sábado, 3 de outubro de 2009

REGIÃO SUDESTE

SÃO PAULO

REGIÃO SUDESTE DO BRASIL.


A região Sudeste do Brasil é uma das regiões definidas pelo IBGE, composta pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Esta região é por excelência uma terra de transição entre a região Nordeste e a região Sul. Para se fazer essa divisão foram usados critérios como semelhanças naturais, tais como relevo, clima, vegetação e solo, bem como afinidades socioculturais.


Região mais populosa e rica do Brasil, o Sudeste ocupa 10,85% do território brasileiro. Altamente urbanizada (90,5%)[4], abriga as três metrópoles mais importantes do país, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de ser o maior colégio eleitoral do Brasil.




RIO DE JANEIRO VAI SEDIAR AS OLIMPÍADAS DE 2016.

A região Sudeste apresenta índices socias elevados: possui o segundo maior IDH do Brasil, 0,824, perdendo apenas para a região Sul, e o maior PIB per capita do país, R$ 15.468,00.

EXISTE UMA GRANDE DESIGUALDADE SOCIAL NA REGIÃO SUDESTE.

A região Sudeste é caracterizada fisicamente pela existência de montanhas antigas e arredondadas pela erosão, os chamados mares de morros, notados nos 4 estados. No pico destas montanhas, existem cortes inclinados mais altos, que geram formações como a serra da Mantiqueira, a serra do Mar e a serra do Espinhaço. O Sudeste possui a maior média de altitude do Brasil, tendo como ponto mais alto o Pico da Bandeira, 3° maior do Brasil com 2.892 metros, sendo localizado entre Minas Gerais e o Espírito Santo.
CLIMOGRAMA DE SÃO PAULO
O clima dessa região é bastante diversificado no que diz respeito à temperatura, em função de três fatores principais: a posição latitudinal, a topografia acidentada e a influência dos sistemas de circulação perturbada. Corresponde a uma faixa de transição entre climas quentes das baixas latitudes e os climas mesotérmicos das latitudes médias, mas suas características mais fortes são de clima tropical. O norte de Minas Gerais possui clima semi-árido e faz parte do Polígono das Secas. Nas áreas mais elevadas do planalto atlântico, ocorre o clima tropical de altitude, que tem temperaturas mais baixas que as demais áreas.







RESERVA DE MATA ATLÂNTICA EM SÃO PAULO
A vegetação predominante é a Mata Atlântica, mas novamente há exceções como a Mata de Araucária no sul de São Paulo e nas regiões serranas, e a Caatinga no norte de Minas Gerais. O norte de Minas Gerais possui características do Nordeste, fazendo parte da bacia do Rio São Francisco e era território do estado de Pernambuco até o início do século XIX. O interior de São Paulo, notadamente a região entre os rios Tietê e o Paranapanema (região de Bauru, Marília, Itapeva, Presidente Prudente) é região de transição entre o Sudeste e o Sul, possuindo características destas duas regiões. Hoje em dia restam pequenos trechos da Mata Atlântica porque a maioria da mata foi substituída por áreas urbanas, pastagens e plantações. No litoral, nas partes mais alagadas encontramos os manguezais.




A região apresenta vários rios importantes, como o Rio Tietê, Rio Paraíba do Sul, Rio Paraná, Rio Piracicaba, Rio Doce. A região também apresenta a nascente do rio São Francisco, na serra da Canastra em Minas Gerais. Os rios da região são utilizados para navegação, mas principalmente para a produção de energia elétrica através de usinas hidrelétricas. Nessa região está localizada Furnas.

FORMAÇÃO DA POPULAÇÃO DO SUDESTE.

A população da região Sudeste é formada de brancos, negros, pardos, amarelos e indígenas.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados mais populosos do Brasil. A maior parte da população vive na zona urbana, devido ao êxodo rural, isto é, a saída da população do campo para viver na cidade.
Na região Sudeste ocorre a migração. Muitos brasileiros da região Nordeste migraram para a região Sudeste, principalmente para São Paulo e Rio de Janeiro.

População
A região Sudeste é a mais populosa do país, apresentando, segundo o IBGE, no ano de 2005, pouco mais de 78 milhões de habitantes, o que equivale a quase 42% da população brasileira (população maior que a de países como Itália e Espanha). A região apresenta, também, os três estados mais populosos (São Paulo, com 40 milhões de habitantes; Minas Gerais, com 21 milhões de habitantes e Rio de Janeiro, com 15 milhões) e as três maiores regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). A maior concentração populacional encontra-se no eixo Rio-São Paulo, onde estão localizadas as regiões metropolitanas da Grande São Paulo, Grande Rio e as regiões do Sul Fluminense e Vale do Paraíba, que englobam 23% da população brasileira. Também está localizada ali a Megalópole Rio-São Paulo, que conta com 40-50 milhões de habitantes. Outro eixo bastante populoso e urbanizado se localiza em um trecho de aproximadamente 300 km da BR-050/ Anhanguera, englobando mais de 4,5 mihões de habitantes nas regiões do Triâgulo Mineiro e Noroeste do estado de São Paulo, concentrando importantes cidades como Uberlândia, com mais de 630 mil habitantes e Ribeirão Preto, com mais de 560 mil habitantes.



