sábado, 18 de julho de 2026

AGORA! Trump fez pesquisa sobre LULA, Flávio e STF e números impressionam .


 

MINISTRA DE LULA ENQUADRADA POR JORDY FICOU SEM RESPOSTA!


 

Lula se Descontrola e Dá Soco na Mesa: Guerra no PT!


 

NIKOLAS DETONA PL DA MISOGINIA: MEDIDA PARA CENSURAR QUEM CRITICA JANJA .


 

“Moraes quer me tornar inelegível”: Chiquini reage a processo na OAB - SEM RODEIOS .


 

OAB se ajoelha a Moraes: prerrogativas de advogados são violadas?


 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

🚨 Marco Rubio Detona Lula Por Ser o Culpado do Tarifaço Contra o Brasil!


 

FIESP CULPA LULA: "Decisão poderia ter sido evitada" | CAFÉ COM A GAZETA .


 

Roberto Motta questiona retaliação aos EUA: "Qual é a inteligência disso?"


 

EUA desvinculam família Bolsonaro de novas tarifas ao Brasil .


 

TRUMP X STF: Fachin rejeita pressão e suposta 'interferência' dos EUA na Corte .


 

'TARIFAÇO': Lula defende 'travar guerra da verdade' após taxação de Trump ao Brasil .


 

Trump revela dossiê da CIA e expõe trama chavista para perpetuar ditadura na Venezuela .


 

🚨 Lula Fala Grosso com Trump e Recua no Dia Seguinte!


 

'TARIFAÇO': Mídia internacional estampa vexame de Lula após Trump taxar Brasil em 25% .


 

STF X EUA: Rumble e Trump Media pedem à Justiça americana manutenção da ação contra Moraes .


 

🚨 Moraes Pode Ser Condenado Por Crimes Contra a Humanidade?!


 

Custo ambiental da inteligência artificial: pegada de carbono, água e terra .

 

O rápido crescimento da IA impulsiona um enorme consumo de energia, água e terra, aumentando os desafios ambientais e de equidade em toda a sua infraestrutura global

► Relatório UNU-INWEH: Aczel, M., Chamanara, S., Matin, M., Farsi, A., Marwala, T., Madani, K. (2026). Environmental Cost of AI’s Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints. United Nations University Institute for Water, Environment and Health (UNU-INWEH), Richmond Hill, Ontario, Canada. doi: 10.53328/INR26RMA002

 

O relatório Environmental Cost of AI’s Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints (Custo Ambiental da Inteligência Artificial: Pegadas de Carbono, Água e Terra, do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde) da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH), em seu 30º aniversário, examina uma das consequências menos exploradas da rápida expansão da IA: as pegadas ambientais da energia necessária para alimentá-la.

À medida que a inteligência artificial se incorpora às economias, aos serviços públicos, à pesquisa, à comunicação e à vida cotidiana, ela depende de uma infraestrutura física crescente de centros de dados, chips avançados, sistemas de refrigeração, redes elétricas, recursos hídricos, terras e cadeias de suprimento de minerais críticos. O relatório mostra que a IA não é apenas uma tecnologia digital, mas também um sistema material com custos ambientais mensuráveis.

Environmental Cost of AI's Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints

O relatório vai além de uma perspectiva focada apenas no carbono, quantificando as pegadas de carbono, água e terra associadas à eletricidade usada para treinar, implantar e operar sistemas de IA em larga escala. Sua principal conclusão é que os custos ambientais da IA ​​dependem não apenas da quantidade de eletricidade consumida, mas também de onde essa eletricidade é gerada e quais fontes de energia a alimentam.

Cada quilowatt-hora usado pela IA acarreta implicações de carbono, água e terra, e essas pegadas nem sempre se movem na mesma direção: eletricidade com baixo teor de carbono não significa automaticamente baixo consumo de água ou de terra. O relatório também mostra que a pegada da IA ​​é moldada tanto por grandes tendências de infraestrutura, incluindo o rápido crescimento de data centers, quanto por padrões de uso cotidianos, como a escolha do modelo, o tamanho da saída, a modalidade e o uso crescente de geração de texto, imagem e vídeo.

