segunda-feira, 25 de abril de 2016

DOCUMENTÁRIO : "HISTÓRIA DAS COISAS ".

GEOGRAFIA E INTERAÇÃO




domingo, 24 de abril de 2016

ACORDO DE PARIS SOBRE O CLIMA / COP21.

Principais pontos do acordo de Paris sobre o clima

Documento aprovado na Conferência do Clima entra em vigor até 2020 e, a cada cinco anos, os países deverão rever suas contribuições para o combate à mudança climática. Uma visão geral do conteúdo do pacto.
Após longos dias de negociação, os delegados dos 195 países presentes á Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21) adotaram neste sábado (12/12) o primeiro acordo universal para luta contra as alterações climáticas e o aquecimento global.
O documento entrará em vigor até 2020 e, a cada cinco anos, os países deverão rever as suas principais contribuições nacionais para o combate às alterações climáticas.
Veja os principais pontos do acordo alcançado na COP21:
Manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2ºC
A comunidade internacional se comprometeu a limitar a subida da temperatura "bem abaixo dos 2ºC" e a "continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC".
O objetivo de um aquecimento máximo de 2ºC em relação à era pré-industrial tinha sido definido em 2009, em Copenhague. Ele implica uma redução drástica das emissões de gases de efeito estufa, com medidas como economia de energia, maiores investimentos em energias renováveis e reflorestamento.
Vários países, sobretudo as nações insulares que estão ameaçadas pela subida do nível do mar, afirmam que, mesmo com a limitação do aumento da temperatura em 1,5ºC, eles já correm perigo.
Durante a sessão de encerramento da COP21, o representante da delegação da Nicarágua, Paul Herbert Oquist Kelley, pediu a palavra e expressou a preocupação de que o acordo não seja suficiente para fazer frente às mudanças climáticas. Kelley enfatizou à agência de notícias DPA que seu país não partilha o consenso, sendo possível considerar sua postura como uma abstenção.
Como alcançar esse objetivo?
Dos 195 países, 186 anunciaram medidas para sustar ou reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2025/2030. Porém, mesmo se forem respeitadas, a elevação da temperatura poderia chegar a 3ºC.
Agora o objetivo é atingir "um pico das emissões de gases-estufa o mais cedo possível" e, "em seguida, iniciar reduções rápidas para chegar a um equilíbrio entre as emissões" originadas por atividades humanas e aquelas "absorvidas pelos sumidouros de carbono durante a segunda metade do século", uma referência às florestas, mas também às técnicas de captação e armazenamento de CO2 emitido para a atmosfera.
Chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, (esq.) comemora acordo com secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e presidente François Hollande
Revisão dos compromissos
Um dos objetivos essenciais do acordo é a criação de um mecanismo de revisão dos compromissos voluntários dos países, de cinco em cinco anos. A primeira revisão obrigatória ocorrerá em 2025 e as seguintes deverão mostrar "uma progressão".
Além disso, o painel intergovernamental de peritos do clima (GIEC) deverá elaborar em 2018 um relatório especial sobre os meios para se alcançar a meta de 1,5ºC e sobre os efeitos desse aquecimento. Nesse ano, os 195 países farão uma primeira análise da ação coletiva. Em 2020 serão convidados a rever suas contribuições.
Quem faz o quê?
Os países industriais "devem estar na linha de frente e estabelecer objetivos de redução das emissões em valores absolutos". Os países em desenvolvimento deverão "continuar a aumentar os esforços" na luta contra o aquecimento global "à luz de sua situação nacional".
Verificação
Se até agora os países industriais estavam sujeitos a regras mais rigorosas em matéria de verificação das ações realizadas, o acordo assinado em Paris prevê que o mesmo sistema seja aplicado a todas as nações signatárias. Este ponto era muito importante para os EUA. Todavia está prevista uma certa flexibilidade, devido "às diferentes capacidades" dos países.
Anúncio do acordo de Paris foi recebido com emoção
Ajuda financeira aos países meridionais
Em 2009, os países desenvolvidos prometeram 100 bilhões de dólares por ano, a partir de 2020, com o fim de ajudar as nações em desenvolvimento a financiar a transição para energias limpas, assim como sua adaptação aos efeitos do aquecimento, dos quais são as primeiras vítimas.
Como defendido pelos países em desenvolvimento, o texto estabelece que a soma prevista é apenas "um teto". Um novo valor financeiro será definido em 2025. Os países mais ricos não queriam ser os únicos a pagar a conta, exigindo uma contribuição da China, Coreia do Sul, Cingapura e das nações ricas em petróleo.
A fórmula proposta é a de que "os países desenvolvidos devem avançar os recursos financeiros para ajudar os países em desenvolvimento". "Terceiras partes [países ou grupos de países] são convidadas a apoiar voluntariamente", diz o documento.
Indenizações a países vulneráveis
Pretende-se prestar ajuda aos países atingidos pelos efeitos do aquecimento global, quando os mecanismos de adaptação – como sistemas de alerta meteorológico ou diques – já não conseguirem mais deter os danos irreversíveis ligados ao degelo dos glaciares ou à subida das águas, por exemplo.
Sem definir todos os pontos e aspectos, o acordo da COP21 consagra todo um artigo a essa questão, o que representou uma vitória para os países mais vulneráveis, como os insulares. O acordo reforça o mecanismo internacional, "de Varsóvia", encarregado desta questão, e cujos dispositivos operacionais ainda serão elaborados.
Trata-se de uma questão sensível para países desenvolvidos como os EUA, que temem ações judiciais devido a sua "responsabilidade histórica" no aquecimento global. Assim, Washington conseguiu incluir uma cláusula segundo a qual o acordo de Paris não servirá de base para iniciar "processos de responsabilização ou compensações".
Transparência
Todos os países devem registrar e divulgar suas atividades para proteção do clima, assim como dados sobre a emissão de gases-estufa. Este ponto é "flexível" para as nações em desenvolvimento e emergentes.
Embora o acordo de Paris seja legalmente vinculante, não está prevista nenhuma sanção a países que não cumpram as estipulações. O documento aprovado entra em vigor quando for ratificado por pelo menos 55 nações que somem, no mínimo, 55% de todas as emissões globais.
Fonte : www.dw.com/pt/principais-pontos-do-acordo-de-paris

