segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ESCASSEZ DE ÁGUA


PLANETA ÁGUA

DISPONIBILIDADE DA ÁGUA NA TERRA:
A provisão de água doce está diminuindo a nível mundial. Uma pessoa em cada cinco não terá acesso a água potável. A água é cada vez mais um bem escasso no planeta e notadamente em nosso país. Seu volume total não está se reduzindo, porque não há perdas no ciclo de evaporação e precipitação; o que caracteriza a escassez é a poluição. Muito se fala em falta de água e que, num futuro próximo, teremos uma guerra em busca de água potável.

TAB-1
O Brasil é um país privilegiado, pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontram o maior rio do mundo - o Amazonas - e parte do maior reservatório de água subterrânea do planeta - o Sistema Aquífero Guarani e Alter do Chão.




Blog Augusto alves

SAGA : Sistema Aquífero Grande Amazônia, antigo Alter do Chão

No entanto, essa água está mal distribuída: quase 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. Essa distribuição irregular deixa apenas 3% de água para o Nordeste. Essa é a causa do problema de escassez de água verificado em alguns pontos do país.

GRAF.1

Em Pernambuco existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante e no Distrito Federal essa média é de 1.700 litros, quando o recomendado são 2.000 litros.
Mas, ainda assim, não se chega nem próximo à situação de países como Egito, África do Sul, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Haiti, Turquia, Paquistão, Iraque e Índia, onde os problemas com recursos hídricos já chegam a níveis críticos.


Em todo o mundo, domina uma cultura de desperdício de água, pois ainda se acredita que ela é um recurso natural ilimitado. O que se deve saber é que apesar de haver 1,3 milhão de km/3 livre na Terra, segundo dados do Ministério Público Federal, nem sequer 1% desse total pode ser economicamente utilizado, sendo que 97% dessa água se encontra em áreas subterrâneas, formando os aquíferos, ainda inacessíveis pelas tecnologias existentes.
A água dos continentes concentra-se praticamente nas calotas polares, glaciais e no subsolo, distribuindo-se a parcela restante, muito pequena, por lagos e pântanos, rios, zona superficial do solo e biosfera.
A água do subsolo representa cerca de metade da água doce dos continentes, mas a sua quase totalidade situa-se a profundidade superior a 800 m. A biosfera contém uma fração muito pequena da água dos continentes: cerca de 1/40.000.
A quase totalidade da água doce dos continentes (contida nas calotas polares, glaciais e reservas subterrâneas profundas) apresenta, para além de dificuldades de utilização, o inconveniente de só ser anualmente renovável numa fração muito pequena, tendo-se acumulado ao longo de milhares de anos.


ALGUNS DADOS DA UNESCO
Segundo as estimativas, a população mundial chegará a 8, 3 bilhões em 2025 e a 10 ou 12 bilhões em 2050.
Estima-se que em torno de 1,2 bilhões de pessoas (20% da população mundial) carecem atualmente de água apta para o consumo.

TAB-2
A demanda mundial de água aumentou 6 ou 7 vezes nos últimos dez anos, o que equivale a mais do que o dobro da taxa de crescimento demográfico. Água doce e limpa: de "dádiva" à raridade.
Estudiosos prevêem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações. Há sinais dessa tensão em áreas do planeta como Oriente Médio e África. Mas também os brasileiros, que sempre se consideraram dotados de fontes inesgotáveis, vêem algumas de suas cidades sofrerem falta de água.

TAB-3
A distribuição desigual é causa maior de problemas. Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo. Outro foco de dificuldades é a distância entre fontes e centros consumidores. É o caso da Califórnia (EUA), que depende para abastecimento até de neve derretida no distante Colorado. E também é o caso da cidade de São Paulo, que, embora nascida na confluência de vários rios, viu a poluição tornar imprestáveis para consumo as fontes próximas e tem de captar água de bacias distantes, alterando cursos de rios e a distribuição natural da água na região. Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%) e o desperdício ainda assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos.

