sábado, 24 de outubro de 2015

PROVA E GABARITO DA PUC/PR 17/1015

49. A Agência Nacional das Águas (ANA) afirma que “as causas da crise hídrica não podem ser reduzidas apenas as menores taxas pluviométricas verificadas nos últimos anos, pois outros fatores relacionados à gestão da demanda e à garantia da oferta são importantes para agravar ou atenuar sua ocorrência.”
(ANA – Encarte especial sobre a crise hídrica, 2014).
Uso de água nas regiões hidrográficas brasileiras
Regiões         Humana urbana  Humana rural  Industrial  Irrigação  Animal*
Amazônica    30%                          7%                 6%          29%         27%
Tocantins-Araguaia     25%           4%                 4%           39%       28%
Parnaíba                       32%           7%                 3%           47%       12%
São Francisco              18%            3%                10%          64%       5%
Uruguai                        05%            1%                3%          86%         5%
Paraná                          33%            2%                33%         24%        7%
Paraguai                       28%            2%                3%           22%        46%
Brasil                           27%            3%                 18%         46%        7%
* Uso animal: inclui dessedentação, higiene e demais usos de água para permitir a atividade de criação.
Fonte: adaptado de Agência Nacional das Águas – ANA. GEO Brasil Recursos Hídricos. Componente da Série de Relatórios sobre o Estado e Perspectivas
do Meio Ambiente no Brasil. Brasília – DF, 2007. Disponível em: . Acesso em: 28 ago. 2015.

Uma reflexão sobre o uso da água nas principais bacias hidrográficas e a crise hídrica que afeta algumas
regiões brasileiras alerta que o uso racional da água exige
A) métodos mais eficientes para a utilização da água no cultivo agrícola e criação de animais, atividades
que, segundo a ANA, mais consomem água em cada uma das grandes regiões hidrográficas.
B) reeducação no consumo urbano da água, afinal, o desperdício das grandes cidades é o principal
responsável pela falta desse importante recurso natural.
C) uma valorização do recurso hídrico como bem público inesgotável e a conscientização de que a diminuição
do consumo de carne reduz a demanda por água para dessedentação.
D) redução no desperdício de alimentos e técnicas de irrigação mais eficientes, pois, no Brasil, o setor
agropecuário utiliza mais de 50% da água disponível para consumo.
E) políticas públicas que pressionem as propriedades agropecuárias para uma redução no consumo de
água, setor que não atingiu o equilíbrio entre oferta e demanda de água verificado nos demais setores
usuários.

50. Em seus trabalhos, Aziz Ab’Sáber (1924 – 2012) destaca a necessidade de um melhor conhecimento sobre a complexa realidade brasileira. O excerto abaixo é uma pequena amostra da lucidez de suas críticas e ideias.

“Para a infelicidade do destino da biodiversidade amazônica, o mais alto dignitário da nação, através de um ato falho verbal, acenou com uma liberação inoportuna para todos os especuladores devastadores. A frase dele foi ‘a Amazônia não pode ser intocável’. O problema é outro: em primeiro lugar há que se saber como ela vem sendo ‘tocada’. E, ao mesmo tempo, realizar um esforço imenso para planejar um desenvolvimento econômico e social com o máximo de florestas em pé”.
AB’SÁBER, Aziz Nacib. Escritos ecológicos. São Paulo: Lazuli, 2006.

O texto acima permite entender que Ab’Sáber, geógrafo e ambientalista sempre atento as grandes mazelas que assolam o país, insistia que a melhor maneira de se preservar a biodiversidade amazônica é por intermédio

A) de políticas públicas pautadas em estudos científicos que aliem a preservação da biodiversidade com os interesses socioeconômicos.
B) de uma série de estudos que priorizem a temática natural do bioma amazônico em detrimento do
custo social.
C) de uma discussão científica, em que a ausência de políticas públicas deixaria de comprometer a biodiversidade amazônica.
D) da criação de Unidades de Proteção Integral na Amazônia Legal, devido à fragilidade natural desse bioma, além da devastação provocada pelo homem nas últimas décadas.
E) da manutenção das atuais políticas públicas que, a priori, são suficientes para garantir o bem estar
das populações nativas e a biodiversidade da floresta.

51. Questionado sobre os significativos aumentos na tarifa de energia elétrica ao longo de 2015, o professor de Geografia respondeu que uma das principais justificativas é o custo energético da falta de água.
Além disso, apresentou a tabela abaixo.
MATRIZ ELÉTRICA BRASILEIRA (GWh)
Fonte                                  2012                 2013               2012/2013 %
Hidrelétrica                      415.342            390.992              - 5,9
Gás natural                       46.760              69.017                 47,6
Biomassa¹                        34.662              39.679                 14,5
Derivados do petróleo²    16.214              22.090                 36,2
Nuclear                            16.038             14.640                - 8,7
Carvão vapor                   8.422               14.801                  75,7
Eólica                               5.050               6.579                    30,3
Outras³                             10.010             12.241                  22,3
Geração Total                 552.498            570.025               3,2

¹ Inclui lenha, bagaço de cana e lixívia.
² Inclui óleo diesel e óleo combustível.
³ Inclui outras recuperações, gás de coqueria e outras secundárias.
Fonte: Adaptado do MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA – MME. Balanço Energético Nacional 2014. Disponível em:
. Acesso em: 16 ago. 2015.

A justificativa apresentada pelo docente e os dados da tabela geraram um debate sobre a estrutura brasileira de geração de energia elétrica e a forte dependência dos fatores climáticos. Ao fim da aula, os alunos entenderam que
A) as termelétricas que utilizam carvão mineral e gás natural também são dependentes dos fatores climáticos, o que aumenta a vulnerabilidade no fornecimento de energia elétrica para a população.
B) o menor volume de água nos reservatórios das grandes hidrelétricas não possui relação com as
ações humanas, pois o impacto do desmatamento pouco interfere no volume hídrico e no risco de
assoreamento dos rios.
C) a falta de água e a necessidade de utilização de outras fontes de energia diminuem os impactos ambientais, pois as termelétricas utilizam, em sua totalidade, fontes de energia renováveis.
D) grande parte da comunidade científica alega que com as mudanças climáticas globais torna-se necessário o aumento da utilização de combustíveis fósseis para a geração de eletricidade.
E) o menor volume de chuvas diminui a geração de hidroeletricidade, o que impõe a utilização de termelétricas, que encarecem a produção de energia elétrica.

