segunda-feira, 20 de junho de 2011

REVOLUÇÃO VERDE-2

REVOLUÇÃO VERDE

As inovações tecnológicas na agricultura para a obtenção de maior produtividade através do desenvolvimento de pesquisas em sementes, fertilização do solo, utilização de agrotóxicos e mecanização no campo que aumentassem a produtividade, ficou denominada de Revolução Verde. Esse processo ocorreu através do desenvolvimento de sementes adequadas para tipos específicos de solos e climas, adaptação do solo para o plantio e desenvolvimento de máquinas.



A expressão Revolução Verde foi criada em 1966, em uma conferência em Washington, por William Gown, que disse a um pequeno grupo de pessoas interessadas no desenvolvimento dos países com déficit de alimentos “é a Revolução Verde, feita à base de tecnologia, e não do sofrimento do povo”.

A implantação de novas técnicas agrícolas iniciou-se no fim da década de 1940, porém os resultados expressivos foram obtidos durante as décadas de 1960 e 1970, onde países em desenvolvimento aumentaram significativamente sua produção agrícola.


Esse programa foi financiado pelo grupo Rockefeller, sediado em Nova Iorque. Utilizando um discurso ideológico de aumentar a produção de alimentos para acabar com a fome no mundo, o grupo Rockefeller expandiu seu mercado consumidor, fortalecendo a corporação com vendas de pacotes de insumos agrícolas, principalmente para países em desenvolvimento como Índia, Brasil e México.
O grupo patrocinou projetos em determinados países criteriosamente selecionados, as nações escolhidas foram: México, Filipinas, Estados Unidos, e, em menores proporções, o Brasil.



As sementes modificadas e desenvolvidas nos laboratórios possuem alta resistência a diferentes tipos de pragas e doenças, seu plantio, aliado à utilização de agrotóxicos, fertilizantes, implementos agrícolas e máquinas, aumenta significativamente a produção agrícola.
Constatou-se um aumento extraordinário na produção de alimentos. No México, as experiências iniciais e mais significativas foram realizadas com o trigo, que em sete anos quadruplicou sua produção. Nas Filipinas, as pesquisas foram realizadas com o arroz, o resultado foi satisfatório, havendo um grande aumento na produção e colheita.


Porém, a fome no mundo não reduziu, pois a produção dos alimentos nos países em desenvolvimento é destinada, principalmente, à países ricos industrializados, como Estados Unidos, Japão e Países da União Europeia.


A modernização no campo alterou a estrutura agrária. Pequenos produtores que não conseguiram se adaptar às novas técnicas de produção, não atingiram produtividade suficiente para competir com grandes empresas agrícolas e se endividaram com empréstimos bancários solicitados para a mecanização das atividades, tendo como única forma de pagamento a venda da propriedade para outros produtores.


A Revolução Verde proporcionou tecnologias que atingem maior eficiência na produção agrícola, aumentando significativamente a produção de alimentos, entretanto, a fome mundial não foi solucionada, desbancando o discurso humanitário de aumentar a produção de alimentos para acabar com a fome nos países em desenvolvimento.

A Revolução Verde é insustentável
16 de Abril de 2009
Desde o final da 2ª Guerra Mundial, o incremento da produção de alimentos do planeta superou o extraordinário aumento da própria população humana. De fato, entre 1961 e 2005, por exemplo, a população global cresceu 111%. No entanto, no mesmo período, a produção de cereais (grãos) – a base da alimentação global - subiu 154%, a produção total de carne 280%, a de peixes, crustáceos e moluscos capturados nos mares e criados em cativeiro 227% (FAO).


Todo essa elevação espantosa da oferta de comida deve-se à Revolução Verde, que tem como fundamento o uso de sementes de alto rendimento, fertilizantes, pesticidas, irrigação e mecanização. A verdade é que a fome renitente que assola o planeta é função da falta de recursos para comprar comida, ou seja, da enorme injustiça social vigente, não da falta de alimentos (no período 1969-1971 a população global subnutrida representava 29% do total. Em 2005, esse percentual havia caído para 14%, segundo a FAO).

fonte :istoédinheiro
Em que pese todos esses índices animadores, diversos fatos comprovam que a Revolução Verde é insustentável em longo prazo. Erosão e compactação do solo, poluição do ar e do solo, redução dos recursos hídricos (a agricultura é responsável por 70% do consumo humano de água), perda de matéria orgânica do solo, inundação e salinização de terras irrigadas, exploração excessiva dos recursos pesqueiros e poluição dos mares têm contribuído para a desaceleração da taxa de crescimento da produção alimentar.
fonte: Vida vegetariana
É verdade que se pode ainda melhorar bastante a produtividade agrícola dos países em desenvolvimento - a solução mais promissora - e, em países como o Brasil, ampliar as fronteiras agrícolas (o que provoca inevitavelmente a destruição dos ecossistemas invadidos). Mas, mesmo os observadores mais otimistas reconhecem que o aumento da produção de alimentos está gradualmente se reduzindo, tendendo assim a ficar abaixo do aumento populacional.