É importante destacar que o relatório enquadra a pegada ambiental da IA ​​como um desafio de governança e justiça, e não apenas como um problema técnico. Os benefícios da IA ​​frequentemente transcendem fronteiras e setores, enquanto os impactos ambientais decorrentes da localização de data centers, da demanda por eletricidade, da captação de água, do uso da terra, da extração mineral e do lixo eletrônico podem se concentrar em comunidades e regiões específicas.

Para lidar com esses riscos, o relatório defende um ecossistema de IA responsável, fundamentado na transparência, na eficiência desde a concepção, na equidade e justiça ambiental, na responsabilidade pelo ciclo de vida, na cooperação global e no uso sustentável.

Ao tornar visíveis e comparáveis ​​as pegadas de carbono, água e terra da IA, o relatório fornece uma base prática para a integração da IA ​​no planejamento energético, climático, hídrico e de uso da terra, garantindo que a inovação avance sem transferir os custos ambientais para as comunidades vulneráveis. 

Fonte: United Nations University

 

Citação
EcoDebate, . (2026). Custo ambiental da inteligência artificial: pegada de carbono, água e terra. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/06/25/custo-ambiental-da-inteligencia-artificial-pegada-de-carbono-agua-e-terra/ (Acessado em junho 27, 2026 at 14:30)

in EcoDebate, ISSN 2446-9394

É urgente resfriar nossas cidades .

 

Foto: placas solares em telhado de edifício

Entre ilhas de calor, ar-condicionado e energia solar, o planejamento urbano virou questão de sobrevivência

Enquanto especialistas já falam em “desastre térmico” para 2026, repensar como resfriamos as cidades brasileiras deixou de ser luxo e virou prioridade.

Morando no Rio de Janeiro, há mais de 30 anos, percebo claramente que a cidade está cada vez mais quente. Não é o calor de praia, aquele que a gente escolhe enfrentar de sunga e protetor solar. É o calor que sobe do asfalto às seis da tarde, que não dá trégua nem depois que o sol se põe, que faz o ventilador girar a noite inteira sem realmente resfriar nada.

Se você mora em uma metrópole brasileira, provavelmente sabe exatamente do que estou falando e, nos últimos anos, esse calor tem chegado mais cedo, ficado mais tempo e batido mais recordes.

Não é impressão. O Brasil viveu dez ondas de calor em 2024, oito em 2023 e sete em 2025, mesmo sem a ajuda do El Niño. E agora, com a possível formação de um “Super El Niño” na segunda metade de 2026, meteorologistas já falam abertamente em recordes de temperatura pela frente. Virou comum ouvir especialistas descreverem o fenômeno como um “desastre térmico”: um tipo de tragédia que não aparece em imagens de enchente ou deslizamento, mas que se instala silenciosamente nos hospitais, nas casas superaquecidas e na rotina de quem trabalha na rua.

E é justamente nas cidades que esse problema fica mais evidente. Foi pensando nisso, revisitando um rascunho de ideias que eu vinha anotando sobre o tema e as matérias que já publicamos, que resolvi organizar essas reflexões neste texto.

É claro que não tenho a pretensão de esgotar o assunto e nem esse é o objetivo. Mas acho que podemos refletir juntos.

O que são as ilhas de calor e porque elas pioram tudo

Se você já sentiu que o seu bairro parece “mais quente” do que o parque ou a praia mais próxima? Chamamos isso de ilha de calor, o fenômeno pelo qual áreas com muito concreto, asfalto e pouca vegetação retêm e irradiam calor de forma muito mais intensa do que regiões mais verdes ao redor. Bairros com trânsito intenso, prédios colados uns nos outros e quase nenhuma árvore acabam registrando temperaturas visivelmente mais altas do que zonas rurais ou parques próximos.

