terça-feira, 15 de outubro de 2013

PRESENTE DO DIA DOS PROFESSORES


HIPSOMETRIA - ALTIMETRIA E BATIMETRIA

• O relevo é representado por curvas de nível e pontocotados e as altitudes são expressas em metros (tendo como ponto de origem o nível do mar - nível zero).
• Os aspectos do relevo são reforçados pelas cores hipsométricas que são graduadas pelas curvas de nível.




LINHAS ISOMÉTRICAS : são linhas que unem pontos com as mesmas altitudes



BATIMETRIA: batimetria (ou batometria) é a medição da profundidade dos oceanoslagos e rios e é expressa cartograficamente por curvas batimétricas que unem pontos da mesma profundidade com equidistâncias verticais (curvas isobatimétricas), à semelhança das curvas de nível topográfico.






1-(UFG) Observe as figuras a seguir.



As figuras acima apresentam dois tipos de representação do relevo. A análise dessa representação orienta o uso e a ocupação do espaço. Tendo-as como referência,

a) identifique o tipo de representação do relevo utilizado em cada uma das figuras;
b) identifique, entre as áreas A, B e C destacadas nas figuras, a área propícia à realização da agricultura mecanizada e explique por que essa área é a mais adequada para essa atividade e como esse aspecto pode ser observado nas figuras apresentadas.

2) (Uft) Um grupo de escoteiros realizou uma caminhada entre dois acampamentos I e II. Analise este mapa, em que está indicada a localização desses acampamentos, bem como outros elementos que compõem a paisagem da região percorrida pelos escoteiros:


A partir dessa análise, é CORRETO afirmar que os escoteiros
a) alcançaram maior altitude entre 1 600 m e 1 700 m ao transporem elevação localizada a leste do Acampamento I.
b) percorreram um trajeto de 3 km entre os acampamentos I e II, uma vez que, no mapa, essa distância é de 6 cm.

c) ocuparam, no Acampamento II, uma área de risco de inundações, em razão de sua localização em uma planície.
d) percorreram uma trajetória ao longo de divisores de água, com o objetivo de evitar subidas e descidas por encostas de morros e serras.


3. (Ufrj) O desenho esquemático a seguir apresenta o contorno de uma ilha e a representação de seu relevo em curvas de nível.


A ilha apresenta duas elevações que a população local denominou, corretamente, de Morro do Ocidente e Morro do Oriente.
a) Qual morro apresenta a encosta mais íngreme?
b) Qual o litoral mais escarpado?

Indique as elevações por seus nomes e justifique suas respostas.


4. (Ufpe) Examine, com atenção, a figura a seguir. Ela nos permite afirmar que (use F para falso e V para verdadeiro):


( ) nela estão representadas, esquematicamente, linhas que unem pontos os quais possuem a mesma pressão atmosférica.
( ) a situação A corresponde a uma topografia colinosa e simétrica.

( ) nas situações A e B estão representadas linhas que unem pontos que têm a mesma cota.
( ) a declividade de um terreno pode ser indicada pelas chamadas "curvas de nível".
( ) a situação B indica uma colina assimétrica, com área de convergência de fluxos d'água.


5. (Fgv) A partir da interpretação do esquema é correto afirmar que:

a) As maiorias altitudes encontram-se ao centro do esquema.
b) A distância real entre os pontos X e Y é de 300 km.

c) O rio principal R segue em direção Sudoeste.
d) As maiores declividades localizam-se na direção Oeste.
e) A margem esquerda do rio R é a mais favorável à prática agrícola mecanizada.


6. (Enem) Um determinado município, representado na planta abaixo, dividido em regiões de A a I, com altitudes de terrenos indicadas por curvas de nível, precisa decidir pela localização das seguintes obras:
1. Instalação de um parque industrial.
2. Instalação de uma torre de transmissão e recepção.



Considerando impacto ambiental e adequação, as regiões onde deveriam ser, de preferência, instaladas indústrias e torres, são, respectivamente:
a) E e G
b) H e A

c) I e E
d) B e I.
e) E e F.