52. Analise o recorte da carta topográfica de Pinhais (PR), município integrante da Região Metropolitana de Curitiba – RMC, elaborada antes da efetiva implantação do Condomínio Alphaville.
imagem adaptada

A análise da topografia do terreno através das curvas de nível é um importante instrumento para o desenvolvimento das atividades humanas. As curvas de nível vão indicar se o terreno é plano, ondulado, montanhoso; liso, íngreme ou de declive suave. Além disso, as curvas de nível permitem diagnosticar onde estão os divisores de água e nascentes.
A área escolhida para a construção do loteamento
A) provocará a impermeabilização da superfície, o que diminui o volume de água que escoa na superfície, aumentando o volume de água que infiltra no solo.
B) afetará a dinâmica natural do conjunto de bacias hidrográficas da região, visto que a impermeabilização do solo aumentará o escoamento superficial.
C) não causará interferência na bacia hidrográfica da região, pois a impermeabilização do solo impedirá a contaminação dos rios da região.
D) não provocará mudanças na vegetação natural, visto que o condomínio situa-se distantes das matas ciliares.
E) não afetará as nascentes, pois condomínios de alto padrão construtivo não interferem na infiltração e escoamento de água das chuvas.

53. “Muitos aterros não têm tratamento adequado para o chorume derramado, que se infiltra no solo e, provavelmente, chega aos lençóis freáticos. Além disso, nem todo lixo coletado está sob o controle das autoridades públicas. Muitos aterros sanitários das cidades, quando existentes, estão no limite da sua capacidade operacional e nem toda a coleta está sob o controle das autoridades públicas. Os depósitos clandestinos representam um problema muito sério nas metrópoles.”
Adaptado de JACOBI, Pedro. Impactos socioambientais urbanos – do risco à busca de sustentabilidade. In: MENDONÇA, F. (org.).
Impactos Socioambientais Urbanos. Curitiba: UFPR, 2004.
A falta de espaços apropriados para o despejo do lixo
A) reeducou a população da maioria das cidades brasileiras que, atualmente, separa o lixo reciclável do lixo orgânico e consome conscientemente, acabando com a necessidade de novos aterros.
B) tem, como principal agravante, a poluição visual, em especial nos bairros onde vivem as populações de mais alta renda, das grandes metrópoles brasileiras.
C) reflete a negligência de boa parte da população em saber se o lixo gerado recebe destino adequado,
favorecendo, dessa forma, a contaminação das águas e do solo em muitas regiões do país.
D) é resultado da ausência de políticas públicas que determinem onde devem ser instalados novos aterros, o que independe da participação popular em todo o processo, pois os riscos de contaminação do solo são pequenos.
E) independe de campanhas que estimulem a redução do desperdício e a coleta seletiva
54. Em agosto de 2013, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a projeção de que a “população brasileira continuará crescendo até 2042, quando deverá chegar a 228,4 milhões de pessoas.
A partir do ano seguinte, ela diminuirá gradualmente e estará em torno de 218,2 milhões em 2060”.
Adaptado de IBGE – Sala de imprensa. População brasileira deve chegar ao máximo (228,4 milhões) em 2042. Disponível em:
. Acesso em: 15 ago. 2015.
A redução do ritmo de crescimento nas próximas três décadas e a diminuição da quantidade de brasileiros a partir de 2043 são reflexos principalmente
A) da queda da taxa de fecundidade da mulher brasileira.
B) do aumento da expectativa de vida.
C) da atual implantação de políticas de controle populacional.
D) da evasão de brasileiros em direção aos países desenvolvidos, devido à crise econômica iniciada a
partir de 2004.
E) da mudança do perfil da população brasileira de uma nação jovem para um país de idosos.
Gabarito:
49-D
50-A
51-E
52-B
53-C
54-A
Fonte : PUC_PR

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

CLIMA E HIPSOMETRIA DE SANTA CATARINA - VESTIBULAR 100%.

AULA DE REVISÃO DO PROJETO DO COLÉGIO SALESIANO ITAJAÍ
DISCIPLINA : GEOGRAFIA 
PROFESSORA :Conceição Aparecida Fontolan


Tema: Altitudes e Climas de Santa Catarina / Maio 2012 Climas SC e maio 2012 Picos culminantes

01- As grandes cidades constituem o ambiente onde as intervenções humanas como desmatamento, deslizamentos, edificações, canalização de rios,diferentes poluições oriundas da indústria e dos carros, dentre outras,acabam gerando inúmeros efeitos sobre o meio ambiente. Sobre os fenômenos atmosféricos, assinale a alternativa correta.

(A) O microclima surgido nas cidades é decorrente das condições meteorológicas originadas nas áreas rurais que são levadas pelos ventos para os centros urbanos.
(B) A ilha de calor é um fenômeno resultante das alterações humanas nas grandes cidades (ausência de verde, asfaltamento de ruas, concreto dos edifícios, etc.), as quais resultam em temperaturas médias maiores do que as do seu entorno.
(C) A inversão térmica é um fenômeno climático típico das grandes metrópoles que aparece quando a camada de ar frio se forma sobre uma de ar quente, gerando uma corrente ascendente de ar que leva embora os poluentes.
(D) O efeito estufa é um fenômeno meteorológico restrito às áreas urbanas e causado por alguns gases, como o dióxido de carbono, responsáveis pela elevação anormal das temperaturas.

02- As recentes cheias em áreas da região Norte do Brasil, e as secas em áreas do Nordeste (abril e maio), evidenciam dois tipos climáticos diferentes, os quais estão numerados no mapa a seguir por 1 e 2.

Fonte\; Magnoli, Demétrio Araujo, Regina. Geografia: A construção do mundo Com base na classificação de A. Strahler e considerando o exposto acima é correto afirmar, exceto:

(A) As características do clima na região assinalada por 1 são de médias térmicas elevadas, baixa amplitude térmica e chuvas abundantes ao longo do ano, podendo ocasionar cheias como essas que chegam a trazer transtornos para a população ribeirinha em alguns rios da bacia Amazônica.
(B) O número 1 corresponde ao clima equatorial da convergência dos alísios e o número 2 ao clima tropical, tendendo a seco pela irregularidade da ação das massas de ar.
(C) As secas prolongadas do clima do sertão, indicado pelo número 2, acarretam sérios problemas sociais, sobretudo para as camadas mais pobres da população que sofrem com as altas temperaturas e pluviosidade escassa e irregular.
(D) O clima tropical semiárido da região de número 2 é decorrente da ação constante ao longo de todo o ano da Zona de Convergência Intertropical, cuja característica principal é a ausência de umidade e, portanto, a seca.

03- “A estiagem que atinge Santa Catarina já provocou prejuízo de R$ 777 milhões à agricultura catarinense, segundo levantamento da Epagri/Cepa. A perda é resultado da escassez de chuva verificada no Estado desde o mês de novembro”.
Santa Catarina sofre constantemente com fenômenos meteorológicos severos, a exemplo do furacão Catarina em 2004, as enchentes de 2008, e agora com as secas, como aponta o texto acima. Sobre este último fenômeno é correto afirmar, exceto:

(A) A escassez de chuvas no período de novembro/2011 a abril/2012 é fruto do encontro das massas de ar Tropical continental e da Equatorial continental, ambas secas, que ficaram estacionárias naquela porção do estado catarinense durante todo o período acima citado.
(B) La Niña é apontado pelos meteorologistas do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina/CIRAM como um dos principais responsáveis pela estiagem.
(C) O fenômeno La Niña intensifica os bloqueios atmosféricos nos oceanos Pacífico e Atlântico, inibindo a chegada de frentes frias no estado de Santa Catarina.
(D) O Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina são as regiões que mais sofreram os efeitos da estiagem e os prejuízos foram elevados, sobretudo àqueles relacionados à safra de grãos (milho, soja e feijão) e à produção de leite.