GRAF-2

Disponibilidade e distribuição:
Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País. O Brasil concentra em torno de 12% da água doce do mundo disponível em rios e abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Além disso, mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do Semi-Árido, onde os rios são pobres e temporários.
Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. Com a qualidade comprometida a água limpa está cada vez mais rara na Zona Costeira e a água de beber cada vez mais cara. Essa situação resulta da forma como a água disponível vem sendo usada: com desperdício - que chega entre 50% e 70% nas cidades -, e sem muitos cuidados com a qualidade. Assim, parte da água no Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável (principalmente nas áreas densamente povoadas), em razão de processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, mas pouco estruturados em termos de preservação ambiental e da água.

Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada – que atinge regiões de mananciais. Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular, além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização de atividades como agricultura e pecuária.


Não raramente, os agrotóxicos e dejetos utilizados nessas atividades também acabam por poluir a água. A baixa eficiência das empresas de abastecimento se associa ao quadro de poluição: as perdas na rede de distribuição por roubos e vazamentos atingem entre 40% e 60%, além de 64% das empresas não coletarem o esgoto gerado. O saneamento básico não é implementado de forma adequada, já que 90% dos esgotos domésticos e 70% dos efluentes industriais são jogados sem tratamento nos rios, açudes e águas litorâneas, o que tem gerado um nível de degradação nunca imaginado.


Alternativas:
A água disponível no território brasileiro é suficiente para as necessidades do país, apesar da degradação. Seria necessário, então, mais consciência por parte da população no uso da água e, por parte do governo, um maior cuidado com a questão do saneamento e abastecimento.
Por exemplo, 90% das atividades modernas poderiam ser realizadas com água de reuso.
Além de diminuir a pressão sobre a demanda, o custo dessa água é pelo menos 50% menor do que o preço da água fornecida pelas companhias de saneamento, porque não precisa passar por tratamento. Apesar de não ser própria para consumo humano, poderia ser usada, entre outras atividades, nas indústrias, na lavagem de áreas públicas e nas descargas sanitárias de condomínios.
Além disso, as novas construções – casas, prédios, complexos industriais – poderiam incorporar sistemas de aproveitamento da água da chuva, para os usos gerais que não o consumo humano.

Após a Rio-92, especialistas observaram que as diretrizes e propostas para a preservação da água não avançaram muito e redigiram a Carta das águas doces no Brasil. Entre os tópicos abordados, ressaltam a importância de reverter o quadro de poluição, planejar o uso de forma sustentável com base na Agenda 21 e investir na capacitação técnica em recursos hídricos, saneamento e meio ambiente, além de viabilizar tecnologias apropriadas para as particularidades de cada região.




ATIVIDADES:
1- Com uma extensão de 510 milhões de Km2, o Planeta Terra possui mais água do que terras continentais. Explique a distribuição das águas no planeta e nas regiões do Brasil:
2- O Brasil possui vários aquíferos. Explique o que é um aquífero: Quais são os maiores no Brasil? Sua localização-estados e países.
3-Sendo o Brasil um dos países com os maiores reservatórios de água do mundo ,não está livre de sérios problemas hídricos.Justifique a frase com argumentação.
4- Aponte três problemas e três soluções em relação ao tema relacionado à água:
5- Escolha um país que na atualidade apresenta problemas com a questão da escassez de água. Escrever sobre os acontecimentos e os envolvidos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

IMIGRAÇÃO NO BRASIL


A marca da imigração no Brasil pode ser percebida especialmente na cultura e na economia das duas mais ricas regiões brasileiras: Sudeste e Sul. A colonização foi o objetivo inicial da imigração no Brasil, visando ao povoamento e à exploração da terra por meio de atividades agrárias. A criação das colônias estimulou o trabalho rural. Deve-se aos imigrantes a implantação de novas e melhores técnicas agrícolas, como a rotação de culturas, assim como o hábito de consumir mais legumes e verduras. A influência cultural do imigrante também é notável.
Colheita em fazenda de café-início do século xx

História:
A imigração teve início no Brasil a partir de 1530, quando começou a estabelecer-se um sistema relativamente organizado de ocupação e exploração da nova terra. A tendência acentuou-se a partir de 1534, quando o território foi dividido em capitanias hereditárias e se formaram núcleos sociais importantes em São Vicente e Pernambuco. Foi um movimento ao mesmo tempo colonizador e povoador, pois contribuiu para formar a população que se tornaria brasileira, sobretudo num processo de miscigenação que incorporou portugueses, negros e indígenas.