Respostas
1) a) Figura 1 - Carta topográfica; figura 2 - Perfil topográfico;
b) A área propícia à realização da agricultura mecanizada é a área C, pois o relevo é mais plano. A menor declividade da área C facilita o deslocamento e o manejo das máquinas agrícolas. Este aspecto é observado mediante a maior distância entre as curvas de nível (carta topográfica) e a menor declividade (perfil topográfico).
2) (a)
3) a) A encosta mais íngreme está representada pelo menor espaçamento entre as curvas de nível na posição sudeste do morro do Oriente.
b) O litoral mais escarpado está ao sul do morro do Ocidente, onde a cota de curva de nível de 50 metros deste morro tangencia o mar.
4) F - V - V - V - V
5) (c)
6) (c)

Fonte: Uol Educação

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ENEM : FÍSICA MODERNA

InfoEnem




Por Fernando Buglia.
Com a criação do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), o Exame Nacional do Ensino Médio sofreu grandes modificações no ano de 2009. Um dia de prova ( com 63 questões) transformou-se em dois dias (com 180 questões)!
Mas a principal mudança talvez nem tenha sido na quantidade de questões e no tamanho da prova. A dificuldade da prova subiu significativamente. Em outras palavras, uma prova antes considerada fácil ganhou, em diversas disciplinas, um caráter bem mais complexo e conteudista.
Claro que a proposta ainda é diferente daqueles vestibulares tradicionais. Mas diversos assuntos que jamais foram cobrados em anos anteriores ao de 2009 viraram aposta “quase certa” nas edições mais recentes.
E uma das matérias que deixa mais nítida essa mudança é a Física. Vou exemplificar com uma questão que apareceu no Enem do ano passado (2012) e que mostra como o conhecimento sobre o espectro eletromagnético vem aparecendo no exame:
Nossa pele possui células que reagem à incidência de luz ultravioleta e produzem uma substância chamada melanina, responsável pela pigmentação da pele. Pensando em se bronzear, uma garota vestiu um biquíni, acendeu a luz de seu quarto e deitou-se exatamente abaixo da lâmpada incandescente. Após várias horas ela percebeu que não conseguiu resultado algum. O bronzeamento não ocorreu porque a luz emitida pela lâmpada incandescente é de
a) baixa intensidade.
b) baixa frequência.
c) um espectro contínuo.
d) amplitude inadequada.
e) curto comprimento de onda.

Antes de comentar a mudança citada anteriormente, vamos ver a resolução elaborada por mim e pelo professor Felipe Almendros:

Alternativa B
A pessoa não consegue se bronzear com a lâmpada incandescente, pois a mesma emite a maior parte das ondas eletromagnéticas como luz visível, em outras palavras, no espectro visível e não na faixa do ultravioleta, necessário para o bronzeamento.
Analisando o espectro das ondas eletromagnéticas, o ultravioleta tem comprimentos de ondas relativamente pequenos (10-8 m) e frequências altas (1016 Hz). Já o espectro da luz visível, emitido pelas lâmpadas incandescentes, é da ordem de 100 vezes maior para o comprimento de onda (10-6 m) e 100 vezes menor (1014 Hz) para a frequência. O gráfico abaixo apresenta parte do espectro eletromagnético, que corresponde à região visível:

(…) observa-se que a maior parte da radiação emitida pelo Sol encontra-se nessa faixa. Os menores comprimentos de onda (à direita) correspondem à radiação ultravioleta, que o Sol também emite e é a radiação responsável pelo envelhecimento precoce e pelo câncer de pele. Fonte: Física sem mistérios.
Logo, temos que a alternativa mais coerente refere-se à frequência menor (ou mais baixa) e/ou comprimento de onda maior da Luz visível (da lâmpada, no caso) em comparação com o ultravioleta.
Comentário: Outra questão de resolução relativamente simples, onde cobra do aluno conhecimentos de ondulatória e do espectro eletromagnético, a diferenciação entre luz visível e luz ultravioleta quanto à frequência. Um cuidado muito importante que o aluno deve ter é quanto às diferenças entre a frequência, o comprimento de onda e a amplitude de um raio de luz monocromático.
Conteúdo envolvido: Ondas eletromagnéticas.