Nos últimos 20 anos, aproximadamente, o índice de crescimento da produção anual de grãos ora é maior, ora é bem menor do que o do crescimento populacional. Entre 1985 e 2005, a produção de cereais cresceu 22,5%, enquanto que a expansão demográfica foi de 34,2%. Outros alimentos vegetais, como sementes, raízes e tubérculos, conheceram igualmente aumento inferior ao da população.

Nesse intervalo de tempo (1985-2005), a única taxa de aumento de produção alimentar que superou a taxa demográfica foi a de carne (de todos os tipos). Contudo, a pecuária é totalmente dependente da produção agrícola, notadamente a de grãos. Inevitavelmente a oferta de carne cairá quando a produção de cereais sofrer retração.

A produtividade agrícola, que progrediu muitíssimo nas últimas décadas, não continuará a crescer indefinidamente. Entre outras razões, é obviamente limitada a quantidade de fertilizantes que as atuais variedades agrícolas podem assimilar. Estes e a disponibilidade de água para irrigação são as duas principais causas da explosão alimentar no pós-guerra. A água também é obviamente limitada. A irrigação está causando, no mundo inteiro, o rebaixamento, ou mesmo a secagem, de rios e aquíferos. Em diversos lugares, comunidades disputam, crescentemente, a água com fazendeiros.

As duas causas citadas não são as únicas. As melhores terras do planeta já foram ou estão sendo exploradas. A ampliação de terras destinadas ao plantio encontra, cada vez mais, obstáculos, desde cidades, barragens, estradas e unidades de conservação até a oposição de comunidades que rejeitam os danos decorrentes de grandes áreas de monocultura. Sem falar nos custos crescentes dessas terras.

Outra dificuldade para a contínua expansão é a aplicação crescente de pesticidas. No Brasil, o uso de pesticidas subiu de 0,3 kg por hectare (ha), em 1991, para 1,2 kg/ha dez anos depois, um aumento de quatro vezes. Na Argentina, em apenas cinco anos (1993-1998), a aplicação desses produtos químicos partiu de 0,9 kg/ha para 1,9 kg/ha (nos Estados Unidos, em 1997, usava-se 2,3 kg/ha).

Apesar da utilização crescente de agrotóxicos, o mundo vem conhecendo um aumento também expressivo de pragas agrícolas. No início do século XX, as pragas resistentes não chegavam a cinco, mas a partir dos anos 1950, elas conheceram um aumento acelerado, coincidindo com o uso generalizado desses defensivos. Em 1980, mais de 400 artrópodes (principalmente insetos) já tinham desenvolvido resistências à maioria dos produtos químicos, somados a mais de uma centena de organismos patogênicos de plantas. Além disso, um certo número de espécies de ervas daninhas tornou-se resistentes aos herbicidas.

Embora o uso de pesticidas tenha aumentado exponencialmente, mais de 30 vezes entre 1950 e o final dos anos 1980, um número crescente de ervas daninhas, insetos e doenças desenvolveram resistência a esses produtos. Em 1950, o total de pragas agrícolas era inferior a 100 e atualmente é superior a 700.

Os impactos de pesticidas já são bastante conhecidos. Eles liberam poluentes orgânicos persistentes (POPs), substâncias extremamente tóxicas que se espalham pelo meio ambiente e se acumulam nos tecidos orgânicos de peixes, aves e mamíferos, com sérios danos ao meio ambiente e à saúde humana (as primeiras vítimas são os que aplicam os pesticidas, principalmente nos países em desenvolvimento). Os POPs são “destruidores endócrinos”, prejudicando o sistema hormonal de seres humanos e de outros animais. Provocam também cânceres e danos ao sistema nervoso (neurotoxinas).

