sábado, 4 de março de 2023

O RACISMO AMBIENTAL É VISÍVEL NAS HABITAÇÕES EM ÁREAS DE RISCO.

editorial

O racismo ambiental é visível nas habitações em áreas de risco

É fundamental que políticas públicas sejam implementadas para garantir o acesso de todas as pessoas a habitações dignas e seguras, independentemente de sua origem étnica, gênero, orientação sexual ou nível socioeconômico

O racismo ambiental é um fenômeno em que comunidades de minorias étnicas e raciais são desproporcionalmente expostas a riscos ambientais, incluindo poluição do ar e da água, falta de acesso a recursos naturais e ambientes insalubres.

Esse problema também se manifesta nas habitações em áreas de risco, em que pessoas de baixa renda e minorias raciais são mais suscetíveis a viver em condições precárias e insalubres.

Um exemplo disso é o caso das favelas e comunidades carentes em áreas de risco, que muitas vezes são construídas em encostas íngremes e instáveis, sujeitas a deslizamentos de terra, enchentes e outros desastres naturais.

Essas comunidades frequentemente não têm acesso adequado a infraestrutura básica, como água potável, saneamento e energia elétrica, e muitas vezes sofrem com a falta de serviços de saúde e educação.

Essas condições precárias de habitação em áreas de risco afetam desproporcionalmente as comunidades negras e pardas, que são as mais vulneráveis a viver em áreas de risco devido à segregação residencial, desigualdade econômica e discriminação racial. De fato, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2018, cerca de 70% das vítimas de desastres naturais no Brasil eram negras.

Além disso, o racismo ambiental nas habitações em áreas de risco também se manifesta na forma como as autoridades e a mídia abordam esses problemas. Muitas vezes, as comunidades marginalizadas são culpabilizadas pelos problemas enfrentados, sendo retratadas como responsáveis por morar em áreas de risco ou por não terem tomado medidas preventivas suficientes.

No entanto, essas comunidades muitas vezes não têm opções realistas de moradia segura e podem não ter acesso a informações ou recursos adequados para lidar com essas questões.

A falta de políticas públicas efetivas para a regularização fundiária e a urbanização adequada dessas áreas também perpetua a desigualdade e a vulnerabilidade dessas comunidades.

Portanto, é fundamental que políticas públicas sejam implementadas para garantir o acesso de todas as pessoas a habitações dignas e seguras, independentemente de sua origem étnica, gênero, orientação sexual ou nível socioeconômico. Isso inclui a regularização fundiária, a urbanização adequada dessas áreas e a disponibilização de serviços básicos de infraestrutura, como água potável, saneamento e energia elétrica. Também é necessário garantir que as comunidades afetadas tenham acesso a informações e recursos adequados.

Além disso, a promoção da equidade racial e a luta contra o racismo ambiental devem ser prioridades nas políticas públicas de habitação e meio ambiente.

Em resumo, o racismo ambiental nas habitações em áreas de risco é uma questão importante que requer ação imediata por parte das autoridades e da sociedade em geral.

No caso do Brasil, em especial, as políticas públicas de habitação e urbanização, condenam a população mais pobre ao improviso, à construção precária em áreas geologicamente instáveis ou sujeitas a graves inundações.

Não é incompetência ou incapacidade, mas uma clara opção elitista pelo racismo ambiental, impondo aos mais mais pobres seguidas perdas patrimoniais e, o que é muito mais grave, a perda de vidas. É assim na região serrana do Rio de Janeiro e, agora, no litoral norte de São Paulo.

Reafirmamos que é fundamental garantir que todas as pessoas tenham acesso a moradias seguras e protegidas, independentemente de sua origem étnica, gênero, orientação sexual ou nível socioeconômico. É um passo em direção à criação de um mundo mais justo e igualitário.

Henrique Cortez, henriquecortez@ecodebate.com.br
Editor da revista eletrônica EcoDebate, ISSN 2446-9394

Desmoronamento causado escorregamento de encosta
Desmoronamento causado escorregamento de encosta, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.© Divulgação/Defesa Civil de São Paulo

 

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MUDANÇA CLIMÁTICA REDUZ A CAPACIDADE DAS FLORESTAS DE ARMAZENAR CARBONO.

 floresta desmatada e queimada

Mudança climática reduz a capacidade das florestas de armazenar carbono

As florestas do mundo estão perdendo sua capacidade de absorver carbono devido a condições cada vez mais “instáveis” causadas pelos humanos, descobriu um novo estudo.