*Essa resolução foi retirada das apostilas preparatórias para o Enem 2013. Clique aqui para ver outros exemplos.
Neste momento, vale destacar que inúmeras escolas, mesmo aquelas consideradas boas e que preenchem boa parte do conteúdo do ensino médio, quando falam de ondulatória (estudo sobre ondas) , não entram em detalhes no espectro eletromagnético. Na grande maioria das vezes acabam elencando as diferenças entre ondas eletromagnéticas e ondas mecânicas.
Entretanto, na questão acima destacada, o participante do Enem, além de entender o que é o espectro eletromagnético, necessitava saber que ao percorrer o espectro no sentido crescente da freqüência (ou decrescente em relação ao comprimento de onda), a energia da onda eletromagnética aumenta.
E ai? Achou fácil? Definitivamente não é!
Considerando que o candidato possuísse um bom conhecimento e familiaridade com espectro eletromagnético, a resolução torna-se quase imediata. Mas afirmar que era uma questão fácil ou que envolvia apenas física elementar é um absurdo.
E se você acha que essa foi apenas uma “triste” exceção, é bom se informar melhor! Dê uma olhadinha nas questões abaixo que, de uma forma ou de outra, o conhecimento do espectro ajudava muita nas resoluções.
  • Enem 2011 (prova rosa) – Questões 64,68 e 82
  • Enem 2009 (prova azul) – Questões 31, 32 e 37
Interessante notar que, numa delas, apareceu até o fenômeno de difração! Já ouviu falar? Só não confunda com refração, por favor!
Resumindo: As questões de Física do Enem claramente não têm como foco principal aquelas resoluções imensas como ocorre na segunda fase da Unicamp ou da Fuvest. Mas não ter foco em contas gigantescas não quer dizer que a prova está fácil! São duas análises completamente diferentes!
Aliás, se você vai prestar o Enem, não acha importante estudar o espectro eletromagnético?

*Fernando Buglia é formado em física pela UNICAMP e atua como professor de ensino médio e cursinho pré-vestibular na rede particular. Também é um dos criadores do site infoEnem.

Conheça as melhores apostilas para o Enem 2013!

MAIOR PRÉDIO RESIDENCIAL DO MUNDO.

Mumbai vive boom de prédios verdes

Cidade indiana lidera ranking nacional de construção de baixo impacto ambiental. Prédio residencial mais alto será erguido segundo os padrões sustentáveis

Fonte: Exame.com

Quando for inaugurado, em 2015, o World One, em Mumbai, na Índia, será o maior prédio residencial do mundo, com altivos 442 metros de altura. Mas, talvez, o seu maior mérito, seja outro – o edifício será erguido dentro dos padrões da construção ecológica. A torre é o exemplo mais expressivo do boom de prédios verdes na cidade indiana.
Mumbai tem o maior número de empreendimentos com credenciais sustentáveis em construção no país – um saldo de projetos em andamento 60% maior comparado a Delhi e Bangalore, que ocupam, respectivamente, o segundo e o terceiro lugar no ranking divulgado pelo Green Building Council India (IGBC).
A lista tem seis cidades, incluindo Pune, Hyderabad e Chennai. Mumbai, sozinha, tem 319 projetos pleiteando o selo de construção verde Leed, de acordo com o IGBC. Delhi aparece com 199 projetos, seguida de Bangalore e Pune, com 198 e 197, cada.


No total, a Índia conta com mais de 2.111 projetos de construção verde registrados junto ao IGBC, o que coloca o país entre as cinco nações com mais projetos dessa natureza no mundo.
A demanda do consumidor por esse tipo de edifício e a crescente evidência de que eles conferem vantagens de mercado quantificáveis - que vão da economia de energia e corte de custos operacionais à valorização imobiliária – contribuem para a alta desse mercado, que também vive um bom momento no Brasil.
Fonte: Revista Grandes Construções