IMIGRAÇÃO PORTUGUESA:
A criação do governo-geral em 1549 atraiu muitos portugueses para a Bahia. A partir de então, a migração tornou-se mais constante. O movimento de portugueses para o Brasil foi relativamente pequeno no século XVI, mas cresceu durante os cem anos seguintes e atingiu cifras expressivas no século XVIII. Embora o Brasil fosse, no período, um domínio de Portugal, esse processo tinha, na realidade, sentido de imigração.
Estrada Real-criada pela Coroa para transitar mercadorias: ouro e diamantes

A descoberta de minas de ouro e de diamantes em Minas Gerais foi o grande fator de atração migratória. Calcula-se que nos primeiros cinquenta anos do século XVIII entraram só em Minas, mais de 900.000 pessoas. No mesmo século, registra-se outro movimento migratório: o de açorianos para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Amazonas, estados em que fundaram núcleos que mais tarde se tornaram cidades prósperas.


Os colonos, nos primeiros tempos, estabeleceram contato com uma população indígena em constante nomadismo. Os portugueses, embora possuidores de conhecimentos técnicos mais avançados, tiveram que aceitar numerosos valores indígenas indispensáveis à adaptação ao novo meio. O legado indígena tornou-se um elemento da formação do brasileiro.
A nova cultura incorporou o banho de rio, o uso da mandioca na alimentação, cestos de fibras vegetais e um numeroso vocabulário nativo, principalmente tupi, associado às coisas da terra: na toponímia, nos vegetais e na fauna, por exemplo.
As populações indígenas não participaram inteiramente do processo de agricultura sedentária implantado, pois seu padrão de economia envolvia a constante mudança de um lugar para outro. Daí haver o colono recorrido à mão de obra africana.

Surgiu assim o terceiro grupo importante que participaria da formação da população brasileira: o negro africano. É impossível precisar o número de escravos trazidos durante o período do tráfico negreiro, do século XVI ao XIX, mas admite-se que foram de cinco a seis milhões. O negro africano contribuiu para o desenvolvimento populacional e econômico do Brasil e tornou-se, pela mestiçagem, parte inseparável de seu povo.


Os africanos espalharam-se por todo o território brasileiro, em engenhos de açúcar, fazendas de criação, arraiais de mineração, sítios extrativos, plantações de algodão, fazendas de café e áreas urbanas. Sua presença projetou-se em toda a formação humana e cultural do Brasil com técnicas de trabalho, música e danças, práticas religiosas, alimentação e vestimentas.
A entrada de estrangeiros no Brasil era proibida pela legislação portuguesa no período colonial, mas isso não impediu que chegassem espanhóis entre 1580 e 1640, quando as duas coroas estiveram unidas; judeus (originários, sobretudo da península ibérica), ingleses, franceses e holandeses. Esporadicamente, viajavam para o Brasil cientistas, missionários, navegantes e piratas ingleses, italianos ou alemães.

IMIGRAÇÃO NO XIX

A imigração propriamente dita verificou-se a partir de 1808, vésperas da independência, quando instalou-se um permanente fluxo de europeus para o Brasil, que se acentuou com a fundação da colônia de Nova Friburgo, na província do Rio de Janeiro, em 1818, e a de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, em 1824. Dois mil suíços e mil alemães radicaram-se no Brasil nessa época, incentivados pela abertura dos portos às nações amigas. Outras tentativas de assentar irlandeses e alemães, especialmente no Nordeste, fracassaram completamente. Apesar de autorizada a concessão de terras a estrangeiros, o latifúndio impedia a implantação da pequena propriedade rural e a escravidão obstaculizava o trabalho livre assalariado. Na caracterização do processo de imigração no Brasil encontram-se três períodos que correspondem respectivamente ao auge, ao declínio e à extinção da escravidão.