Os fertilizantes promoveram um acréscimo fantástico à produtividade agrícola. A colheita de milho nos EUA, por exemplo, tem atualmente uma produtividade cerca de quatro vezes maior do que a dos anos 1930. Entre 1961 e 2005, a quantidade de cereais colhida por hectare aumentou 141% (média mundial). No entanto, os fertilizantes químicos não absorvidos pelas plantas contaminam a água potável, provocam danos aos pesqueiros litorâneos devido às marés 'vermelhas' de algas, eutrofizam lagos e contribuem para a formação do poluente ozônio troposférico, com efeitos nocivos à agricultura e às florestas.
eco.ib.usp.br
A par dessas consequências, os fertilizantes são os maiores produtores de óxido nitroso (N2O), um dos cinco gases do efeito estufa que mais contribuem para o aquecimento global.

Torna-se cada vez mais evidente que a Revolução Verde é insustentável. Ela polui o ambiente natural, com consequências graves à saúde humana e ambiental, degrada ecossistemas nativos, tende a esgotar os recursos hídricos e, do ponto de vista energético, apresenta um saldo negativo. Devido ao uso intenso de combustíveis fósseis em todas as etapas do seu processo, a agricultura em escala industrial utiliza, atualmente, de sete a dez calorias dessas fontes de energia para fornecer uma caloria de alimento.

Será inevitável rever - mais dia, menos dia – esse sistema de produção. O crescimento vertiginoso da agricultura orgânica aponta um dos caminhos. Alimentar a população humana de forma equilibrada não necessita de aumento contínuo da produção (uma impossibilidade física), mas sim de melhor distribuição global de riquezas e de um freio à expansão no consumo de carne em geral. Mundialmente, cerca de 40% dos grãos colhidos alimentam diretamente a pecuária (quase 80% da soja), o que significa uma grande perda de energia alimentícia.




1- Explique as três etapas da Revolução Verde:
2- Por que realmente foi criada a Revolução Verde ?
3- Justifique a frase: A Revolução Verde é insustentável.
4- Escreva sobre o gasto de água para a produção de alimentos:
5-Quais as principais críticas em relação ao uso de pesticidas na agricultura?
6- Qual a importância da agricultura familiar no Brasil ?
7- O que significa: agroindústria e agronegócio.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ATIVIDADES ECONÔMICAS

SETORES ECONÔMICOS


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A economia de um país pode ser dividida em setores (primário, secundário, terciário e quaternário) de acordo com os produtos produzidos, modos de produção e recursos utilizados. Estes setores econômicos podem mostrar o grau de desenvolvimento econômico de um país ou região.

Setor Primário

O setor primário está relacionado a produção através da exploração de recursos da natureza. Podemos citar como exemplos de atividades econômicas do setor primário: agricultura, mineração, pesca, pecuária, extrativismo vegetal e caça. É o setor primário que fornece a matéria-prima para a indústria de transformação.

Este setor da economia é muito vulnerável, pois depende muito dos fenômenos da natureza como, por exemplo, do clima.

Cerca de 40% das pessoas entre 16 e 32 anos que moram e trabalham no campo são analfabetas.

A produção e exportação de matérias-primas não geram muita riqueza para os países com economias baseadas neste setor econômico, pois estes produtos não possuem valor agregado como ocorre, por exemplo, com os produtos industrializados.

Setor Secundário

É o setor da economia que transforma as matérias-primas (produzidas pelo setor primário) em produtos industrializados (roupas, máquinas, automóveis, alimentos industrializados, eletrônicos, casas, etc). Como há conhecimentos tecnológicos agregados aos produtos do setor secundário, o lucro obtido na comercialização é significativo. Países com bom grau de desenvolvimento possuem uma significativa base econômica concentrada no setor secundário. A exportação destes produtos também gera riquezas para as indústrias destes países.


Setor Terciário

É o setor econômico relacionado aos serviços. Os serviços são produtos não materiais em que pessoas ou empresas prestam a terceiros para satisfazer determinadas necessidades. Como atividades econômicas deste setor econômico, podemos citar: comércio, educação, saúde, telecomunicações, serviços de informática, seguros, transporte, serviços de limpeza, serviços de alimentação, turismo, serviços bancários e administrativos, transportes, etc.



www.hagah.com.br

Este setor é marcante nos países de alto grau de desenvolvimento econômico. Quanto mais rica é uma região, maior é a presença de atividades do setor terciário. Com o processo de globalização, iniciado no século XX, o terciário foi o setor da economia que mais se desenvolveu no mundo.


O Setor Quaternário

Revistarobotica

"Setor quaternário é o setor da robótica, cibernética, informática. O domínio da informação vem crescendo de importância a cada dia sendo prioritário para as grandes potências.

O setor quaternário é a expansão do conceito da Hipótese dos Três Setores da Economia e abrange as atividades intelectuais da tecnologia, como geração e troca de informação, educação, pesquisa e desenvolvimento e a alta tecnologia em si, anteriormente incluídas no setor terciário como serviços.