O problema é que as grandes cidades brasileiras ainda carregam fragilidades enormes nesse campo. Falta arborização, faltam estratégias estruturadas de resfriamento urbano, e sobra concreto.

Um levantamento recente mostrou que a maioria dos municípios brasileiros ainda não tem sequer um plano de ação formal para lidar com o calor extremo e isso apesar de o risco recair, de forma desproporcional, sobre idosos, pessoas com doenças crônicas e moradores de regiões mais vulneráveis, como aponta a Fiocruz.

Resfriamento passivo

Antes de pensarmos em qualquer solução tecnológica, existe algo mais simples e mais barato, que costuma ficar em segundo plano no debate público: o resfriamento passivo. Isso significa investir em arborização urbana de verdade, em telhados e fachadas mais claras (que refletem calor em vez de absorvê-lo), em corredores de ventilação entre os prédios, em mais áreas permeáveis e menos asfalto.

É um tipo de solução que não aparece em nenhuma inauguração vistosa, mas que muda a temperatura de um bairro inteiro em poucos graus, o que pode ser suficiente para reduzir internações, mortes prematuras e o sofrimento silencioso de quem não tem para onde fugir do calor.

O planejamento urbano brasileiro precisa tratar isso como infraestrutura essencial, no mesmo patamar de saneamento ou transporte, e não como um projeto paisagístico opcional.

O ar-condicionado, alívio que também é armadilha

Só que o resfriamento passivo, sozinho, não dá conta de tudo, especialmente em dias de onda de calor extrema, quando a temperatura simplesmente não cede nem à noite. É aí que entra o resfriamento ativo, e o ar-condicionado se torna, para muita gente, a única forma de sobreviver ao verão com dignidade.

O problema é que essa solução carrega um efeito colateral perigoso. Quanto mais calor, mais gente liga o ar-condicionado, e mais pressão isso coloca sobre um sistema elétrico que já opera no limite em horários de pico.

O resultado é uma equação desconfortável com mais consumo de energia, mais sobrecarga na geração e na distribuição, e contas de luz mais caras justamente para quem menos pode pagar por elas.

A desigualdade é uma questão central e precisamos focar também na justiça energética. A “pobreza de resfriamento” nos lembra, de forma irrefutável, que a luta contra as mudanças climáticas é, no fundo, uma luta por justiça social. O clima não aquece de forma igualitária. Ele aquece os que já têm menos proteção, já vivem nas margens, já carregam o peso de um sistema que historicamente ignorou suas necessidades.

Energia solar urbana

É exatamente aqui que a energia solar urbana deixa de ser só uma boa ideia de sustentabilidade e passa a ser uma resposta estrutural ao problema. O Brasil já ultrapassou a marca de 46 gigawatts de capacidade solar instalada, e a maior parte dela, mais de 37 GW, vem justamente da geração distribuída dos telhados solares residenciais e comerciais espalhados por milhões de imóveis pelo país.

Cada telhado com painéis solares é, na prática, uma pequena usina que ajuda a aliviar a rede exatamente quando ela mais precisa: nos dias quentes, quando o sol que aquece a cidade também está gerando energia para resfriá-la. É um ciclo elegante, quase poético, o mesmo sol que castiga também pode aliviar, desde que a gente saiba aproveitá-lo.

Claro, o cenário não é isento de desafios. O aumento na cobrança do chamado “Fio B” (que remunera a distribuidora pelo uso da rede) e a alta de impostos de importação sobre painéis e equipamentos têm encarecido novos projetos em 2026.

Outro desafio é o “curtailment”. Segundo Heitor Scalambrini Costa, a expansão descontrolada de parques renováveis sem infraestrutura de transmissão adequada gera paradoxo: Brasil tem energia, mas não consegue aproveitá-la.

O curtailment é a redução intencional da geração de energia, especialmente em usinas de fontes renováveis como eólica e solar, quando a produção excede a capacidade de consumo ou transmissão do sistema.

Ainda assim, mesmo com vários ajustes necessários, especialistas do setor continuam considerando a energia solar residencial vantajosa a médio prazo, com retorno do investimento entre três e sete anos, dependendo da região e do porte do sistema.

