas, hospitais e quartéis da polícia; reduzir a despesa de saúde até 2015 em 2,1 bilhões de euros mediante a racionalização das prescrições e com remédios mais baratos; reduzir a despesa militar, o mais alto percentual dos países europeus da Otan com cerca de 4% do PIB, embora muitos analistas considerem que é maior pelo uso de verbas ocultas. No total, corte de 1,2 bilhão de euros até 2015 e cancelamento dos pedidos de armamento por 830 milhões de euros; arrecadar 5 bilhões de euros com a venda do monopólio de apostas e loterias OPAP, o Postbank, a empresa de gestão de águas de Salônica, a segunda cidade do país, e as empresas de gestão portuárias do Pireo e Salônica; entre 2012 e 2015, o Estado ingressar outros 45 bilhões de euros com a privatização da empresa de gestão de água de Atenas, refinarias, empresas elétricas, o ATEbank, especializado no setor agrícola, assim como a gestão de portos, aeroportos, estradas, direitos de exploração de minas e bens móveis e imóveis estatais.Com a aprovação do plano, os ministros das Finanças da Eurozona autorizaram, em 2 de julho, a liberação de nova parcela do empréstimo para a Grécia e acertam que definirão um novo plano de resgate para o país.Os problemas financeiros da Grécia não diminuem e, em 21 de julho de 2011, as principais autoridades da zona do euro decidem em uma reunião de emergência conceder amplos poderes ao fundo de resgate da região para ajudar a Grécia a superar a crise da dívida e evitar que aumente a instabilidade do mercado. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirma que os líderes da região de 17 países concordaram em abrandar os termos dos empréstimos para Grécia, Irlanda e Portugal. Ao mesmo tempo, investidores privados trocariam voluntariamente bônus gregos por títulos de prazo mais longo com juros mais baixos para ajudar Atenas. O juro dos empréstimos seria reduzido para cerca de 3,5%, de 4,5% a 5,8% anteriormente, e os vencimentos dos empréstimos seriam ampliados de 7,5 anos para no mínimo 15 anos e no máximo 30 anos.Em 11 de outubro, medidas econômico-financeiras são acertadas entre Atenas e o trio de organismos multilaterais (FMI, União Europeia e Banco Central Europeu) que têm em mãos a decisão de se o país está apto a receber novos empréstimos para pagar suas dívidas e evitar uma moratória iminente.Em comunicado, o trio indica que a Grécia receberá mais 8 bilhões de euros - de um total de 110 bilhões de euros de seu pacote de resgate aprovado em maio de 2010 -, após o aval dos ministros das Finanças da zona do euro e da diretoria executiva do FMI.Liderados pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pela chefe de governo alemã, Angela Merkel, os países da zona do euro anunciam em 27 de outubro de 2011 ter conseguido com os bancos credores uma redução de 50% na dívida da Grécia. Em contrapartida, a Grécia deveria colocar em prática um novo pacote de cortes de gastos.Em 1º de novembro, o mundo acorda com a notícia de que, ao contrário do que vinha ocorrendo com as medidas anteriores adotadas pelos gregos, o primeiro-ministro do país, George Papandreou, disse que desta vez as discussões deixariam a esfera do Parlamento e gabinetes de ministros e, por precisar de maior apoio político para adotar as medidas fiscais e as reformas estruturais exigidas pelos credores internacionais, iria convocar um referendo público para aprová-las. A decisão foi criticada pelos credores e até mesmo por parte dos políticos na Grécia, enquanto Papandreou mantinha a decisão de consultar a população. A ideia foi abandonada oficialmente pouco depois, no dia 4 de novembro.Em dezembro, o FMI aprovou o sexto lote de ajuda financeira à Grécia, avaliado em 2,2 bilhões de euros, pertencente ao pacote de resgate estipulado em 2010 em conjunto com a União Europeia (UE).Pressionada pelos demais países europeus e pelo FMI, a Grécia começou 2012 em negociações para acertar um novo acordo com credores - principalmente os bancos privados - para evitar a insolvência.
FONTE: TERRA.COM
FOTTUS.
VEJA ALGUMAS FOTOS DA GRÉCIA




sábado, 11 de fevereiro de 2012

ILHAS MALVINAS OU FALKLANDS


As Ilhas Malvinas (cujo nome em inglês é Falkland Islands) são um arquipélago sulamericano, situado no Atlântico Sul, a uma distância de 480 km da Patagônia, 772 km a Noroeste do Cabo de Hornos, 1080 km a Oeste das Ilhas Geórgia do Sul e a 940 km da Ilha Elefante, localizada na Antártida.
O arquipélago das Ilhas Malvinas possui um pouco mais de duzentas ilhas, onde se destacam duas ilhas principais: Ilha Grande Malvina, situada a oeste, tem superfície de 4377 km ² e Ilha Soledad, localizada a este, possui 6353 km².