Todo país, seja subdesenvolvido ou desenvolvido, possui uma população economicamente ativa, essa parcela do contingente populacional representa todas as pessoas que trabalham ou que estão procurando emprego, são essas que produzem para o país e que integram o sistema produtivo. A população de idade ativa é dividia em: população economicamente ativa e não-economicamente ativa ou mesmo inativa.

No caso específico do Brasil, a população ativa soma aproximadamente 79 milhões de pessoas ou 46,7%, índice muito baixo, uma vez que o restante da população, cerca de 53,3%, fica à mercê do sustento dos economicamente ativos. Em diversos países o índice é superior, aproximadamente 75% atuam no setor produtivo.

No Brasil, os homens representam 58% e as mulheres 42% daqueles que desenvolvem atividades em distintos setores da economia.

Atualmente, o Brasil vem atravessando muitas evoluções nos diversos setores da economia. A partir da década de 40, quando teve início de forma tardia o processo de industrialização, houve um acelerado crescimento urbano provocado pela mecanização do campo, fato que ocasionou a perda de postos de trabalho nesse setor, promovendo um enorme fluxo de trabalhadores para os centros urbanos, dando origem ao fenômeno conhecido como êxodo rural. Todo esse fluxo desencadeou uma diminuição de trabalhadores inseridos no setor primário.


O setor secundário, por outro lado, teve um grande crescimento devido os fatores anteriormente citados, essa crescente perdurou até os anos 80, logo apresentou uma queda proveniente das crises econômicas que assolou o país nesse período, a modernização desse setor retira muitos postos de trabalho.

O setor terciário brasileiro é o que mais cresce recentemente, as causas desse aumento são a urbanização do país e as necessidades das grandes cidades que impulsionam o mercado de prestação de serviços. Esse setor tem oferecido muitas oportunidades de trabalho, desde mão-de-obra especializada até de baixa qualificação.

ATIVIDADES :
1) Para um país ser considerado importante e desenvolvido, em quais setores ele deveria fazer os maiores investimentos ?
2) Em qual setor econômico se encontra a maior parte da população do Brasil ?
Como explicar esse fenômeno?
3) O que significa PEA ?
4) Explique com exemplos o movimento populacional chamado de êxodo rural :

MUDANÇAS NO CÓDIGO FLORESTAL-1

ATUALIZAÇÃO DA REPORTAGEM POSTADA EM : 26/07/10 (NOVO CÓDIGO FLORESTAL )

Veja os principais pontos da proposta do novo Código Florestal
11 de maio de 2011 • 10h35 • atualizado em 25 de maio de 2011 às 00h45. O Código Florestal em vigor no País foi elaborado em setembro de 1965, mas já passou por várias alterações. O Legislativo tenta construir um texto novo há 12 anos. Veja quais são os principais pontos do texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 24 de maio e que será analisado pelo Senado: Reserva legal Lei atual: determina que a manutenção de florestas e outras formas de vegetação nativa deve ser de 80% em propriedades em área de floresta na Amazônia Legal, 35% nas propriedades em área de cerrado na Amazônia Legal e 20% nas demais regiões. Se a área da reserva for menor que o previsto em lei, o proprietário deve promover a recomposição. Texto votado: pequenos produtores rurais, cujas propriedades sejam de até quatro módulos fiscais (medida variável que vai até 400 hectares) não precisarão recompor as reservas legais. Margem de rios Lei atual: prevê proteção da vegetação até 30 m de distância das margens dos rios mais estreitos, com menos de 10 m de largura. Texto votado: no caso de áreas já desmatadas, a recomposição deverá ser de 15 m de distância da margem. Permanece a exigência de 30 m para as áreas que se mantiveram preservadas. Anistia Lei atual: elenca uma série de contravenções passíveis de punição de três meses a um ano de prisão ou multa de 1 a 100 salários mínimos. O decreto 7.029/2009 prevê multa para quem não registrar a reserva legal até o próximo dia 11 de junho. Se as áreas desmatadas forem recuperadas até essa data, ficarão livres das multas. Texto votado: o compromisso de regularização do imóvel suspende eventuais punições de detenção e/ou multa que tenham sido aplicadas ao proprietário. A efetiva regularização extingue a punibilidade. A adesão ao programa de regularização deverá ocorrer em um ano (prazo que pode ser prorrogado pelo governo) a partir da criação do cadastro de regularização ambiental (CAR). O cadastro deverá ser criado até três meses após a sanção do novo código. Topos de morro Lei atual: proíbe utilização do solo em topos de morros, montes, montanhas e serras, encostas com declive acima de 45°, restingas fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues, bordas de chapadas, áreas com mais de 1,8 mil m de altitude. Texto votado: o texto admite a manutenção de atividades florestais, pastoreio extensivo, culturas lenhosas perenes, como café, maçã, uva, ou de ciclo longo, como a cana de açúcar, que não estavam previstas no texto apresentado pelo relator. Áreas consolidadas Lei atual: a classificação de área rural consolidada inexiste no código em vigor. Texto votado: atividades em áreas rurais consolidadas - anteriores a 22 de julho de 2008 - localizadas em Área de Preservação Permanente poderão ser mantidas se o proprietário aderir ao Programa de Regularização Ambiental. A autorização será concedida em caso de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS COM ESCALAS


RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS COM ESCALAS.



1 - Relacione as colunas:
( a ) 1 : 250.000 (b ) 1cm = 250 km
( b ) 1 : 25.000.000 (a ) 1cm = 2,5 km
( c ) 1 : 250.000.000 (d ) 1cm = 25 km
( d ) 1 : 2.500.000 (c ) 1cm = 2500 km

2- Qual das escalas a seguir é a maior e por quê ?

a ) 1 : 200 ; b) 1 : 100 ; c) 1 : 2000 d)1 : 5000
_______________________________________________________________________
__b) pois o mapa sofreu menos redução_____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

3- Indique se uma escala é maior ( > ) ou menor ( < ) que a outra:

( a ) 1 : 500 (menor ) 1 : 100
( b ) 1 : 100 (maior ) 1 : 1000
( c ) 1 : 1000 (maior ) 1 : 5000
( d ) 1 : 5000 (menor ) 1 : 500

4- Assinale (V) para as alternativas que apresentarem informações corretas
sobre a escala e (F) para as alternativas que apresentarem informações incorretas sobre a escala:


(_F_) a) 1:200.000 (1cm = 20 km)
(_F_) b) 1:50.000 (1cm = 50 km)
(_F_) c) 1:12.000 (1cm = 120 km)
(_F_) d) 1:550.000 ( 1cm = 5.500 km)
(_V_) e) 1:700.000 (1cm = 7 km)

5- Assinale com V a alternativa verdadeira e com F a falsa :
(_V__) a) A escala é uma relação entre o tamanho real do objeto ou espaço que se quer representar e sua representação.
(_V__) b) A cartografia trabalha com escala de redução e de ampliação.
(_V__) c) A escala numérica tem a forma de fração, onde o numerador representa a unidade de medida no mapa, e o denominador a indicação da medida real.
(_V__) d) Se a distância entre dois pontos na planta com escala 1:250 é de 80cm, o seu valor no terreno é igual a 200 m.

6- Num mapa do Rio Grande do Sul, cuja escala é 1:750.000, a distância
entre duas cidades é de 5 cm. Qual é a distância real entre as duas cidades ?
__37,5kM______________ .

7-Leia atentamente e resolva:

Escala gráfica, segundo Vesentini e Vlach (1996, p. 50), “é aquela que expressa diretamente os valores da realidade mapeada num gráfico situado na parte inferior de um mapa”. Nesse sentido, considerando que a escala de um mapa está representada como 1:25000 e que duas cidades, A e B, nesse mapa, estão distantes, entre si, 5cm, a distância real entre essas cidades é de:

A) 25.000m
B) 1.250m
C) 12.500m
D) 500m
E) 250m


8- Leia as afirmativas que seguem e assinale a correta:
a) A escala numérica é representada por uma linha reta dividida em partes iguais.
b) A escala 1:50.000 é maior que a escala de 1:250.000.
c) Na escala de 1:500.000, a área representada foi reduzida 50 mil vezes.
d) As escalas podem ser numéricas ou geográficas.
e) Na escala de 1:100.000, 1 cm no mapa vale 100 km no terreno.

9- A distância entre duas cidades no mapa, é de 2,8cm.Qual é a distância real, sabendo se que a escala usada é de 1: 400 000.
RESPOSTA : 11,2 kM

10- A distância entre duas cidades no mapa, é de 4,6cm.Qual é a distância real, sabendo se que a escala usada é de 1: 230000
RESPOSTA : 10,58KM

ATUALIDADE : NOVOS ESTADOS ???

sábado, 14 de maio de 2011

EXERCÍCIOS COM ESCALAS

1 - Relacione as colunas:
( a ) 1 : 250.000 ( ) 1cm = 250 km
( b ) 1 : 25.000.000 ( ) 1cm = 2,5 km
( c ) 1 : 250.000.000 ( ) 1cm = 25 km
( d ) 1 : 2.500.000 ( ) 1cm = 2500 km

