sábado, 10 de março de 2012

CAMADAS DA TERRA MOHO

Cientistas produzem mapa em alta resolução de camada interior da erra

Pela primeira vez, foi possível estimar a profundidade da camada Moho, intermediária entre a crosta e manto terrestre em toda parte do mundo.

Mapa que mostra as diferentes profundidades da camada Moho em cada parte do planeta Terra, medida em quilômetros
Mapa que mostra as diferentes profundidades da camada Moho em cada parte do planeta Terra, medida em quilômetros (GEMMA project)
Projeto financiado pela Universidade Politécnica de Milão, na Itália e pela Agência Espacial Europeia (ESA) elaborou um mapa global inédito, em alta resolução, de uma zona logo abaixo da crosta terrestre, conhecida como Moho, a partir de observações e cálculos realizados pelo satélite GOCE. Estudar esta camada, situada entre a crosta e o manto terrestre, pode trazer novas pistas sobre a dinâmica do interior da Terra.

Saiba mais

MOHO

A Moho é uma zona que se encontra entre a crosta e o manto da Terra. É nesta região que ocorrem as mudanças de velocidade das ondas sísmicas. Nos oceanos, ela se encontra entre cinco e oito quilômetros de profundidade, e nos continentes, a Moho está entre 25 e 60 quilômetros abaixo da superfície da Terra. Esta diferença de profundidade é facilmente observável no mapa do projeto GEMMA. Seu nome foi dado em homenagem ao geofísico croata Andrija Mohorovicic, que identificou a existência da camada em 1909.
A crosta é a camada sólida mais externa do nosso planeta. Apesar de representar apenas 1% do volume da Terra, ela é extremamente importante porque abriga todos os nossos recursos geológicos, como o gás natural e o petróleo.
O estudo, divulgado pela ESA e batizado de projeto GEMMA, melhorou as projeções feitas anteriormente, baseadas em dados de eventos sísmicos e da gravidade, e permitiu pela primeira vez estimar a profundidade da camada Moho em cada parte do mundo, até mesmo em áreas onde não havia dados disponíveis. O projeto é dirigido pelo italiano Daniele Sampietro.
O satélite GOCE mediu o campo de gravidade e a profundidade desta zona com uma precisão sem precedentes, o que permite compreender melhor a circulação dos oceanos, as mudanças do nível do mar e os processos ocorridos no interior da Terra.
FONTE: REVISTA VEJA

quinta-feira, 8 de março de 2012

A IMPORTÂNCIA DO SONO PARA A APRENDIZAGEM


Entre as razões que levam ao desempenho escolar insatisfatório, merece destaque a qualidade e a quantidade do sono do aluno. O assédio dos meios eletrônicos e televisivos, e a programação dos adultos que muitas vezes relega a segundo plano a prioridade das crianças, transformou o "dormir" em algo secundário.

Estudos científicos comprovam o que nossos avós já sabiam. O sono ajuda a consolidar a memória e é essencial para o bom desempenho acadêmico. Pessoas que não dormem bem têm, de fato, dificuldades de aprendizagem. No entanto, estudantes de diferentes faixas etárias são cronicamente privados de sono.

Pesquisas recentes apontam para consequências ainda mais assustadoras, decorrentes da privação do sono por períodos prolongados, indicando a ocorrência de perda neuronal e cognitiva. Isso se deve essencialmente à incapacidade de reparação cerebral, obtida somente com os períodos adequados de sono. A privação do sono afeta a produção de melatonina pela glândula pineal, causando distúrbios no ciclo circadiano das células e de toda a função metabólica, estabelecida por todo o imbricado aparato bioquímico e genético.

Os problemas mais comuns relatados pelos pais dizem respeito ao horário de dormir. Os jovens são resistentes à orientação de dormir cedo. Não têm disciplina em relação ao seu sono, dormem muito tarde e consequentemente acordam tarde também. Para enfrentar a questão a sugestão é a seguinte:

- estabelecer uma rotina de "desligamento", um verdadeiro ritual para as duas horas que antecedem o horário de dormir;

- estabelecer horário para dormir e para acordar e seguir à risca; o ritual deve ser mantido de forma consistente e persistente, a fim de que seja incorporado como um hábito;

- o quarto deve ser silencioso e escuro; de preferência, computadores e televisão não devem estar no quarto de dormir;

- estimular exercícios físicos durante o dia também ajuda.

Não se trata de tarefa fácil para os pais. Mas quem ousaria dizer que educar não dá trabalho?