De 1808 a 1850. O primeiro período vai de 1808, quando era livre a importação de africanos, até 1850, quando decretou-se a proibição do tráfico.Lei Eusébio de Queiróz.
De 1850 a 1888. O segundo período é marcado por medidas progressivas de extinção da escravatura (Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários, alforrias e, finalmente, a Lei Áurea), em decorrência do que as correntes migratórias passaram a se dirigir para o Brasil, sobretudo para as áreas onde era menos importante o braço escravo.
De 1888 até meados do século XX. O terceiro período, que durou até meados do século XX, começou em 1888, quando, extinta a escravidão, o trabalho livre ganhou expressão social e a imigração cresceu notavelmente, de preferência para o Sul, mas também em São Paulo, onde até então a lavoura cafeeira se baseava no trabalho escravo.
Após a abolição, em apenas dez anos (de 1890 a 1900) entraram no Brasil mais de 1,4 milhão de imigrantes, o dobro do número de entradas nos oitenta anos anteriores (1808-1888). Acentua-se também a diversificação por nacionalidades das correntes migratórias, fato que já ocorria nos últimos anos do período anterior.
No século XX, o fluxo migratório apresentou irregularidades, em decorrência de fatores externos :
as duas guerras mundiais;
a recuperação europeia no pós-guerra;
a crise nipônica e, igualmente, devido a fatores internos.
No começo do século XX, por exemplo, assinalou-se em São Paulo uma saída de imigrantes, sobretudo italianos, para a Argentina. Na mesma época verifica-se o início da imigração nipônica, que alcançaria, em cinquenta anos, grande significação.



No recenseamento de 1950, os japoneses constituíam a quarta colônia no Brasil em número de imigrantes, com 10,6% dos estrangeiros recenseados. Distribuição do imigrante Distinguem-se dois tipos de distribuição do imigrante no país, com efeitos nos processos de assimilação. Pode-se chamar o primeiro tipo de "concentração", em que os imigrantes se localizam em colônias, como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nesse caso, os imigrantes não mantêm contato, nos primeiros tempos, com os nacionais, mas a aproximação ocorre à medida que a colonização cresce e surge a necessidade de comercialização dos produtos da colônia. O segundo tipo, que se pode chamar de "dispersão", ocorreu nas fazendas de café de São Paulo e nas cidades, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo.


Nessas áreas, o imigrante, desde a chegada, mantinha-se em contato com a população nacional, o que facilitava sua assimilação. Os principais grupos de imigrantes no Brasil são portugueses, italianos, espanhóis, alemães e japoneses, que representam mais de oitenta por cento do total. Até o fim do século XX, os portugueses aparecem como grupo dominante, com mais de trinta por cento, o que é natural, dada sua afinidade com a população brasileira. São os italianos, em seguida, o grupo que tem maior participação no processo migratório, com quase trinta por cento do total, concentrados, sobretudo no estado de São Paulo, onde se encontra a maior colônia italiana do país. Seguem-se os espanhóis, com mais de dez por cento, os alemães, com mais de cinco, e os japoneses, com quase cinco por cento do total de imigrantes.

Fonte: Azevedo, Aroldo de. Brasil: a terra e o homem. São Paulo: Nacional/Edusp, vol. II, 1970. [s. p., tabela 4.]


Contribuição do imigrante no processo de urbanização.
Assinala-se a contribuição do imigrante, ora com a transformação de antigos núcleos em cidades (São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias, Farroupilha, Itajaí, Brusque, Joinville, Santa Felicidade etc.), ora com sua presença em atividades urbanas de comércio ou de serviços, com a venda ambulante, nas ruas, como se deu em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Outras colônias fundadas em vários pontos do Brasil ao longo do século XIX se transformaram em importantes centros urbanos. É o caso de Holambra SP, criada pelos holandeses; de Blumenau SC, estabelecida por imigrantes alemães liderados pelo médico Hermann Blumenau; e de Americana SP, originalmente formada por confederados emigrados do sul dos Estados Unidos em consequência da guerra de secessão.
Imigrantes alemães se radicaram também em Minas Gerais, nos atuais municípios de Teófilo Otoni e Juiz de Fora, e no Espírito Santo, onde hoje é o município de Santa Teresa.