2- Qual das escalas a seguir é a maior e por quê ?

a ) 1 : 200 ; b) 1 : 100 ; c) 1 : 2000 d)1 : 5000
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

3- Indique se uma escala é maior ( > ) ou menor ( < ) que a outra:

( a ) 1 : 500 ( ) 1 : 100
( b ) 1 : 100 ( ) 1 : 1000
( c ) 1 : 1000 ( ) 1 : 5000
( d ) 1 : 5000 ( ) 1 : 500

4- Assinale (V) para as alternativas que apresentarem informações corretas
sobre a escala e (F) para as alternativas que apresentarem informações incorretas sobre a escala:


(___) a) 1:200.000 (1cm = 20 km)
(___) b) 1:50.000 (1cm = 50 km)
(___) c) 1:12.000 (1cm = 120 km)
(___) d) 1:550.000 ( 1cm = 5.500 km)
(___) e) 1:700.000 (1cm = 7 km)

5- Assinale com V a alternativa verdadeira e com F a falsa :
(___) a) A escala é uma relação entre o tamanho real do objeto ou espaço que se quer representar e sua representação.
(___) b) A cartografia trabalha com escala de redução e de ampliação.
(___) c) A escala numérica tem a forma de fração, onde o numerador representa a unidade de medida no mapa, e o denominador a indicação da medida real.
(___) d) Se a distância entre dois pontos na planta com escala 1:250 é de 80cm, o seu valor no terreno é igual a 200 m.

6- Num mapa do Rio Grande do Sul, cuja escala é 1:750.000, a distância
entre duas cidades é de 5 cm. Qual é a distância real entre as duas cidades ?
________________ .

7-Leia atentamente e resolva:

Escala gráfica, segundo Vesentini e Vlach (1996, p. 50), “é aquela que expressa diretamente os valores da realidade mapeada num gráfico situado na parte inferior de um mapa”. Nesse sentido, considerando que a escala de um mapa está representada como 1:25000 e que duas cidades, A e B, nesse mapa, estão distantes, entre si, 5cm, a distância real entre essas cidades é de:

A) 25.000m
B) 1.250m
C) 12.500m
D) 500m
E) 250m


8- Leia as afirmativas que seguem e assinale a correta:
a) A escala numérica é representada por uma linha reta dividida em partes iguais.
b) A escala 1:50.000 é maior que a escala de 1:250.000.
c) Na escala de 1:500.000, a área representada foi reduzida 50 mil vezes.
d) As escalas podem ser numéricas ou geográficas.
e) Na escala de 1:100.000, 1 cm no mapa vale 100 km no terreno.

9- A distância entre duas cidades no mapa, é de 2,8cm.Qual é a distância real, sabendo se que a escala usada é de 1: 400 000.

10- A distância entre duas cidades no mapa, é de 4,6cm.Qual é a distância real, sabendo se que a escala usada é de 1: 230000

quinta-feira, 5 de maio de 2011

NEO-IMPERIALISMO


NEO-IMPERIALISMO

Nos últimos anos, as ações globais dos Estados Unidos são frequentemente tachadas como imperialistas ou neo-imperialistas, mas o que realmente significam tais afirmações? O objetivo do sistema imperialista de hoje, como o do passado, é o de arranjar economias periféricas para o investimento dos países capitalistas centrais, garantindo um fornecimento “permanente” de matéria-prima a baixos preços, e um fluxo líquido de lucros econômicos da periferia (no caso, os países subdesenvolvidos) para o centro do sistema mundial, papel este, representado, atualmente, pelos EUA. A principal diferença entre imperialismo e neo-imperialismo é a existência, no neo-imperialismo, do domínio informal (cultural e econômico) enquanto, no imperialismo, o domínio é apenas formal (territorial, militar e econômico). O neo-imperialismo possui um fator que acelera ainda mais suas formas de dominação: a velocidade da Internet para fazer suas transações. Diferentemente dos velhos tempos do imperialismo, não é mais necessário se arrastar por meses através dos oceanos, para fazer a conexão entre a metrópole e a colônia. É por isso que, em nossos dias, se fala tanto em globalização, entendida como a expansão do mercado, cujo objetivo principal é o de atender aos interesses dos grandes centros capitalistas. Deparamo-nos com a decadência dos valores humanos (tanto morais quanto éticos).