04- O Brasil, país privilegiado com relação à disponibilidade de água, tem esse elemento natural distribuído de forma irregular e sofre, apesar da abundância, com a escassez de água potável em alguns lugares. Sabedora da sua importância, a sociedade, de maneira geral, pouco faz no sentido de evitar os desperdícios e a poluição. Sobre a água é correto afirmar, exceto:

(A) Os rios, lagos e reservatórios de onde a humanidade retira o que consome, correspondem a 98% do percentual de cerca de 2,5% de água doce do mundo, sendo que daquele percentual a maior porção de utilização é destinada ao consumo humano; daí a necessidade de preservação dos recursos hídricos.
(B) No âmbito do MERCOSUL misturam-se duas fontes aparentemente inesgotáveis de água: os rios Paraná, Paraguai e Uruguai, que constituem a bacia do Prata, e o Aquífero Guarani, uma das grandes reservas de água subterrânea do mundo.
(C) A poluição hídrica é um fator preocupante e ela ocorre por esgotos domésticos, efluentes industriais, resíduos hospitalares, agrotóxicos,dentre outros elementos que alteram as propriedades físico-químicas da água.
(D) A bacia hidrográfica do Amazonas corta a floresta Amazônica, patrimônio ecológico e econômico da humanidade; está localizada numa região onde os recursos genéticos, minerais,madeireiros, energéticos e aquíferos geram disputas entre razões ecológicas e razões do capital.

05- “A responsabilidade não é apenas do clima adverso. As inundações que se registram, ciclicamente, no Vale do Itajaí, têm seus efeitos devastadores potencializados pela imprevidência e omissão dos poderes públicos. A própria sociedade tem sua parcela de culpa,...”  Fonte: Editorial: Diário Catarinense, 18 de setembro de 2011
Os deslizamentos em épocas de chuvas prolongadas acarretam sérios problemas em várias partes do Brasil. Um caminho a ser percorrido para enfrentar esses problemas é através da educação ambiental, enfocando a dinâmica da natureza. Nesse sentido, a cobertura florestal tem um papel importante nas encostas e ele é cumprido por meio dos atributos abaixo, exceto:

(A) Impede o impacto das gotas, através da copa e do manto de restos vegetais que cobrem o solo.
(B) Retira por absorção e devolve à atmosfera através da transpiração a água da chuva infiltrada.
(C) Retém a maior quantidade de chuva através da absorção pelas raízes, ficando esta água armazenada no caule das árvores.
(D) Os restos de vegetais e raízes dificultam sobremaneira a ação erosiva das águas pluviais.

06- Observe atentamente o mapa do Brasil. A dinâmica regional brasileira impulsionada pelo Sudeste fez com que surgisse uma proposta de divisão do país em três complexos regionais, conforme explicita o mapa. Sobre ela é correto afirmar, exceto:

  (A) O Nordeste, indicado pelo nº 2, abrange sub-regiões diferenciadas, como é o caso do Sertão Nordestino e da Zona da Mata, caracterizadas pela semi-aridez e pelas chuvas, respectivamente.
(B) O Centro-Sul, região de nº 3, considerado como o coração do Brasil, concentra a maior parte da população nacional, da produção industrial e da agropecuária.
(C) A delimitação dos complexos regionais foi feita seguindo a proposta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que combinou as características econômicas, naturais e demográficas e respeitou os limites político-administrativos.
(D) O Complexo da Amazônia, nº 1, com grande biodiversidade, corresponde a fronteira de expansão da economia brasileira e por isso de grande interesse do capital nacional e internacional.
07- O estado catarinense é constituído de inúmeras paisagens naturais que, ao longo do tempo, foram sendo humanizadas. Sobre as paisagens naturais e humanizadas, todas as alternativas estão corretas, exceto a:

(A) As serras do Mar e Geral dividem o relevo catarinense em duas grandes porções: a Encosta e o Litoral, com inúmeras praias e o Planalto, onde o inverno é mais rigoroso.
(B) O estudo da dinâmica atmosférica que atua no estado de Santa Catarina e a configuração das bacias hidrográficas são fundamentais para a compreensão dos processos que originam os desastres naturais.
(C) Os desastres ambientais atuais no estado catarinense são de origem natural ligados à dinâmica endógena ou interna da Terra, podendo ser agravados pela ação antrópica inadequada.
(D) As bacias hidrográficas que correm pelo território catarinense pertencem a dois sistemas independentes que têm como divisores de águas a serra Geral e a serra do Mar: o sistema da vertente do Atlântico e o do Interior.

08- Os elementos da natureza vêm sendo explorados economicamente há milhares de anos. Essa exploração tem provocado impactos ambientais, os quais vêm exigindo mudanças profundas na forma da relação HOMEM X NATUREZA. Sobre as consequências dessa relação nefasta é correto afirmar, exceto:

(A) O efeito estufa é um processo natural de aquecimento do planeta. O acúmulo de gases oriundos das atividades humanas tem provocado desequilibro nesse processo, originando alterações climáticas.
(B) Desde o momento em que surgiu o homem, a superfície terrestre passou por transformações que se tornaram maiores e preocupantes a partir do surgimento da Revolução Industrial.
(C) Um dos principais problemas urbanos é a formação das ilhas de calor, cujos fatores responsáveis, dentre outros, estão a carência de áreas verdes, o asfalto, a presença de muitos prédios e de veículos.
(D) O fenômeno climático El Niño é uma anomalia que ocorre no Oceano Pacífico. Nos períodos em que atua, as águas junto à costa sul-americana se esfriam, o que resulta em períodos de secas na Região Sul do Brasil e aumento da pesca na costa peruana.

09- A superfície terrestre é constituída pelo dinamismo da natureza do planeta. Essa mesma superfície é fruto de fenômenos internos e externos que acontecem segundo o tempo geológico da Terra e, por vezes, acelerado pela ação humana. Considerando o acima exposto, todas as alternativas estão corretas, exceto a:

(A) O Domínio Amazônico abriga o maior corpo florestal homogêneo do mundo, reflexo de um clima com grande variação térmica e cujo desmatamento objetiva o aproveitamento dos solos muito férteis para uso agrícola.
(B) A expressão relevo designa as formas apresentadas pela crosta terrestre, resultantes da ação de agentes internos e externos, sendo que, neste último, aparece a ação antrópica responsável por grandes alterações no ambiente.
(C) As frentes frias no Sul do Brasil são resultantes do encontro das massas de ar Polar atlântica e da Tropical atlântica que, junto a outros fatores, chegam a provocar os chamados desastres naturais.
(D) Os solos, tão necessários à vida, correspondem à película delgada de material terroso e são produto da complexa interação atmosfera, litosfera e biosfera.