INDUSTRIALIZAÇÃO DO SUDESTE

Na região Sudeste, iniciou-se a industrialização do país, tornando-se a indústria de transformação a principal divisa(dinheiro)e trabalho nos seus estados. O estado de São Paulo tornou-se o maior parque industrial da América do Sul.

As principais atividades industriais da região são:

* Siderurgia e metalurgia: É nessa região que está localizada a primeira indústria do gêner, a

[Companhia Siderúrgica Nacional|CSN]], na cidade de Volta Redonda, devido a proximidade com uma grande área mineralífera, o quadrilátero ferrífero, no estado de Minas Gerais. Também está instalada na região a Usiminas, em Ipatinga, que hoje é a maior produtora de aço bruto do país, e a Companhia Siderúrgica de Tubarão, Vitória, a 3º maior siderúrgica do Brasil.

* Petrolífera: O petróleo é explorado em plataformas continentais localizadas sobretudo na bacia de campos, no Rio de Janeiro (que produz 80% do petróleo consumido no Brasil). O estado do Rio de Janeiro apresenta grande importância na prospecção de petróleo, enquanto que o estado de São Paulo apresenta uma grande importância na atividade de refino, estando localizado nesse estado as principais refinarias do país, dentre elas, a REPLAN (refinaria do planalto), de Paulínia, a maior do país. Além do petróleo, há a extração de gás natural da bacia de Santos e há até alguns anos atrás, havia a extração de betume no vale do Paraíba.

* Alta tecnologia: É nessa região que está localizado o "vale do Silício" brasileiro, constituído pelas cidades de São Paulo, São José dos Campos, São Carlos e Campinas. Essas quatro cidades concentram indústrias de informática, telecomunicações, eletrônica e de outras atividades que envolvam alta tecnologia; além de possuírem importantes centros de pesquisa e importantes universidades, como o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos.

FONTE : WWW.IBGE.GOV.BR
WWW.SUA PESQUISA.COM.BR
WWW.SOGEOGRAFIA.COM.BR
ATIVIDADE:
1- QUAIS OS ESTADOS E CAPITAIS QUE FORMAM A REGIÃO SUDESTE?
2-QUAIS OS TIPOS DE CLIMA SÃO ENCONTRADOS NA REGÃO SUDESTE?
3- O QUE SÃO MARES DE MORROS?
4- ESCREVA SOBRE A POPULAÇÃO DA REGIÃO SUDESTE:
5- PESQUISE E ESCREVA SOBRE OS TIPO DE INDÚSTRIAS E COLOQUE DOIS EXEMPLOS PARA CADA UMA:
6- QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS FATORES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO SUDESTE?


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ETANOL PRODUZIDO NO BRASIL


BRASIL : FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA

A discussão entre a produção de alimentos versus energia vem ganhando força, sobretudo devido a disponibilidade cada vez mais limitada de recursos naturais, como terra e água, e os impactos altistas nos preços de commodities como milho e óleos vegetais. Na edição de 06 de dezembro, a revista britânica The Economist trouxe em seu editorial duras críticas à política de subsídios ao etanol à base de milho, que seria um dos principais responsáveis pela alta de preço dos alimentos no mundo. Em determinado momento coloca-se a frase: “encha o tanque de um carro utilitário esportivo com etanol e você terá gasto milho suficiente para alimentar uma pessoa por um ano inteiro". E essa não foi a primeira vez que a revista tocou nesse tema.

OBSERVE A PRODUÇÃO DO ETANOL EM ALGUNS PAÍSES.


A participação dos biocombustíveis na matriz energética mundial é próxima de 1% mas os investimentos nessa área estão acontecendo de forma expressiva. Além disso, as perspectivas de esgotamento de fontes energéticas de origens fósseis, com o caso do petróleo, reforçam as políticas energéticas dos países para essas novas fontes renováveis.

O etanol, também conhecido como álcool etílico encontra uma ampla aplicação na vida cotidiana do brasileiro seja como solvente industrial, anti-séptico, conservante, componente de diversas bebidas, em desinfetantes domésticos e hospitalares, solvente de fármacos importantes. Além do uso caseiro ou industrial o etanol se tornou uma molécula estratégica para a economia brasileira como uma alternativa energética viável, já que Brasil tem tradição e conhecimento na produção deste biocombustível para a substituição gradativa do petróleo.

GRÁFICO : PRODUÇÃO DA CANA DE AÇÚCAR E O CUSTO


O etanol como combustível

Ao contrário do que se pensa, o uso do álcool como combustível acompanha o nascimento dos automóveis. Tem como características técnicas ser menos inflamável e menos tóxico que a gasolina e o diesel. Ele pode ser produzido a partir de biomassa (resíduos agrícolas e florestais). No Brasil, ele é gerado principalmente da cana-de-açúcar. Nos Estados Unidos, o milho é o mais usado.