Não é a economia que se globaliza, mas o ser humano, vendo-se reduzido à lei da oferta e da procura. Como vemos na afirmação de Robert Cooper (conselheiro político de Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico): “[...] Considero que ainda não saímos do estágio animal da humanidade, em que predominam as relações de força e não as de justiça; de competição e não as de cooperação; do uso da arma e não do espírito de amor”. Aos olhos do Império, tudo aquilo que não for de seu agrado será identificado como narcotráfico e/ou terrorismo. Predomina, literalmente, o domínio do mais forte sobre os mais fracos. Tudo que não se encaixa no American Way of Life (Modo de Vida Americano) é imediatamente considerado como subversivo e posto na ilegalidade.


Todo e qualquer pretexto, como a suposta fabricação de armas de destruição em massa (tanto nucleares, como químicas e biológicas) pelo Iraque, serve para representar uma ameaça. Esse pretexto foi usado pelo presidente norte-americano para justificar sua decisão de invadir o Iraque. Outra desculpa “esfarrapada” foi a afirmação de que esse país tinha ligações com o terrorismo. Na verdade, o que Bush queria era o petróleo existente nas refinarias iraquianas.


É importante frisar também que, após a ocupação do Iraque pelas tropas norte-americanas, não foram encontrados indícios de que esse país dispunha desse tipo de armamento. O que se descobriu foi a capacidade que o Iraque tem de produzir armamentos nucleares, mas não a existência verídica deles.

“O futuro, todos sabemos, a Deus pertence, mas descontada a interferência divina, a maior influência sobre os amanhãs de toda a Terra, definitivamente, cabe aos Estados Unidos”, afirma Denis Burgierman .

E a ONU?
Bem, ela existe, pelo menos teoricamente. Cabe a ela, portanto, desempenhar o seu papel: o de controlar (ou o de, pelo menos, tentar controlar) as ações dessa superpotência mundial, antes que o Brasil vire mais um “de seus fantoches”.


A China e o neo-imperialismo


O tema virou notícia quando a China surgiu como um tipo de salvador econômico da Grécia. Foi o que aconteceu em torno do momento em que agência de classificação de crédito Moody's rebaixou a classificação do país ao nível de sucata, o que significa que o investimento na Grécia ou emprestar-lhe dinheiro tornou-se uma proposição de alto risco.
Embora a UE e o FMI tenham jogado uma linha de crédito para reforçar a sua solvabilidade, os mercados não se convenceram. Na Alemanha, maior economia da UE, o movimento para salvar a Grécia não foi popular. O país enfrentou a ruína econômica levando à instabilidade política e social em passado não muito distante. O regime de austeridade imposta à Grécia pela UE e pelo FMI estava criando turbulência e o Governo socialista da Grécia estava (e ainda está) no final da sua sagacidade. Foi neste contexto que a China entrou em uma série de acordos bilaterais com a Grécia, para continuar a alargar o horizonte econômico da China, que, por sua vez , ajudará a Grécia em um momento muito difícil.


Deve-se notar que a China não está envolvida em tais acordos econômicos com um sentimento de filantropia, mas porque fazem sentido político e econômico . O vice-premiê chinês Zhang Dejiang fez duas visitas a Atenas em um mês, para finalizar negócios de bilhões de dólares em transporte, turismo, telecomunicações e muito mais. Diz-se que os 14 acordos com a Grécia atingiram o maior investimento isolado da China na Europa. Para a Grécia, os acordos reforçam a sua situação econômica, num momento crítico. "Estou convencido de que a Grécia pode ultrapassar as suas atuais dificuldades econômicas ", disse Zhang . Tal voto de confiança foi extremamente necessário para a Grécia, na sua atual penúria econômica. Claro, ele também fornece à China, um canal útil para expandir seus tentáculos econômicos e políticos em outros países da UE, particularmente em Portugal, Espanha, Irlanda e os países dos Balcãs . Mesmo o Reino Unido não está parecendo bem, com um déficit orçamentário de cerca de 11 % do PIB, muito próximo ao da Grécia. A sua dívida total acredita-se que seja a segunda maior na EU, depois da Irlanda. Por isso as drásticas medidas que estão sendo adotadas por seu novo governo, diga-se de passagem, muito mais duras que as reformas que estão causando tanta perturbação na França. Até agora sem qualquer protesto. O que é muito estranho para uma sociedade fortemente sindicalizada, onde os sindicatos têm, percentualmente, um número muito maior de membros que na França. Enfim, são ingleses....



Devido a sua grande reserva em moedas e ao superávit comercial anual da China com os EUA está aumentando em mais de US$ 200 bilhões por ano, e outros US$ 100 bilhões com o resto do mundo. Uma simples aritmética mostra então que suas reservas estão crescendo a uma taxa de mais de US$ 300 bilhões dólares por ano. Número difícil de imaginar, mas verdadeiro.