University of Reading*

Mudanças dramáticas nas florestas e em outros habitats que armazenam carbono em plantas e solos estão se tornando mais prováveis em algumas regiões da Terra, com menos carbono consistentemente absorvido pelo “sumidouro de carbono da terra” fornecido por árvores, solo e plantas, de acordo com cientistas que escrevem na Nature .

Os impactos de curto prazo do aumento das temperaturas, do desmatamento e da agricultura em muitas paisagens vulneráveis significam que os estoques de carbono na terra têm menos probabilidade de se recuperar no longo prazo, dizem os cientistas. Isso reduz a capacidade geral da terra para absorver carbono e prejudica os esforços globais para conter ou reduzir os níveis de gases de efeito estufa na atmosfera.

O Dr. Patrick McGuire, um cientista do clima que trabalha em conjunto no Departamento de Meteorologia e no Centro Nacional de Ciências Atmosféricas, ambos na Universidade de Reading, Reino Unido, foi coautor do novo estudo, liderado por colegas do CREAF , Barcelona e Universidade de Antuérpia.

O Dr. McGuire disse: “Descobrimos que grandes regiões do mundo são vulneráveis a mudanças repentinas e dramáticas em suas paisagens, porque a capacidade de seus ecossistemas de absorver carbono começa a se desestabilizar”.

“Por exemplo, os incêndios florestais na Califórnia são mais prováveis devido às condições extremamente secas e quentes causadas por uma atmosfera mais quente. Mais incêndios significam que a floresta se transforma em matagal, às vezes permanentemente. Isso reduz a capacidade geral da terra de sugar carbono da atmosfera à medida que fez antes.”

“Isso cria um ciclo vicioso , pois áreas como essas se tornam mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas no futuro”.

Armazenamento de carbono instável

Os pesquisadores descobriram que, de 1981 a 2018, os ecossistemas em todo o mundo passaram por diferentes fases, variando de alta produtividade , quando as plantas conseguiam absorver mais carbono, a baixa produtividade, quando as plantas eram menos capazes de absorver carbono.

A escala dessas flutuações cria um risco maior de desestabilização, aumentando o risco de mudanças abruptas na paisagem, pois os ecossistemas não podem se aclimatar às mudanças climáticas, desmatamento e mudanças na biodiversidade, entre outros fatores.

O estudo, publicado na Nature , descobriu que as regiões de maior risco geralmente têm menos cobertura florestal e mais terras cultiváveis, são mais quentes e experimentaram maiores aumentos de temperatura, o que pode estar relacionado a um aumento de eventos climáticos extremos, como ondas de calor e frio. As áreas identificadas como de maior risco incluem a Bacia do Mediterrâneo, o Sudeste Asiático e as costas ocidentais da América do Norte e Central.

Os pesquisadores disseram que essas áreas vulneráveis desenvolveram uma “memória” – descrita como uma “autocorrelação temporal” – o que significa que os anos em que a absorção de carbono é menor têm maior probabilidade de serem seguidos por anos em que a absorção de carbono diminui ainda mais. Os pesquisadores dizem que, à medida que menos carbono é absorvido em áreas onde a floresta domina, a probabilidade de o cerrado se tornar uma paisagem permanente aumenta e as florestas podem ser perdidas para sempre.

Variação global

Embora várias regiões corram o risco de mudanças abruptas em suas paisagens, há partes do mundo onde os níveis de absorção de carbono são consistentes e o colapso do ecossistema é menos provável como resultado das flutuações de carbono. Isso inclui as florestas tropicais da Amazônia e partes do centro e norte da Europa, onde a capacidade de absorção de carbono aumentou. No entanto, os pesquisadores alertam que regiões como a Amazônia enfrentam outras ameaças climáticas, como mudanças futuras nos padrões regulares de chuva.