POR QUE O CÉU É AZUL ?

Por que o Céu é azul?


Coincidência entre ondas da luz solar e partículas da atmosfera geram o firmamento anil que todos conhecemos e amamos
POR Redação Super ATUALIZADO EM 23/05/2015
Não, não é porque ele reflete os oceanos, como muito desavisado já saiu repetindo por aí. Trata-se de um efeito provocado pela dispersão da luz solar através da camada de gases que envolve o nosso planeta. Mas, para entender como isso funciona, é preciso primeiro lembrar de duas características da luz.
A primeira é que a luz se movimenta em ondas – minúsculas, é bem verdade, imperceptíveis aos nossos olhos. A segunda é que a luz solar, por ser branca, é na verdade uma mistura de várias outras cores, as visíveis, que podemos observar quando se forma um arco-íris, e as que ficam nas faixas do infravermelho e do ultravioleta, que estão além da nossa capacidade visual. Cada uma dessas cores corresponde a uma onda com um determinado comprimento. A azul tem um dos menores comprimentos de onda dentro do espectro visível. A vermelha é a que possui o maior deles.
Pois bem: quando a luz do Sol chega à Terra, ela esbarra na atmosfera e nos milhares de minúsculas partículas de ar presentes ali. Grosso modo, o que vemos é uma espécie de reflexo da luz ao cruzar com essas partículas. Quando o alvo onde a luz bate tem uma dimensão compatível com seu comprimento de onda, parte da energia da luz é absorvida, fazendo suas cargas vibrar e emitir de novo a radiação.
Como os tons de azul têm os menores comprimentos de onda, eles são os únicos compatíveis com essas pequenas partículas, que então absorvem essa luz e a rebatem, espalhando o azul para todos os lugares. Por isso o céu é azulado durante o dia.
Já ao entardecer, como o Sol passa a iluminar a Terra com um ângulo mais oblíquo, a luz tem de atravessar a atmosfera por uma distância maior. Isso faz com que a fração de azul seja diluída de tal modo que não conseguimos vê-la mais, abrindo espaço para enxergarmos apenas os tons mais vermelhos que, por terem um comprimento de onda maior, se espalham menos. Outro fator que influencia a cor do céu é comum nas grandes cidades do mundo: a poluição do ar. Quanto mais houver partículas em suspensão na atmosfera – além das que naturalmente fazem parte dela –, mais a luz azul é espalhada, aumentando a vermelhidão no pôr-do-sol, como se pode notar na comparação entre um entardecer em São Paulo e outro no interior.
Marte provavelmente tem um céu de coloração alaranjada ou avermelhada, por causa de sua atmosfera fina e das partículas de poeira presentes nela.