10- Pode-se dizer que o clima influencia a vida na Terra. As pessoas, os animais e as plantas
dependem do clima, e cada tipo de clima favorece a um tipo de vida, em especial. Analise as
proposições sobre o clima catarinense.

I. Não há no Estado uma estação seca ou um local seco.
II. Santa Catarina é um dos Estados mais frios do país.
III. São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici e Lages são alguns dos municípios
catarinenses onde ocorrem fortes geadas e neve.
IV. Nas regiões litorâneas o clima é mais quente e o verão mais prolongado.
V. Nas regiões onde há mais florestas há mais umidade, porque chove com frequência e as
plantas retêm a água das chuvas. Assinale a alternativa correta.

(A) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.        
(B) Somente as afirmativas IV e V são verdadeiras.
(C) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.        
(D) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
(E) Todas as afirmativas são verdadeiras.

11- Os três principais tipos de chuva são: 1) chuva frontal, 2) chuva de relevo ou orográfica, e 3) chuva de convecção ou chuva de verão. Analise as proposições sobre os tipos de chuva.

I. As chuvas orográficas ocorrem em alguns lugares do planeta onde barreiras de relevo obrigam as massas de ar a atingir altitudes superiores, o que causa queda de temperatura e condensação do vapor.
II. Chuvas de convecção ocorrem quando o ar quente próximo à superfície fica leve e sobe para as camadas superiores da atmosfera, carregando umidade. Ao atingir altitudes superiores, a temperatura diminui e o vapor se condensa em gotículas pequenas que permanecem em suspensão. Esse processo se repete até formar nuvens muito grandes, que se precipitam no final do dia.
III. A chuva frontal acontece na zona de contato entre duas massas de ar (frente) de características diferentes (uma fria e outra quente), onde ocorrem a condensação do vapor e a precipitação da água.
IV. As chuvas de relevo costumam ser intermitentes e finas e são muito comuns nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, onde as serras e chapadas dificultam a penetração, para o interior do continente, das massas úmidas de ar provenientes do oceano Atlântico.
V. Chuvas de convecção são aquelas que ocorrem em dias quentes. Assinale a alternativa correta.

(A) Somente as afirmativas I e V são verdadeiras.            
(B) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
(C) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.          
(D) Somente a afirmativa V é verdadeira.
(E) Todas as afirmativas são verdadeiras.

12- Na camada superficial da litosfera forma-se o solo, onde as plantas se fixam e do qual extraem água e elementos nutrientes. Sobre o solo, é CORRETO afirmar que:
(Total Somatória _________________)

01. É resultante da desagregação das rochas originais e da decomposição química das mesmas, formando uma camada superficial composta de água e minerais que se vai enriquecendo de matéria orgânica com o tempo.
02. Os solos catarinenses são considerados pobres em função da intensa lixiviação, considerando que os totais pluviométricos assemelham-se aos encontrados na Região Norte.
04. O solo é o resultado de muito tempo de modificações nas rochas pelos agentes externos, como o clima e a vida microbiana. Áreas com o mesmo tipo de rocha, mas com climas diferentes, apresentam o mesmo tipo de solo.
08. A vegetação do Cerrado desenvolve-se sobre solos pobres e ácidos que, apesar de sustentar a diversidade biológica desse ambiente, necessitam de insumo agro tecnológicos para o desenvolvimento da cultura da soja.
16. Características do solo, como quantidade de umidade, composição química e textura, não influenciam no desenvolvimento, abundância, diversidade e aspecto da cobertura vegetal.

13-                                              COQUEIROS 4 de dezembro de 1945
A chuva encharca as telhas podres dos casebres, retalha o chão escuro e incerto, enche os valos e vai formar poças trêmulas em torno às hortas magras, cercadas com restos de velhas tarrafas.
A estrada parece um rio de barro, onde os bois atolam os cascos; e o mar, espesso e ondulante, tem largas sujeiras avermelhadas, junto à praia oblíqua e saturada, e por onde passam, de vez em vez, vultos apressados de mãos nos bolsos.
As névoas úmidas esfumam os contornos. Um ou outro grasnar de gaivota raspa o ar enxovalhado. A vida se diluiu em água e neblina. Uma tristeza envelheceu a paisagem.
Entardece ”A chuva continua a cair, fria e poeirenta, de grandes céus moles e chatos”.
      d’EÇA, Othon. Homens e algas. 4. ed. Florianópolis: Insular, Edufsc. 2003. p. 153.
Com base na crônica Coqueiros, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
(Total Somatória _________________)

01. A crônica foi escrita no mês de ocorrência do solstício de verão no Hemisfério Sul, isto é, quando os raios solares incidem perpendicularmente ao trópico de Capricórnio.
02. A chuva é a mais comum das precipitações. Resulta do contato de uma nuvem saturada de vapor d’água com uma camada de ar frio.
04. Os mares - porções de água salgada - estão restritos às áreas costeiras.
08. O resfriamento do ar durante a noite faz com que o vapor d’água irradiado da Terra se condense à superfície, originando a neblina.
16. As “sujeiras avermelhadas,” citadas na crônica, devem-se às formações de argila encontradas nos mares interiores da Planície Litorânea Catarinense.

14- O vento sul se tornara mais rijo e mais longo; as vagas, túmidas e altas, rebentavam por cima das dunas, enfeitando-as de espumas rechichantes e de algas molhadas e verdes.
Não era possível a viagem até a Laguna: tínhamos, assim, que ficar ali, naquele rancho agasalhador e que rescendia a farinha nova e a peixe salgado.
d’EÇA, Othon. Homens e algas. 4. ed. Florianópolis: Insular, Edufsc, 2003. p. 37.
A partir da leitura do excerto acima e com base nos seus conhecimentos, assinale a(s) proposição (ões) CORRETA(S). (Total Somatória ___________)

01. Atualmente, os municípios catarinenses de Laguna e Navegantes destacam-se pela exportação de pescados e crustáceos para a América Latina.
02. A pressão atmosférica é maior em lugares situados próximos ao nível do mar, devido ao maior volume de ar sobre a superfície da Terra.
04. O vento sul que predomina no litoral catarinense é devido à forte atuação da massa tropical continental.
08. Formação típica do Domínio das Araucárias, a vegetação de dunas foi a que mais sofreu descaracterização pela ação antrópica.
16. O século XVII em Santa Catarina foi marcado pela fundação das vilas de São Francisco, Desterro e Laguna.
32. Devido à colonização pelos açorianos das áreas do Planalto Catarinense, verifica-se entre os seus habitantes o expressivo consumo de farinha de mandioca e de pescados.