Em todas as colônias, ressalta igualmente o papel desempenhado pelo imigrante como introdutor de técnicas e atividades que se difundiram em torno das colônias.
Ao imigrante devem-se ainda outras contribuições em diferentes setores da atividade brasileira.
Uma das mais significativas apresenta-se no processo de industrialização dos estados da região Sul do país, onde o artesanato rural nas colônias cresceu até transformar-se em pequena ou média indústria. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, imigrantes enriquecidos contribuíram com a aplicação de capitais nos setores produtivos.
A contribuição dos portugueses merece destaque especial, pois sua presença constante assegurou a continuidade de valores que foram básicos na formação da cultura brasileira.
Os franceses influíram nas artes, literatura, educação e nos hábitos sociais, além dos jogos hoje incorporados à lúdica infantil. Especialmente em São Paulo, é grande a influência dos italianos na arquitetura. A eles também se deve uma pronunciada influência na culinária e nos costumes, estes traduzidos por uma herança na área religiosa, musical e recreativa.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

LIXO EM ITAJAÍ

PRINCIPAIS PORTOS DO BRASIL.




PORTO DE ITAJAÍ

02/09/2011 15h25 - Atualizado em 02/09/2011 15h26 Receita de SC apreende 60 toneladas de lixo 'importado' da Espanha Carga de 'aparas de plástico' chegou ao Porto de Itajaí no domingo (28). Material será devolvido ao país de origem e importadora deve ser punida.

LIXO DA ESPANHA

Glauco Araújo Do G1, em São Paulo Laudo da Anvisa atestou que material trazido da Espanha como apara de plástico não tem condições de ser reciclado (Foto: Divulgação/Receita Federal).
Fiscais da Receita Federal de Itajaí, em Santa Catarina, apreenderam 60 toneladas de lixo que estava distribuído em seis contêineres, nesta sexta-feira (2). O material foi importado por uma empresa de Farroupilha (RS) e trazido ao Brasil por meio de uma exportadora uruguaia. Segundo a Alfândega do Porto de Itajaí, o material não poderia ter sido trazido ao país por falta de condições sanitárias.
Um laudo elaborado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atestou que o material, identificado como aparas de plástico, estava inviável para reciclagem, apresentava mofo, lesmas e moscas.
Os seis contêineres com o lixo foram isolados das demais cargas em virtude do mau cheiro que exala do material espanhol. Em uma das etiquetas presas ao carregamento é possível identificar o nome de uma empresa de reciclagem da Espanha. Segundo a Receita, esta é a responsável pelo comércio do material para o Brasil. O registro de importação do lixo foi feito no domingo (28) e o valor declarado da carga era de R$ 40,7 mil. Os peritos da Anvisa analisaram o produto nesta quarta-feira (31) e divulgaram o laudo nesta sexta-feira. O próximo passo, de acordo com a Receita, é autuar a empresa gaúcha que comprou o lixo, que ainda deve ser multada por infrações sanitárias e ambientais. Tanto a Receita, como a Anvisa e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vão tentar concluir a devolução da carga para a Espanha o mais rápido possível.





Antes de chegar ao Brasil, a carga saiu de Valência, na Espanha, em 23 de julho, e passou por portos de Livorno, Vado Ligure, Lisboa, Genova, Barcelona, Rio de Janeiro, Santos, Buenos Aires e Montevidéu. Lixo da Espanha foi importado para o Brasil como aparas de plástico (Foto: Divulgação/Receita Federal)Lixo da Espanha foi importado para o Brasil como aparas de plástico (Foto: Divulgação/Receita Federal.


domingo, 28 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL.

BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL
 MAPA DAS PRINCIPAIS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL.

Bacia hidrográfica: corresponde à área drenada por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. 

 CENTROS DISPERSORES

Os limites entre as bacias hidrográficas encontram-se nas partes mais altas do relevo e são denominados divisores de água, pois separam as águas de bacias.



geografalando.blogspot.com

O declive entre o divisor de água e o rio principal, por onde correm as águas dos afluentes, chama-se vertente. As águas são depositadas no leito do rio que, em época de cheia, pode transbordar para as margens baixas planas que o acompanham, que constituem a sua várzea.
 VERTENTES

O Brasil dispõe de uma das mais densas redes hidrográficas da Terra, que representam cerca de 14% das reservas mundiais de água doce. No entanto, o abastecimento das regiões mais desenvolvidas economicamente e mais populosas muitas vezes fica comprometido, pois é cada vez maior não só o consumo de água provocado pelo crescimento populacional e urbano, como o de energia elétrica.
Quando os níveis dos reservatórios estão baixos, em decorrência da falta de chuvas, as hidrelétricas limitam o fornecimento de água para não faltar energia elétrica, o que tem provocado racionamentos de água e até mesmo de energia.