OBSERVE NO GRÁFICO, A VANTAGEM DA PRODUÇÃO DO ETANOL DA CANA- DE- AÇÚCAR EM RELAÇÃO A OUTROS PRODUTOS.

O uso de álcool combustível teve seu primeiro ápice no país a partir da década de 70, com a crise de petróleo no mundo e o nascimento do Proálcool (Programa Nacional do Álcool) em 1975, que incentivava o cultivo da cana-de-açúcar e provia recursos para construção de usinas, e tinha como apelo o fato de ser uma fonte de energia renovável e menos poluidora que os derivados do petróleo, o que possibilitou o desenvolvimento de uma tecnologia 100% nacional. Entretanto o projeto enfrentou a valorização do açúcar e o fim da crise do petróleo e tornou-se inviáveis.

TEMOS CAMINHOS PARA TRILHAR.

MAIORES PROBLEMAS :




Existem problemas que precisam ser resolvidos para que o álcool se torne realmente uma alternativa sócio e ambientalmente sustentável no Brasil.

São eles:CORTADOR DE CANA- EXPLORAÇÃO

* Monocultura da cana-de-açúcar;
* Condição social e trabalhista da mão-de-obra empregada;
* Primitivo processo de colheita (que obriga à queima da cana);
* Produção de vinhoto (resíduos da fermentação do álcool)


O VINHOTO PODE SER LARGAMENTE APROVEITADO COMO ADUBO


Existem alternativas?

* Geração de energia com o bagaço da cana;
* Utilização do vinhoto como fertilizante;
* Fim da colheita com o método de queimada;
* Justiça Social e fiscalização trabalhista no trabalho dos cortadores de cana;

Produção brasileira de cana-de-açúcar

O etanol é produzido no Brasil essencialmente nas regiões sudoeste e nordeste do Brasil. O Brasil tem uma área total de 851 milhões de hectares, sendo que, somente em 6 milhões de hectares, está concentrado o cultivo de cana-de-açúcar. A plantação de milho e soja ocupa atualmente 34 milhões de hectares e pecuária, outros 220 milhões.




Etanol brasileiro é considerado “avançado” e o de milho é vetado nas novas regras dos EUA

As novas regras para as metas de combustíveis renováveis nos Estados Unidos foram divulgadas nesta terça-feira, 5, e classificam o etanol de cana-de-açúcar brasileiro como mais eficiente na redução de emissões de poluentes do que o de milho produzido no país. Com isso, as usinas brasileiras poderão concorrer às cotas de “biocombustíveis avançados” que até 2020 chegarão a 80 bilhões de litros.

O etanol de milho, em comparação com a gasolina, reduz em 16% as emissões de poluentes, enquanto o de cana reduz em 44%, como anunciou a Agência de Proteção Ambiental, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Energia. Os índices levam em conta a emissão de poluentes durante o transporte e a distribuição pela queima de combustível nas usinas.
O combustível, para ser considerado “avançado”, precisa reduzir em pelo menos 50% a emissão dos poluentes, com uma tolerância de 10%. Desta maneira, o etanol de cana, com 44%, está qualificado para abastecer os 80 bilhões de litros de combustíveis avançados que estão na meta da lei de combustíveis renováveis e o etanol de milho ficou de fora, sendo considerado apenas como “renovável”.
Também é considerado o cálculo do uso indireto da terra, que mostra que, com o aumento da demanda por milho ou cana para produzir etanol, o preço dessas commodities cresce e a área cultivada em outros lugares também aumenta, o que irá causar desmatamento e, logo, emissão de poluentes. O governo dos EUA adotou o cálculo por pressão de grupos ambientais que se mostram preocupados com os efeitos dos biocombustíveis no preço dos alimentos e no desmatamento .






FONTES : IBGE
WWW.G1.COM.BR

ATIVIDADES:
1- O QUE REPRESENTA PARA O BRASIL A UTILIZAÇÃO DO ETANOL?
2- QUAIS AS PRINCIPAIS VANTAGENS DO ETANOL DO BRASIL EM RELAÇÃO AO ETANOL DOS ESTADOS UNIDOS?
3-COLOQUE TRÊS CONSEQUÊNCIAS POSITIVAS E TRÊS NEGATIVAS, QUE A INTENSA UTILIZAÇÃO DO ETANOL PODE TRAZER PARA OS CONSUMIDORES E PARA O MEIO AMBIENTE:
4- EXPLIQUE O QUE É O VINHOTO E COMO ELE PODE SER UTILIZADO?

domingo, 27 de setembro de 2009

ATUALIDADE: GOLPE MILITAR EM HONDURAS . 2ºs e 3ºs do Ensino Médio


SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS
ENTRE O GOLPE MILITAR DE 1964 E O DE HONDURAS.