15- Com base nos seus conhecimentos e a partir da interpretação do mapa do Brasil (Domínios morfoclimáticos) assinale a(s) proposição (ões) CORRETA(S). (Total Somatória ___________)

 01. Devido a sua localização geográfica, o Domínio identificado com o número 5 possui predominantemente o tipo climático subtropical úmido.
02. Os Domínios paisagísticos identificados com os números 4 e 7 caracterizam os cenários de Dois irmãos, de Milton Hatoum.
04. No Domínio identificado com o número 2, nos vales fluviais eram comuns as matas galerias, mas parcela significativa foi desmatada para dar lugar à agricultura.
08. O Domínio paisagístico identificado com o número 3 abriga atualmente as maiores densidades demográficas do Brasil.
16. O Domínio morfoclimático identificado com o número 6 é uma região semi-árida em toda a sua extensão.
32. O Domínio paisagístico identificado com o número 1 é formado, principalmente, por terras baixas e paupérrima rede hidrográfica.

16- O fascínio, ah!, o fascínio dos velhos fortes portugueses construídos para defender a Ilha de Santa Catarina: onze fortalezas erguidas em uns poucos anos, onze bastiões de pedra, cal,madeira, barro e óleo de baleia levantados a partir de 1740, onze vigilantes impávidos e agressivos olhando os mares da Ilha como quem ameaçasse o inimigo com os riscos de uma imprudente abordagem [...].
          NEVES, Amilcar. Relatos de sonhos e de lutas. São Paulo: Estação Liberdade: Fundação Nestlé de Cultura, 1991. p. 29.
A partir da leitura do excerto acima e com base nos seus conhecimentos, assinale a(s) proposição (ões) Correta (s). (total da somatória _________________)

01. No inverno, as temperaturas mais amenas das águas do Atlântico têm favorecido a migração, principalmente da baleia franca, para o litoral catarinense.
02. Todos os fortes construídos ao longo do litoral catarinense no século XVIII tiveram como único objetivo o desenvolvimento econômico de cada um dos povoados em que foram erguidos.
04. A partir da segunda metade do século XVIII iniciava-se, principalmente, a fase da colonização açoriana no litoral catarinense. A partir de então, intensifica-se a caça de mamíferos aquáticos, principalmente de baleias, que eram abundantes nestas latitudes.
08. Cal e barro são subprodutos exclusivos, resultantes do desgaste das formações magmáticas intrusivas.
16. O Forte de São José da Ponta Grossa, referido no conto “Fascínio” do autor supracitado, localiza-se ao sul da Ilha de Santa Catarina.

17- Estima-se que o volume de água existente no planeta supere a casa dos 1,4 bilhões de metros cúbicos, e um pouco mais de 97% desse volume é composto de água salgada concentrada nos oceanos e mares, restando para a água doce, ou seja, aquela que consumimos diariamente, pouco menos de 3% do volume total.    (GARCIA, H. C.; GARAVELLO, T. M. Geografia: de olho no mundo do trabalho. São Paulo. p. 304).
A partir da leitura do texto acima e com base nos seus conhecimentos, assinale a(s) proposição (ões) Correta (s). (Total da somatória ______________)
01. As principais fontes de água doce estão nas calotas polares, sob a forma de gelo, e no subsolo, na forma de lençóis freáticos.
02. Os rios da Região Sul do Brasil apóiam-se em dois sistemas de drenagem. Com base nessa afirmação pode-se dividir os rios catarinenses em duas vertentes: a do Atlântico e a do Interior.
04. Em função da distribuição regular das chuvas em todo o território brasileiro, todos os rios são considerados perenes.
08. A água doce encontra-se distribuída de forma eqüitativa em todas as regiões do globo terrestre.
16. Em relação ao ciclo da água, a construção de grandes represas não causa impactos na região, uma vez que a água que alimenta a represa prossegue depois rio abaixo com a mesma vazão e velocidade.
32. São exemplos de águas continentais em Santa Catarina as lagoas da Conceição e do Imaruí, e o rio Peperi-Guaçu.

18 - O relevo do Estado de Santa Catarina é um dos principais fatores condicionantes dos aspectos climato-botânicos predominantes no seu território. Com base no mapa das áreas altimétricas, assinale a(s) proposição (ões) Correta (s). (Total da somatória ____________________)

01. Nas altitudes acima de 601 m a formação vegetal predominante é a Floresta Mista ou Subcaducifólia Subtropical com predomínio da espécie Araucária angustifólia.
02. Nas altitudes entre 601 m e 1 400 m, coincidentes com as áreas de maior produção da fruticultura, as geadas ocorrem até cerca de 20 dias por ano.
04. As áreas cujas cotas altimétricas são superiores a 1000m apresentam isotermas anuais que variam de 10 ºC a 16 ºC e são mais vulneráveis no inverno à ocorrência de geadas, que atingem até 30 dias por ano.
08. Nas altitudes entre 1 001 m e 1 400 m ou mais é comum a ocorrência de precipitação sólida na forma de neve, no inverno.
16. Na vertente oceânica do Estado, a partir de altitudes em torno de 600 m até a planície litorânea, ocorrem condições topo-climáticas que permitem o predomínio de uma Floresta Ombrófila Densa.

19- Neve ampla atinge um terço de Santa Catarina




Assinale a(s) proposição (ões) CORRETA(S).
01- A área de abrangência da ocorrência de neve corresponde ao Escudo Cristalino e ao Planalto Ocidental Catarinense.
02- Considerando as informações contidas no mapa acima, a porção oriental de Santa Catarina foi a menos afetada pela ocorrência de neve.
04- A neve ocorreu somente na área limítrofe entre Paraná e Santa Catarina.
08- A neve, a geada e a chuva negra são classificadas como precipitações superficiais, consideradas benéficas, sobretudo para a agricultura de plantation.
16- O resfriamento do ar durante a noite faz com que o vapor de água irradiado da Terra se condense à superfície, originando a neve.

20- Sobre tipos climáticos brasileiros e seus respectivos regimes termopluviométricos, assinale a(s) proposição (ões) CORRETA(S). (Total da somatória ______________)
  A caracterização do clima de uma região depende de elementos como temperatura, umidade e pressão atmosférica. Há também fatores como a distância de uma região para o mar, correntes marítimas, latitude e altitude. Em áreas de baixa altitude, o calor é retido por mais tempo por causa da atmosfera mais densa. Se o ar é rarefeito, como ocorre em áreas de altitude elevada, há menor capacidade para manter o calor que vem do Sol. Em relação à latitude, quanto mais próxima dos polos uma região estiver (latitude maior), mais fria ela será, e, quanto mais próxima da linha do Equador (latitude menor), mais quente ficará a região.