POTENCIAL HÍDRICO POR REGIÃO

Esses grandes centros urbanos também estão situados distantes dos rios de maior navegabilidade, nos quais o transporte fluvial poderia constituir uma excelente alternativa de transporte. No Sudeste, na bacia do Paraná estão sendo feitos investimentos em obras que viabilizem a navegação nos rios que cortam áreas economicamente importantes.


De acordo com a divisão de relevo de Jurandyr Ross, os principais dispersores de água das maiores bacias brasileiras estão situados na parte centro-oriental do Brasil:

* A Cordilheira dos Andes, onde nascem os formadores do rio Amazonas;

* Os Planaltos Norte-amazônicos, origem dos rios da margem esquerda do rio Amazonas;
* Planalto de Chapada dos Parecis, separa a bacia Amazônica de rios da Bacia Platina ( rio Paraguai );

* Planaltos e serras de Goiás-Minas e Planaltos e chapadas da Bacia do Parnaíba, que são divisores de água das bacias do Tocantins e São Francisco;
* Planaltos e serras do Atlântico-Leste-Sudeste, onde nascem o rio São Francisco, os rios formadores do Paraná ( Paranaíba e Grande ) e os seus afluentes da margem esquerda.
De modo geral, os rios brasileiros recebem águas das chuvas. Por isso, em sua maioria, são caracterizados pelo regime pluvial.

AS PRINCIPAIS BACIAS BRASILEIRAS:




Bacia Amazônica: considerada a maior bacia hidrográfica do mundo, drena uma área superior à metade do território brasileiro ( 6,5 milhões de Km2 ) e também abrange áreas de outros seis países sul-americanos. De toda água dos rios lançada nos oceanos, 20% desembocam da foz do rio Amazonas.

 BACIA AMAZÔNICA

Sobretudo em território brasileiro, o rio Amazonas atravessa uma área plana e pouco profunda; é um rio largo e que apresenta grande volume de água. Essas também são características dos trechos de afluentes situados próximo ao Amazonas, tornando a navegação fluvial o principal meio de transporte da região.


Pelo Amazonas também são transportados produtos. A safra de soja do norte do Mato Grosso é transportada pelo rio Madeira ( afluente do Amazonas ). Como o custo do frete do transporte fluvial é menor que o do transporte rodoviário e ferroviário ( muitos usados nas zonas centro e sul do país ), o custo final do produto também é menor.


Além de usado para navegação, o rio é um meio essencial de vida para a população ribeirinha e diversos povos indígenas. Os rios da Amazônia têm a maior fauna fluvial do mundo e o número de espécies conhecidas é surpreendente.
A bacia Amazônica possui o maior potencial para geração de energia hidrelétrica do país. No entanto, a produção de energia é pequena. Isso se explica pela distância dos grandes centros econômicos e populacionais , situados no Sul e Sudeste do país.
Fonte : EcoDebate




Bacia do Tocantins-Araguaia: está ligada ao mesmo ecossistema da Bacia Amazônica e os seus rios também tem grande importância na organização do espaço regional da Amazônia Oriental. A sua maior extensão drena terrenos elevados, que garante boas possibilidades para geração de energia. Nela está situada a usina de Tucuruí, no rio Tocantins, no Pará - a maior hidrelétrica totalmente brasileira. É ela que alimenta os grandes projetos minerais implantados nesse estado, como o Grande Carajás, e, principalmente, as grande industrias de alumínio, como a Alcoa; a Albras ( Alumínio Brasileiro S/A ), pertencente à Companhia Vale e a Nippon, entre outros. A linha de transmissão de Tucuruí tem mais de 1 200 quilômetros de extensão e abastece, além dos projetos minerais, várias cidades do Pará e do Nordeste.
 BACIA DOS RIO TOCANTINS- ARAGUAIA

Essas indústrias, que pelo enorme consumo energético são chamada de eletrointensivas, consomem mais de 60% da hidreletricidade gerada por Tucuruí. A construção da hidrelétrica, por sua vez, exigiu vultosos investimentos do governo brasileiro no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, os quais favoreceram, principalmente , grandes grupos empresariais estrangeiros e nacionais.