ENERGIA EÓLICA - PERNAMBUCO

Polo de energia eólica em Suape

O Complexo Industrial Portuário de Suape está atraindo a atenção de setor muito novo no Brasil, mas com um futuro muito promissor: a indústria da geração de energia eólica. O governo do estado de Pernambuco tem se empenhado em  reunir na região adjunta ao porto não só os fabricantes de aerogeradores, mas todos os fornecedores do setor. Para Frederico Amâncio, que acumula as funções de Secretário de Desenvolvimento do estado e presidente do porto de
Suape, o momento pelo qual o mercado passa torna o projeto favorável. “Suape tem a melhor infraestrutura para o setor no País. Estamos no lugar certo e na hora certa. O mercado está demandando energia eólica e entendemos que temos a melhor estrutura.” Para atrair as empresas, o governo elaborou um convidativo programa de incentivo fiscal. “Essa tarifa é 25% do valor do frete de importação. Para a indústria que tem um perfil de peças de grande porte como a eólica, essa isenção é representativa. Cerca de 75% dos produtos gerados nos próximos dez anos serão produzidos no Nordeste. Ceará, Rio Grande do Norte e a Bahia serão os pioneiros, mas Pernambuco será incluído com o projeto”, conclui.
Os esforços estão rendendo bons frutos. A primeira fábrica do segmento de peças eólicas a se instalar em Suape foi a argentina Impsa, em 2008. Com investimento de R$ 60 milhões, a fábrica produz 500 aerogeradores por ano. Em 2010 chegou a espanhola Gestamp, que inaugurou a sua planta com capacidade produtiva de 500 torres eólicas por ano. Os investimentos do grupo chegam a R$ 120 milhões. Outros dois empreendimentos, a Iraeta e a LM Wind Power, estão se instalando no local. A Iraeta está instalando uma fábrica de flanges, um dos componentes das torres eólicas, com recursos da ordem de R$ 71 milhões. Já a LM deverá começar a produzir ainda em outubro deste ano, fabricando pás eólicas. O investimento neste projeto chega a R$ 100 milhões.
Juntas, as quatro indústrias somam investimentos de R$ 351 milhões e empregam 1.128 profissionais, devendo ultrapassar 2,7 mil postos de trabalho nos próximos anos.
No dia 28 de agosto, executivos de cinco das maiores empresas dinamarquesas do setor visitaram o complexo, em missão técnica, buscando oportunidades de negócios. A missão foi organizada pelo Danish Wind Energy Group, a associação das empresas dinamarquesas de energia eólica. Estiveram em Suape o chief executive officer (CEO) da Bach Composite Industry, Geert Winther Skovsgaard, uma empresa produtora de componentes para turbina eólica; o gerente de negócios da Beckhoff Automation, Andreas Franke, indústria que desenvolve e comercializa sistemas de tecnologia em automação e está presente em mais de 70 países; o diretor da FT Technologies, Brian Vejlgaard Pedersen, que é a principal fabricante mundial de sensores ultrassônicos de vento para controle de turbinas eólicas; e o CEO da Jupiter Composites, Claus Sejersen, uma das líderes mundiais na manufatura de componentes para a indústria de energia eólica, com fábricas nos Estados Unidos, na China e na Europa.
Além desses executivos, integra o grupo o CEO da Resolux, Ole Teglgaard. Esta empresa fornece peças internas para as torres eólicas e atua nos mercados da China, da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Brasil.
O interesse das empresas internacionais pelo Complexo Industrial Portuário de Suape mostra o quanto o setor eólico está crescendo no País e demandando novos projetos. No Nordeste estão localizados nada menos que 78% de todos os empreendimentos brasileiros no setor eólico, principalmente nos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Bahia.
Fonte : Revista Grandes Construções

PORTO DE SUAPE /PERNAMBUCO/NORDESTE

Vantagens competitivas do complexo portuário atraem empresas para a formação de importante polo logístico, da indústria naval e da cadeia de petróleo e gás