Os cientistas dizem que essas variações globais podem tornar mais difícil prever o impacto global de esquemas para absorver carbono, como o plantio de árvores, ajudando o mundo a atingir o carbono líquido zero.

O Dr. McGuire disse: “Os ecossistemas terrestres atualmente absorvem quase um terço das emissões de carbono criadas pelos seres humanos. Se eles começarem a absorver menos carbono, a capacidade natural da Terra de conter as mudanças climáticas diminui. tornou as emissões de carbono ainda mais rápidas do que pensávamos anteriormente.”

Referência:

Marcos Fernández-Martínez, Diagnosing destabilization risk in global land carbon sinks, Nature (2023). DOI: 10.1038/s41586-023-05725-1.

 

Henrique Cortez *, tradução e edição.

 

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O HOMEM COMO AGENTE POTENCIALIZADOR DA DINÂMICA EVOLUTIVA DA ESCARPA DA SERRA DO MAR.

O homem como agente potencializador da dinâmica evolutiva da escarpa da Serra do Mar, artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos

A Engenharia brasileira precisa definitivamente agir com cuidados especiais em suas relações com a Serra do Mar, caso não queira continuar colhendo fracassos e tragédias

A imponente escarpa da Serra do Mar, responsável, por obséquio de sua topografia acidentada, pela conservação do pouco que nos resta da Mata Atlântica na região sudeste brasileira, cumpre uma espetacular função ambiental, determinante na equação climática regional. Claro, além de sua importância cênica, ecológica, turística e cultural.

Essa escarpa serrana, que desde tempos pré-coloniais impõe uma enorme dificuldade de transposição para homens e cargas na ligação litoral-interior, tem origem tectônica por reativação da Falha de Santos, ocorrida ao final do Cretáceo, há cerca de 65 milhões de anos, a uma distância, mar a dentro, de perto de 60 Km da atual orla litorânea do sudeste brasileiro. A escarpa ocupa sua atual posição geográfica fruto de um prolongado processo de regressão erosiva.

Preteritamente, desde o início do período Terciário, em ocasião de paleoclimas áridos, ambiente geológico em que a cobertura florestal fenecia, recolhendo-se a pequenos refúgios, os solos então formados durante o clima quente/úmido, e então desprotegidos, eram lavrados violentamente por chuvas torrenciais, conformando momentos geológicos de acelerada regressão geomorfológica da escarpa.

Em intervalos geológicos e climáticos quentes e úmidos, como o atual, quando se estabelece o domínio pleno da floresta atlântica (floresta ombrófila densa), a regressão erosiva da escarpa da Serra do Mar desacelera-se, dando-se apenas restritamente como consequência de deslizamentos isolados em episódios de chuvas intensas, e miríade de deslizamentos concomitantes (de todas as naturezas) em eventos de elevada pluviosidade concentrada.

Em ambos os casos, obedecendo ao mesmo padrão pluviométrico: alguns dias de chuvas ininterruptas (chuvas de saturação) culminados por um episódio pluviométrico de grande intensidade (chuva de deflagração). Mas, em termos de capacidade de movimentação de solos, nessa condição de temperatura e umidade pode-se dizer que o processo mais radical de erosão regressiva da escarpa apresenta-se contido, latente, como consequência da espetacular proteção proporcionada pela floresta.

Em resumo, a escarpa, desde sua primeira formação ao final do Cretáceo, proto-Serra do Mar, já recuou dezenas de quilômetros de sua posição original até a atual.

Para onde foi todo esse material? Uma parte foi levado para o interior colaborando para a formação sedimentar da Bacia do Paraná. Outra parte está ainda contida em depósitos coluvionares na própria serra e em leques aluvionares mais próximos ao sopé, e grande parte compõe hoje sedimentos da Bacia de Santos.

Bem, é com esse organismo vivo, com suas leis próprias, processos, sua história e dinâmicas evolutivas, que estamos lidando. Senão por venerar, até religiosamente, essa entidade natural (a Serra), que seja por um pouco mais de inteligência e responsabilidade: a Engenharia brasileira precisa definitivamente agir com cuidados especiais em suas relações com a Serra do Mar, caso não queira continuar colhendo fracassos e tragédias.