Bacia do São Francisco: é alongada e situa-se quase totalmente em área de depressão, conforme classificação do prof. Jurandyr Ross. O extenso São Francisco ( cerca de 3 100 Km ) tem afluentes de pequena extensão e boa parte deles são temporários, ou seja, secam no período das estiagens ( escassez de chuvas ). Esse rio nasce na Serra da Canastra ( Minas Gerais ) e deságua no Atlântico, na divisa entre Alagoas e Sergipe, depois de percorrer longo trecho do sertão nordestino. Corre no sentido geral Sul-Norte, e foi por longo tempo meio de ligação entre as regiões Nordeste e Sudeste, onde se estruturaram os núcleos de povoamento mais antigos do Brasil. Possui declive acentuados em trechos próximo à nascente e à foz, o que lhe confere a posição de segunda bacia em produção energética do Brasil. Abastece tanto a região Sudeste, com a usina de Três Marias ( Minas Gerais ), como a Nordeste, com as usinas de Sobradinho ( PE/BA ), Paulo Afonso ( AL/BA ), Xingó ( AL/SE ), Itaparica ( PE/BA ) e Moxotó ( AL /BA ). O São Francisco também apresenta longo trecho navegável em seu curso médio.




O garimpo, o uso excessivo da água para irrigação, a poluição por defensivos agrícolas, a destruição da mata ciliar na cabeceira e a erosão das suas margens são alguns problemas que provocam forte impacto ambiental. A poluição das águas afeta diretamente os recursos da pesca e a vida da população ribeirinha do São Francisco.

Bacia Platina: reúne as bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, que nascem em território brasileiro e drenam, também os países platinos ( Paraguai, Uruguai e Argentina ). Na fronteira da Argentina e Uruguai todas as águas se juntam no estuário da Prata e deságuam no oceano Atlântico. É a segunda bacia em área da América do Sul.
BACIA PLATINA



Bacia do Paraná: é essencialmente planáltica, ocupando o primeiro lugar em produção hidrelétrica do país. No rio Paraná estão situadas as usinas de Ilha Solteira e Jupiá ( complexo de Urubupungá ), Engenheiro Sérgio Motta ( Porto Primavera ) e Itaipu ( usina binacional brasileira e paraguaia ).

 BACIA DO PARANÁ



Bacia do Paraguai: é típica de planície. Sua maior extensão no Brasil está situada no Complexo do Pantanal, destacando-se pelo seu aproveitamento como hidrovia interligada a outras bacias ( especialmente à do Paraná ) através dos rios Pardo e Coxim. A navegação nessa bacia é internacional, pois o rio Paraguai banha terras do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina. Destaca-se a importância do porto fluvial de Corumbá ( MS ).


 BACIA DO PARAGUAI


Bacia do Uruguai: abrange grande trecho de relevo planáltico. O rio Uruguai, que nasce da confluência dos rio Canoas e Pelotas, é utilizado como limite em boa parte da divisa entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, bem como em parte do trecho da fronteira entre o Brasil e a Argentina e em toda a fronteira entre a Argentina e o Uruguai.

FIG.12 BACIA DO URUGUAI
BACIAS SECUNDÁRIAS

As bacias secundárias reúnem um conjunto de bacias localizadas nas proximidades do litoral; apresentam rios de pequena extensão, geralmente com poucos afluentes. São consideradas bacias secundárias:

Bacias do Nordeste: Destacam-se os rios permanentes de Mearim, Turiaçu e Itapecuru ( no Maranhão ); Parnaíba ( Maranhão/Piauí ); e Beberibe e Capibaribe ( em Pernambuco ). Contudo, a maior parte dos rios situa-se no sertão; eles são temporários ( intermitentes ), como o Jaguaribe ( Ceará ), considerado o maior rio temporário do mundo.