01- Equatorial: alta amplitude térmica e baixa umidade relativa do ar, o que alimenta o regime hidrográfico regional.
02- Semiárido: baixa amplitude térmica e regime pluviométrico de longa estação chuvosa, mesmo que com pequena precipitação.
04- Subtropical: regime pluviométrico regular durante todo o ano; apresenta a mais elevada amplitude térmica dos tipos climáticos brasileiros.
08- Tropical de Altitude ou Típico: duas estações bem definidas, com verão chuvoso e inverno seco.
16- Tropical Litorâneo: inverno muito frio e seco, pela ação da mPa, e verão mais úmido, devido à ação da mTa.

GABARITO
01 – B
02 – D
03 – A
04 – A
05 – C
06 – C
07 – C
08 – D
09 – A
10 – E
11 – E
12 – 09
13 – 03
14 – 18
15 – 13
16 – 05
17 – 35
18 – 23
19 – 03
20 – 12

terça-feira, 20 de outubro de 2015

GERAÇÃO DE LIXO AUMENTOU CINCO VEZES MAIS QUE O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO.

Em 10 anos, geração do lixo aumentou cinco vezes mais que o crescimento da população

Publicado em outubro 20, 2015 
lixão

Depois da água, gestão do lixo pode ser o novo centro de crise no Brasil
Em 10 anos, geração do lixo aumentou cinco vezes mais que o crescimento da população. “Cenário é crítico”, afirmam especialista.
Um café com leite e um pão com manteiga iniciam o dia de milhares de brasileiros. O preço do pãozinho subiu. O do café também. E o banho matinal está mais curto por causa da crise hídrica. Fora isso, a vida segue. Ninguém se pergunta para onde vai o pote de manteiga quando seu conteúdo acabar, tampouco o que fazer com o resto de café no coador ou com a embalagem de leite. E esse será o centro de uma nova crise, caso o poder público e a população não se mobilizem.
A reportagem é de Marina Rossi e María Martín e publicada por El País, 18-10-2015.
O cenário é crítico. Só no Brasil, no ano passado, 30 milhões de toneladas de lixo foram parar nos lixões, que são aterros considerados inadequados e oferecem risco ao meio ambiente e à saúde. Esse número representa 40% do total de lixo gerado no país neste ano. Os dados fazem parte de um levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Sólidos (Abrelpe). “São cerca de 80.000 toneladas de lixo poluindo solo e água diariamente”, afirma Ednilson Viana, professor da USP e membro do Conselho de Curso de Gestão Ambiental. “As pessoas não têm noção do que isso significa”.
Para Viana, os números apontam para um possível colapso em um futuro não muito distante. “Estamos a caminho de uma situação crítica, como a situação da água. A próxima crise será a do lixo”, diz. E os passos dados pelo poder público nesse âmbito também são lentos. Em 2010, foi instituída a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, que, dentre outras coisas, estabelecia que os municípios entregassem, até agosto de 2012, um plano de gestão para o lixo. Também concedia o prazo de agosto de 2014 para que as cidades acabassem com os lixões.
Nenhum dos dois prazos foi cumprido. Por isso, em julho deste ano, o Senado aprovou a prorrogação desse tempo, dividindo as datas para os diferentes tamanhos de cidades. Com a nova norma, as capitais e municípios de regiões metropolitanas têm até 31 de julho de 2018 para acabar com os lixões. As cidades com mais de 100.000 habitantes terão até o final de julho de 2019. Já os municípios entre 50.000 e 100.000 habitantes têm até 31 de julho de 2020, e os com menos de 50.000 habitantes têm até julho de 2021.
E essa é apenas uma das legislações decorrentes sobre o tema. Desde 1979 o Brasil condena o descarte em lixões e desde 1981 a poluição ambiental é considerada crime. Desde 1998 é necessário obter licenciamento ambiental para o descarte de materiais, algo distante da realidade dos lixões.
Para Marcelo Antunes Nolasco, professor em Sustentabilidade e pesquisador da USP, a aprovação da Lei de Resíduos Sólidos significou um marco regulatório importante para o país. Porém, faltou estrutura para que a norma fosse levada a sério. “O poder público federal não realizou um trabalho prévio adequado com as esferas estaduais e municipais e tampouco criou instrumentos econômicos que pudessem fazer caixa para as prefeituras adotarem as medidas adequadas para a disposição final de resíduos sólidos”, diz.
Segundo Nolasco, embora as leis não estejam sendo cumpridas, é difícil aplicar alguma pena por isso. “Dada a complexidade da questão e as dificuldades dos gestores públicos municipais em acessarem recursos, dificilmente poderia se dizer que os prefeitos que não cumpriram a lei sejam criminosos”, diz. “Mas essa é outra questão. O ponto é: o que os gestores públicos estão fazendo hoje, para que em 2019 não tenhamos mais surpresas negativas?”.
Além de legislações mais firmes e que se façam cumprir, é preciso que o poder público desenvolva políticas capazes de engajar a população para solucionar o problema. “Do total de resíduos sólidos no Brasil, 32% poderiam ser reciclados”, afirma Carlos Silva. “Atualmente e efetivamente, porém, são reciclados apenas 4%”.
(EcoDebate, 20/10/2015) publicado pela IHU On-line, parceira editorial da revista eletrônica EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O QUE PODE E NÃO PODE LEVAR NO ENEM.

O Que Devo e o Que Não Devo Levar no Enem 2015 | infoEnem




O que pode levar

Vale lembrar que o cartão de confirmação não será enviado por correspondência, devendo ser impresso pelo candidato no site do Inep.

O que deve levar

  1. Caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente

  2. Documento de identificação válido com foto
    • Documentos válidos: cédula de identidade (RG) expedida pelas Secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar ou Polícia Federal; identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros; identidade fornecida por ordens ou conselhos de classe que por lei tenham validade como documento de identidade; Carteira de Trabalho e Previdência Social emitida após 27 de janeiro de 1997; Certificado de Dispensa de Incorporação; Certificado de Reservista; Passaporte; Carteira Nacional de Habilitação com foto; e identidade funcional.

    • Documentos não válidos: todos os não listados na lista acima, como protocolos, certidão de nascimento, certidão de casamento, título eleitoral, carteira de estudante, registro administrativo de nascimento indígena, documentos de identificação de ordem privada, documentos ilegíveis, não identificáveis ou danificados, e cópia (xerox) de documentos válidos.

O que NÃO deve

  • Materiais para consulta (livros, manuais, impressos, anotações)

  • Lápis e lapiseira

  • Caneta de material não transparente

  • Borracha

  • Relógio

  • Dispositivos eletrônicos (calculadoras, agendas eletrônicas, telefones celulares, smartphones, tablets, ipods, pen drives, mp3 ou similar, gravadores, alarmes, transmissor, gravador ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens)

  • Óculos escuros e artigos de chapelaria (boné, chapéu, viseira, gorro ou similares)

  • Armas de qualquer espécie, ainda que com autorização para o respectivo porte.
Caso seja necessário levar para o local do exame alguns desses itens que não são permitidos, eles devem ser entregues para o fiscal da prova e lacrados conforme recomendado. Atenção, pois o porte desses itens no decorrer da prova pode causar a eliminação do candidato. Por isso, evite levá-los ao menos que seja extremamente necessário, como celular, por exemplo.