Existe uma grande quantidade de pequenas ilhas satélites, a mais isolada é a pequena Ilha Beauchene a 55 km ao sul da Punta Del Toro, no extremo meridional da Ilha Soledad. Alguns destes grupos satélites formam verdadeiros arquipélagos, tais como os das Ilhas Sebaldes, situado a noroeste da Grande Malvina. Ao sul das Ilhas Malvinas está o banco Burdwood (planície submarina) encontrado a pouca profundidade e onde, depois de algumas análises, concluiu-se que é um local rico em jazidas de minérios e até petróleo.
A primeira ocupação da ilha foi feita por uma companhia privada francesa (que reconheceu, prontamente, a soberania da coroa espanhola) quase simultaneamente com um assentamento britânico. Depois de evacuadas pelos espanhóis (07/021811), as ilhas ficaram sem um povoamento fixo. As ilhas Malvinas tornaram-se moradia esporádica para caçadores de focas e baleeiros.

As ilhas foram domínio argentino no período compreendido entre seis de novembro de 1820 até três de janeiro de 1833, quando foram ocupadas pelo Reino Unido, que as administra desde então. Durante a Guerra das Malvinas (dois de abril até quatorze de junho de 1982), o controle das ilhas foi novamente argentino.

A criação de ovelhas e a fabricação de lã são as principais atividades econômicas das Malvinas. A lã é o artigo mais exportado, mas também couros e peles. Dentre os artigos mais importados estão alimentos, combustíveis, têxteis, máquinas e armamento.

A moeda das ilhas é a libra malvinense, que equivale à libra esterlina, com circulação de cédulas e moedas com desenhos semelhantes aos da moeda inglesa.

Desde a constituição de 1985, as ilhas são administradas por um governador britânico e um conselho de dez membros, dos quais oito são eleitos. Os outros dois membros, o diretor e o secretário financeiro, não têm direito ao voto e formam parte da junta diretiva junto com três legisladores e o governador, presidente da mesma.

Neste mês de abril completam-se 25 anos da Guerra das Malvinas, como ficou conhecido o conflito armado protagonizado pela Grã-Bretanha e pela Argentina a partir de invasão das ilhas por tropas deste último. Ilhas Malvinas para os argentinos e Falklands Islands para os britânicos, o arquipélago localiza-se na costa da Argentina e a cerca de 10 mil quilômetros da Grã-Bretanha.

Território britânico reclamado pela Argentina, as Ilhas Malvinas foram invadidas pelo exército e marinha argentinas em 02 de abril de 1982, época em que Margaret Thatcher exercia o cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha e o general Leopoldo Galtieri era membro da junta de governo da Argentina. A guerra, em síntese, foi resultado de uma disputa territorial entre a Grã-Bretanha e a Argentina pelo arquipélago das Malvinas. Os argentinos reivindicam a soberania da região desde o século 19. Negociações para resolver a disputa política começaram em 1965, mas não houve evolução, principalmente pelo fato de a população local ser contra a transferência da soberania para a Argentina. Ocorre que a maioria dos pouco mais de três mil habitantes do arquipélago descende de ingleses, daí a posição contrária à anexação territorial à Argentina.
A proximidade geográfica facilitou a estratégia da Argentina, que não resistiu à tecnologia de guerra britânica. Contudo, existem alguns dados muito importantes para se poder melhor entender os resultados do conflito e que em nenhum momento foram evidenciados. Contrariando ao direito internacional os Estados Unidos facilitaram continuamente aos britânicos o acesso a imagens de satélite relativas ao posicionamento da frota argentina. Desta maneira, os Estados Unidos, de fato, descumpriram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), aplicável em casos de guerra, para favorecer a um membro da OTAN. A França foi o país, além dos Estados Unidos, que mais colaborou com a Grã-Bretanha fornecendo informações técnicas e tecnológicas relativas aos mísseis Exocet, dos quais é produtor, fornecendo códigos para desvio de alvo de cada míssil desta categoria vendido pela França à Argentina. Por este motivo técnico, nenhum míssil comprado da França pela Argentina pôde acertar o alvo, à exceção de um, que acertou e afundou o contratorpedeiro britânico HMS Sheffield por parte da frota argentina utilizando um míssil Exocet procedente de um país-membro do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, o Reino Unido pediu à França os códigos de desvio destes mísseis vendidos a todos os membros do acordo de defesa interamericano. Em razão das divergências com a Argentina em relação ao Canal de Beagle (ocorreu rusga em 1978), o Chile, à época governado por Augusto Pinochet, posicionou-se favoravelmente à Grã-Bretanha e, assim como os Estados Unidos, descumprindo o tratado interamericano (TIAR).