Baterias e armazenamento: a peça que ainda falta

Se os telhados solares resolvem parte do problema, ainda falta uma peça importante: o que fazer com toda essa energia depois que o sol se põe, justamente no fim da tarde, quando o calor acumulado no dia ainda pede ar-condicionado e a rede elétrica entra no seu horário de pico.

É aí que entram as usinas de armazenamento em baterias, os chamados sistemas BESS. Elas guardam o excedente de energia solar gerado durante o dia para usá-lo (ou despachá-lo para a rede) justamente nos momentos de maior demanda, funcionando como um amortecedor para todo o sistema elétrico.

O mercado brasileiro de armazenamento cresceu 140% em instalações residenciais e comerciais só entre 2024 e 2025, e o país já se prepara para o primeiro grande leilão de reserva de capacidade dedicado a baterias, com potencial de reduzir o uso de termelétricas mais caras e poluentes justamente nos picos de consumo causados pelo calor.

Ainda é uma tecnologia em fase de amadurecimento no Brasil, com custos e questões regulatórias por resolver. Mas a direção é clara de que as cidades resilientes ao calor extremo vão precisar de painéis solares nos telhados e de baterias guardando essa energia para os momentos certos, sob pena de repetirmos, verão após verão, o mesmo ciclo de apagões, contas mais caras e sistemas no limite.

O calor não vai esperar o planejamento ficar pronto

Volto àquela caminhada no fim de tarde com a qual comecei este texto. Toda vez que sinto o calor subindo do chão, penso em quantas escolhas de décadas passadas; a árvore que não foi plantada, o rio que virou avenida, o prédio que tapou a ventilação de um quarteirão inteiro, se acumulam naquele instante de desconforto. E penso também que ainda dá tempo de escolher diferente.

Resfriar as cidades brasileiras diante de ondas de calor cada vez mais frequentes não vai depender de uma única solução mágica. Vai exigir arborização e resfriamento passivo, pensados como política pública séria, uso inteligente e acessível do ar-condicionado, e um investimento inteligente em energia solar urbana e armazenamento em baterias, capazes de sustentar essa demanda sem sobrecarregar o sistema, nem pesar ainda mais no bolso de quem já sente o calor com mais intensidade.

O verão que vem e os que virão depois dele não vão esperar.

Henrique Cortez, jornalista e ambientalista,

 

Citação
EcoDebate, . (2026). É urgente resfriar nossas cidades. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/07/02/e-urgente-resfriar-nossas-cidades/ (Acessado em julho 2, 2026 at 08:02)

in EcoDebate, ISSN 2446-9394

Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985 .

 

Estudo reforça perda significativa da água superficial no Pantanal brasileiro

Pesquisadores apontam que a maior planície alagada do mundo está sendo afetada negativamente pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas; níveis de precipitação não têm sido suficientes para recuperar o estoque hídrico do bioma

O Pantanal é considerado a maior planície alagada do mundo, com uma área de aproximadamente 150 mil km², que se estende por Paraguai, Bolívia e Brasil. A vasta presença de águas superficiais no bioma é fundamental para a manutenção de uma rica biodiversidade, que contempla mais de 650 espécies de aves, 150 espécies de mamíferos, 325 espécies de peixes e 2.270 espécies de plantas, além de realizar um papel de grande importância para o equilíbrio ecológico, sequestro de carbono, entre outros serviços ecossistêmicos essenciais.

Um estudo realizado por pesquisadores da Unesp em parceria com outros colegas brasileiros, entretanto, reforça o estado crítico dos corpos d’água localizados no bioma, que há décadas vem apresentando um declínio contínuo e acentuado. Segundo o artigo publicado na revista Advances in Space Research, o Pantanal perdeu entre 69,6% e 81,4% de sua água superficial desde 1985, e o regime atual de precipitações não está dando conta de repor o estoque hídrico da região.