Rebatendo e espalhando

Como as ondas de luz pintam o nosso Céu
1. Sete em uma
Ao chegar às partes mais altas da nossa atmosfera, a luz solar é branca, mas isso significa que, na verdade, ela é uma mistura de todas as cores do arco-íris, além de faixas de radiação que nossos olhos não captam.
2. Comprimento
Cada uma das cores do espectro luminoso tem um comprimento de onda característico, o qual pode ser determinado pela distância entre duas “cristas” da ondulação luminosa correspondente.
3. Rebatida
Acontece que a luz azul tem o comprimento de onda exato para ser espalhada em todas as direções pelas moléculas da nossa atmosfera durante o dia, o que leva à nossa percepção de um céu azul.
Fonte : SUPER INTERESSANTE

quarta-feira, 20 de abril de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

TERREMOTO NO EQUADOR, REGISTRA 7,8 DE MAGNITUDE.

Equador declara estado de exceção após terremoto matar ao menos 235

Ariel Ochoa/AFP
Homem diante de prédio destruído em Guaiaquil após forte terremoto atingir o Equador
Homem diante de prédio destruído em Guaiaquil após forte terremoto de magnitude 7,8 atingir o Equador

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Pelo menos 235 pessoas morreram e 1.557 ficaram feridas até o momento devido ao terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o litoral do Equador na noite de sábado (16), o maior a atingir o país sul-americano desde 1979.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo sísmico ocorreu no mar, a 22 km de Muisne, na província de Esmeraldas, às 18h58 locais (20h58 em Brasília), a 19,2 km de profundidade. O alerta de tsunami decorrente do tremor foi suspendido três horas depois.
Dolores Ochoa/Associated Press
Mulher chora diante de casa destruída pelo terremoto no Equador na cidade de Pedernales
Mulher chora diante de casa destruída pelo terremoto no Equador na cidade de Pedernales
O tremor causou destruição nas províncias de Esmeraldas, Santa Elena, Manabí, Los Rios e Guayas, incluindo a maior cidade equatoriana, Guayaquil. Houve pequenos danos em Quito, a 2.800 metros de altitude, mas sem vítimas.
A mais afetada foi a cidade turística de Pedernales, onde 80% das construções e da infraestrutura foram destruídos. De acordo com o ministro do Interior, José Serrano, cerca de 150 pessoas ainda estão desaparecidas nos escombros.
Devido ao abalo sísmico, o presidente Rafael Correa decretou estado de exceção em todo o país "para garantir a ordem pública". Ele, que estava em Roma em meio a uma turnê na Europa, está voltando neste domingo (17).
Juan Cevallos/AFP
Prédio comercial é destruído em Portoviejo depois do terremoto de magnitude 7,8 na noite de sábado
Prédio comercial é destruído em Portoviejo depois do terremoto de magnitude 7,8 na noite de sábado
"A prioridade imediata é resgatar as pessoas dos escombros. Tudo pode ser reconstruído, mas as vidas não podem ser recuperadas, e isto é o que mais nos machuca", disse no Twitter, pouco antes de deixar a capital italiana.