O resultado da Guerra das Malvinas, que durou 74 dias (de 02 de abril a 14 de junho de 1982), é conhecido: a Argentina foi derrotada e computou a morte de 649 soldados (dos quais 323 no afundamento do navio de guerra General Belgrano); da parte da Grã-Bretanha, foram 255 os mortos e 3 habitantes locais, conhecidos como kelpers. Ao fim, as ilhas continuaram sob domínio britânico. A vitória da Grã-Bretanha fortaleceu o regime conservador britânico, e a derrota da Argentina abalou a junta militar que governava a Argentina e abriu caminho para a redemocratização que aconteceria em 1983, com a eleição de Raúl Alfonsin. Com trinta anos do final da guerra, as manifestações ocorridas em Ushuaia (Terra do Fogo), Argentina, demonstram que continua seu interesse em relação à posse das Ilhas Malvinas.


PRIMAVERA ÁRABE/FOTO

ATUALIDADE

AMSTERDÃ - O fotógrafo espanhol Samuel Aranda recebeu o prêmio de foto do ano de 2011 do World Press Photo, por uma imagem de uma mulher com um véu segurando um parente ferido em seus braços, após uma manifestação no Iêmen.
Em foto premiada, mulher consola ferido durante revoltas no Iêmen - Samuel Aranda/World Press Photo
Samuel Aranda/World Press Photo
Em foto premiada, mulher consola ferido durante revoltas no Iêmen

O júri disse que a foto de Aranda, tomada para o jornal The New York Times, resumia muitas das facetas da série de protestos da Primavera Árabe, no Oriente Médio, um dos principais temas noticiosos do ano. A imagem foi registrada em 15 de outubro em uma mesquita de Sanaa, no Iêmen, usada como hospital improvisado após manifestações contra o governo do presidente Ali Abdullah Saleh, que resultaram em confrontos com as forças de segurança.

"A foto vencedora mostra um momento tocante, de compaixão, a consequência humana de um enorme evento, um evento que ainda está em andamento", afirmou o chairman do concurso, Aidan Sullivan. "Pode ser que nunca saibamos quem é essa mulher, embalando um parente ferido, mas juntos eles se tornaram a imagem viva da coragem do povo comum que ajudou a criar um importante capítulo na história do Oriente Médio."

A mulher está praticamente toda coberta com suas vestes negras, e usa luvas de borracha enquanto conforta o parente, um homem magro sem camisa e com o rosto apoiado no pescoço dela.

"Ela vale para o Iêmen, Egito, Tunísia, Líbia, Síria, por tudo o que aconteceu na Primavera Árabe", afirmou o jurado Koyo Kouoh. "Mas mostra um lado privado, íntimo do que aconteceu, e mostra o papel que as mulheres tiveram, não apenas de cuidar, mas como pessoas ativas no movimento."

O tsunami no Japão foi outro tema importante na competição. O fotógrafo japonês Yasuyoshi Chiba levou o primeiro prêmio na categoria "People in the News Stories", por uma foto de 3 de abril de uma mulher identificada como Chieko Matsukawa, sozinha segurando o diploma de sua filha, após encontrar o documento entre os escombros de Higashimatsushima.

No total, 57 fotógrafos de 24 nacionalidades foram contemplados. Mais de 5 mil fotógrafos enviaram mais de 100 mil trabalhos.

júri também selecionou uma foto de um amador não identificado para uma menção especial. Trata-se de uma imagem congelada de um vídeo em que um combatente do Conselho de Transição Nacional da Líbia coloca o ex-líder Muamar Kadafi em um veículo militar em Sirta. "A foto captura um momento histórico, uma imagem de um ditador e seu fim que de outra maneira não seria vista, caso não tivesse sido fotografada por um membro do público", disse Sullivan.