A importância do sono e aprendizagem

Quando dormimos não estamos somente recuperando as energias, estamos também, gravando na memória tudo que aprendemos durante o dia.
É durante o sono, que o nosso cérebro faz uma espécie de “backup” e se não dormimos direito, ou seja, se não temos um sono de qualidade, a nossa memória ficará comprometida.
Uma noite de sono mal dormida afeta o nosso humor, a nossa concentração, a nossa memória, o nosso rendimento, entre outras coisas, por isso é fundamental que tenhamos regularmente uma noite de sono de qualidade.
Muitas vezes os alunos tem um baixo aproveitamento na escola, mas os pais nem imaginam que o sono pode ser o causador disso.


É comum em época de provas, Vestibular/ENEM, que os alunos fiquem até altas horas estudando, mas esse esforço de nada adiantará, se eles não tiverem um boa noite de sono, pois boa parte do que estudaram não será gravada na memória.
O ideal é que o aluno não vá dormir, sem que antes reveja a matéria que aprendeu naquele dia na escola. Como diz o ditado: “Aula dada, aula estudada”

Hoje em dias as crianças/adolescentes estão indo dormir cada vez mais tarde, pois ficam jogando vídeo game, na Internet, ou vendo televisão. Para acordar no dia seguinte é aquela briga. É preciso que se tenha um horário para ir dormir, sabemos o quanto isso é difícil, quando se trata de crianças/adolescentes.

http://veja.abril.com.br/acervodigital/

edição 2035, de 21/11/207, p 98.

HOTSPOTS

MATA ATLÂNTICA


CERRADO BRASILEIRO

Definição De Hotspot

O conceito Hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers para resolver um dos maiores dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra?

Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída no planeta, Myers (ecólogo inglês) procurou identificar quais as regiões que concentravam os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Ele chamou essas regiões de Hotspots.

Hotspot é toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. É considerada Hotspot uma área com pelo menos 1.500 espécies endêmicas (não são encontradas em nenhum outro local) de plantas e que tenha perdido mais de 3/4 de sua vegetação original.
Em 1996, o primatólogo norte-americano, Russell Mittermeier, presidente da ONG (organização não governamental) Conservation International, liderou um estudo que aperfeiçoou a teoria inicial de Myers e identificou 17 Hotspots. Três anos depois, com a contribuição de mais de 100 pesquisadores, foi ampliado para 25 o número de Hotspots. Em fevereiro de 2004 a Conservation International ampliou para 34, as regiões consideradas Hotspots.

Segundo a Conservation International (CI) estes habitats naturais encontram-se em apenas a 1,4% da superfície do planeta e concentra-se aí cerca de 60% do património biológico do mundo no que diz respeito a plantas, aves, mamíferos, répteis e espécies anfíbias.
Hotspots no mundo

Abaixo segue a divisão por continentes das regiões biologicamente mais ricas e ameaçadas do planeta Terra, os chamados Hotspots. Atualmente existe um montante de 34 Hotspots ambientais espalhados pelo Mundo.

América do Norte (2):

- Província Florística da Califórnia

- Floresta de Pinho – Encino de Sierra Madre (México e EUA)

América Central (2):

- Mesoamércia (Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, Belize e México).
BARBADOS-ILHA DO CARIBE
- Ilhas do Caribe


América do Sul (5):

- Tumbes – Choco – Magdalena (Panamá, Colômbia, Equador e Peru).

- Florestas Valdívias (Chile Central).
VERÃO - CORDILHEIRA DOS ANDES
- Andes Tropicais

- Cerrado

- Mata Atlântica (Brasil, Paraguai e Argentina).


África (8):

- Floresta da Guiné (África Ocidental).

- Chifre da África

- Floresta de Afromontante (África Oriental).

- Montanhas do Arco Oriental

- Madagascar e Ilhas do Oceano Índico

- Maputaland – Pondoland – Albany (África do Sul, Swazilândia e Moçambique).

- Província Florística do Cabo (África do Sul).
- Karoo de Plantas Suculentas (África do Sul e Namíbia).


África e Europa (1):

- Bacia do Mediterrâneo


Europa (2):
CÁUCASO - GEORGIA
- Cáucaso

- Região Irano – Anatólica


Ásia (6):

- Montanhas da Ásia Central
BUTÃO- HIMALAIA
- Himalaias

- Ghats Ocidentais (Índia e Sri Lanka).