Com a falta de Correa, o vice-presidente Jorge Glas viajou durante a manhã a Pedernales e às cidades de Portoviejo e Manta, cujo aeroporto teve a torre de controle e o terminal de passageiros destruídos.
Segundo Glas, houve 189 réplicas desde o primeiro tremor, a maioria delas na região do epicentro. O governo liberou US$ 600 milhões (R$ 2,1 bilhões) de empréstimos internacionais para a reconstrução das cidades.
RESGATE
Nas ruas de Pedernales, moradores usam ferramentas e pequenas máquinas, como tratores, para remover escombros em busca de desaparecidos. Muitos dos moradores passaram a noite nas ruas com medo de novos desabamentos.
"Foi horrível, parecia que isso era destruído como um castelo de cartas. Orei e fiquei de joelhos para pedir a Deus que me protegesse", disse à agência de notícias Reuters Galo Valle, 56, guarda de um prédio comercial que foi demolido.
Ronald Cedeño/Xinhua
Voluntários tentam tirar mulher de carro esmagado por um viaduto de Guayaquil, que caiu em terremoto
Voluntários tentam tirar mulher de carro esmagado por um viaduto de Guayaquil, que caiu em terremoto
Cerca de 13,5 mil membros das forças de segurança foram mobilizados para participar dos resgates, evitar saques e manter a ordem. Funcionários da Cruz Vermelha e bombeiros de todo o país chegaram em aviões a Manta.
Além da ajuda interna, os governos de Estados Unidos, Venezuela, Espanha, Chile, México, Panamá, Costa Rica e El Salvador ofereceram agentes e recursos para ajudar nas buscas por vítimas desaparecidas.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro manifestou "consternação" com o terremoto no Equador e solidarizou-se com as famílias das vítimas. O papa Francisco dedicou suas orações de domingo aos equatorianos.
Dolores Ochoa/Associated Press
Voluntários retiram corpo sob os escombros de prédio em Pedernales após o terremoto no Equador
Voluntários retiram corpo sob os escombros de prédio em Pedernales após o terremoto no Equador
O terremoto no Equador aconteceu horas depois de fortes abalos sísmicos atingirem o Japão —o último, de magnitude 7,1, deixou 41 mortos e 1.500 feridos na ilha de Kyushu, no sul do país, na madrugada de sábado (16).
Os países fazem parte do Círculo de Fogo do Pacífico, região de encontro de placas tectônicas e forte atividade sísmica e vulcânica. Mas, segundo o Serviço Geológico dos EUA, é pouco provável que os tremores estejam relacionados.
*
ÚLTIMOS TERREMOTOS COM MAIOR MORTALIDADE NO MUNDO
16.abr.2016
Kunamoto, Japão
Pelo menos 41 pessoas morreram no segundo terremoto a atingir a ilha de Kyushu, no sul do país; o primeiro, na quinta, teve magnitude de 6,2
6.fev.2016
Pingtung, Taiwan
Terremoto de magnitude 6,4 provocou a morte de 117 pessoas, o mais mortal em 17 anos
26.out.2015
Badakhshan, Afeganistão
O tremor de magnitude 7,5 deixou mais de 260 mortos no país, no Paquistão e no sul da Índia
16.set.2015
Coquimbo, Chile
Ao menos 16 morreram no abalo de magnitude 8,4, que afetou o centro do país e o norte da Argentina
25.abr.2015
Barpak, Nepal
Mais de 8.500 pessoas morreram e diversas cidades foram destruídas devido ao tremor de magnitude 7,8
Fonte : Folha de São Paulo