A foto de Aranda recebeu o primeiro prêmio na categoria "People in the News Singles". O fotógrafo receberá um prêmio em dinheiro de 10 mil euros (US$ 13 mil).

FONTE: GOOGLE

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

UFSC-2011

1- Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) sobre a rede urbana catarinense.

01. A partir do século XIX, principalmente com a colonização estrangeira, o território catarinense viu surgir uma série de núcleos urbanos diferenciados.
02. As cidades teuto-brasileiras do Vale do Itajaí tiveram um crescimento linear e radial ao longo dos eixos paralelos aos cursos d‟água. Os antigos caminhos estruturam hoje o sistema viário destes municípios.
04. Desde seu surgimento, as cidades catarinenses sempre tiveram uma população rural menor que a população urbana.
08. Considerando a hierarquia urbana brasileira, as cidades de Florianópolis, Joinville, Blumenau e Chapecó, em função dos serviços e infraestrutura oferecidos, são classificadas como Capitais Regionais.
16. A migração urbana-urbana, sobretudo da população das cidades da Mesorregião Serrana em direção às cidades da Microrregião do Tabuleiro, contribuiu significativamente para o aumento da favelização.
32. As cidades catarinenses de Florianópolis, Joinville e São José são consideradas modernas, principalmente porque se especializaram em determinados setores da economia.

2-
A Geografia Política atual foca o interesse nos processos ligados às formas de gestão do território, examinando mais de perto as engrenagens da atividade estatal, formulando e pondo em prática políticas públicas territoriais.

Assinale a(s) proposição(ões) que caracteriza(m) de forma CORRETA o entendimento dos movimentos geopolíticos na atualidade.
01. A China pode ser considerada um novo ator nas relações econômicas, políticas e militares, desbancando os Estados Unidos como “polícia do mundo”.
02. As guerras travadas pelos Estados Unidos da América nos últimos anos (Iraque, Afeganistão etc.) têm surtido efeito positivo quanto à segurança mundial.
04. Qualquer sociedade em qualquer tempo histórico estabelece determinados modos de relação com seu espaço, ou seja, valoriza-o.
08. A União Europeia não tem medido esforços para a entrada da Turquia, pois este país é estratégico para as pretensões de expansão territorial da União Europeia na Europa e fora deste continente.
16. Na maioria dos Estados é a institucionalização do poder político que determina a fixação de limites entre as sociedades-nações; por conseguinte, os conflitos se tornam cada vez mais internacionais.
32. No mundo contemporâneo a dominação de um império não se dá apenas pela influência geográfica e/ou militar, mas também pela supremacia nas redes econômicas, pelos fluxos financeiros, pelas inovações tecnológicas, pelas trocas comerciais etc.

3- Brasil, mostra tua cara

Pesquisas apontam que a consolidação da democracia tem colaborado com sensíveis melhoras nos índices econômicos e sociais – mas falta muito para superar o velho carma da desigualdade.
Adaptado de: DIEGUEZ, Flávio. Discutindo Geografia. São Paulo: Escala, p. 35, Ano 4, n. 20 [s.d].

Com relação ao exposto acima, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01. A sociedade brasileira está se modernizando: avança especialmente no mundo virtual e, consequentemente, essas melhorias acessíveis a toda a população implicam melhorias na saúde e no saneamento básico.
02. A colonização de exploração é um fator a ser considerado na análise do processo de exclusão no Brasil. A segregação inicial entre colonizador e colonizado já implicava uma forma de exclusão.
04. No Brasil, com a distribuição mais justa da renda nos últimos anos, as pessoas mais jovens e com renda inferior a um salário mínimo passaram a ter mais acesso a consultas médicas e odontológicas junto à rede privada de saúde.
08. Atualmente, no Brasil, assim como em vários países do mundo, há, de forma geral, um inchaço do setor secundário (catadores de lixo, técnicos em informática etc.). Isto é, existe grande quantidade de trabalhadores sem nenhuma qualificação que vivem da economia formal.
16. A exclusão social pode levar à formação de verdadeiros estados paralelos em áreas dominadas pelo crime organizado, o que gera inúmeras formas de violência, que atingem parcela significativa da sociedade.
32. No Brasil, é comum o indivíduo chegar à idade adulta qualificado profissionalmente, pronto para ingressar na atual era técnico-científico-informacional.