- Montanha do Centro Sul da China
FLORESTA NO JAPÃO
- Japão

- Regiões da Indo – Birmânia


Ásia e Oceania (1):

- Sunda ( Indonésia, Malásia e Brunei).


Oceania (7):

- Filipinas

- Wallacea (Indonésia)

- Sudoeste da Austrália

- Ilhas da Polinésia e Micronésia (incluindo Hawai).

- Ilhas da Melanésia Oriental

- Nova Caledônia

- Nova Zelândia

segunda-feira, 5 de março de 2012

INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS


A Independência dos Estados Unidos é considerada a primeira revolução americana (a segunda foi a Guerra de Secessão, também nos Estados Unidos). Ela foi um marco na crise do Antigo Regime porque rompeu a unidade do sistema colonial.


As treze colônias americanas se formaram a partir do século XVII. Nos fins do século XVIII, havia 680 000 habitantes no norte, ou Nova Inglaterra: Massachusetts, Nova Hampshire, Rhode Island e Connecticut; 530 000 no centro: Pensilvânia, Nova York, Nova Jersey e Delaware; e 980 000 no sul: Virgínia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia. Ao todo, mais de 2 milhões de colonizadores.
Desenvolvimento desigual
No centro-norte, predominavam a pequena e média propriedades, tocadas por europeus exila­dos por motivos políticos ou religiosos. Havia também o trabalho de servos temporários, que trabalhavam de quatro a sete anos para pagar o transporte para a América, financiado pelos proprietários carentes de mão-de-obra. Seus produtos eram semelhantes aos europeus; apenas madeira, produtos de pesca e petrechos navais atraíam o interesse do importador inglês. Isto desestimulou o comércio da Inglaterra com a região, pois, não havendo carga de torna-viagem, o frete ficava caro. Assim, apesar da proibição de manufaturas nas colônias, os ingleses permitiram aos colonos do centro-norte uma quase autonomia industrial.
COLÔNIAS DO NORTE-MINIFÚNDIO
Manufaturas e policultura trouxeram desenvolvimento econômico e o excedente logo buscou os mercados do sul, dependente da metrópole, para onde exportava tabaco, anil e algodão e de onde importava manufaturados e demais produtos. Com esse tipo de economia, no sul prevalecia a grande propriedade escravista, com reduzido trabalho livre e monocultura voltada à exportação.

ESCRAVOS NAS COLÔNIAS DO SUL

Já os nortistas ultrapassaram as fronteiras coloniais. Organizaram triângulos comerciais. O mais conhecido começava com o comércio de peixe, madeira, gado e produtos alimentícios com as Antilhas, onde compravam melaço, rum e açúcar. Em Nova York e Pensilvânia, transformavam o melaço em mais rum, que trocavam por escravos na África. Os escravos iam para as Antilhas ou colônias do sul. Outro triângulo começava na Filadélfia, Nova York ou Newport, com carregamentos que trocavam na Jamaica por melaço e açúcar; levavam estes produtos para a Inglaterra e trocavam por tecidos e ferragens, trazidos para o ponto inicial do triângulo. Também foi muito ativo o triângulo iniciado com o transporte de peixe, cereais e madeira para Espanha e Portugal, de onde levavam para a Inglaterra sal, frutas e vinho, trocados por manufaturados que traziam de volta à América.

As leis inglesas de navegação não impediam o desenvolvimento da colônia porque não eram aplicadas. Mas quando o comércio colonial começou a concorrer com o comércio metropolitano, surgiram atritos que culminaram com a emancipação das treze colônias.

Mudança na política: os atos intoleráveis

O crescimento do comércio colonial fez a Inglaterra mudar de política. Um dado conjuntural contribuiu para a mudança: a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), entre Inglaterra e França. Vencedora, a Inglaterra se apossou de grande parte do Império Colonial Francês, especialmente terras a oeste das treze colônias americanas. O Parlamento inglês decidiu que os colonos deviam pagar parte dos custos da guerra. O objetivo era aumentar as taxas e os direitos da Coroa na América. Os ingleses também eram movidos pelo comportamento dos colonos, que não haviam colaborado com material e homens; ao contrário, aproveitaram a guerra para lucrar, comerciando com os franceses no Canadá e nas Antilhas.