No estado de Pernambuco, no Nordeste brasileiro, a feliz combinação de um porto com águas profundas, localização estratégica em relação às principais rotas de navegação e proximidade com grandes centros de consumo criaram as condições ideais para a instalação de complexo industrial que vem crescendo em ritmo acelerado, tornando-se um indutor de desenvolvimento econômico e tecnológico na região. Com obras para todos os lados, a retroárea do Porto de Suape é hoje importante destino para investidores nacionais e internacionais, nos mais diversos setores da economia.
Suape é emblemático do desenvolvimento de Pernambuco, assegurando ao estado índices de crescimento econômico muito acima da média nacional. De acordo com a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisa de Pernambuco (Condepe/Fidem), Pernambuco teve um crescimento de 2,3% em 2012, em relação ao seu Produto Interno Bruto (PIB), atingindo os R$ 115,6 bilhões. O resultado superou o crescimento registrado pela economia brasileira no mesmo período, cujo incremento foi de apenas 0,9%. A expectativa da Condepe/Fidem para o desenvolvimento da economia pernambucana em 2013 é de 4,5%.
Os empreendimentos já instalados ou em fase de instalação no complexo têm gerado grande procura por força de trabalho qualificado e especializado, tendo em vista a ampliação da infraestrutura para movimentação de cargas no porto e os investimentos em plantas industriais.
De acordo com o presidente da Condepe/Fidem, Maurílio Lima, mesmo diante da crise econômica internacional, Pernambuco tem conseguido manter o bom desempenho graças a uma série de políticas públicas que alavancaram os índices positivos. “A economia de Pernambuco vem, desde 2007, apresentando taxas médias de crescimento e aumento dos índices de emprego, valorização do salário mínimo e ascensão de novas categorias sociais. Esse resultado se deve, principalmente, às políticas de incentivo ao desenvolvimento econômico no âmbito estadual e federal”, afirma.
Também na contramão do que está acontecendo no restante do País, onde se verifica forte tendência à desindustrialização, em Pernambuco o setor industrial manteve trajetória de crescimento, registrando alta de 3,7%. Tal desempenho foi alavancado principalmente pela cadeia da construção civil, seguida pela indústria da transformação, com 8,3% e 2%, respectivamente. “O ritmo de crescimento deverá ser mantido em 2013. Nossa indústria da transformação e o setor automotivo deverão se destacar ainda mais a partir dos grandes empreendimentos em Suape, como a Refinaria Abreu e Lima”, disse Lima.
Localização estratégica
Situados na porção sul da Região Metropolitana do Recife, tanto o porto quanto o complexo industrial estão em fase de consolidação e expansão, com empreendimentos de grande porte. Sua área de abrangência compreende cinco municípios: Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada, num total de 1.774 km².
O porto destaca-se pela curta distância, de apenas oito dias, da costa norte-americana e do Leste Europeu. Com perfil concentrador de cargas (hub port), Suape está interligado a mais de 160 portos em todos os continentes.
No primeiro semestre deste ano, a movimentação de cargas no Porto de Suape apresentou uma alta de 3,3%, em comparação com os seis primeiros meses de 2012. O volume passou de 5,3 milhões de toneladas para 5,5 milhões de toneladas no período. Neste balanço, Suape manteve seu perfil de porto importador: foram 4,4 milhões de toneladas de importação e 1,1 milhão de toneladas exportadas. No semestre, o porto recebeu um total de 665 navios, 2,6% a mais em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
A importação das chapas de aço para o Estaleiro Promar, que entrou em operação em junho (ver matéria nesta edição), contribuiu para este desempenho, pois a movimentação de cargas soltas subiu de 78.997 para 139.705 toneladas no período. Também apresentou resultado positivo nestes seis primeiros meses a movimentação de granéis líquidos – álcool, diesel, gasolina, querosene de aviação, óleo de soja, ácido, entre outros. A alta para este tipo de carga chegou a 8,8%, sendo atribuída principalmente a uma maior movimentação de óleo combustível para abastecimento das termelétricas.
A movimentação de contêineres apresentou, por sua vez, uma evolução de 4,2% no primeiro semestre de 2013 ante o mesmo período do ano passado. A única queda registrada foi na movimentação de granéis sólidos (grãos em geral, escória, clínquer, entre outros), que registrou uma ligeira baixa de 2,2%, passando de 358.594 para 350.841 toneladas nos últimos seis meses.
Obras para excelência operacional
Para aumentar a competitividade e alcançar a excelência operacional, estão sendo realizados pesados investimentos no desenvolvimento da infraestrutura portuária e em obras estruturadoras.