4-


Com o auxílio do mapa acima e sobre o tema “indústria brasileira”, é CORRETO afirmar que:

01. os principais polos tecnológicos de Santa Catarina estão concentrados na zona fisiográfica do planalto serrano.
02. apesar de apresentar diversos polos tecnológicos, as aglomerações industriais no Paraná estão circunscritas às áreas de fronteira.
04. na região sul estendem-se concentrações industriais cada vez mais integradas às estruturas produtivas e financeiras do Sudeste.
08. as principais aglomerações de polos tecnológicos no estado de São Paulo concentram-se próximas à porção centro ocidental do estado.
16. há nítidos sinais da dispersão industrial, principalmente no estado de São Paulo. Em parte, essa dispersão industrial foi proporcionada pela guerra fiscal travada pelos estados e municípios de outras regiões brasileiras.

5-
O continente africano estende-se aproximadamente entre os paralelos de 37º N e 35º S, o que significa que é atravessado praticamente no centro pela linha do equador.
Adaptado de: ARAUJO, Regina; MAGNOLI, Demétrio. Geografia: a construção do mundo – Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2005. p. 528.

Sobre o continente africano, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01. De acordo com a sua posição latitudinal, é possível identificar uma sucessão de domínios naturais como estepes, vegetação mediterrânea, florestas tropicais, florestas equatoriais, entre outros.
02. De modo geral, pode-se afirmar que as atividades econômicas do continente africano não são muito diversificadas, com limitado uso de inovações e afetando consideravelmente a renda das populações locais.
04. Considerando os seus extremos de latitude, o continente africano sofre a influência, sobretudo da massa tropical continental.
08. A pecuária no continente africano é bastante moderna, pois praticamente toda a produção é exportada para os exigentes mercados europeus.
16. A baixa expectativa de vida, a subnutrição e a fome estão relacionadas a catástrofes naturais e não à falência das estruturas de poder político.

6- A Terra pode ser compreendida como uma gigantesca máquina mantida pela energia solar, sua principal fonte de vida. [...] Os fluxos de energia circulam pelo ambiente terrestre, um enorme sistema subdividido em sistemas menores. Dentre os principais subsistemas naturais podemos destacar a litosfera, a hidrosfera, a atmosfera e a biosfera.
Texto adaptado de: KRAJEWSKI, Ângela Corrêa, et. al. Geografia: pesquisa e ação. São Paulo: Moderna, 2005. p. 28.

Sobre os subsistemas terrestres, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01. A estrutura atual dos continentes apresenta quatro tipos de massas rochosas. O primeiro deles são os terrenos de consolidação muito antiga denominados de escudos.
02. Na zona superficial do mar, onde a luz é insuficiente para a realização da fotossíntese, a diversidade de seres vivos é pequena.
04. É na troposfera que ocorrem os fenômenos atmosféricos mais importantes para a manutenção da vida e dos fluxos de energia no sistema terrestre.
08. As transformações provocadas pelos agentes antrópicos, endógenos e exógenos que ocorreram na exosfera formaram concentrações de minérios na litosfera.
16. Um dos mecanismos que afetam a dinâmica natural da biosfera é a variação da temperatura por meio dos níveis atmosféricos de CO2 e vapor d‟água.
32. De toda a água da Terra, aproximadamente 70% é considerada potável, de consumo imediato e suas maiores reservas estão restritas à zona glacial polar nos chamados países do Eixo Norte.

7- O processo de colonização da América define, de modo geral, as grandes desigualdades socioeconômicas da América Latina nos dias atuais.

Sobre a América Latina, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01. Os europeus que ocuparam e colonizaram a América pertenciam a dois diferentes grupos linguísticos e culturais: os anglo-saxões e os latinos.
02. Na ocupação da América Latina a mecanização trazida pelos colonizadores não revolucionou o modo de produzir na agricultura, nem na indústria.
04. As necessidades de expansão territorial dos Estados Unidos visavam basicamente manter o domínio sobre os povos indígenas e latinos.
08. A qualificação de algumas cidades latino-americanas como “cidades globais” não as põe em situação de igualdade com as outras cidades da rede e nem mesmo entre elas próprias. Há uma hierarquia das cidades nessa rede.
16. A América Latina vive um momento de grande expansão internacional de suas empresas, contrariando a tese de que esta seria uma região extremamente pobre e sem condições de alavancar seus processos internos de desenvolvimento econômico.