GUERRA DOS SETE ANOS ( FRANÇA E INGLATERRA)

A política repressiva dos ingleses, aliada a fatores culturais, como a influência do iluminismo, teve papel importante no processo revolucionário americano. George Grenville, primeiro-ministro inglês, decidiu colocar na colônia uma força militar de 10000 homens, acarretando uma despesa de 350000 libras. O Parlamento inglês aprovou duas leis para arrecadar um terço da quantia: a Lei do Açúcar (Sugar Act) e a Lei do Selo (Stamp Act).
O Sugar Act (1764) prejudicava os americanos, pois taxava produtos que não viessem das Antilhas Britânicas e acrescentava vários produtos à lista dos artigos enumerados, que só poderiam ser exportados para a Inglaterra. O Stamp Act (1765) exigia a selagem até de baralhos e dados. Os colonos protestaram, argumentando que se tratava de imposto interno, e não externo como de costume, e que não tinham representação no Parlamento que havia votado a lei. Reuniu-se então em Nova York, em 1765, o Congresso da Lei do Selo, que, declarando-se fiel à Coroa, decidiu boicotar o comércio inglês. Os comerciantes ingleses pressionaram o Parlamento e a Lei do Selo foi revogada.
Os colonos continuaram contestando o direito legislativo do Parlamento inglês. Recusaram-­se a cumprir a Lei de Aquartelamento (1765), que exigia dos colonos alojamento víveres e transporte para as tropas enviadas à colônia. Ao substituir Grenville, o primeiro-ministro Charles Townshend baixou em 1767 atos baseados num princípio: se os colonos não queriam pagar impostos internos, pagassem então os externos, isto é, impostos sobre produtos importados, como chá, vidro, papel, zarcão, corantes. Era impossível burlar a lei, diante da criação da Junta Alfandegária Americana, que ainda executaria os odiados Mandados de Busca. O boicote funcionou novamente e o comércio inglês se reduziu a um terço do normal. Mais uma vez os importadores agiram e, em 1770, foram abolidos os Atos Townshend, exceto o imposto sobre o chá.
A crise explodiu em 1773 com a Lei do Chá (Tea Act), que dava o monopólio desse comércio à Companhia das Índias Orientais, onde vários políticos ingleses tinham interesses. A Companhia transportaria o chá diretamente das Índias para a América. Os intermediários tiveram grande prejuízo e ficou aberto um precedente perigoso: quem garantia que o mesmo não seria feito com outros produtos? A reação não demorou. No porto de Boston, comerciantes disfarçados de índios mohawks destruíram trezentas caixas de chá tiradas dos barcos, no episódio conhecido como A Festa do Chá de Boston (The Boston Tea Party). IMAGEM ABAIXO
Se o Parlamento cedesse, jamais recuperaria o controle da situação. Agiu energicamente. Votou as Leis Intoleráveis em 1774: o porto de Boston estava interditado até o pagamento dos prejuízos; funcionários ingleses que praticassem crimes durante as investigações seriam julgados em outra colônia ou na Inglaterra; o governador de Massachusetts teria poderes excepcionais; tropas inglesas ficariam aquarteladas em Boston.
Até aqui está evidente a oposição dos grupos mercantis da colônia aos ingleses, bem como as causas. Mas por que os agricultores ficaram ao lado dos comerciantes contra a metrópole?
Até 1763, o governo inglês havia estimulado a ocupação das terras rumo ao oeste, como forma de combater as pretensões francesas e espanholas. Desaparecidas as ameaças, seria preferível conter a população no litoral, para facilitar o controle político-fiscal. Além disso, os ingleses controlavam o comércio de peles com os índios e não desejavam a intromissão dos colonos. Por fim, agora que as terras estavam valorizadas, a Coroa podia passar a vendê-las. Tais motivos explicam a Proclamação Régia 176, que demarcava as terras além dos Aleghanis como reserva indígena. Em 1764, a Coroa completou a política de contenção do pioneirismo com o Ato de Quebec, pelo qual o governador de Quebec passaria a controlar grande parte das terras do centro-oeste.
Os pioneiros iam vendendo suas terras e avançando sobre terras virgens. As novas leis decretavam sua falência. O grande proprietário sulista, também sempre endividado com o comerciante importador e exportador da Inglaterra, sofreria igual destino, pois só se salvava ocupando novas terras. A Lei da Moeda. (Currence Act) de 1764, proibindo a emissão de dinheiro na colônia, limitava a alta de preços dos produtos agrícolas e tornava ainda mais difícil a situação dos plantadores.