A China é, portanto, capaz de fazer política com seu dinheiro para ampliar o seu alcance político e econômico na Europa. Embora a China tenha grandes reservas cambiais, ainda tem o problema bastante grave de endividamento. O número oficial de sua dívida de 20% por cento do PIB, simplesmente, como seus outros dados estatísticos, não é crível. Existem previsões que a dívida da China - incluindo as dívidas de instrumentos locais e dívidas financiadas pelo Estado - será de cerca de 96% do PIB da China no próximo ano. No entanto, como no Japão, a dívida da China é principalmente financiada internamente, através da poupança de baixos juros do seu povo trabalhador e econômico. Mas ainda é dívida... Se houvesse uma perda de fé no governo, isso poderia levar a uma corrida aos bancos do governo e a outros órgãos afins. Seja como for, na grande China, as reservas cambiais são uma parte importante do seu alcance, e se a UE colocar a casa em ordem, a China terá amplas oportunidades para usar seu poder financeiro para criar graves danos. Por exemplo, a China já explorara os recursos de vários países africanos através de investimentos em mineração, petróleo, gás e outras indústrias extrativas. Em contrapartida, conseguiram o compromisso destes países de fornecer commodities para a China, durante muitos anos, para pagar a dívida chinesa. Aliás, como é o caso do petróleo com o Brasil. Em outras palavras, estes países africanos permanecerão pobres e miseráveis por muitos anos, mesmo depois de suas minas e campos de petróleo se tornar operacionais e rentáveis. Esta atitude foi no passado chamada, entre outros epítetos, de colonialismo, e ainda é, mesmo sendo o autor a China, que já sofreu bastante dessas desigualdades, também num passado recente. A Europa não pode sofrer da mesma forma como alvos africanos da China. Mas o tipo de uma troca de uma dívida por outra (mesmo que seja chamado de investimento) da China não altera o fato, porém, que tais relações de dependência econômica se entrincheiraram e, portanto, são de exploração. Com a sua longa memória histórica de como foi desmembrada e explorada, por todos os poderes coloniais ocidentais, a China não pode ser avessa a fazer o mesmo agora, sobre os mesmos países europeus. Mais próximo da gente, a China está em toda a América Latina. Por exemplo, suplantou os EUA como maior parceiro do Brasil. O comércio da China com o Brasil já foi muito além dos US$ 10 bilhões por ano de 2000, para os mais de US$ 100 bilhões de hoje. Como na África, as exportações latino-americanas para a China são commodities e minerais e estão cada vez mais se tornando uma importante fonte de receitas. Com a crescente dependência econômica da China, nós e outros países da região estamos perdendo a capacidade de desenvolver uma relação igualitária. Ao mesmo tempo, a China impõe o seu poder econômico para empurrar as exportações de bens manufaturados para esses países, com os seus salários artificialmente deprimidos, muito bem auxiliados por sua moeda subvalorizada. Sob essas circunstâncias, esses países serão incapazes de desenvolver sua base de fabricação própria e, mesmo onde ela existe de uma forma ainda incipiente, também será destruída em face da investida da China. A China está se tornando uma potência neo-imperialista?


ATIVIDADE : Registro na folha do Colégio, só respostas pela ordem, pode acessar outros sites, embora todas as respostas estão inseridas no material acima.

Atividade avaliativa, de 0 até 10, peso 2. Entregar até o término da aula.

1- Quais as principais diferenças entre o imperialismo e o neo-imperialismo?
2- Alguns países foram considerados como : "Eixo do Mal ", pelos Estados Unidos. No caso do Iraque, como foi aplicado o neo-liberalismo?
3- Através de exemplos, justifique a frase de Denis Burgierman :“O futuro, todos sabemos, a Deus pertence, mas descontada a interferência divina, a maior influência sobre os amanhãs de toda a Terra, definitivamente, cabe aos Estados Unidos”.
4-Quais os principais objetivos da China em socorrer a Grécia, em sua crise econômica?
5-Escreva sobre a dívida da China, relacionando sua reserva cambial com o seu PIB :
6- Explique como funcionam as relações comerciais entre, a China e alguns países africanos e entre a China e o Brasil:
7- Com argumentação e exemplos, justifique a frase : "A CHINA ESTÁ SE TORNANDO UMA POTÊNCIA NEO-LIBERALISTA

(Questões : 1, 2, 3, 4 e 5, cada uma vale 1,5)
(Questões : 6 e 7, cada uma vale 1,25)