8-

A cobertura vegetal original do estado de Santa Catarina compreende dois tipos de formação: florestas e campos. As florestas, que ocupavam 65% do território catarinense, foram bastante reduzidas por efeito de devastação. As
florestas nas áreas do planalto serrano apresentam-se sob a forma de florestas mistas de coníferas (araucárias) e latifoliadas e, na baixada e encostas da Serra do Mar, apenas como floresta latifoliada. Os campos ocorrem como manchas dispersas no interior da floresta mista. Os mais importantes são os de São Joaquim, Lages, Curitibanos e Campos Novos.
Texto adaptado de: ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA. Secretaria de Estado de
Coordenação Geral e Planejamento. Subsecretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos. Rio de Janeiro: Aerofoto Cruzeiro, 19Imagem disponível em: Acesso em: 14 set. 2010.

Sobre o assunto acima, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01. No sul do Brasil as formações de araucárias estão presentes em áreas cuja amplitude térmica é superior a 20 ºC, ou seja, em ecossistemas onde predomina o clima temperado continental.
02. De acordo com a imagem apresentada, conclui-se que se trata de uma formação arbustiva e caducifólia.
04. De acordo com o excerto, as formações aciculifoliadas subtropicais se concentram na zona fisiográfica do planalto serrano.
08. Santa Catarina, em função de suas condições edafoclimáticas, apresenta uma fitogeografia diversificada, como formações florestais, arbustivas e herbáceas.
16. Infere-se do excerto que o desmatamento no planalto serrano catarinense tem na expansão da pecuária leiteira uma de suas causas.

9-Sobre o Oriente Médio, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).

01. A Unesco, um órgão da Organização das Nações Unidas, declarou Jerusalém como Patrimônio Cultural da Humanidade, pois é uma área que apresenta elementos históricos importantes para diferentes sociedades monoteístas.
02. Os conflitos armados ocorrem no Oriente Médio, sobretudo por conta de reservas de petróleo e pela instabilidade política.
04. Devido ao clima desértico, que torna a área pouco adensada e urbanizada, há uma disputa por territórios mais ricos em recursos minerais.
08. Os atuais conflitos religiosos no mundo árabe estão associados sobretudo à expansão do Protestantismo como dogma do Cristianismo.
16. O petróleo encontrado na região é um fator de forte impulso a desenvolvimento econômico e de melhorias no campo social, devido à justa distribuição de seus recursos.
32. Uma característica encontrada no Oriente Médio são os traçados artificiais das fronteiras, que os dominadores europeus definiram durante sua ocupação.

10-As transformações ocorridas entre meados do século XIX e as primeiras sete décadas do século XX foram fundamentais para a sociedade brasileira. No contexto desses eventos, criou-se, no ano de 1960, a Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC), que comemora seu cinquentenário neste ano de 2010. Além da formação acadêmica e profissional de milhares de jovens, a UFSC tem contribuído, através de concepções sempre inovadoras, para o bem-estar da sociedade catarinense e brasileira.


Sobre o Brasil e Santa Catarina, da década de 1960 aos dias atuais, é CORRETO afirmar que:
01. a conclusão da malha ferroviária integrando o Oeste catarinense a Florianópolis, na década de 1970, foi fundamental para o escoamento da produção agrícola daquela mesorregião.
02. Santa Catarina não foi poupada do turbilhão de adversidades da chamada década perdida dos anos de 1980. A recessão, em alguns anos, desacelerou a longa trajetória de crescimento que, apesar de cíclica, apresentou durante muito tempo taxas superiores à média nacional.
04. Brasília, assim como a UFSC, é cinquentenária. A função geopolítica de abrigar os órgãos do Estado brasileiro determinou o conjunto urbanístico da capital do Brasil.
08. no cenário pecuário catarinense e brasileiro, as décadas de 1960 e 1970 foram marcadas pelo incentivo à exportação da pecuária de corte, sobretudo dos rebanhos de caprinos e de ovinos.
16. na década de 1960, a reforma agrária do regime militar não contemplou a alteração da estrutura fundiária concentradora, mas a sua manutenção. O Estatuto da Terra criou mecanismos para a desapropriação dos latifúndios e dos imóveis improdutivos.

GABARITO:
1-43
2-52
3-18
4-20
5-03
6-21
7-25
8-12
9-35
10-06