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AMÉRICA LATINA E A QUEDA DA MINERAÇÃO.

O declínio da mineração e seu legado na América Latina

A América Latina acaba de viver uma década de bonança na mineração que despertou esperanças de riqueza como poucas vezes em sua história, embalada pelo que parecia ser uma inesgotável demanda chinesa por cobre, carvão e outros minérios. Mas a bonança terminou.
A reportagem é de Luis Fajardo e publicado por BBC Mundo, 18-10-2015.
A economia da China demonstrou ser como todas as outras, ou seja, uma economia de altos e baixos. E a redução recente do apetite chinês levou a uma freada brusca nos planos de investimento e venda de projetos multimilionários de mineração em países latino-americanos.
Nesta semana, por exemplo, a Glencore, uma gigante global desta indústria, anunciou que está vendendo a mina deLomas Bayas, no Chile. Um caso que não é único em meio ao ajuste do setor diante da queda de preços internacionais de muitos produtos básicos.
Mas qual é o legado que fica desta chuva de dólares que caiu na região nos últimos dez anos com chegada de projetos de mineração, muitas vezes diante da resistência de comunidades onde eles se instalaram?
Epicentro global
A América Latina tornou-se neste anos um dos epicentros globais da mineração, recebendo 27% do total de investimentos em exploração, segundo o Banco Mundial.
É difícil subestimar tal volume de dinheiro. O órgão afirma que um só país, o Chile, recebeu dividendos da mineração da ordem de US$41 bilhões (R$ 155,8 bilhões) em 2011, ou 19% de seu Produto Interno Bruto (PIB). O Peru recebeu US$17 bilhões e a Bolívia, US$ 1,3 bilhão.
No Brasil e no México, as duas maiores economias da região, a contribuição desta indústria não foi tão dominante em comparação com as demais atividades, dada a maior diversificação de suas economias, mas o valor recebido por ambos estão longe de serem desprezíveis. No Brasil, por exemplo, a receita gerada pela mineração alcançou US$67 bilhões, ou 3% do PIB.
Apesar da desaceleração, o Banco Mundial espera que os novos investimentos para a região até 2020 cheguem a US$200 bilhões.
Mais conflitos
Mas, enquanto alguns celebravam a chegada da "locomotiva da mineração", como dizia o governo colombiano diante do empurrão que a atividade dava a sua economia, outros advertiam que seu custo era muito maior do que afirmavam seus defensores.
"O ciclo da mineração aumentou os conflitos sociais. Registramos mais de 210 relacionados ao setor em toda a região", diz César Padilla, coordenador do Observatório de Conflitos de Mineração da América Latina (OCMAL), uma organização não governamental que combina esforços com mais de 40 organizações ambientais da região.
"Destes conflitos, mais de 50% estão ligados ao estresse provocado no entorno de conflitos pela água. As comunidades veem que os projetos de mineração irão roubar sua água e se opõem a eles."
A indústria de mineração como um todo tem buscado responder a estas críticas com ambiciosos programas de responsabilidade social, incluindo projetos multimilionários de recuperação ambiental e mitigação de custos sociais de muitos destes megaprojetos.
Mas Padilla os critica: "Não podemos apontar um único projeto de mineração sustentável, ou ambientalmente ou socialmente responsável em toda a América Latina".
"Os efeitos ambientais da mineração devem ser observados a longo prazo. Não podemos avaliar algo que os seus efeitos mais negativos podem surgir daqui a 40 ou 50 anos, quando a atividade de mineração já terá sido até mesmo abandonada", diz.
Emprego e impostos
A OCMAL também alega que o impacto socioeconômico positivo da mineração é menos que supõem os elevados montantes de investimento que caracterizam o setor.
"O significado econômico e social da mineração é muito baixo. Ainda que seja tão importante para as economias do Chile e do Peru, por exemplo, no melhor dos casos só consegue empregar 1% da população economicamente ativa", afirma Padilla.
Esta é uma acusação frequentemente direcionada às mineradoras, que respondem com dados da contribuição que fazem às finanças públicas e do impacto direto que isso terá sobre a vida de milhões de pessoas.
Segundo a publicação "Chile, País Minerador", da Sociedade de Mineração do Chile (Sonami), "de cada quatro pesos recebidos pelo Estado chileno entre 2006 e 2011, praticamente veio da mineração. Este montante equivale aos orçamentos dos ministérios da Saúde, Obras Públicas e Economia".
As lições
A América Latina vem experimentando ciclos de bonança e depressão na mineração desde o início do século 16. Terá, então, aprendido as lições necessárias para aproveitar a próxima leva de anos de vacas gordas?
O porta-voz da OCMAL diz que alguns países da região, mencionando "possivelmente o caso do Chile", as instituições ambientais se fortaleceram, mas ele adverte que a "indústria é bastante organizada e impõe suas regras ao jogo".
Outros especialistas concordam com a importância das instituições para regular a mineração e garantir que seus benefícios sejam distribuídos da melhor maneira possível entre todos na sociedade.
"A chave para maximizar o benefício do desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento está no nível de governança desta indústria no setor público", diz Paulo de Sa, gerente de Prática Global de Energia e Extrações do Banco Mundial.
Ele acrescenta que "instituições, marcos regulatórios e supervisão ambiental e social mais fortes maximizam o impacto positivo da arrecadação gerada, os empregos criados e as oportunidades para os negócios locais".
"Ao mesmo tempo, uma melhor governança e transparência pode minimizar os possíveis impactos negativos, como o impacto ambiental e a distribuição desigual dos benefícios", afirma.
A recomendação de outros é simplesmente não depender tanto da mineração. "Se a bonança dos commodities terminou, ao menos por agora, a América Latina precisa diversificar sua economia de produtos primários com uma gama mais ampla de setores competitivos para exportação", diz Lisa Sachs, diretora do Centro de Investimento Sustentável da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Para a especialista, a ênfase deveria ser agora em investimentos em educação e pesquisa para fortalecer setores de alta tecnologia.
Talvez assim as próximas bonanças econômicas da região sejam mais duradouras.
Fonte : Instituto Humanitas Unisinos

RECURSOS HÍDRICOS E AS CRIAÇÃO DE GADO.