Todas as feições aluvionares e coluvionares, que se espalham das meias encostas ao sopé da Serra, sugerem que não chove mais hoje na região do que já choveu ao longo do Terciário e do Quaternário. É preciso, portanto, ter-se mais cuidado ao se pretender explicar os frequentes deslizamentos e tragédias associadas como decorrentes de eventual efeito de mudanças climáticas globais.

No contexto viário, as antigas vias de transposição da serra (Via Anchieta, Estradas de Ferro Sorocabana e Santos-Jundiaí, Via Dutra, Rodovia dos Tamoios, Rio-Santos, etc.), que optaram por uma filosofia de projeto de encaixe da estrada nas encostas através de cortes, ainda pagarão um altíssimo preço por esse desatino tecnológico. Somente com a implantação da Rodovia dos Imigrantes, que fez a opção preferencial por túneis e viadutos, de forma a interferir o menos possível nas instáveis encostas, a engenharia viária brasileira atingiu um padrão de projeto plenamente apropriado às características da serra.

Já no contexto urbano as catástrofes estão aumentando sua frequência e letalidade unicamente como fruto da expansão explosiva das ocupações urbanas sobre as encostas da serra, como sempre sem nenhum cuidado técnico mais adequado às características geológicas e geotécnicas próprias da região. Diga-se de passagem que, com pouquíssimas exceções, a regra é a procura da Serra como um expediente de habitação relativamente barata por parte da população mais pobre. Essa é a determinação de caráter social que tem implicado em tragédias as mais lamentáveis: a população pobre é forçada a buscar o barateamento de seus custos com moradia combinando seis fatores: distância, irregularidade fundiária, periculosidade, insalubridade, desconforto ambiental e precariedade construtiva.

Uma intenção sincera e responsável da sociedade, através das administrações públicas e das ações de caráter privado, em reduzir drasticamente os acidentes por escorregamentos, deve obrigatoriamente equacionar estes dois aspectos que se superpõem hoje com terríveis consequências: o fator social e o fator técnico.

Do ponto de vista social, prover a população de alternativas dignas e seguras de habitação; do ponto de vista técnico, levar em conta as restrições de ocupação da Serra e as recomendações da Geologia de Engenharia, expressas especialmente nas Cartas Geotécnicas, mapas que delimitam nas encostas da Serra as poucas áreas passíveis de ocupação (definindo as rígidas regras dessa ocupação) e as áreas das quais o Homem não deve sequer se aproximar, dado seu já alto grau natural de instabilidade.

Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)

  • Ex-Diretor de Planejamento e Gestão do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas

  • Autor dos livros “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, “A Grande Barreira da Serra do Mar”, “Diálogos Geológicos”, “Cubatão”, “Enchentes e Deslizamentos: Causas e Soluções”, “Manual Básico para elaboração e uso da Carta Geotécnica”, “Cidades e Geologia”

  • Consultor em Geologia de Engenharia e Geotecnia

  • Colaborador e Articulista do EcoDebate

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Acima a Via Anchieta serpenteando a serra e se encaixando nas encostas através de cortes, no plano inferior a Rodovia dos Imigrantes desenvolvendo-se basicamente por viadutos e túneis, evitando ao máximo mexer nas encostas.

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Rodovia no Havaí: a mesma estratégia da Imigrantes: preferência por túneis e viadutos.

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in EcoDebate, ISSN 2446-9394

A RELAÇÃO ENTRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS.

 eventos climáticos extremos

 

A relação entre mudanças climáticas e eventos climáticos extremos

Eventos climáticos extremos referem-se a fenômenos meteorológicos severos, como ondas de calor, ciclones tropicais, inundações, secas e tempestades, que ocorrem fora do padrão normal ou esperado

As mudanças climáticas têm sido uma das principais preocupações mundiais nas últimas décadas. Essas mudanças têm um impacto significativo em vários aspectos da vida humana, incluindo a segurança alimentar, a saúde pública e a economia global.

Uma das consequências mais evidentes das mudanças climáticas é o aumento na frequência e na intensidade de eventos climáticos extremos, como enchentes, secas, furacões e ondas de calor. Neste artigo, exploraremos a relação entre as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos.

O que são mudanças climáticas?