Bacias do Leste: Destacam-se os rios Jequitinhonha, que corta uma região extremamente pobre do nordeste de Minas Gerais; Doce, que abrange tradicional área de mineração neste estado; e Paraíba do Sul, que atravessa importante região industrial do Brasil e de grande concentração urbana ( São Paulo e Rio de Janeiro ).

Bacias do Sudeste-Sul: são importantes rios dessa bacia o Ribeira do Iguape ( São Paulo, próximo à fronteira do Paraná ), região mais empobrecida econômica e socialmente do estado; o Itajaí ( principal região industrial de Santa Catarina ) e o Tubarão ( região carbonífera e industrial, também situada em Santa Catarina ). No Rio Grande do Sul, destacam-se os rios Guaíba ( Porto Alegre ) e Jacuí, além das lagoas dos Patos, Mirim e Mangueira.




FIGURAS-13-14 E 15 HIDROGRAFIA DE SANTA CATARINAFig. 16- Rio Itajaí-Açú/ nascente em Rio do Sul/principais afluentes.





A Nascente do Rio Amazonas (III) por Sellnet no Videolog.tv.


A Nascente do Rio Amazonas (IV) por Sellnet no Videolog.tv.


ATIVIDADES :
1- Qual a diferença entre centros dispersores e vertentes?
2- Quais são as bacias primárias e secundárias do Brasil ?
3- Qual a bacia hidrográfica brasileira com maior potencial para produção de energia?
4- O que significa rio intermitente ?
5- Quais são os tipos de foz? Explique cada uma delas, colocando um exemplo para cada uma:
6- Conceituar :
leito -
afluentes-
rede hidrográfica-
bacia hidrográfica-
curso-
regime-
vazão-
montante-
jusante-

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ALIANÇA PARA O PROGRESSO

PROJETO DOS ESTADOS UNIDOS PARA A AMÉRICA LATINA



A Aliança para o Progresso e a Contra-insurgência "...divorciar a inevitável e necessária transformação social latino-americana do comunismo, e impedir sua captura pela política de uma potência comunista de além mar". Grupo de trabalho para a América Latina, 1961. "(A Aliança) É uma obra de engenharia social (...) ela tem de funcionar como contra-mito em relação à ideologia comunista...". Roberto Campos (In: Relações Estados Unidos – América Latina, (1963).



A aliança para o progresso Em outubro de 1960, percebendo perfeitamente a tentação que o fidelismo poderia representar para a América Latina empobrecida e desesperançada, Kennedy tomou a iniciativa de lançar as bases da Aliança para o Progresso, algo assim como um “bactericida ideológico”, como então se disse, destinado a proteger o corpo político latino-americano extirpando o germe revolucionário do continente. Ao contrário dos pachorrentos governos republicanos, Kennedy possuía a intuição do perigo e sentia a necessidade de combatê-lo com outros recursos que não os da repressão pura e simples.




O relatório dos reformistas O Presidente Kennedy com Adolf Berle

Em princípios de 1961, um grupo de trabalho liderado por Adolf Berle, Lincoln Gordon e outros brain trust que prestavam assessoria ao presidente , apresentou um relatório com as diretrizes a serem seguidas doravante pela política norte-americana em relação à América Latina. Em linhas gerais, este documento preconizava as seguintes medidas: 
a) os Estados Unidos deveriam liderar um processo de transformação social na América Latina, desvinculando-se das oligarquias reacionárias; 
b) era necessário reduzir as iniquidades sociais existentes na América Latina, as quais forneciam um poderoso argumento aos marxistas que atacavam os Estados Unidos; 
c) os Estados Unidos não deveriam apostar exclusivamente nos méritos da repressão mas sim empenhar-se num projeto de mudanças que empolgasse os povos latino-americanos, afastando-os da tentação revolucionária; 
d) por último, o novo governo deveria estimular alianças com setores moderadamente reformistas e populares existentes nos círculos latino-americanos, marginalizando os direitistas. 
Este ambicioso e audaz projeto implicava em que os Estados Unidos se comprometessem, inclusive, com a política de reforma agrária, para neutralizar a secular insatisfação camponesa contra as oligarquias.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011