Manuel Zelaya foi eleito presidente de Honduras em 2005 e empossado no cargo no começo de 2006. Seu mandato seguiu como prevê a lei hondurenha até junho deste ano, quando, após ter proposto um referendo inconstitucional sobre uma possível reeleição, ele foi retirado do cargo pelos militares e colocado num voo direto para a Costa Rica.MANUEL ZELAYA

O grupo de civis e militares que o impediu de governar agora enfrenta um problema diplomático e político, com a volta de surpresa de Zelaya ao país. O impasse se arrasta desde segunda-feira, com protestos e mortes.
JOÃO GOULART (JANGO)

Golpe em Honduras é semelhante ao golpe militar de 64 no Brasil ?




O golpe que tirou Manuel Zelaya do poder em Honduras no final de junho é semelhante ao golpe militar de 1964 contra João Goulart no Brasil: ambos são resultado de um conflito social interno que culmina em uma ação militar de caráter ilegal, mas apoiada pelo congresso.





Também Goulart, como Zelaya, cortejou os setores populares, enfrentou dificuldades econômicas, ficou impopular e foi deposto pelos militares, apoiados pelo congresso . A principal diferença, é que o golpe brasileiro ocorreu em um contexto de Guerra Fria, desencadeando ações de maior violência contra os cidadãos.
Nos dois casos, trata-se de um governante com origem na aristocracia rural que, uma vez no poder, são encurralados por uma forte demanda social e resolvem aplicar arriscadas políticas de redistribuição .

A consequência desse processo é uma classe baixa ansiosa por resultados e uma classe média com receios. Dessa forma, quando elementos militares concretizam o golpe, a ação tinha apoio de significativos setores da sociedade, acrescenta o historiador. Nos dois casos o presidente deixou o país: Jango para o Uruguai; Zelaya para a Costa Rica.

Uma semelhança importante é que a ação ilegal dos militares - tirar um presidente do cargo à força é ilegal aqui e em Honduras - acabou referendada por um órgão legítimo, o Congresso . A respeito da argumentação dos golpistas nas duas situações de que se tratava apenas de defesa da legalidade.


A principal diferença entre os dois golpes, está no contexto mundial em que eles acontecem. "No Brasil, a ação repressiva inicial foi mais violenta, com a cassação de diversos opositores e o rápido endurecimento do regime. Isto foi assim porque vivíamos a Guerra Fria (1947-1989) e os Estados Unidos apoiavam regimes de força aliados. Hoje, o contexto é muito diferente e, oficialmente, os Estados Unidos condenaram o golpe."

"No Brasil, havia certeza de apoio dos EUA: reconhecimento do governo, apoio político, apoio financeiro etc. Honduras, ao contrário, não tem esse apoio, o que é uma diferença fundamental".

Essa comparação não é apenas hipotética, mas tem efeitos reais. "Isso é fundamental para entender a reação do governo brasileiro diante do golpe hondurenho. A crítica feita desde o primeiro momento vem de um governo formado por políticos como Lula, que sempre condenaram o golpe no Brasil, isso está na memória deste governo".

Notícias » Mundo » Mundo


Micheletti dá 10 dias ao Brasil para definir status de Zelaya

O Governo de fato de Roberto Micheletti deu um prazo de 10 dias ao Brasil para que defina o status do presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, e anunciou que não receberá os embaixadores da Espanha, Argentina, México e Venezuela.
"Novamente solicitamos ao Governo do Brasil que defina o status do senhor Zelaya, dentro de um prazo não maior de dez dias. Se não for assim nos veremos obrigados a tomar medidas adicionais", disse nessa sábado à noite o Ministério de Exteriores do Governo de fato em comunicado lido por rádio e televisão para todo o país.
A mensagem pediu ao Brasil que "imediatamente tome medidas para assegurar que o senhor Zelaya deixe de utilizar a proteção que lhe oferece a missão diplomática do País para instigar a violência em Honduras". No entanto, não foram especificadas em que consistirão as "medidas adicionais".
Manuel Zelaya está na Embaixada do Brasil como hóspede oficial desde segunda-feira passada, quando retornou a Honduras, quase três meses após ser expulso do país e do poder pelos militares.

Fonte: g1.glnoticias.uol.com.br/ultnot/.../ult1859u1322.jhtm - Em cache - Similaresobo.com/Noticias/0,,LTM0-5597-20326,00.html - Em cache - Similares

Prá não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré)

Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantado e seguindo a canção,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Pelos campos a fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões,
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão,
E acreditam nas flores vencendo o canhão,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão,
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Somos todos soldados, armados ou não,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Aprendendo e ensinando uma nova lição,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

QUAL DEVE SER A POSIÇÃO DO BRASIL, EM RELAÇÃO AO GOLPE MILITAR EM HONDURAS ?

GOLPE MILITAR EM HONDURAS.

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE O GOLPE DE 1964 E O ATUAL EM HONDURAS ?

GOLPE MILITAR NO BRASIL EM 1968

O GOLPE MILITAR DE HONDURAS É SEMELHANTE AO DO BRASIL ?