EXERCÍCIOS:
1- Quais foram os motivos responsáveis pela falta de comércio entre a Inglaterra e as colônias do centro-norte ?
2- Quais eram as principais diferenças entre as colônias do Norte e as do Sul ?
3- Explique o funcionamento do comércio triangular ?
4- Quais foram as principais leis ou atos ingleses que prejudicaram o desenvolvimento das Treze Colônias Inglesas ?
5- Explique a Lei do Aquartelamento de 1765: 

sábado, 3 de março de 2012

ABALOS SÍSMICOS _ TERREMOTOS NO BRASIL

1-ABALOS SÍSMICOS


Um terremoto é um tremor de terra que pode durar segundos ou minutos. Ele é provocado por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes placas de rocha (as placas tectônicas). O tremor de terra ocasionado por esses movimentos é também chamado de "abalo sísmico". Outros motivos relacionados ao abalo sísmico são os deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas.
Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos. A maioria dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.
O alcance e o impacto dos terremotos depende da energia que liberam; seu ponto de origem está geralmente localizado em uma profundidade não superior a 30 km, sendo denominado foco ou hipocentro. O epicentro é o ponto da superfície terrestre localizado verticalmente acima do foco; as ondas de choque deslocam-se para o exterior do epicentro com velocidades distintas em diferentes camadas da crosta terrestre.
Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos.
Quando duas placas se chocam ou se raspam, elas geram um acúmulo de pressão que provoca um movimento brusco. Há três tipos de movimentos: convergente (quando duas se chocam), divergente (quando se movimentam em direções contrárias) e transformante (separa placas que estão se deslocando lateralmente).
1- TRANSFORMANTE
2-CONVERGENTE-OCEÂNICA E CONTINENTAL
3- DIVERGENTE
4- CONVERGENTE- CONTINENTAL E CONTINENTAL
As consequências de um terremoto são:
• Vibração do solo,
• Abertura de falhas,
• Deslizamento de terra,
• Tsunamis,
• Mudanças na rotação da Terra.
Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc. As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo.
FALHA DE SAN ANDREAS
O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos. Só nos Estados Unidos acontecem cerca de 13 mil terremotos por ano que variam de aproximadamente 18 grandes terremotos e um terremoto gigante sendo que os demais são leves ou até mesmo despercebidos.
São vários os tipos de ondas que resultam de um terremoto. O primeiro é o das ondas superficiais, muito fortes perto do epicentro e responsáveis pelos maiores danos de um terremoto. Como sua intensidade se reduz muito rapidamente, torna-se impossível detectá-las, em regra, a uns 320 quilômetros do epicentro, embora as ondas longas, muito mais fracas, possam percorrer grandes distâncias. Mas, a uma certa distância do epicentro, as ondas observadas geralmente percorrem o próprio interior da Terra, recebendo a denominação de ondas primárias e ondas secundárias. Por se deslocarem com maior velocidade, as ondas primárias chegam antes ao observatório. Além disso, as ondas secundárias praticamente não conseguem atravessar as massas líquidas.
A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.

Escala RichterA primeira Escala Richter apontou o grau zero para o menor terremoto passível de medição pelos instrumentos existentes à época. Atualmente, a sofisticação dos equipamentos tornou possível a detecção de tremores ainda menores do que os associados ao grau zero, e tem ocorrido a medição de terremotos de graus negativos.

Teoricamente, a Escala Richter não possui limite. De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, aconteceram três terremotos com magnitude maior do que nove na Escala Richter desde que a medição começou a ser feita. De acordo com outras fontes, como a Enciclopédia Britânica, tal marca nunca foi alcançada.

2-TERREMOTOS NO BRASIL
Por muito tempo, acreditou-se que o
Brasil estivesse a salvo dos terremotos por não estar sobre as bordas das placas tectônicas - o movimento dessas placas estão entre as principais causas dos terremotos.


No entanto, sabe-se que os tremores podem ocorrer inclusive nas regiões denominadas "intraplacas", como é o caso brasileiro, situado no interior da Placa Sul-Americana. Nessas regiões, os tremores são mais suaves, menos intensos e dificilmente atingem 4,5 graus de magnitude.

Os tremores que ocorrem em nosso país decorrem da existência de falhas (pequenas rachaduras) causadas pelo desgaste da placa tectônica ou são reflexos de terremotos com epicentro em outros países da América Latina.

Ou seja, no Brasil os abalos sísmicos têm características diferentes dos terremotos que ocorrem, por exemplo, no Japão e nos Estados Unidos.