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O QUE SÃO OFFSHORE.

Entenda o que são e como funcionam empresas e contas 'offshore'

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No domingo (3), uma coalizão internacional de jornalistas publicou reportagens sobre transações financeiras de pessoas ligadas a líderes políticos, empresários e celebridades envolvendo empresas offshore, no caso que ficou conhecido como "Panama Papers".
Com base em mais de 11 milhões de documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, as investigações mostram como a empresa "ajudou clientes a lavar dinheiro, escapar de sanções e evitar impostos".
Segundo o ICIJ, o escritório é um dos principais criadores de empresas offshore, que podem ser usadas para esconder a posse de ativos. O consórcio diz que a maior parte do serviço prestado pela indústria desses fundos é legal, mas que os documentos obtidos apontam fragilidades.

Entenda o que são e como funcionam empresas e contas 'offshore'

O QUE SÃO?
Atividades offshore são aquelas realizadas fora do país de domicílio de seu proprietário. Geralmente, empresas e contas offshore são utilizadas para evitar o pagamento de impostos e manter sob sigilo a identidade de seus proprietários. Muitas delas são abertas em "paraísos fiscais", ou seja, países que cobram impostos mais baixos ou mesmo oferecem isenção fiscal. As atividades offshore são muitos criticadas por facilitarem a lavagem de dinheiro para atividades ilegais e criminosas, como o terrorismo.
ONDE ESTÃO?
A maioria dos países que oferecem serviços financeiros de baixo custo e sigilosos ficam em ilhas, como Seychelles, Caymam e Bermudas, daí o nome "offshore" (literalmente, fora da costa, no mar). No entanto, países continentais, como a Suíça e Luxemburgo, também se prestam a esse fim.
SÃO ILEGAIS?
Não necessariamente. Evitar o pagamento de impostos não é o mesmo que evasão fiscal. Alguns investidores abrem contas e empresas offshores para pagar menos impostos sobre rendimentos financeiros e também para operações de aquisição e fusão de negócios.
No entanto, muitos paraísos fiscais trabalham com empresas de fachada e sob o sistema de "trust", que facilitam a dissimulação da real titularidade de contas e empresas offshore, favorecendo operações ilegais, como a lavagem de dinheiro.
O "trust" é uma entidade criada para administrar operações financeiras e bens em benefício de outrem. Com isso, a identidade do real proprietário de contas e empresas fica resguardada, já que em todos os papéis de movimentação financeira, é o nome do "trust", não do proprietário, que aparece.

Fonte : Folha de São Paulo.

terça-feira, 12 de abril de 2016

JAPÃO : ENCONTRO DO G7 EM ABRIL DE 2016

OUVIR RÁDIO
Reunião de chanceleres do G7 em Hiroshima, abril 2016

Japão promove no G7 a despedida das armas nucleares

© AP Photo/ Jonathan Ernst
MUNDO
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Após as recepções oferecidas pelo chefe da diplomacia japonesa, Fumio Kishida, a seus homólogos no dia anterior, altos diplomatas do G7 reúnem-se para encontro de trabalho.

Os chanceleres dos países do bloco G7 reunidos no Japão, que neste ano preside este grupo das economias mais avançadas do mundo, discutiram hoje (11) em Hiroshima uma série de questões da política internacional que, segundo eles, impactam a paz, a segurança e a prosperidade global.
Em seu comunicado conjunto, os ministros pronunciaram-se pela ‘implementação completa dos Acordos de Minsk’, assinalando que o conflito na Ucrânia ‘só pode ser resolvido por meios diplomáticos e com pleno respeito pela legislação internacional,’ assim como reconheceram que para ‘atingir a solução completa, pacífica e sustentável’ da crise política no país é indispensável manter o diálogo com a Rússia.
Eles solicitaram ainda que todas as partes do conflito assumam as responsabilidades e cumpram plenamente os seus compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Minsk. Os ministros assinalaram também a falta de avanços concretos no combate a corrupção, anunciado por Kiev como parte do pacote de reformas estruturais do governo Poroshenko.
Foi adiantado pelos chefes de diplomacias do G7 que, na próxima cúpula em Ise-Shima em 26-27 de maio próximo, será aprovado um novo plano de combate ao terrorismo, em resposta ao atual nível de ameaças. O plano, segundo os chanceleres, incluirá medidas específicas de intensificação dos esforços da comunidade internacional e no âmbito do bloco.
Os integrantes do bloco pretendem estreitar a coordenação na prestação de apoio aos países na troca das informações sobre terroristas e pessoas suspeitas de terrorismo, visando o fortalecimento do controle migratório.
‘Continuaremos a nossa cooperação para travar o fluxo de terroristas e prevenir a circulação de mercadorias relacionadas ao terrorismo, assim como o financiamento de organizações terroristas’, diz o comunicado.
Neste contexto, os chanceleres reiteraram ‘a importância da cooperação dos órgãos de justiça e segurança pública com base no primado do direito e no respeito dos direitos humanos.’
A segurança nuclear, que é mais um assunto tradicionalmente abordado pelos altos diplomatas do G7, também não escapou da pauta nesta segunda-feira.
‘Nenhum país deve efetuar ensaios nucleares e todos os países devem assinar e ratificar o Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares incondicionalmente e sem demora, para que este entre em vigor rapidamente,’ diz a Declaração sobre Desarmamento e Não-Proliferação, assinada hoje(11) em Hiroshima pelos chanceleres, e até por Kerry, cujo país é o único do G7 que não ratificou o Tratado.
Os ministros elogiaram ainda o plano de resolução do problema nuclear iraniano, assim como exigiram o fortalecimento do controle internacional da exportação para prevenir a proliferação das armas de destruição em massa.
‘Os problemas de segurança em alguns regiões, como na Síria, na Ucrânia e, em particular, na República Popular Democrática da Coreia’ são criticados como obstáculos que não permitem atingir maior estabilidade internacional e um mundo livre de armas nucleares.


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