Os pesquisadores apontam a mudança no uso da terra decorrente das atividades humanas e as mudanças climáticas como responsáveis pela variabilidade hídrica negativa das últimas décadas. Segundo o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, um dos autores do artigo, esse é o maior trabalho sobre o tema já realizado no Pantanal, pois abrange as mudanças ocorridas nas águas superficiais localizadas na parte brasileira do bioma ao longo das últimas quatro décadas.

“Nosso diferencial foi o tamanho da área em que trabalhamos, o período abrangido – de 1985 a 2023 –, e também os quatro índices espectrais utilizados para chegar aos resultados”, relata Justino, que é doutor pelo Programa de Pós-graduação em Ciência Florestal da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Unesp, no câmpus de Botucatu.

Os índices espectrais que o autor menciona como diferenciais da pesquisa são fórmulas matemáticas aplicadas a imagens de satélite que, neste trabalho, exploram diferentes valores de reflectância (relação entre o fluxo luminoso refletido pela superfície e o que incide sobre esta superfície) para diferenciar os corpos d’água de outros elementos na superfície da terra. Por meio das imagens registradas ao longo das últimas décadas e dos índices, os cientistas conseguiram obter informações sobre a variabilidade dos corpos d’água do Pantanal ao longo do período.

As imagens obtidas pelos cientistas remetem aos anos de 1985, 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015, 2020 e 2023. Para cada ano, foram gerados quatro mapas, com base nos quatro índices utilizados na pesquisa: Índice de Água por Diferença Normalizada (NDWI); Índice de Água por Diferença Normalizada Modificada (MNDWI); Índice de Proporção de Água (WRI); e Índice Automatizado de Extração de Água (AWEI). A equipe somou, ao final, 36 mapas que indicavam as variações espaço-temporais em corpos d’água superficiais no Pantanal brasileiro.

“Primeiro, fizemos o download das imagens de satélite. Depois, realizamos o processamento, que é o recorte das imagens e avaliação de imperfeições e erros”, explica Justino. Entre essas imperfeições, ele cita, por exemplo, a presença de nuvens, que às vezes são identificadas como corpos d’água e podem acabar interferindo nos resultados. Imagens com interferências desse tipo acabam sendo filtradas, explica o pesquisador.

Ao final, os quatro índices espectrais (NDWI, MNDWI, WRI e AWEI) mostraram uma redução na área superficial da água, nos últimos 40 anos, em intensidades que variam entre 69,6% e 81,4% a depender do índice. Em complemento aos índices que analisaram principalmente a variação da água superficial, os três índices focados na umidade e precipitação (NDMI, ICP e SAI) apontaram um declínio progressivo na vegetação e na umidade do solo, bem como um aumento na frequência e na intensidade dos eventos de seca no bioma, e maior irregularidade na distribuição de chuvas ao longo das últimas quatro décadas.

Segundo Justino, além das mudanças climáticas, que têm levado a uma diminuição dos níveis de precipitação e tornado as chuvas insuficientes para repor o ciclo hidrológico do Pantanal, existem outros fatores que intensificam a redução da área ocupada por corpos d’água, como as mudanças no uso do solo, com a construção de barragens ou a expansão da agricultura e da pecuária. “Uma área que antes seria alagável hoje é uma área de pastagem”, relata.

A diminuição da água superficial causa impactos negativos em toda a biodiversidade do bioma, alerta o pesquisador, que usa a cadeia alimentar como exemplo. “Se a redução das águas superficiais afetar o peixe, ela irá afetar os animais que se alimentam do peixe. A onça é um animal que necessita da água para caçar e se alimentar. A redução dessa área com água também diminui seu habitat”, explica.

Leia a reportagem completa no Jornal da Unesp.

infográfico da variabilidade hídrica no Pantanal

 

Citação
EcoDebate, . (2026). Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/07/10/pantanal-perdeu-entre-69-e-81-de-sua-agua-superficial-desde-1985/ (Acessado em julho 10, 2026 at 20:33)

in EcoDebate, ISSN 2446-9394