Nesses locais, existe o encontro de duas ou mais placas tectônicas - e as falhas existentes entre elas são, normalmente, os locais onde acontecem os terremotos mais intensos.

Embora a sismicidade ou atividade sísmica brasileira seja menos freqüente e bem menos intensa, não deixa de ser significativa e nem deve ser desprezada, pois em nosso país já ocorreram vários tremores com magnitude acima de 5,0 na Escala Richter, indicando que o risco sísmico não pode ser simplesmente ignorado.

Regiões brasileiras e abalos sísmicos
No Brasil, os tremores de terra só começaram a ser detectados com precisão a partir de 1968, quando houve a instalação de uma rede mundial de sismologia. Brasília foi escolhida para sediar o arranjo sismográfico da América do Sul. Há, atualmente, 40 estações sismográficas em todo o país, sendo que o aparelho mais potente é o mantido pela Universidade de Brasília.

Há relatos de abalos sísmicos no Brasil desde o início do século 20. Segundo informações do "Mapa tectônico do Brasil", criado pela Universidade Federal de Minas Gerais, em nosso país existem 48 falhas, nas quais se concentram as ocorrências de terremotos.

Falhas geológicas

"Toda placa é recortada por vários pequenos blocos, de várias dimensões. Esses recortes, ou falhas, funcionam como uma ferida que não cicatriza: apesar de serem antigos, podem se abrir a qualquer momento para liberar energia. Se você tem um bloco recortado e o comprime de um lado e de outro, ele rompe onde já existe a fratura”, completa.
O maior número de falhas se concentra nas Regiões Sudeste e Nordeste, seguidas pela Região Norte e Centro-Oeste. A Região Sul é a que apresenta o menor número de falhas.
Para realizar os estudos foram utilizados diversos mapas topográficos e geológicos, além de uma grande quantidade de imagens de satélite e de radar. Saadi e sua equipe também foram pessoalmente a diversas localidades de Belém, Natal, Fortaleza e São Paulo e durante um mês investigaram as margens do Rio Amazonas, identificando as falhas na região. Para localizar as falhas, Saadi analisou primeiro as cartas topográficas à procura de indicadores. "Os rios são um exemplo, pois correm geralmente ao longo das fissuras", explica o pesquisador.
O Nordeste é a região que mais sofre com abalos sísmicos. O segundo ponto de maior índice de abalos sísmicos no Brasil é o Acre. No entanto, mesmo quem mora em outras regiões não deve se sentir imune a esse fenômeno natural.

Embora grande parte dos sismos brasileiros seja de pequena magnitude (4,5 graus na Escala Richter), a história tem mostrado que, mesmo em "regiões tranquilas" podem acontecer grandes terremotos. Apesar de não ser alarmante, o nível de sismicidade brasileira precisa ser considerado em determinados projetos de engenharia, como centrais nucleares, grandes barragens e outras construções de grande porte, principalmente nas construções situadas nas áreas de maior risco.

Alguns tremores de terra registrados no Brasil

O maior terremoto que o país já teve ocorreu há mais de 50 anos, na Serra do Tombador, no Mato Grosso: atingiu 6,6 graus na Escala Richter. Mas há outros registros:




  • Mogi-Guaçu, São Paulo, 1922: 5,1 graus
  • Tubarão, Santa Catarina, 1939: 5,5 graus
  • Litoral de Vitória, Espírito Santo, 1955: 6,3 graus
  • Manaus, Amazonas, 1963: 5,1 graus
  • Noroeste do Mato Grosso do Sul, 1964: 5,4 graus
  • Pacajus, Ceará, 1980: 5,2 graus
  • Codajás, Amazonas, 1983: 5,5 graus
  • João Câmara, Rio Grande do Norte, 1986: 5,1 graus
  • João Câmara, Rio Grande do Norte, 1989: 5,0 graus
  • Plataforma, Rio Grande do Sul, 1990: 5,0 graus
  • Porto Gaúcho, Mato Grosso, 1998: 5,2 graus
  • Estado de Pernambuco: entre 2001 e 2005 foram registrados 1,5 mil tremores de terra de baixo impacto
  • Divisa entre Acre e Amazonas, 2007, 6,1 graus
  • Itacarambi, Minas Gerais, 09/12/2007: 4,9 graus (é o primeiro tremor da história do Brasil que provocou 1 morte, 5 feridos e varias casas destruídas).
  • FONTE: UOL EDUCAÇÃO, APOLO11.COM,GEOCONCEIÇÃO,IMAGENS GOOGLE.