Estão previstos investimentos de R$ 920,3 milhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do Programa de Desenvolvimento da Infraestrutura de Áreas Portuárias. Os recursos serão usados em obras de terraplenagem, pavimentação, iluminação viária e sinalização da zona industrial de Suape. Os recursos também serão utilizados na construção de pontes, viadutos, pavimentação, sinalização e requalificação de vias.
Outra obra importante, já em andamento, é a da dragagem e derrocagem do canal de acesso ao porto externo do Complexo Industrial, que acaba de receber reforço de R$ 98,5 milhões do governo federal. Atualmente, as obras estão com 90% de avanço físico e o término está previsto para o fim do ano. O investimento nos serviços é de R$ 340 milhões, dos quais R$ 200 milhões do governo de Pernambuco e R$ 140 milhões da Secretaria Especial dos Portos (SEP), com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
De acordo com o diretor de Engenharia e Meio Ambiente de Suape, Victor Vieira, a obra é estratégica para o crescimento do porto, pois permitirá a chegada dos super petroleiros que abastecerão a Refinaria Abreu e Lima (Rnest). O canal, que possui seis quilômetros de extensão e 210 metros de largura, está sendo aprofundado de 16 para 20 metros.
Suape é um porto de águas naturalmente profundas e já recebe grandes embarcações. No entanto, com a conclusão da dragagem, será permitida a entrada, entre outros tipos de navios, do Suezmax, que chega a medir 280 metros de comprimento e possui capacidade para 170 mil toneladas de carga (170.000 TPB). Atualmente, Suape recebe mais de 1.300 navios por ano, que movimentam, por exemplo, contêineres, combustíveis, trigo e peças de projetos.
O programa de capacitação da infraestrutura contempla intervenções portuárias, rodoviárias, ferroviárias, retroportuárias e de pesquisa ambiental. Durante a fase de implantação, segundo informações do governo do estado, serão criados cerca de 2 mil novos postos de trabalho.
Entre as obras previstas estão a duplicação do Tronco Distribuidor Rodoviário Norte (TDR-Norte) e a implantação do contorno do Cabo de Santo Agostinho (Via Expressa de Suape). O financiamento prevê, ainda, a implantação de veículo leve sobre trilhos (VLT) para transporte público de passageiros entre os terminais do Cajueiro Seco e do Cabo de Santo Agostinho (já existentes) até a Estação Rodoferroviária de Massangana (a ser recuperada) no complexo.
A expectativa é de que seja recuperada a linha férrea, construídas novas estações, implantados viadutos – um ferroviário e um rodoviário – e restaurada uma ponte. No porto, será reforçado o entroncamento de proteção do aterro. Os cabeços Norte e Sul da abertura dos arrecifes para acesso ao porto interno também receberão obras de proteção.
O porto interno terá áreas dragadas para a futura construção de mais quatro cais (6, 7, 8 e 9). O Cais de Múltiplos Usos passará por uma recuperação estrutural. Também serão realizadas obras de dragagem no cluster naval, possibilitando a instalação de novos estaleiros, segundo o governo.
A operação contempla ainda a construção, em Suape, do Centro de Tecnologia Ambiental (CTA), um espaço voltado para o estudo, a pesquisa e o cuidado de áreas degradadas, formação de agentes ambientais e centro de produção de mudas com laboratório.
Cais de Múltiplos Usos
O Complexo Industrial Portuário de Suape realizou no início de julho audiência pública sobre as obras do Cais de Múltiplos Usos e acessos rodoviários à Ilha de Cocaia. A apresentação foi realizada pelo diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Victor Vieira, no auditório do Centro Administrativo. O edital da licitação deve ser lançado até o fim de setembro e a execução das obras está estimada para ocorrer em 30 meses.
A obra está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Está prevista a construção de um cais de 380 metros de extensão no local e dragagem de 5,18 milhões de m3 de materiais do fundo do mar. O Terminal de Múltiplos Usos custará cerca de R$ 400 milhões e será dimensionado para movimentar, de início, 20 milhões de toneladas por ano de clínquer e o minério de ferro trazido do Piauí pela ferrovia Transnordestina; coque de petróleo proveniente da Refinaria Abreu e Lima; insumos para fabricação de cimento e, possivelmente, soja.
A licitação será realizada pelo Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). A empresa vencedora ficará responsável pela construção do cais e dos acessos, caracterizando o regime de contratação integrada. Caberá a ela elaborar e desenvolver os projetos básico e executivo, executar as obras e serviços de engenharia, a montagem, a realização de testes, a pré-operação e todas as demais operações necessárias e suficientes para a entrega final do objeto.
Na audiência pública estavam presentes representantes das empresas Andrade Gutierrez, Dragabras, OAS, Construcap e Fundações Especiais, entre outras.
Fonte : Revista Grandes Construções

domingo, 13 de outubro de 2013