As mudanças climáticas se referem a um conjunto de alterações significativas nas condições climáticas globais. Essas mudanças são causadas principalmente pela emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, provenientes de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, a agricultura intensiva e o desmatamento.

As mudanças climáticas têm causado um aumento gradual na temperatura média da Terra, o que, por sua vez, tem levado a um aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos extremos.

Para entender a relação entre as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos, é importante primeiro entender como o clima funciona. O clima é determinado por vários fatores, incluindo a temperatura da superfície do mar, a quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera e os padrões de circulação atmosférica. Quando esses fatores são alterados, o clima também muda.

As mudanças climáticas são causadas principalmente pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso. Esses gases retêm o calor do sol na atmosfera, impedindo que ele escape de volta para o espaço e aquecendo a Terra. Como resultado, a temperatura média da Terra está aumentando, o que causa mudanças significativas no clima global.

Uma das consequências mais evidentes das mudanças climáticas é o aumento na frequência e na intensidade de eventos climáticos extremos.

O que são eventos climáticos extremos?

Eventos climáticos extremos referem-se a fenômenos meteorológicos severos, como ondas de calor, ciclones tropicais, inundações, secas e tempestades, que ocorrem fora do padrão normal ou esperado em um determinado local. Esses eventos podem ser mais intensos, mais frequentes ou durar mais do que o normal, e têm o potencial de causar grandes danos econômicos, sociais e ambientais.

A conexão entre eventos climáticos extremos e mudanças climáticas

Os eventos climáticos extremos são uma consequência direta das mudanças climáticas. O aquecimento global causado pelas emissões de gases de efeito estufa provenientes das atividades humanas aumenta a temperatura média global e a frequência e intensidade de eventos extremos. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) observou que “é extremamente provável que a atividade humana tenha sido a principal causa do aquecimento observado desde meados do século XX”.

O aumento da temperatura global, por exemplo, contribui para ondas de calor mais frequentes e intensas. O derretimento do gelo polar e do permafrost também contribui para o aumento do nível do mar, aumentando a probabilidade de inundações em áreas costeiras. Além disso, o aumento da temperatura da superfície do oceano aumenta a frequência e intensidade de ciclones tropicais, que podem causar danos significativos às comunidades costeiras.

As mudanças climáticas também afetam a frequência e intensidade de eventos extremos de precipitação. O aquecimento do ar aumenta a capacidade de retenção de água, o que significa que as tempestades podem ser mais intensas e produzir mais chuva do que o normal. Isso pode levar a inundações e deslizamentos de terra, que causam danos significativos às comunidades e infraestruturas.

Os impactos dos eventos climáticos extremos

Os eventos climáticos extremos podem ter impactos significativos na sociedade, na economia e no meio ambiente. As inundações, por exemplo, podem danificar ou destruir infraestruturas, como estradas, pontes e edifícios, e causar perda de vidas e desalojamento de comunidades inteiras. As secas podem afetar a produção agrícola e levar a escassez de alimentos e água potável. O aumento da frequência e intensidade de ciclones tropicais pode afetar negativamente a pesca e o turismo, que são importantes para a economia de muitos países costeiros.

O que podemos fazer para minimizar os impactos dos eventos climáticos extremos?

Existem várias medidas que podemos tomar para minimizar os impactos dos eventos climáticos extremos. Uma das principais é reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Isso pode ser feito através da adoção de fontes de energia renovável, como a energia solar e eólica, e da redução do consumo de energia em geral.

Além disso, é importante investir em infraestrutura resistente a eventos climáticos extremos. Isso inclui a construção de diques e barragens para proteger áreas costeiras e a melhoria das infraestruturas de transporte e abastecimento de água para minimizar os impactos de secas e inundações.

Também é importante que as comunidades se preparem para os eventos climáticos extremos, através da criação de planos de emergência e evacuação e da educação da população.

 

Referências:

Eventos climáticos extremos aumentaram cinco vezes nos últimos 50 anos

Mudança Climática – Eventos climáticos extremos estão mais frequentes

Eventos climáticos extremos e impactos socioeconômicos

Os eventos climáticos extremos já se acumulam

Já enfrentamos a ameaça dos eventos climáticos extremos

Eventos climáticos extremos e seus principais impactos

 

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