‘Cowspiracy’: O que ninguém te contou ainda, artigo de Laís Vitória Cunha de Aguiar

Publicado em outubro 19, 2015 

[EcoDebate] Procurando por um documentário bom para assistir, encontrei “Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade” (cowspiracy.com), e, fiquei chocada com o que descobri ao ver o filme, além de acrescentar um grande peso a minha consciência.
No momento em que via o filme estava jantando e quase não comi o último pedaço de carne. Cowspiracy mudou a minha maneira de observar o aquecimento global, depois do que vou te contar espero que mude a sua também.
Em São Paulo, com a seca atual e todos os seus riscos, o consumo de água é uma grande preocupação, mas mesmo com as medidas previstas em programas ambientalistas, como fechar a torneira enquanto escova os dentes, somente metade do desperdício será evitado. Para evitar a outra metade é necessária uma atitude mais drástica.
Na Califórnia, por exemplo, dos 5,5 metros cúbicos de água gastos por pessoa/mês, metade disso está relacionado ao consumo de carne e laticínios, ‘Em parte porque os animais se alimentam de grãos que usam muita água. É o que eles comem. Assim, toda água contida no grão que o animal come é essencialmente considerada parte da pegada hídrica desse produto.’– Heather Cooley, do Pacific Institute, que também concedeu os dados a respeito da relação do gasto de água com consumo de carne e laticínios.
Já no começo do documentário estava estupefata com minha ignorância, mas fiquei mais ainda ao descobrir que as maiores organizações ambientais, como o Greenpeace, se recusam a falar a respeito do papel da carne no aquecimento global. O documentarista tentou falar com 350.org, Sierra Club, Climate Reality, RainforestAction Network, AmazonWatch,WWF, sem obter os resultados desejados dessas organizações que supostamente devem lutar por um mundo mais sustentável e livre das emissões dos gases efeito-estufa.
Assim como o documentarista, também fiquei triste e revoltada ao perceber que essas organizações não estão concedendo ênfase suficiente para a questão da agropecuária. Não peço para obter mais destaque do que a questão do transporte e da energia, mas tanto destaque quanto as outras duas questões.
Segundo pesquisa da UNESCO:um hambúrguer de 114 gramas precisa de 2.500 litros de água para ser produzido. É um gasto absurdo. Um hambúrguer equivale a dois meses de banhos.
Somente nos EUA o gado consome mais de 125 trilhões de litros de água, o faturamento hidráulico para produção da carne bovina utiliza 378 bilhões de litros de água.
Para minha constante surpresa, na produção de um ovo é preciso de 1500 litros de água e para queijo quase 3500 litros. Uma torneira pingando até ter desperdiçado 2500 litros inundaria uma rua inteira (dependendo do tamanho dela).
De acordo com especialistas do Banco Mundial, ao usar o padrão global para medição de gases efeito estufa, descobriram que a criação de animais é responsável por 51% da mudança climática. Isso se você contar com a perda de sequestro de carbono causada pelo homem (cortar árvores, por exemplo), com a respiração dos animais e com o metano, que a ONU aparentemente esqueceu-se de contar.
Aqui no Brasil o motivo para preocupação é até maior: a criação de animais é responsável por até 91% da destruição da Amazônia (somente contabilizando a parte da Amazônia localizada no Brasil). Também é uma das causas que lideram a destruição de habitats e extinção de espécies.
Se as vacas e bois fossem minimamente inteligentes, eles já teriam nos sobrepujado, nós seríamos os escravos deles, não o contrário, pois 45% das terras do planeta estão ocupadas pela criação de animais, ainda assim as maiores organizações ambientais não querem falar sobre isso.
Por que as organizações não querem falar sobre isso? É bem simples, quem é que tem a maior bancada no Senado? Ruralistas. Quem é que financiou as eleições? Quem é que tem medo deles? As organizações ambientais. Quem é que já morreu lutando contra eles? Dorothy Stang, Chico Mendes, entre tantos outros que continuam sendo assassinados pela sua coragem.
Eu sempre gostei muito de carne, mas se ainda não consigo ficar sem, pelo menos posso diminuir a quantidade, hoje como carne uma vez por semana, ou seja, três vezes por mês. Desejo continuar na luta para conseguir diminuir ainda mais essa quantidade. Espero que, se você também não consegue ficar sem carne, pelo menos consiga diminuir o consumo. Caso eu ainda não tenha te convencido, assista ao filme.
Laís Vitória Cunha de Aguiar, 19, é ativista ambiental, estudante de Ecologia da UFPB e comunicadora popular pela Adopt a Negotiator, uma organização mundial que engloba jovens de diversos países com objetivo de divulgar o que ocorre nas negociações climáticas.

in EcoDebate, 19/10/2015

FRAUDES NAS LICENÇAS DE PESCA INDUSTRIAL.

Grupo que fraudava licenças de pesca industrial gerou prejuízo de R$ 1,4 bilhão, diz Ibama

Publicado em outubro 19, 2015 
A organização criminosa suspeita de atuar na concessão ilegal de permissões de pesca industrial, desarticulada na quinta-feira (15) pela Polícia Federal, gerou R$ 1,4 bilhão em danos ambientais, segundo informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Durante a Operação Enredados, foram presas 19 pessoas, entre elas o secretário executivo interino do extinto Ministério da Pesca, Clemeson José Pinheiro da Silva, e o superintendente do Ibama em Santa Catarina, Américo Ribeiro Tunes.
Em entrevista na tarde desta quinta-feira, a delegada Aletea Vega Marona, chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal em Porto Alegre, esclareceu que a organização criminosa agia de diversos modos, todos com objetivo de facilitar ou vender permissões do Ministério da Pesca.
Segundo a PF, o esquema tinha participação de servidores públicos, representantes sindicais e intermediários. “A pesca, por força desses servidores públicos, em pontos estratégicos do alto escalão, estava ocorrendo, em sua maioria, sem nenhuma observância e com muito dano à natureza”, acrescentou Aletea. A delegada informou que as propinas chegavam a R$ 100 mil.
“Todos os esquemas tinham um intermediário, que chegava ao servidor público defendendo o interesse da pessoa que se beneficiaria da licença. Cada servidor, dentro de sua atribuição, acabava buscando pareceres, documentos e forjando dados em documentos. Depois é que os pagamentos (proprinas) eram feitos.”
Ao todo, 26 pessoas foram levados para depor. Os policiais também cumpriram 61 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Pará e Distrito Federal.
Operação Enredados
Durante a investigação, a PF apreendeu 241 toneladas de pescado. Foto: Polícia Federal/RS
A investigação começou há pouco mais de um ano, no Rio Grande do Sul. No período, a polícia apreendeu 241 toneladas de pescado. O Ibama lavrou 50 autos de infração ambiental, totalizando R$ 20 milhões em multas.
A direção do Ibama informou que exonerou o superintendente em Santa Catarina, no cargo desde 26 de fevereiro de 2014, e determinou uma correição (fiscalização ) extraordinária na superintendência.
A correição será coordenada pela Corregedoria do Ibama em Brasília, de  modo a rever todos os atos sob suspeita.
Na reforma administrativa anunciada pela presidenta Dilma Rousseff no início de outubro, a Pesca e Aquicultura foi integrada ao Ministério da Agricultura.
A Agricultura informou que a absorção da estrutura ainda não foi concretizada e, por isso, não responde pelo caso.
Da Agência Brasil, in EcoDebate, 19/10/2015