Manuel Zelaya foi eleito presidente de Honduras em 2005 e empossado no cargo no começo de 2006. Seu mandato seguiu como prevê a lei hondurenha até junho deste ano, quando, após ter proposto um referendo inconstitucional sobre uma possível reeleição, ele foi retirado do cargo pelos militares e colocado num voo direto para a Costa Rica.

O grupo de civis e militares que o impediu de governar agora enfrenta um problema diplomático e político, com a volta de surpresa de Zelaya ao país. O impasse se arrasta desde segunda-feira, com protestos e mortes.



O golpe que tirou Manuel Zelaya do poder em Honduras no final de junho é semelhante ao golpe militar de 1964 contra João Goulart no Brasil: ambos são resultado de um conflito social interno

que culmin

a em uma ação militar de caráter ilegal, mas apoiada


pelo congresso.

Também Goulart, como Z

elaya, cortejou os setores populares, enfrentou

dificuldades econômicas, ficou impopular e foi deposto pelos militares, apoiados pelo congresso . A

principal diferença, é que o golpe brasileiro ocorreu em um contexto de Guerra Fria, desencadeando ações de maior violência contra os cidadãos.

Nos dois casos, trata-se de um governante com origem na aristocracia rural que, uma vez no poder, são encurralados por uma forte demanda social e resolvem aplicar arriscadas políticas de redistri

bução.

A consequência desse processo é uma classe baixa ansiosa por resultados e uma classe média com receios. De

ssa forma, quando elementos militares concretizam o golpe, a ação tinha apoio de significativos setores

da sociedade, acrescenta o historiador. Nos dois casos o presidente deixou

o país: Jango

para o Uruguai; Zelaya para a Costa Rica.


Uma semelhança importante é que a ação

ilegal dos militares - tirar um presidente do cargo à força é ilegal

aqui e em Honduras - acabou referendada por um órgão legítimo, o Congresso

. A respeito da argumentação dos golpistas nas duas situações de que se tratava apenas de defesa da legalid

ade.


A PRINCIPAL DIFERENÇA



entre os dois golpes, está no contexto mundial em que eles acontecem. "No Brasil, a ação repressiva inicial foi mais violenta, com a cassação de diversos opositores e o rápido endurecimento do regime. Isto foi assim porque vivíamos a Guerra Fria (1947-1989) e os Estados Unidos apoiavam regimes de força aliados. Hoje, o contexto é muito diferente e, oficialmente, os Estados Unidos condenaram o golpe."














Essa comparação não é apenas hipotética, mas tem efeitos reais. "Isso é fundamental para entender a reação do governo brasileiro diante do golpe hondurenho. A crítica feita desde o primeiro momento vem de um governo formado por políticos como Lula, que sempre condenaram o golpe no Brasil, isso está na memória deste governo".


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Micheletti dá 10 dias ao Brasil para definir status de Zelaya

O Governo de fato de Roberto Micheletti deu um prazo de 10 dias ao Brasil para que defina o status do presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, e anunciou que não receberá os embaixadores da Espanha, Argentina, México e Venezuela.

"Novamente solicitamos ao Governo do Brasil que defina o status do senhor Zelaya, dentro de um prazo não maior de dez dias. Se não for assim nos veremos obrigados a tomar medidas adicionais", disse nessa sábado à noite o Ministério de Exteriores do Governo de fato em comunicado lido por rádio e televisão para todo o país.

A mensagem pediu ao Brasil que "imediatamente tome medidas para assegurar que o senhor Zelaya deixe de utilizar a proteção que lhe oferece a missão diplomática do País para instigar a violência em Honduras". No entanto, não foram especificadas em que consistirão as "medidas adicionais".

Manuel Zelaya está

na Embaixada do Brasil como hóspede oficial desde segunda-feira passada, quando retornou a Honduras, quase três meses após ser expulso do país e do poder pelos militares.



Prá não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré)

Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantado e seguindo a canção,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Pelos campos a fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões,
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão,
E acreditam nas flores vencendo o canhão,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão,
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Somos todos soldados, armados ou não,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Aprendendo e ensinando uma nova lição,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.


VÁRIOS FORAM OS ARTISTAS, RELIGIOSOS, POLÍTICOS QUE SE MANIFETARAM CONTRA A DITADURA MILITAR INSTALADA NO BRASI.













Fonte: g1.glnoticias.uol.com.br/ultnot/.../ult1859u1322.jhtm - Em cache - Similaresobo.com/Noticias/0,,LTM0-5597-20326,00.html - Em cache - Similares


ENERGIA NUCLEAR. PARA PENSAR........

