sexta-feira, 29 de novembro de 2019

MUDANÇAS NA ALIMENTAÇÃO E ROTINA DIÁRIA PODEM SER DECISÓRIOS PARA O COMBATE AO DIABETES.

Mudanças na alimentação e rotina diária podem ser decisórios para o combate ao Diabetes


saúde

Dados do Ministério da Saúde revelam um aumento de 40% do número de casos de diabetes nos últimos 12 anos no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 16 milhões de pessoas sofrem com a doença em nosso país.
Mesmo sendo uma enfermidade, que acomete uma grande parte da população, muitos brasileiros ainda sabem muito pouco sobre as formas de prevenir e tratar a disfunção. Com tudo isso, se torna essencial que as pessoas se informem sobre o assunto e saibam identificar os seus sintomas.
Por Luana Moreira
De acordo com o médico generalista e diretor da Clínica Penchel, Lucas Penchel, o diabetes pode ser definido como uma doença de origem crônica e que se faz presente quando o organismo deixa de produzir a insulina ou, quando a produz, ela é incapaz de exercer adequadamente as suas funções. “Relacionado a predisposições genéticas ou a deficiências do organismo, o diabetes mellitus tipo 1, é caracterizado pelo excesso de glicose no sangue. Ele neste caso, pode surgir na infância ou adolescência e possui caráter autoimune, ou seja, as células de defesa do organismo passam a danificar o pâncreas, que é o principal responsável pela produção de insulina. Sede constante, aumento da vontade de urinar, boca seca, perda de peso, sensação de formigamento, e dificuldade de cicatrização de feridas, são alguns dos principais sintomas da doença”, explica.
Segundo Lucas Penchel, os pacientes com essa condição devem adotar uma alimentação isenta de açúcar e ter o total controle sob a ingestão de carboidratos. “Estas pessoas ainda devem praticar exercícios físicos por cerca de 30 minutos ao menos 3 vezes por semana. Na maioria dos casos, também é necessária a aplicação diária de insulina”, conta.
Diferente da primeira variação da doença, no diabetes tipo 2, o organismo permite a produção de insulina, mas pode desenvolver uma resistência ao hormônio. Este que contribui para o transporte da glicose para o interior das células. “Atingindo com maior frequência adultos e idosos, este modelo do distúrbio também pode afetar crianças e adolescentes. Na maioria dos quadros, esse tipo da doença pode ser tratado por meio de mudanças na alimentação e realização de atividades físicas, sem que seja necessária a aplicação de insulina”, comenta.
Penchel ressalta que os pacientes diabéticos devem se emprenhar na definição de uma dieta livre de açúcares e com baixo teor de carboidratos. “Também é indispensável, a realização de exercícios físicos moderados. Lembro, que tais atividades devem ser acompanhadas por um profissional qualificado para que o paciente não passe por um episódio de hipoglicemia. Essa alteração pode levar à perda momentânea da consciência”, adverte.
O médico alerta que abandonar o açúcar não é a única forma de evitar os desdobramentos do diabetes tipo 2. “É um grande erro acreditar que ao parar de comer doces, uma pessoa pode evitar que a doença se desenvolva. O ideal é manter uma nutrição balanceada e saudável baseada na ingestão de fibras, frutas, legumes, verduras, proteínas vegetais e animais. Dando preferência a alimentos in natura ou frescos. Também é recomendável ficar atento ao peso corporal e a pressão arterial, e deixar o sedentarismo de lado”, aponta.
Por fim, Lucas aponta que o diabetes pode influir no aparecimento diversos problemas de saúde. “Quando não há o controle rigoroso da glicemia, a doença pode contribuir para o surgimento de lesões e placas nos vasos sanguíneos, o que por sua vez, compromete a oxigenação dos órgãos e aumenta o risco de infartos e acidentes vasculares. Ainda pode ocorrer a falência dos rins, cegueira, comprometimento de nervos, gangrena e amputações. Por todas estas consequências, é muito relevante enfatizar que a prevenção é o melhor caminho para qualquer paciente. Então, caso os primeiros sinais da doença sejam notados, procure pela ajuda médica”, conclui.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/11/2019

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