POEMA : VINÍCIUS DE MORAES
ROSA DE HIROSHIMA PENSE NAS CRIANÇAS MUDAS, TELEPÁTICAS PENSE NAS MENINAS CEGAS INEXATAS PENSE NAS MULHERES, ROTAS ALTERADAS PENSE NAS FERIDAS COMO ROSAS CÁLIDAS MAS, SÓ NÃO SE ESQUEÇA DA ROSA, DA ROSA DA ROSA DE HIROSHIMA, A ROSA HEREDITÁRIA A ROSA RADIOATIVA, ESTÚPIDA INVÁLIDA A ROSA COM CIRROSE E A ANTI-ROSA ATÔMICA SEM COR, SEM PERFUME, SEM ROSA, SEM NADA.
.


A ENERGIA NUCLEAR NO BRASIL

LOCAL ESCOLHIDO PARA A CONSTRUÇÃO DAS USINAS NUCLEARES

A procura da tecnologia nuclear no Brasil começou na década de 50, com o pioneiro nesta área, Almirante Álvaro Alberto, que entre outros feitos criou o Conselho Nacional de Pesquisa, em 1951, e que importou duas ultra-centrifugadoras da Alemanha para o enriquecimento do urânio, em 1953

A decisão da implementação de uma usina termonuclear no Brasil aconteceu de fato em 1969, quando foi delegado a Furnas Centrais Elétricas SA a incumbência de construir nossa primeira usina nuclear. Estávamos vivendo dentro de um regime de governo militar e o acesso ao conhecimento tecnológico no campo nuclear permitiria desenvolver não só submarinos nucleares mas armas atômicas. O Programa Nuclear Paralelo, somente divulgado alguns anos mais tarde, deixou bem claro as intenções do país em dominar o ciclo do combustível nuclear, tecnologia esta somente do conhecimento de poucos países no mundo.


Em junho de 1974, as obras civis da Usina Nuclear de Angra 1 estavam em pleno andamento quando o Governo Federal decidiu ampliar o projeto, autorizando Furnas a construir a segunda usina. Mais tarde, no dia 27 de junho de 1975, com a justificativa de que o Brasil já apontava escassez de energia elétrica para meados dos anos 90 e início do século 21, uma vez que o potencial hidroelétrico já se apresentava quase que totalmente instalado, foi assinado na cidade alemã de Bonn o Acordo de Cooperação Nuclear, pelo qual o Brasil compraria oito usinas nucleares e obteria toda a tecnologia necessária ao seu desenvolvimento nesse setor.


GRÁFICO DE SETORES : FONTES DE ERNERGIA DO BRASIL

Desta maneira o Brasil dava um passo definitivo para o ingresso no clube de potências atômicas e estava assim decidido o futuro energético do Brasil, dando início à "Era Nuclear Brasileira".
Angra 1 encontra-se em operação desde 1982 e fornece ao sistema elétrico brasileiro uma potência de 657 MW. Angra 2, após longos períodos de paralização nas obras, inicia sua geração entregando ao sistema elétrico mais 1300 MW, o dobro de Angra 1. A Central Nuclear de Angra, agora com duas unidades, está pronta para receber sua terceira unidade. Em função do acordo firmado com a Alemanha, boa parte dos equipamentos desta usina já estão comprados e estocados no canteiro da Central, com as unidades 1 e 2 existentes, praticamente toda a infraestrutura necessária para montar a terceira usina.




ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA USINA NUCLEAR


Angra III já existe, tais como pessoal treinado e qualificado para as áreas de engenharia, construção e operação, bem como toda a infraestrutura de canteiro e sistemas auxiliares externos. Desta maneira, a construção de Angra 3 é somente uma questão de tempo

Brasil terá mais quatro usinas nucleares até 2030

Agência Brasil

Brasília - Depois da Usina Nuclear de Angra 3, que deverá entrar em operação em 2014, o governo pretende construir mais quatro usinas nucleares até 2030, cada uma com 1 mil megawatts de potência. A primeira deve entrar em operação em 2019, na Região Nordeste, entre Recife e Salvador. Outra usina deve ser construída na mesma região, e mais duas na Região Sudeste, entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.


IMAGEM: USINA NUCLEAR DE CHERNOBYL- 1986

Na manhã de 26 de abril de 1986, como resultado de uma série de falhas de engenharia e controle, ocorreu um superaquecimento do reator número 4 da Usina Nuclear de Chernobyl, próximo à cidade de Kiev, na Ucrânia (ex-URSS). O superaquecimento provocou uma explosão que deslocou a tampa do reator, de duas mil toneladas, lançando na atmosfera uma nuvem contendo isótopos radioativos. Tal nuvem subiu até cerca de 5 km de altitude e se alastrou por vários países da Europa, sendo detectada a muitos quilômetros de distância. Esse foi o mais grave acidente nuclear da história.
Muitos dos operários e bombeiros que tentaram apagar o incêndio nas instalações morreram pouco depois, por terem sido expostos à radiação. O fogo só foi controlado quando helicópteros jogaram cinco mil toneladas de areia no topo do reator. Controlado o perigo mais imediato, veículos-robôs foram usados na tentativa de limpar a usina e eliminar os resíduos radioativos.

MAPA : LOCALIZAÇÃO DAS USINAS NUCLEARES NO MUNDO



EXISTE TODA UMA POLÊMICA EM RELAÇÃO AO USO DA ENERGIA NUCLEAR.
1-VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR? REGISTRE SUA OPINIÃO.
2- QUAIS SÃO OS PAÍSES QUE POSSUEM AS MAIORES QUANTIDADES DE USINAS TERMONUCLEARES?
3-QUAIS SÃO OS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS, COM O USO DE USINAS NUCLEARES?
4-QUAL A DIFERENÇA ENTRE O URÂNIO 235 E O 238 ? ONDE SE ENCONTRAM AS MAIORES RESERVAS ? QUAL A SITUAÇÃO DO BRASIL EM RELAÇÃO AS RESERVAS DE URÂNIO ?
5- POR QUE ESTÃO ACONTECENDO PROTESTOS NA ALEMANHA, APÓS ACIDENTE NA USINA DE FUKUSHIMA, NO JAPÃO ?
6-QUAL A SITUAÇÃO ATUAL DO JAPÃO EM RELAÇÃO A ENERGIA NUCLEAR E O VAZAMENTO DE MATERIAS RADIOATIVO NA USINA DE FUKUSHIMA ?







sexta-feira, 25 de setembro de 2009

TERMELÉTRICAS NA AMAZÔNIA

MAIS UM ABSURDO COMO TANTOS OUTROS.

Poluição do Ar
O pulmão intoxicado pelo diesel
As 260 termelétricas da Amazônia emitem o dobro
dos poluentes produzidos pela frota de veículos
da cidade de São Paulo. Não faz sentido falar
em preservação ambiental Sem que pelo menos
90%da energia da região venha de fontes limpas

Navegantes da fumaça
Petroleiro no Rio Negro levando diesel para a Amazônia: eletricidade cinco vezes mais cara do que no restante do Brasil.


A maioria das pessoas acredita que a Floresta Amazônica é o pulmão do planeta. Que, se ela desaparecer, o aquecimento global vai se acelerar de modo calamitoso. Quanto a isso, vale uma ressalva. Para merecer o título de pulmão do planeta, a região precisaria parar de envenenar a atmosfera com gases do efeito estufa. Atualmente, as 260 usinas termelétricas em operação em sete estados amazônicos, a grande maioria movida a óleo diesel, despejam todo ano na atmosfera 6 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o principal gás que causa o aquecimento global. Parece pouco diante dos 770 milhões de toneladas de CO2 emitidas anualmente pelo desmatamento e pelas queimadas na floresta.
O CO2 produzido pelas termelétricas amazônicas, contudo, equivale ao dobro das emissões produzidas no mesmo período pela frota de veículos da cidade de São Paulo, a maior do país.
Manaus abriga uma das mais bem-sucedidas experiências de desenvolvimento sustentável, a Zona Franca, que produz riquezas sem precisar destruir um só graveto da floresta. Para movimentar suas indústrias, no entanto, a cidade depende quase integralmente da queima de óleo. As termelétricas respondem por 85% da eletricidade consumida no Amazonas, 70% no caso do Acre e 60% no do Amapá. O pulmão do mundo encontra-se intoxicado pela fumaceira.
Numa região rica de recursos hídricos, não é nada de mais esperar que pelo menos 90% da energia elétrica consumida em suas cidades venha de fontes limpas, como as hidrelétricas. "As termelétricas, além de poluidoras, não são confiáveis. Há grandes oscilações de energia ao longo do dia e às vezes falta luz. Isso representa um custo tremendo para as empresas, que instalam geradores próprios para se precaver das falhas de energia", diz Ronaldo Mota, diretor do Centro da Indústria do Estado do Amazonas.
A poluição e o custo extra para as indústrias não são os únicos ônus da dependência da Amazônia das termelétricas. A região não produz uma só gota do óleo diesel queimado nas usinas. Ele vem de São Paulo, do Rio de Janeiro e até de outros países, como Índia, Estados Unidos e Venezuela
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O resultado é uma energia até cinco vezes mais cara do que a utilizada no restante do país. Se fosse integralmente repassada ao consumidor final, essa diferença praticamente inviabilizaria a venda da energia das termelétricas. Por isso, existe um mecanismo para subsidiar o diesel usado na Amazônia, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), estimada neste ano em 2,7 bilhões de reais. Esse valor é rateado por todos os consumidores do país. Entre 2% e 3% da conta de luz que o brasileiro paga, more ele em Porto Alegre, Salvador ou Vitória, destina-se a subsidiar a energia da Amazônia.


Levar o óleo diesel às termelétricas da Amazônia é uma operação, além de custosa, complicada. Todos os meses atracam em Manaus cinco petroleiros carregados com 180 milhões de litros de óleo para abastecer as usinas e o setor de transportes da Região Norte. Os petroleiros percorrem quase 6 000 quilômetros, do Sudeste até Manaus .
De lá, o diesel é levado para outras cidades da Região Norte a bordo de quase 200 balsas-tanque e 500 caminhões. Há trechos, como o que se percorre até Cruzeiro do Sul, no Acre, que exigem mais de 4 000 quilômetros de navegação pelos rios. A viagem dura 25 dias, ou mais, além dos quinze gastos inicialmente no transporte a partir do Sudeste, dependendo das dificuldades criadas pela natureza. Nos períodos de seca, quando o nível dos rios fica muito baixo, o transporte por balsas é interrompido durante quatro meses e o combustível precisa ser estocado para não haver desabastecimento na cidade. Essas condições adversas resultam às vezes em situações esdrúxulas. Dependendo do destino do diesel, chega-se a gastar 2 litros dele como combustível para transportar cada litro que vai alimentar uma termelétrica.

Além de produzir poluição e atrapalhar a atividade econômica, a dependência de diesel causa vários transtornos à população da Amazônia. Nas comunidades ribeirinhas onde a única fonte de energia é um pequeno gerador, os moradores precisam racionar combustível para ter luz o mês inteiro. E, mesmo assim, apenas parcialmente, porque nesses casos o equipamento só é ligado três horas por dia, geralmente à noite. Em Aracari, comunidade ribeirinha a duas horas de barco de Novo Airão, no interior do Amazonas, os moradores recebem uma cota de 50 litros de diesel por mês da prefeitura. "Isso nem dá para o mês inteiro, só para três semanas", diz a professora Yolanda Santiago, que transfere alunos do turno da noite para o da manhã quando o diesel acaba por completo.
Acabar com a dependência do diesel na Amazônia é uma prioridade que esbarra sistematicamente na oposição de ambientalistas e do Ibama. Há hoje no Brasil dezoito projetos de hidrelétricas que não saem do papel ou cujas obras estão atrasadas por causa de ações judiciais que questionam seu impacto ambiental. Os motivos são variados: os rios que receberão as turbinas passam por reservas indígenas ou áreas de preservação. No Madeira, gastou-se em estudos sobre o impacto na piracema dos bagres (a conclusão foi que bastava deixar uma passagem para os peixes, como normalmente é feito em barragens). Uma dessas hidrelétricas, a de Belo Monte, no Rio Xingu, foi o pivô de uma cena selvagem ocorrida no ano passado. Numa apresentação do projeto da obra promovida por ONGs e ambientalistas, o engenheiro Paulo Fernando Rezende, da Eletrobrás, foi atacado a facão por índios caiapós e sofreu um corte profundo no braço
casas palafitas da Amazônia

A oposição do Ibama e dos ambientalistas a obras energéticas necessárias ao desenvolvimento da Amazônia não interessa a ninguém, muito menos aos moradores da região. O Brasil precisa ampliar sua produção de energia em 50% até 2017. As usinas hidrelétricas constituem a forma mais limpa e barata de produzi-la. A tecnologia hoje permite que os reservatórios das hidrelétricas tenham apenas 15% do tamanho que tinham no passado. Ou seja, seu impacto ambiental é muito menor. Mesmo assim, no Brasil, por incrível que pareça, os ambientalistas têm mais fôlego para combater as hidrelétricas do que as carvoarias.


FONTE DE ENERGIA LIMPA - ENERGIA EÓLICA


Como a Amazônia tem características geográficas complexas, com rios gigantescos e florestas densas, levar as linhas de transmissão de eletricidade a muitos pontos da região é difícil. Estudos mostram que, nessas áreas, o ideal seria recorrer às fontes alternativas de energia. Entre elas, a eólica tem potencial restrito. Poderia ser explorada quase exclusivamente na costa do Amapá, com condições de vento semelhantes às do Nordeste. A opção que se mostra mais viável nesses casos é a energia solar. A Amazônia tem média de radiação solar três vezes superior à de países como a Alemanha, líder mundial em energia produzida por painéis fotovoltaicos. A implantação da energia solar em municípios de porte médio ou pequeno é uma operação relativamente rápida que poderia, em pouco tempo, reduzir o uso das usinas termelétricas em diversos pontos da Amazônia. Em comunidades ribeirinhas, as fontes alternativas de energia podem substituir por completo os geradores a diesel. Como aconteceu na comunidade Santo Antônio, da Ilha do Siriri, no município paraense de Breves, que há um ano abriga um projeto da Universidade Federal do Pará de uso de biomassa. O antigo gerador a diesel, que funcionava quatro horas por dia, foi substituído por um sistema de geração a partir de uma caldeira alimentada por resíduos de madeira, sobras de uma serraria que usa madeira certificada. É preciso tirar do papel os projetos de grande porte, como as hidrelétricas, e apostar nas energias alternativas para livrar a Amazônia da fumaceira poluente e cara do óleo diesel.



FONTE LIMPA DE ENERGIA - ENERGIA SOLAR


Após a leitura da reportagem, como você se sente tendo que ajudar a pagar a conta do diesel usado na Amazônia? Quais as fontes alternativas de energia poderiam ser utilizadas na região?